quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

De onde vêm as boas ideias?

Vida de blogueiro é assim, um dia ou outro parece que as idéias desaparecem. Você até sabe o conteúdo do próximo post, mas para o de hoje, nenhuma boa ideia parece estar disponível. Para onde as boas idéias foram? Ou melhor de onde elas vem afinal?

Foi então, que me lembrei deste vídeo que tenta desvendar um grande mistério: a origem das boas idéias. Se você é blogueiro, ou tem outra atividade que demanda aquela criatividade que as vezes desaparece, é hora de se inspirar. Afinal, o vídeo abaixo é a tal boa ideia que temos para hoje!



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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O Lobo de Wall Street

Dinheiro é a mais viciante das drogas, e torna seus dependentes nos seres humanos mais desprezíveis. Este é o tema principal de O Lobo de Wall Street, nova parceria entre Martin Scorcese e Leonardo DiCaprio, baseado no livro homônimo e autobiográfico Jordan Belfort.

O ex-corretor da bolsa de valores Jordan Belfort (DiCaprio) começou como um jovem tímido ávido por subir na vida. Que não demorou muito para construir sua própria empresa e produzir rios de dinheiro, manipulando o sistema financeiro e prejudicando centenas de clientes. Segue-se uma vida de extravagâncias, absurdos e ostentações regada à sexo, drogas, dinheiro e à visão distorcida que Belfort e cia parecem ter da realidade.

Tudo devidamente equilibrado com tom cômico, que hora beira o pastelão, hora beira a tragédia. Não é atoa que o escolhido para contracenar com DiCaprio é Jonah Hill. O comediante consegue não apenas oferecer o alívio cômico, mas também confere a ansiedade, insegurança e descontrole à Donnie, principal parceiro de Belfort, quando necessário.

Mas é DiCaprio quem está todo tempo em cena, durante três horas de projeção carrega o filme. Alternando surpreendentemente bem entre momentos de comédia física, o jovem inseguro do início e o ser desprezível que Jordan se torna ao longo da projeção. Em um personagem cheio de nuances digno da indicação do Oscar que recebeu.

Vale também observar a boa trilha sonora. E a edição que brinca com a câmera lenta, diferentes razões de aspecto, mudanças de perspectiva e claro, com a irreverente e nada respeitosa narração de Belfort. O personagem nos apresenta sua visão do mundo desde o princípio, seja corrigindo detalhes como a cor de um carro, ou explicando preguiçosamente como as coisas funcionam. Digo preguiçosamente, pois o arrogante personagem não se importa muito com sua audiência.

Longo e superpopuloso O Lobo de Wall Street é um filme complexo e cheio de nuances. Talvez neste excesso resida o maior problema do longa. Estará mentindo que afirmar que não esperava pelo retorno do personagem de Matthew McConaughey antes do fim. Ou mesmo, que não esquecia hora ou outra que toda a gangue estava sendo investigada pelo personagem de Kyle Chandler desde o início do filme. No elenco ainda há participações especiais de Rob Reiner, Jon Favreau, e Spike Jonze.

O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street)
EUA , 2013 - 180 minutos
Comédia
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Once Upon a Time in Wonderland

Era uma vez uma série de sucesso com um universo grande o suficiente para ser expandido e condenar a produção a um spin-off. Assim nasceu Once Upon a Time in Wonderland, produção derivada da série de TV Once Upon a Time.


Mantendo a ideia de ir além do "felizes para sempre", após visitar o País das Maravilhas pela primeira vez, Alice (Sophie Lowe) passa a infância e a adolescência tentando provar que a terra mágica que visitara era real, e não um devaneio infantil. Já adulta, se apaixona por um Gênio da Lampada (sim, existe mais de um) mas, Cyrus (Peter Gadiot) é dado como morto, e a mocinha volta para casa e é internada em um sanatório por falar sobre gatos risonhos e coelhos de cartola. Prestes a ser submetida a um tratamento para esquecer o País das Maravilhas, ela é resgatada pelo Valete de Copas (Michael Socha) e o Coelho Branco (John Lithgow), com a notícia de que seu amado pode estar vivo.

Alice segue em uma jornada no Pais das Maravilhas, para salvar seu "boy magia", literalmente, acompanhada de outro "boy magia". Inclua-aí uma incômoda sensação de triângulo amoroso mágico que faz lembrar certa franquia vampiresca. Mas os problemas não acabam por aí. O trio principal peca em carisma, e o curto romance de Alice e Cyrus (que provavelmente será ampliado mais tarde por flahsbacks) não convence. Dificultando a torcida do expectador pelo casal.

Outro problema é a ausência de personagens conhecidos do universo, uma vez que o Chapeleiro Maluco e a Rainha de Copas (que atende pelo nome de Cora "vódrasta" da Branca de Neve) estão na série original, longe dos domínios de Wonderland. Mas então, quem governa aquele país. A Rainha Vermelha (Emma Rigby) de Alice Através do Espelho, em uma interpretação inexpressiva e desprovida da realeza cruel que tal personagem exige.

Os irreais cenários do mundo mágico, que na produção original poderiam ser interpretados como um contraponto entre o mundo real e o conto de fadas. Aqui parece apenas CGI mal feito, uma vez que além de não haver o mundo real, muitas cenas são gravadas em uma floresta genérica e comum, daquelas que você não esperaria encontrar no País das Maravilhas. Falta unidade entre os cenários.

Na produção, salva-se apenas a interpretação de Naveen Andrews (o Sayid de Lost) como Jafar (aquele do Aladin). O ator consegue convencer apesar do figurino exagerado parecer engessa-lo.

Sem as protagonistas femininas fortes, carismáticas e com uma grande missão, ou ainda vilões complexos e cheios de motivações que agradaram na produção original, Once Upon a Time in Wonderland desperdiça todo um universo mágico. Ao menos, estas foram as primeiras impressões da série, ainda há tempo de fazer ajustes para o restante da temporada. Enquanto isso, resta torcer para terceira temporada de Once Upon a Time chega chegar logo em terras brasileiras?

As duas séries são exibidas no Brasil pelo canal Sony. Once Upon a Time in Wonderland é exibida nas quartas-feiras às 22hs. Once Upon a Time atualmente está na pausa entre temporadas por aqui, mas já está em exibição nos EUA. Qual das duas séries é sua favorita?
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Os melhores títulos portugueses para obras estrangeiras

Foi pesquisando as curiosidades de A Menina que Brincava com Fogo segundo título da Trilogia Millenium cujas adaptações cinematográficas estão em cartaz no DVD, Sofá e Pipoca que prestamos atenção: os títulos lusitanos de podem ser diferentes dos nossos, apesar de ambos falarmos português.

Logo colocamos nossas memória para funcionar e percebemos que em tantos anos de cinefilia colecionamos dezenas de títulos curiosos e divertidos inventados por nossos colegas de além mar. Confira agora os melhores:

Aportuguesando...
Eduardo Mãos de Tesoura = Edward Mãos-de-Tesoura
Festival Rocky de Terror = The Rocky Horror Picture Show
Laca = Hairspray

Sessão Tarantino
Sacanas Sem Lei = Bastardos Inglórios
Cães Danados = Cães de Aluguel
Aberto Até de Madrugada = Um Drink No Inferno
Django Libertado = Django Livre

Subtítulos Dramáticos
Platoon - Os Bravos do Pelotão = Platoon
Toy Story — Os Rivais = Toy Story

Spoilers no título
A Mulher que Viveu Duas Vezes = Um Corpo que cai
A Minha Namorada Tem Amnésia = Como se fosse a primeira vez
O Homem que Veio do Futuro = Planeta dos Macacos
Viram-se gregos para casar = Casamento Grego
A Desaparecida = Rastros de Ódio
Uma Sogra de Fugir = A Sogra

Estilo título de novela
Do Céu Caiu uma Estrela = A Felicidade Não Se Compra
O Amor e a Vida Real = Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada
Amor Sem Barreiras = Amor, Sublime Amor
Música no Coração = A Noviça Rebelde

Estilo Sessão da Tarde
Que Loucura de Mulher = Mulher Nota 1000
Os Tenenbaums – Uma Comédia Genial = Os Exêntricos Tenenbaums

Explicativos
Casados de Fresco = Recém Casados
Era uma Vez um Rapaz = Um Grande Garoto
Há Lodo no Cais = Sindicato de Ladrões
Contando Ninguém Acredita = Mais estranho que a ficção
Tudo Bons Rapazes = Os Bons Companheiros

Hã?!?
A Minha Mãe, Eu e a Minha Mãe = Em Qualquer Outro Lugar
O Barbeiro = O Homem Que Não Estava Lá
A Caixinha de Surpresas = Você já foi à Bahia?
Velha Raposa = Bravura Indômita

O caso de Duro de matar: acho que não contavam que viraria uma franquia
Assalto ao Arranha-Céus = Duro de Matar
Assalto ao Aeroporto = Duro de Matar 2
Então a coisa ficou complicada...
Die Hard - A Vingança = Duro de Matar - A Vingança
Die Hard 4.0 — Viver ou Morrer = Duro de Matar 4.0
Die Hard: Nunca é Bom Dia para Morrer = Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer
Como eles sabem que é tudo uma franquia só???

Séries de TV
Malmequer Bem-Me-Quer = Pushing Daisies
As Taras de Tara = United States of Tara
Que Loucura de Família = That '70s Show
De Mal a Pior = Arrested Development
A Louca Vida de Larry = Curb Your Enthusiasm
Quem Sai aos Seus = Family Ties
Competente e Descarada = The Nanny



Os favoritos
À Boleia pela Galáxia = O Guia do Mochileiro das Galáxias
Millennium 2 - A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo = A Menina que Brincava com Fogo
O Rei dos Gazeteiros = Curtindo a vida adoidado
Boleia Mortal = A Morte Pede Carona
Um Azar do Caraças = Ligeiramente Grávidos
Super-Baldas = Superbad
Eu, Tu e o Emplastro = Dois é bom, três é demais
Estás frito, meu! = Querem Acabar Comigo

Ok, admitimos! Os títulos brasileiros também não são lá essas coisas. Então, qual seu titulo curioso favorito, em qualquer idioma???
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Epic Disney Medley

Janeiro é mês de férias, certo? Errado! Janeiro era mês de férias mas, você cresceu, e agora precisa acordar cedo enfrentar o calor de Mordor (que não era assim quando éramos crianças) e um dia inteiro de trabalho duro. É triste!

Por isso, decidimos dedicar à você 5 minutinhos de nostalgia, neste vídeo de Petter Hollens, que traz novas versões dos clássicos da Disney que embalaram sua infância. Mas assista rápido, antes que o seu chefe volte!!!



Peter Hollens faz versões de músicas usando apenas um instrumento, a sua voz.
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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

DVD, sofá e pipoca - começamos tudo outra vez!

Acredite ou não, chegamos ao 5º ano do projeto para formar cinéfilas melhores! Esta semana reiniciamos nossa lista de filmes assistidos, resenhados e desvendados semanalmente. Ainda não conhece o projeto?

Se você é cinéfilo, ou mesmo curte um filminho de vez em quando provavelmente tem a sensação de ainda não assistiu tudo o que devia. Especialmente quando se trata de clássicos, produções fora do circuito hollywoodiano e mesmo produções brasileiras. É para suprir essa necessidade de ver o que deixamos passar, é que nasceu o projeto do blog DVD, sofá e pipoca

Em 2010, assistimos á 50 produções indicadas por um renomado almanaque cinéfilo. Quando a lista acabou resolvemos criar nossas próprias listas, escolhidas por temas mensais. Desde então alcançamos uma média de 50 filmes por ano, dos mais diferentes gêneros, países e épocas. Não apenas relatando a experiência de conhecer esses filmes, mas pesquisando sobre sua produção, equipe e curiosidades. 

Além da blogueira que vos escreve, também participam deste projeto Giselle de Almeida e Geisy Almeida, e eventuais convidados. Convidamos todos á participarem com comentários no blog, em uma de nossas páginas nas redes sociais ou mesmo em foma de parcerias. Visite o blog para mais detalhes.

Iniciamos o ano de 2014 assistindo as versões para as telas para uma aclamada franquia literária, a Trilogia Millenium. Assista conosco! 

Enquanto isso, fique com um gostinho do que assistimos em 2013.
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

1001 utilidades de uma cabine telefônica

Até o final dos anos de 1990 quando queríamos telefonar na rua, nós brasileiros, usávamos os tradicionais orelhões. Deve ser por isso, que não sentimos falta das 1001 utilidades de uma cabine telefônica, quando passamos a carregar comunicadores portáteis em nossos bolsos. E não estou falando dos usos comuns, como telefonar (dã) ou escapar da chuva. A caixa de metal e vidro ou de madeira serviu para muitas coisas com o passar dos anos.

Trocar de roupa - Um dos primeiros usos incomuns conhecidos. Basta você entrar tirar seu terno e estará pronto para se dirigir ao salvamento de fracos e oprimidos mais próximo, com sua bela cueca sob calças colantes. - Mas, a maioria é feita de vido, alguém pode ver? - Sem problemas, basta usar sua super-velocidade. Clark Kent aprova a eficiência, embora não possa garantir que sua roupa ainda esteja lá quando voltar.

Fugir de animais em fúria - até hoje o uso foi testado apenas com pássaros de Bodega Bay. Não é eficiente a longo prazo, os bichinhos em fúria eventualmente quebrarão o vidro, mas pode te dar mais tempo para encontrar outra saída, ou mesmo pedir ajuda, afinal tem um telefone lá dentro!

Entrar e sair da Matrix - você pode não saber, mas os aparelhos de telefones fixos são as portas USB deste programa de computador em que vivemos. O uso não é restrito à cabines telefônicas, mas encontrar um telefone público é muito mais fácil que invadir a casa de alguém. Principalmente quando está sendo perseguido por um Agente Smith.

Entrada pública para o Ministério da Magia - se você é bruxo e está em solo britânico, provavelmente algum dia vai precisar visitar o ministério. Uma vez que a entrada para funcionários fica em uma cabine, muito menos agradável, a melhor opção é uma das tradicionais cabines telefônicas vermelhas.

Viajar no Tempo e Espaço - se quiser apenas aprender um pouco de história uma cabine comum funciona muito bem*. Entretanto se você pretende viajar para o futuro, para outros planetas, ou mesmo apenas mais conforto, procure por uma cabine telefônica de polícia azul. Eram comuns em Londres na década de 1960, são maiores por dentro, vem equipada com guarda roupa de várias épocas, piscina, biblioteca e se tiver sorte, um Time Lord.

Ok! Eu exagerei, não encontrei 1001 utilidades para uma cabine telefônica, e com certeza nossos celulares já tem muitos mais de mil apps. Mas convenhamos, nenhum deles é tão legal quanto as curiosas utilidades acima! 

Lembrou de alguma outra utilidade? Compartilhe!

*Só agora percebi que Bill e Ted copiaram a idéia de Doctor Who!
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A Filosofia de Tyrion Lannister

Minha mente é minha arma. Meu irmão tem a sua espada, o Rei Robert, o seu martelo de guerra, e eu tenho a mente... e uma mente necessita de livros da mesma forma que uma espada necessita de uma pedra de amolar para se manter afiada.
Tyrion Lanister
Se você conhece o personagem dono desta citação, com certeza concorda: sua mente é afiada, e a língua mais ainda. Suas observações sobre o cotidiano de uma terra mágica medieval ficcional, podem muito bem ser aplicada à nossa vida real. Logo não é surpresa que uma coletânea de seus "bons conselhos" logo aparecesse nas prateleiras das livrarias.

A Filosofia de Tyrion Lannister, reúne pensamentos e observações do personagem criado por George R. R. Martin para sua série de livros Crônicas de Gelo e Fogo. Para quem ainda não sabe de quem estou falando, Tyrion é membro da família mais abastada, e também ambiciosa, dos Sete Reinos. Entretanto cometeu o erro de nascer anão, e por isso é rejeitado pela maioria. Para remediar sua condição ele afiou a sua mente através dos livros, e abusa do sarcasmo para provar que é uma das mentes mais brilhantes daquele reino. Na versão para TV, a série da HBO Game of Thrones, a personagem é interpretada por Peter Dinklage.

E já que "Dormir é bom. Melhor que isso são os livros!", vamos voltar à A Filosofia de Tyrion Lannister. O título é mesmo uma coletânea de frases do personagem. E apenas isso! Não há explanação sobre o contexto em que as frases foram proferidas, nem ao menos uma apresentação do personagem. Por isso, não estranhe a ausência de um autor/organizador.

Mas, existe um ilustrador. Muito bem produzido, o volume traz belas ilustrações em praticamente todas as páginas. Em grande tamanho, como na divisão de capítulos ou em pequenos desenhos próximos à numeração de página. Junto com a boa encadernação, capa dura e páginas de papel couché brilhante. Compensam a simplicidade da parte escrita.

As citações estão divididas em capítulos temáticos (Sobre Ser um Anão, O Poder das Palavras, Comida e Bebida, etc), facilitando e muito consultas rápidas. A Filosofia de Tyrion Lannister pode até soar como um caça níquéis para fãs da série, mas seu acabamento impecável e o sarcasmo e inteligência da personagem o tornam uma ótima aquisição para sua estante. Afinal, tente reencontrar uma dessas citações nos tijolos com compõem a saga de Martin.

A Filosofia de Tyrion Lannister (The Wit & Wisdom of Tyrion Lanister)
Ilustrado por Jonty Clark
LeYa
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Ender's Game - O Jogo do Exterminador

Nosso planeta foi atacado por alienígenas no ano de 2086. Por sorte, ganhamos a primeira batalha, mas para prevenir futuros ataques criamos uma academia em órbita para treinar futuros combatentes espaciais. Por algum motivo, que nunca fica claro, acredita-se que Ender (Asa "Hugo Cabret" Butterfield) é a grande esperança da humanidade. Quando digo acredita me refiro ao coronel Graff (Harrison Ford) e a Major Anderson (Viola Davis), uma vez que o filme não oferece muito espaço para explicar quem é quem no mundo do futuro.

A falta de contextualização, é um ponto confuso de Ender's Game - O Jogo do Exterminador. Especialmente se considerarmos que a ficção científica que prometia muita ação espacial, troca as batalhas por muito falatório. Do que tanto falam? Das inquietações e dilemas do jovem protagonista, forçado a tornar-se um líder sem razão aparente. Estas também teriam mais sentido se melhor contextualizadas, evitando a sensação que os irmãos de Ender não tenham o que fazer na narrativa.

Lançado em 1985, o livro homônimo de Orson Scott Card que inspirou o longa, previu o uso de veículos não tripulados, comandados por interfaces que mais parecem video-games, que atualmente realmente utilizados. Entretanto, nas telas o recurso teve um efeito negativo. Um monte de crianças discutindo estratégia de batalha em frente a uma tela, e batalhas feitas por computação gráfica não são a forma de ação mais empolgante.

Cheio de conceitos interessantes, mas de aplicação equivocada O Jogo do Exterminador, erra ao tentar simplificar o enredo, eliminando o contexto político e ideológico, em prol das questões morais do protagonista. Escolha que é bem sucedida apenas no terceiro ato, quando finalmente começa a abordar questões morais mais complexas pouco antes de interromper a discussão para criar o gancho para sequência.

Vale pelos efeitos especiais e pelo elenco, que além de Buterfield, Ford e Davies, também conta com Hailee Steinfeld, Abigail Breslin e Ben Kingsley. E assim como as autoridades do futuro esperavam por um novo ataque, resta para o expectador esperar por uma sequência que aproveite melhor o material original e nos apresente um universo mais atraente.

Ender's Game - O Jogo do Exterminador (Ender's Game)
EUA - 2013 - 114 minutos
Ficção científica
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