sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Como perder um cliente: o caso do Doggis

Já que deu certo, e recebemos uma resposta legal da lanchonete sobre "o caso do X-Whopper sem redonditas", (parabéns Burguer King!)  que tal tentarmos novamente? E acredite se quiser, o caso do Doggis começou no mesmo dia que o caso anterior. Data que estamos inclinadas a intitular de "o dia que deveríamos ter ficado em casa".

É fato, o custo benefício dos lanches do Doggis é um dos melhores entre as redes de fast-food. Não é surpresa termos escolhido a lanchonete neste dia, a ausência de uma fila grande só reforçava nossa escolha. Apenas uma moça esperava antedimento no balcão, enquanto uma funcionária solitária fazia algo no fundo do salão. 

Depois de alguns instantes esperando, apesar de já ser mais de meio-dia, a falta de ação da funcionária nos fez perguntar:
- Vocês ainda não abriram? - e lá do fundo da loja mesmo a moça respondeu de cara amarrada
- Estamos abertos. 

Esperamos mais alguns instantes. A funcionária continuou ignorando nossa presença, nem mesmo esboçou um gesto no estilo "espera um segundinho que já vou". Não restou muito a fazer, a não ser trocar olhares de dúvida com a outra cliente que já estava lá quando chegamos, antes de nos dirigir à lanchonete mais próxima.

Antes que você pense, "ah foi apenas um dia ruim". Não é que a cena se repetiu? Desta vez a equipe de funcionários era maior. Formada por uma atendente em momento de intervalo papeando em pleno balcão com uma funcionária do Bobs, e outros dois funcionários. Estes se revezavam no vai-e-vem até o fundo da loja, fazendo várias coisas, mas sem conseguir concluir nada.

Com apenas mais um cliente sendo atendido, levou mais de dez minutos para conseguirmos uma casquinha. Se foi má distribuição de tarefas, treinamento mal feito ou simplesmente má vontade, não sei dizer. Mas vale lembrar: as datas em questão eram um sábado e um feriado, e a lanchonete era uma das poucas sem filas. Agora sabemos o porque!

Leia também - Como perder um cliente: o caso do X-Whopper sem redonditas
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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Posteres Honestos da Disney

Já conhecemos os Slogans sinceros, e assistimos aos Trailers Honestos, então já estava na hora de encontrarmos posters de filmes com a mesma sinceridade. Alimentando o imaginário de pequenas e grandes mentes há gerações, a Disney foi a escolha perfeita para a equipe dos sites ScreenCrush e TheFW, que tornou a proposta realidade.

Confira agora os posteres de seus clássicos favoritos, apresentando o conteúdo do longa de um jeito que a Disney não mostra:
Síndrome de Estocolmo
O Avatar Original
Você está tão alto agora
Quem precisa de príncipe?
Uma repaginada no visual resolve tudo
A princesa é negra, então os outros personagens podem ser estereótipos raciais
Veja outros posteres honestos no site ScreenCrush e TheFW.
Hamlet com animais
Mentir e roubar ajudam a ficar com a garota
Os animadores estão tão altos agora
Quando "Doutor Hollywood" encontra a Nascar
Rei Artur, menos o assassinato e incesto
Mude pelo seu homem
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Guia Básico de Doctor Who

Esteve ausente deste universo nos últimos 50 anos, ou simplesmente não tem BBC ou Netflix, mas tem Facebook, Twitter ou qualquer outra rede social? Então já deve ter notado que amanhã, 23 de novembro de 2013 é um tal de "The Day of the Doctor", e como a maioria dos brasileiros, não faz ideia do que se trata. Você até teve boa vontade e tentou descobrir, mas desistiu ao clicar em um desses links e descobrir enormes  textos, projetados para quem já gosta o suficiente para gastar muito tempo debruçado sobre o assunto.

Pois seus problemas acabaram, eis o
Guia Básico de Doctor Who para Leigos

Doctor Who é uma série de TV britânica que completa 50 anos este ano, mais especificamente no dia 23/11. É a série de ficção mais longeva  já produzida (pensou que o título era de Star Trek, né!). Seu universo expandido também não fica atrás dos trekkers. Os whovians, como são chamados os fãs da série, podem acompanhar suas aventuras em quadrinhos, livros, audio-aventuras, entre outros formatos há 5 décadas.

Em 1963 a BBC precisava cobrir um buraco em sua grade, de preferência com um programa familiar. Criou-se então um programa sobre uma personagem que podia viajar no tempo e espaço em uma nave maior por dentro que por fora, que deveria ensinar ciências e história para a criançada. Pronto, nasceu Doctor Who!

O nome aliais, inicialmente provisório, faz referência a pergunta que quase todas as personagens fazem ao conhece-lo. Uma vez que se apresenta apenas como o Doutor, não há quem não pergunte: Doutor quem? (Doctor Who, em inglês). Seu nome verdadeiro aliais, é um dos maiores mistérios da série, que gerou até protestos nas ruas quando um título de episódio ameaçou divulgá-lo. Mas isso é assunto para um post mais longo.

A você caro não iniciado basta saber que, o Doctor é um Time Lord (Senhor do Tempo), um alienígena com aparência humana (ou somos nós que parecemos com eles?). Ele que viaja pelo tempo e espaço, em uma caixa azul, que é maior por dentro, resolvendo e/ou aprontado, altas confusões geralmente com aliens envolvidos. Sempre acompanhado, seus "companions" são na maioria humanos (e britânicos), mas podem vir de qualquer planeta ou época.


Agora vem a parte complicada! Se você acha difícil trabalhar o desapego quando seu personagem favorito de Game of Thrones ou The Walking Dead morre, imagina ter que reaprender a gostar do protagonistas de tempos em tempos? Pois em 1965 quando o intérprete original do Doctor, William Hartnell começou a apresentar problemas de saúde um novo conceito foi criado.

Descobrimos que os Time Lords tem a habilidade de se regenerar quando mortalmente ferido. Mesmas memórias, aparência e personalidade novas, assim o segundo Doctor, Patrick Troughton entrou em cena. Desde então outros 9 atores encarnaram o papel: Jon Pertwee, Tom Baker, Peter Davison, Colin Baker, Sylvester McCoy, Paul McGann, Christopher Eccleston, David Tennant e Matt Smith. Este ano Smith se despede do papel que vai ficar com Peter Capaldi, o 12°Doctor.

Além dos Doctos a série traz vários atores convidados a cada semana, além dos companheiros constantes de viagem do protagonista. Prepare-se para exercitar o quem-é-quem da lista de atores britânicos que conhece.
Os 11 primeiros Doctors em selos comemorativos, tão britânico isso!!!
Falta mencionar ainda, seu meio de transporte. A tal "caixa azul" que pode viajar no tempo e espaço, se chama Tardis, sigla para Time and Relative Dimensions in Space (Tempo e Dimensão Relativas no Espaço). Tem a aparência de uma cabine de polícia, que era facilmente encontrada nas ruas britânicas nos anos de 1960. A ideia original era que a nave, mudasse de aparência a cada novo pouso, se camuflando no ambiente que se encontra. Problemas orçamentários fizeram os roteiristas tomarem a decisão de "quebrar" o mecanismo camaleão da nave, mantendo-a  permanentemente como uma caixa azul. Mas seu desproporcional interior, recebe redecorações de tempos em tempos.

A série teve um enorme hiato, entre 1989 e 2005. Nessa época, sem os episódios da TV, os fãs podiam acompanhar o Doctor através de audiodramas, livros, quadrinhos e outros materiais. Além de um longa, que tentou reviver a série em 1996. A volta em 2005, com Christopher Eccleston como protagonista, tinha o objetivo de atender os fãs antigos, e apresentar o universo à não iniciados. Apesar de repaginada, manteve seus conceitos principais e atendeu as expectativas, ganhando até séries derivadas. Com uma ajudinha da presença da BBC na TV paga, e a compra da série do Netflix, o programa acabou chegando em terras tupiniquins onde também agradou.

As aventuras da TV, quando na terra, são majoritariamente passadas em solo britânico. Um alívio para quem já cansou de ver Nova York sendo atacada por aliens. Os monstrengos aliais são bastante criativos, principalmente em se tratando de uma série TV, leia-se baixo orçamento. Não espere caros animais de computação gráfica, o maior vilão desta série tem a aparência de um saleiro, que empunha um desentupidor de pia e um batedor de ovos como armas. Sim, a cara é de "filme b", pois o forte é a relação dos personagens, e os roteiros mirabolantes. Além do fim e início do universo (e tudo que existe entre eles), o Doctor já visitou universos paralelos, encontrou a si mesmo, conheceu figuras famosas e esteve por trás de acontecimentos históricos que definiram (ou definirão) nossa existência.

Gostei por onde começo?
O jeito mais fácil é acompanhar a partir do retorno da série em 2005. A maioria dos episódios está disponível no Netflix. Na TV, é exibida pela BBC e a TV Cultura.  A série clássica (1963-1989) é mais complicada (sim é preciso apelar para o download).  Se quiser fazer apenas um teste, para ver se gosta do gênero, procure o episódio "Blink", com  David Tennant, o 10°Doctor.

Ok! Talvez o guia tenha ficado um pouco mais longo que o esperado. Ao menos, consegui colocar (quase) tudo em um único post. Acha que ficou faltando alguma coisa? Quer saber mais? Comente!

O episódio especial para celebrar os 50 anos da série, tem estréia mundial pela BBC, inclusive a brasileira, neste sábado 23/11. A rede de Cinemark, também vai exibir o episódio simultaneamente em diversos cinemas do país. O programa marca a despedida de Matt Smith (11°Doctor), traz de volta David Tennant (10°Doctor), além de suas acompanhantes e participações especiais, como John Hurt.

Assista alguns trailers do The Day of the Doctor - Trailer 1 - Trailer 2.

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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Consciência Negra segundo Morgan Freeman

Nos Estados Unidos existe o Black History Month (Mês da História Negra), aqui o "período de reflexão" sobre a inserção do negro na sociedade dura apenas um dia. Mas, qual seria mesmo o sentido e eficiência desta data?

Morgan Freeman (um cara que já interpretou Deus), tem uma opinião interessante. Simples assim, o vídeo dispensa maiores explicações.

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Jogos Vorazes - Em Chamas

Um simples assovio não era tão perigoso, desde que "M" (O Vampiro de Dusseldorf) deixou de assoviar In the Hall of the Mountain King em sua caçada por criancinhas. Mas, desde que Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), adotou (ou foi associada) o tordo como símbolo e venceu os Jogos Vorazes desafiando a autoridade, basta alguém imitar o som do pássaro para se tornar uma ameaça em potencial à ser controlado.

É assim que encontramos a protagonista. Enfrentando às consequências de sua histórica e midiática vitória na 74ª edição dos Jogos Vorazes, ferramenta de controle disfarçada de reality show, que a rica Capital usa sobre os 12 Distritos da Panem. Após vencer forjando (ou não) um romance com seu colega de Distrito e desafiando as normas do jogo, a moça faz parte do sistema. Logo, é obrigada à seguir em turnê pelo país ao lado de Peeta (Josh Hutcherson). Agenda de praxe imposta aos campeões para reforçar o poder da Capital. Entretanto, sua presença apenas reforça o sentimento de união e rebeldia da população.

Simbolo máximo de esperança para a população, a moça se torna uma ameaça  a qual o Presidente Snow (Donald Sutherland) está empenhado em derrubar. E a oportunidade vem em forma da comemoração dos 75 anos dos Jogos, uma edição especial chamada de O Massacre Quaternário.

Achou a sinopse um tanto quanto longa? Isso é reflexo do único ponto fraco do filme: ser o filme do meio. Á O Senhor dos Anéis: As Duas Torres, e outros filmes intermediários, Em Chamas, não tem o início nem fim, é o meio da jornada. Isso exige um certo nível de comprometimento do expectador, que compreende melhor se assistir aos outros longas da franquia. Os pontos fracos acabam aí!

Com o orçamento dobrado, graças ao sucesso do primeiro filme, a escala visual cresce. A direção de arte acentua ainda mais a discrepância entre os paupérrimos e cinzentos distritos e Capital com seus ambientes limpos, amplos e clássicos e figurinos exagerados. Os efeitos especiais são mais elaborados, tudo é maior, mais urgente, mais perigoso.

Perigoso como as novas aquisições do elenco, que adequadamente traz Philip Seymour Hoffman, para viver o ambíguo novo produtor dos Jogos Vorazes. Outra aquisição é a competente Jena Malone. Do elenco original, Laurence continua ditando o ritmo com sua protagonista que não pode evitar, e tenta compreender o universo em que foi jogada enquanto este desmorona a sua volta. Hutcherson é eficiente em conferir mais facetas a Peeta, hora "marqueteiro", hora amigo, hora namorado. O eficiente Woody Harrelson também ganha mais tempo de tela com seu, agora empenhado, embora ainda bêbado, tutor Haymitch. Já Donald Sutherland, também com mais espaço confere ao Presidente Snow o peso, seriedade e ameaça que este lider representa. Voltam ainda o divertido Stanley Tucci e Liam "irmão do Thor" Hemsworth.

Para completar, as críticas sobre aquele universo, e consequentemente sobre o nosso, ficam ainda mais evidentes com o rumo que a trama, baseada no livro de Suzanne Collins, segue. A manipulação e controle das massas, violência, questões morais, abuso de poder, o papel dos governantes, das pessoas públicas, a política do pão e circo, estão novamente em cena e com mais destaque. Afinal, as próprias personagens começam a perceber e questionar esses conceitos.

Infelizmente, o mesmo não acontece do "lado de cá" da tela. Nem sempre a petizada está atenta ao subtexto, atraídas exclusivamente pelo espetáculo da franquia,  que nós, brasileiros, tivemos o privilégio de assistir primeiro. Palavras do marketing do filme, não minhas. Ao menos a mensagem está lá, bem apresentada, para quem quiser ouvir. Cedo ou tarde será recebida pela platéia intencionalmente, ou por osmose. O jeito é torcer e esperar!

Jogos Vorazes - Em Chamas (Hunger Games - Catching Fire)
EUA - 2013 - 146 min.
Ficção científica


Leia também: Jogos Vorazes - crítica


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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A Invenção de Hugo Cabret

"Mas antes de virar a página, quero que você se imagine sentado no escuro, como no início de um filme. Na tela, o sol logo vai nascer, e você será levado em zoom até uma estação de trem no meio da cidade. Atravessará correndo as portas de um saguão lotado. Vai avistar um menino no meio da multidão e ele começará a se mover pela estação. Siga-o, porque este é Hugo Cabret. Está cheio de segredos na cabeça, esperando que sua história comece."

Nem de longe tentando desmerecer o trabalho de Scorsese, em sua adaptação para o cinema de A Invenção de Hugo Cabret,  mas quem lê a breve introdução deste livro pensa: está meio caminho andado!

E é assim, como em uma projeção de cinema que adentramos no mundo de Hugo. Desenhos quase quadro-a-quadro vão crescendo em uma tela escura, sobrevoando Paris adentrando a estação de trens e seus corredores labirínticos, antes que qualquer outra palavra seja dita (ou escrita). Quando finalmente podemos ler algo (lá pela página 45) somos apresentados ao protagonista Hugo e suas desventuras.

O menino vive sozinho, invisível entre as paredes da estação, consertando os relógios do edifício. Trabalho herdado do tio com quem vive desde que ficou órfão. Do pai herdou um estranho homem de metal e a missão de consertá-lo. Para tal, ele rouba pecinhas e ferramentas das loja de brinquedo da estação. E, é claro, que acaba se envolvendo com o velho dono da loja e sua aventureira afilhada Isabelle. Mas, isso é apenas a primeira parte do livro.

Dividido, narrativa e visualmente, em duas partes, lembra até aqueles clássicos de longuíssima metragem do cinema, que traziam uma pausa no meio da projeção. Depois da "intermission", leitor e protagonistas ganham novos mistérios para serem desvendados. Além de uma aula de história do cinema e um de seus ícones.

Classificado como uma obra de fantasia e aventura, pode ser facilmente confundida com um livro infantil. Mas não se engane, o livro pode e deve ser apreciado por adultos. Enquanto os pequenos podem encontrar uma ótima forma de fazer a transição dos quadrinhos ou livros de figuras para uma leitura mais rica. Os adultos vão descobrir um mistério intrigante, divertida e leve. E ambos, podem apreciar ou aprender sobre cinema. Tudo isso com o auxílio de ricas imagens, que não apenas ilustram, mas são responsáveis por contar longos trechos da trama.

Uma pena, que a encadernação nacional, em brochura com mais de 500 páginas, seja difícil de manusear e favoreça pouco os desenhos. Divididos em duas páginas, a perda de detalhes com o corte central é inevitável. Nada que comprometa a leitura fácil, da tradução de Marcos Bagno.

A Invenção de Hugo Cabret (The invention of Hugo Cabret)
Brian Selznick
Edições SM


Leia também:
A Invenção de Hugo Cabret (filme)
Semana especial Hugo Cabret (DVD, Sofá e Pipoca)
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Game of Thrones: Fã de carteirinha#13

Por que a Dança com Famosos do Faustão não é assim?????? Eu assistiria!!!

Não entendo de Valsa Vienense, mas esta é provavelmente uma das abordagens mais inusitadas já feitas. E daí que os juizes acharam mais ou menos!



Para quem não lembra (acontece!), o "famoso quem" aí é Corbin Bleu da franquia musical adolescente High School Musical. Alguém que provavelmente já tinha aulas de dança antes, o que me faz questionar se ele devia estar neste programa, mas como não assisto e não faço ideia de quem sejam os outros concorrentes, que importa!
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Thor - O Mundo Sombrio

É sua terceira aventura nas telas, segunda em carreira solo, você já conhece bem o universo que envolve o deus Asgardiano. Por isso Thor - O Mundo Sombrio, pode economizar tempo, partir direto para ação e fazer dezenas de referências, não apenas ao universo Marvel, mas a cultura pop em geral.

Logo após a grande batalha de Os Vingadores, Loki (Tom Hiddleston) está na elegante prisão de Asgard. Enquanto Thor (Chris Hemsworth) está terminando seu trabalho de pacificar os nove reinos antes de receber oficialmente o trono de seu pai Odin (Anthony Hopkins). É claro, que alguma coisa iria acabar com a festa. Malekith, O Maldito (Christopher "9ºDoctor" Eccleston), o rei dos Elfos Negros, busca vingança por sua raça, subjulgada pelo avô de Thor e considerada extinta há 5 mil anos. O plano do Maldito é complicado, envolve a destruição de todos os nove reinos, o que garante a participação de Jane Foster (Natalie Portman) e seus amigos da Terra. Além de Loki, que tem a oportunidade de limpar um pouco a sua ficha quando Thor pede sua ajuda.

Melhor equilibrado que seu antecessor, o longa tem funções bem distintas para cada um dos mundos em que se passa, e transita bem entre eles. Equilíbrio também está no tom do longa, que distribui bem as cenas de ação, a verborragia característica dos quadrinhos e o humor. Até mesmo a estagiária Darcy (Kat Dennings, que só garantiu sua volta graças ao sucesso de sua série de TV Two Broke Girls), apontada como chata no original, aqui encontra seu espaço.

Quem também ganha mais espaço é Renne Russo, antes apenas uma ponta de luxo como mãe do personagem título. Enquanto Stellan Skarsgård vira alívio cômico em já que está sofrendo com as consequências de Os Vingadores. Mas é novamente Tom Hiddleston que rouba a cena, com seu inteligente e sarcástico vilão em conflito.

Sob nova direção, Asgard é menos brilhante, mais real lembrando um pouco o ambiente de Game of Thrones. Não é atoa, o diretor Alan Taylor dirigiu alguns episódios da série da HBO. Mas o visual também lembra o Senhor dos Anéis, em alguns momentos. Já as naves do exército de Malekit soam como as vistas em Star Wars. E claro, tem a participação especial de Stan Lee, e de outros elementos do universo Marvel nas telas. Diversão até para os expectadores menos atentos.

É claro, todo filme tem seus pontos fracos, que aqui fica por conta de alguns clichês e coincidências improváveis. Como um vilão que quer "destruir o universo", ou Jane Foster "acidentalmente" encontrar a arma secreta para o grande plano do vilão. Este plano aliais depende do alinhamento dos nove reinos, que só acontece a "tantos mil anos", e claro, está prestes a acontecer.

Sim o roteiro tem acasos improváveis, e motivações meio batidas. Mas, em se tratando de um filme de super-heroi, com visual medieval/espacial, deuses e aliens, estas nem são as coisas mais improváveis em cena. E no final das contas funciona. Assumindo seu tom grandiosamente improvável Thor - O Mundo Sombrio, não decepciona.

Como de costume fique na sala até o final dos créditos, não se deixe enganar também tem uma cena extra durante o letreiro.

Thor - O Mundo Sombrio (Thor - The Dark World)
EUA - 2013 - 112 min.
Ação


Leia a Resenha de Thor e Os Vingadores
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Uma Noite de Crime

O ano é 2022, e os EUA passaram por uma explosão de crime e pobreza tão grande que o país precisou ser "re-fundado". País novo, novas regras. E a criação da noite do "purgo" foi a solução para manter a criminalidade e pobreza sob controle. Uma vez por ano, durante 12 horas todo e qualquer crime é considerado legal. É claro, que quem sai perdendo são os pobres, sem ter como se proteger são exterminados pelos ricos.

Os ricos se escondem em casas que são verdadeiras fortalezas, graças aos sistemas de seguranças vendidos pelo personagem do Ethan Hawke. Este mesmo, passa sua noite de purgo em segurança com sua mulher (Lena Headey, a Cersei de Game of Thrones) e filhos, e os típicos problemas de classe média alta. Desta vez seu filho atende ao pedido de socorro e deixa um pobre em fuga entrar em sua pequena fortaleza. E como nenhuma boa ação fica sem punição, é claro, que os caçadores vem em busca de sua caça, encurralando a família em sua casa.

A proposta é de ficção cientifica, o clima é de terror e o discurso é político, assim  Uma Noite de Crime atira para todo lado, e não acerta em nada. Apesar de interessante, a proposta não explica como uma sociedade capitalista sobrevive com o crescente extermínio da classe trabalhadora. Considerando, que o governo celebra o crescimento do número de vítimas dessa noite como responsável de uma diminuição proporcional da violência durante o ano. 

Quando as luzes e apagam e a caçada labiríntica pela casa começa, o filme ensaia um clima de terror. Mas, este é baseado nos clichês, em geral sustos fáceis gerados pela dificuldade de ver o que acontece em um cenário escuro. Já a discussão política e os dilemas morais começam a ser explorados, e logo são abandonados em prol da "ação".

Moradores das classes mais altas apoiam a noite de crime, mas não estão dispostos a participar dela? Ignoram (ou fingem) o extermínio dos menos favorecidos? Eles repassam o conformismo para os filhos, sem se preocupar em como as crianças vão reagir. Vão se rebelar, ou tomar decisões impensadas para se aproveitar da situação? Ótimas questões, que poderiam ser melhor trabalhadas e resolvidas.

Em se tratando de um universo sem regras, onde tudo pode acontecer, Uma Noite de Crime, peca pelos clichês e pela previsibilidade. Ao menos, como já tem ideia de como vai terminar, sobra tempo para o expectador tentar descobrir porque os "caçadores" usam máscaras tenebrosas se o crime está liberado? Eu não descobri! 

Uma Noite de Crime (The Purge)
EUA/França - 2013 - 85 minutos
Ficção científica / Terror
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