quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Disney Halloween - por Isaiah Stephens

Você já deve ter visto por aí em alguma rede social, Branca de Neve vestida de Mulher Maravilha, a Bela (da Fera) vestida de Hermione, ou qualquer outro personagem Disney personificando outros ícones da cultura pop. Trata-se da série Disney Halloween, criada por Isaiah Stephens.

Ainda em desenvolvimento, a série já tem dezenas de personagens "prontos para o Halloween". Stephens tem se saído muito bem ao escolher os ícones que os príncipes e princesas vão assumir. Geralmente as fantasias combinam com a personalidade e/ou aparência do personagem. Essa coleção e outros trabalhos de Stephens, que estão no Devian Art.

Difícil escolher um favorito. Estou entre a Mulan/Xena, Milo/10°Docthor, Esmeralda/Michone e os principes como elenco de Supernatural. Mas tem também a Khaleesi, Jack Sparrow e Indiana Jones.

Confira a coleção completa e tente reconhecer os personagens e suas fantasias:



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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

É o Fim

James Franco está de casa nova, e por isso vai dar uma festança digna de Hollywood. O popular entre as celebridade Seth Rogen convence seu anti-social amigo Jay Baruchel à comparecer à balada dos famosos. Lá eles encontram metade dos comediantes estadunidenses que você conhece, alguns de que você talvez nunca tenha ouvido falar, além de celebridades em geral.

Mas, a balada famosa é inconvenientemente interrompida pelo fim do mundo. Sim, o Apocalipse,  com direito ao arrebatamento das boas almas (que mais parece uma abdução alienígena), e demônios passeando pela terra apenas para caçar que ficou para trás.

Após alguns arrebatamentos, e muitas mortes catastróficas Seth Rogen, Jay Baruchel, James Franco, Jonah Hill e Craig Robinson sobrevivem, e decidem e esperar pelo resgate, na resistente casa de Franco. Assim nos encontramos confinados em uma casa, com seis comediantes que não se dão muito bem e que tem mais bebidas e drogas que comida em sua dispensa. Se acha que vai virar bobeira pura, acertou em cheio.

Durante a primeira metade do filme, acompanhamos o grupo agir como idiotas, encher a cara, e brigar por motivos bobos, tudo devidamente norteado por piadas de gosto duvidoso. Mas não desista do filme ainda! Lá pelo da projeção uma visita inesperada rouba todo o seu estoque, e agora os rapazes tem que se virar para sobreviver ao fim do mundo.

Aí, o filme melhora e muito! Deixando de lado as referências às comédias do grupo que você provavelmente não assistiu (Segurando as Pontas), para brincar com outros longas como O Bebê de Rosemary e o Exorcista.

Além das referências a trabalhos anteriores, e a cultura pop em geral, o filme também acerta ao brincar com as imagens públicas de seus astros. Estes por sua vez não tem vergonha de dar vida aos estereótipos, rumores e fofocas sobre suas figuras públicas. Zoando de si mesmos, o longa é um exercício de vaidade e paródia, que ironicamente questiona a importância dos astros Hollywoodianos.

Conta com várias participações especiais como Michael Cera, Emma Watson, Rihanna, Paul Rudd e Christopher Mintz-Plasse entre outros.

É o Fim (This is the End)
EUA - 2013 - 107 minutos
Comédia
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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O dia em que não "pulei" um anúncio do YouTube!

São os cinco segundos mais longos da internet, aqueles que você precisa esperar antes da tarja "Pular Anúncio" aparecer no player do YouTube, e você poder finalmente assistir ao vídeo que estava procurando. 99,9% das vezes pulamos a propaganda sem dó, nem piedade.

Entretanto, cedo ou tarde, algum anúncio vai chamar sua atenção...



Esta divertida animação que pega carona na "vibe" do retorno de The Walking Dead, foi produzida para um site que reúne diferentes sistemas de delivery. Não demorou muitos cliques para descobrir que a empresa já havia se aventurado no mundo das paródias de séries antes. Eles também tem uma animação sobre Game of Thrones.



A criatividade foi tanta que até vale a pena fazer propaganda de graça (tá afim de negociar uma propaganda ou parceria no blog? Clique aqui). Além disso, os vídeos são perfeitos para a série de posts Fã de Carteirinha.

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Como perder um cliente: o caso do X-Whopper sem redonditas

Então, naquele dia, resolvemos lanchar no Burguer King. Adoramos a lanchonete e o belo poster com o novo X-Whopper acompanhado pelas "batatas redontidas", em edição limitada parecem bem convidativos. Eis o que se passou:

- Olá, o que exatamente vem no X-Whopper? - achamos melhor perguntar antes, né!
- Pedaços de queijo dentro da carne, molho especial (que também era de queijo, mas a atendente não soube explicar) e bacon.
- Já é, queremos dois combos. Legal essa batata redonda, nem vamos trocar por cebola hoje, para experimentar. A atendente sorriu diante de nossa animação.

Pagamento feito, vamos para o balcão esperar o lanche (e sim temos o hábito de ficar assistindo o preparo dos lanches). Estranhamos não ver as redonditas em lugar algum. Chegamos a comentar em voz alta: Elas devem vir em outro tipo de embalagem! Qual não foi nossa surpresa quando as batatas normais em sem graça apareceram.

- Ih! Moça, a batata tá errada.
- Ah, não aquelas batatas ali? Elas são pagas à parte. - a atendente respondeu com cara de "não é obvio?"
- "Cuméquié"?!?!
- Isso mesmo. Vocês deviam ter pedido separado.

Vale lembrar #1: diferente dos promocionais da internet, que viemos a conhecer depois do incidente, nas lojas os dois produtos dividem o poster. Este não contem nem mesmo as ilegíveis letras miúdas informando que os produtos não fazem parte do mesmo combo. 

Vale lembrar #2: mencionamos as batatas com a atendente do caixa. Ela não disse nada. Não somos adivinhas!

- PROPAGANDA ENGANOSA ISSO HEIN! Assim mesmo, em caixa alta, porque eu gritei. Antes de ser impedida de arrumar "quizuma" em público, por minha amiga e fiel escudeira. - Melhor a gente ir! - Ela disse.
- Moça, faltou o canudo. A amiga perguntou.
- Estamos sem canudo.
- Oi?
- Acabou o canudo. 

Terminou assim, bebendo "refri" de refil, sem canudo. Nosso estressante lanche na nossa (talvez ex) fast/junk food favorita. Uma pena, pois o X-Whopper é realmente tão gostoso quando a foto insinua. Apenas por isso, não vou dizer para não provar o lanche, mas fica a dica: Olho vivo! 

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Os suspeitos

Quando a parceria é boa precisamos repetir! Por isso a colega blogueira Geisy Almeida do  DVD, Sofá e Pipoca retorna para resenhar mais um filme!

Um filme de grandes atuações

por Geisy Almeida

Levei um bom tempo para digerir bem o que vi e, no fim das contas, achei o saldo mais positivo que negativo. Os suspeitos (Prisioners, 2013) é um filme repleto de boas atuações. A história, densa, traz os espectadores para dentro de duas famílias desestruturadas depois que as caçulas de ambas somem sem deixar rastro. Um prato cheio para bons atores como Hugh Jackman e Terrence Howard colocarem os outros no bolso. Fora alguns pecadinhos de caracterização (como uma equivocada escolha de cortes de cabelo para Jake Gyllenhaal e Jackman e a triste barriguinha falsa que arrumaram para Gyllenhaal - frescurinha minha, admito), má divisão do tempo e o final um tanto abrupto demais, o filme é bem acima da média atual de suspenses.

Duas famílias amigas, os Birch e os Dover, se reúnem para o almoço de Ação de Graças. Quando as pequenas Anna Dover e Joy Birch somem inesperadamente, começa uma busca desenfreada dos pais pelas meninas. Keller (Jackman, excelente) e Franklin (Howard, atuação marcante e emocionante) começam a buscar junto com a polícia as meninas, enquanto as suspeitas recaem sobre Alex Jones (Paul Dano, ótimo). Ele estava dentro do trailer que estava estacionado no bairro no dia em que as meninas sumiram, e sua tentativa de fuga quando a polícia o cercou reforçou a suspeita do envolvimento dele no crime. Para solucionar o caso e encontrar as meninas, o detetive Loki (Gyllenhaal, bastante convincente) foi colocado no caso. Ele busca evidências no trailer, mas não encontra nada. Um exame psicológico em Alex também comprovam que ele não seria capaz de cometer tal crime - o rapaz tem o Q.I. de um garoto de 10 anos, vive com uma tia que o adotou ainda criança e mal consegue falar direito.

O caso causa repercussão nacional e jornais vem cobrir o caso. Com o tempo passando e as chances de encontrar as meninas com vida diminuindo, após as 48h de custódia na prisão e sem nenhuma prova de que Alex tinha realmente raptado as crianças, ele é liberado. Diante das câmeras, Keller acaba por agredir o rapaz que tinha acabado de sair da cadeia e quase é preso, mas antes consegue ouvir dele "elas só choraram quando as deixei". Aquilo o fez ter certeza de que ele sabia de alguma coisa. Cansado de procurar em vão pela filha na floresta, ele decide fazer justiça por conta própria. Acaba por sequestrar o rapaz e o leva para a casa de seu pai, abandonada desde que ele morreu. Acreditando estar fazendo a coisa certa, ele pede a ajuda de Franklin para poder arrancar de Alex (leia-se torturar) a informação do paradeiro das filhas de ambos. A contragosto, mas mais preocupado com o bem-estar de sua filha, Franklin o ajuda a espancar o rapaz. Enquanto isso, o detetive Loki agora tem que lidar, além das buscas pelo paradeiro das meninas (indo atrás dos pedófilos da região e pesquisando casos de desaparecimentos parecidos com o de Anna e Joy), ele agora tinha que lidar com o desaparecimento de seu principal acusado. Quando um sujeito estranho passa a rondar o memorial que os vizinhos fizeram para as garotas e a invadir as casas das famílias Dover e Birch, a investigação muda drasticamente de rumo.

O filme segue nesse crescendo de suspense até o desfecho, que podia ser previsível porém boas pistas falsas seguram a atenção até o fim. Como falei antes, o filme é repleto de ótimas atuações, principalmente de Jackman, Dano e Howard. Talvez por isso o diretor Denis Villeneuve tenha se estendido tanto na parte do drama das famílias. Sem dúvidas é angustiante acompanhar as atuações emocionantes e o desenrolar da trama, mas chega uma hora em que a gente se pergunta "mas esse filme não acaba?". O filme acaba por se arrastar por quase duas horas nisso, e só na última meia hora que as peças começam a se encaixar. A forma como o quebra-cabeça se forma também é bacana, apesar de conseguirmos prever alguns passos se nos mantivermos atentos. E creio que o maior debate é "vale a pena ir a extremos como o que Keller fez para salvar sua filha?". Sim, porque por mais que estejamos envolvidos no drama das famílias e torcendo para que o mocinho encontre o paradeiro das crianças indefesas, temos que admitir que é violento às pampas ver dois homens espancando um jovem com sérios problemas mentais.

O filme vale sim a ida ao cinema, vale principalmente o debate depois. O maior problema, talvez, tenha sido a edição do último take - não houve quem saísse da sessão em que eu estava que não tivesse bufado uma ironia qualquer, ou pensado "putz, sério que terminou assim?". Mas nada grave (apesar de ter gente que achou o filme um lixo só por causa disso). Não tiro o mérito, recomendo. Mas já deixo avisado: é violento sim, mais psicologicamente do que visualmente – apesar da terrível tortura que Alex sofre, e em alguns momentos bem explícita, e o final pode ser decepcionante para alguns.

Os Suspeitos (Prisoners)
EUA - 2013 - 146 min.
Drama / Policial / Suspense
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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Tá Chovendo Hambúrguer 2

Tá Chovendo Hambúrguer de 2009, é baseado no livro Cloudy With a Chance of Meatballs escrito por Judi Barrett e Ron Barrett. Entretanto, sua sequencia lançada este ano tem história original, dispensando por completo a sequencia da história dos Barrett, Pickles to Pittsburgh.

Reencontramos Flint Lockwood imediatamente após a aventura original. Logo após um "mini-flashback" que relembra o filme anterior além de apresentar o super inventor, ídolo de Flint Chester V e dono Live Corp. A empresa fica responsável pela limpeza da ilha, e como primeira providência, enviam seus moradores para a cidade grande. A promessa é limpar a ilha, e devolve-la aos seus moradores em um "piscar de olhos". É claro que não dá certo, pois a FLDSMDFR (a máquina que fazia chover hamburguer) volta a funcionar, com resultados um pouco diferentes.

A ilha agora, é habitada por "comidanimais". É com os "tacodilos", "queijaranhas" e "camaranzés" que estão os momentos mais criativos do longa. Que criança (ou adulto), não adora brincar com a comida, dar vida e os nomes mais loucos a ela?

Talvez as divertidas comidas vivas e o universo multicolorido e bem humorado em que vivem, sejam o suficiente para distrair os pequenos. Uma vez que a criatividade não é o forte do enredo formulaico. No qual o vilão sem escrúpulos faz de tudo para vencer, inclusive afastar o mocinho de seus fieis amigos.

Para os mais atentos, a falta de originalidade, somado à tecnologia 3D duvidosa (talvez os defeitos, e a falta de foco nas laterais sejam problema do cinema em que fui, mas como saber?) e a um morango estrategicamente desenhando para virar brinde do McDonald's, fazem o filme soar como mais um caça níquel. Será mesmo que precisávamos do segundo? Contudo, quando se trabalha com uma fórmula pronta é difícil cometer grandes erros, logo o filme funciona.

É colorido, bem humorado, e com alimentos criativos, traz de volta bons personagens. Pode não ser original, mas diverte seu publico alvo. E até arranca algumas rizadas dos adultos, em algumas piadas feitas apenas para os adultos. Vale o ingresso (em 2D pelo menos), e uma ida até a lanchonete fast-food mais próxima. Não, o morango Berry não vem de brinde em nenhuma delas por aqui. Pena!

Tá Chovendo Hambúrguer 2 (Cloudy With a Chance of Meatballs 2)
EUA - 2013 - 95 min.
Animação / Infantil
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terça-feira, 15 de outubro de 2013

The Walking Dead - Guia para Idiotas

Hoje é dia "Z"! Z, de Zumbi. The Walking Dead volta a ser exibida hoje na Fox. E se você é um bom garoto e resistiu aos apelos e spoilers que circularam na internet desde que a série voltou nos EUA no último domingo (ou simplesmente estava com preguiça de fazer download ilegal), a espera finalmente terminou!

E para comemorar a quarta temporada nada melhor que este vídeo. "Um Guia para Idiotas" para você que teve seu cérebro comido por um zumbi e esqueceu tudo o que aconteceu, e para aqueles que estavam ocupados demais fugindo para assistir. The Walking Dead   retorna hoje (15/10) às 22h30 na Fox, seguido pela também estréia da nova temporada de American Horror History.



O vídeo é do canal  screenjunkies, também responsável pelo An Idiot's Guide to Game of Thrones e pelos Honests Trailers. Leia mais sobre The Walking Dead.
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sábado, 12 de outubro de 2013

Pequenos Notáveis

Segundo a wikipédia 12 de Outubro é: Dia da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, Dia Nacional da Leitura, Dia da Hispanidade (celebrado em vários países latinos americanos), Dia do mar, Dia do Agrônomo e do Corretor de Seguros, Aniversário das cidades de Tupã (SP), Rubiataba (Go), Itumbiara (Go), Seropédica (RJ) e do Cristo Redentor no Corcovado.

As outras datas que me perdoem, mas a primeira celebração que nos vem à cabeça para o dia de hoje. Culpa da mídia, e do fato de sermos crianças e entendermos esta data antes das outras. Então este blog vai "seguir a correnteza" e publicar um post em homenagem à petizada. E por falar em pequenos, meses atrás homenageamos alguns notáveis meses atrás no DVD, Sofá e pipoca. Que tal conferir o que rolou por lá?

Pequenos Notáveis - clique nos títulos para ler os textos

A Tara Maldita
De anjo, ela só tem a carinha...
Criança sim, inocente nunca
Um pouco mais de Patty McCormack
Psicopatia infantil
Prêmios de A Tara Maldita
Curiosidades de A Tara Maldita
Pequenos Notáveis: os concorrentes
Crianças Macabras no cinema

Patty McComarck




 A pequena órfã
Oh, minha nossa!
Conflito? Quem precisa?
Mitos (ou não) sobre Shirley Temple
Filmografia Shirley Temple
Um pouco mais de Shirley Temple
Daddy-Long-Legs
Curiosidades de A Pequena Órfã

Shirley Temple





O Sexto Sentido
Vale a pena ver de novo (e de novo)
Clube do Terror - The Tale of the Dream Girl
Ih! O Bruce Willis...
Prêmios de O Sexto Sentido
Um pouco mais de Haley Joel Osment
Curiosidades de O Sexto Sentido

Haley Joel Osment


O Profissional
Leon e Mathilda
Profissionais
Galeria: bastidores de O Profissional
Prêmios de O Profissional
Curiosidades de O Profissional
Audição de Natalie Portman para O Profissional
Mais que um simples filme de ação

Natalie Portman

Feliz dia das Crianças, do Cristo, da Padroeira, da Leitura...

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Rota de Fuga

Tem novidade no blog! A colega blogueira Geisy Almeida, que escreve comigo no DVD, Sofá e Pipoca, faz uma aparição extraordinária para comentar o filme Rota de Fuga. Graças à parceria dos dois blogs com o Adoro Cinema, fomos convidadas para a pré-estréia do filme. O resultado foi esta resenha em conjunto. Então... 

Um thriller de ação inteligente

por Geisy Almeida

Juro que não esperava algo tão bacana vindo de um filme com Silvester Stallone e Arnold Schwarzenegger no elenco. Explico porque: ícones máximos do cinema de ação dos anos 1980 e 1990, os dois nomes são (para mim) sinônimo de tiros, porrada, explosão e hasta la vista, baby. Pois é, mas nem por isso eu deixo de gostar de filmes do gênero nem de gostar de alguns filmes deles. E Rota de fuga (Escape plan, 2013), definitivamente, é o tipo de filme de ação que eu gosto. Além dos tiros, porrada e explosões - e altas doses de testosterona na veia - tem um interessante jogo psicológico. O filme prende a atenção do início ao fim, e ainda tem ótimas cenas, excelente atuação de Jim Caviezel (e uma surpreendente atuação do Terminator), além de momentos divertidos que vão conquistar até quem não curte muito o gênero. Vamos aos detalhes.

Ray Breslin (Stallone) está numa prisão de segurança máxima e niguém sabe porque. Quando acontece uma briga, Ray vai para a solitária, o pior lugar para se pensar em uma fuga - mas é exatamente isso o que acontece. Como num passe de mágica, vemos Ray conseguir fugir da prisão (não vou contar detalhes da cena, é divertido acompanhar a sequência) e se deixar ser preso de novo. Ao voltar para a prisão, entendemos porque: esse é o trabalho de Ray, ele é preso sob vários codinomes em penitenciárias de segurança máxima para provar que elas não são tão seguras assim. Ray escreveu um livro e tem uma empresa especializada em testar essas cadeias, é assim que ele ganha seu pão de cada dia.

Tudo vai bem até o dia em que a CIA aparece e o convida a participar de um projeto supersecreto. Ninguém da equipe de Ray saberia onde ele estaria, sob hipótese alguma. E ele aceitou mesmo assim. Ray recebeu um codinome e um código de evacuação, mas ao ser levado para o local tudo mudou: o código não era válido, o diretor não era o mesmo, era impossível de tentar localizar a prisão... Ray agora era um rato preso numa ratoeira. De vidro.

O projeto da prisão, que continha os mais perigosos homens do mundo (presos ali porque foram caçados por cidadãos civis, que pagavam muito bem para manter atrás das grades os seus desafetos), era perfeito: baseado no livro de Ray, havia cubos de vidro monitorados 24h e os guardas não eram identificáveis - usavam máscaras e estavam cobertos dos pés à cabeça por uma espécie de armadura preta. Qualquer ato de rebeldia era duramente punido e servindo de exemplo pros outros. Ray precisava de ajuda, e tentou fazer amizade com o médico do local, o dr. Kaikev (Sam Neil), para obter informações - mas ele não quis se comprometer. Quem o ajudou foi um estranho brutamontes também detento, Emil Rottmayer. Obviamente, seria uma ajuda em troca de favores. Mas como não tinha muitas opções, Ray, sob o codinome de Portos (muito parecido com o do terceiro Mosqueteiro, Porthos), aceita a ajuda prometendo ajudá-lo a fugir dali se ele fosse bem sucedido.

Quem fica de olho nessa amizade é o diretor da unidade, o frio e calculista Hobbes (Jim Caviezel, excelente). Hobbes não estava nos planos de Ray quando entrou na prisão, e ele faria de tudo para não deixá-lo sair - ainda mais depois que descobre quem Portos realmente é. A trama segue nessa linha, com suspense consistente sobre a fuga. Algumas alianças innusitadas também acontecem, e vários conhecimentos à la McGuyver também tem espaço na tela - mas, estranhamente, tudo funciona. Em um filme que poderia pender feiosamente para um saudosismo brucutu dos anos 80 ou se valer apenas dos nomes das duas estrelas máximas, as coisas são muito bem orquestradas pelo diretor Mikael Hafstrom. Ele lida bem com as nuances do roteiro, explorao humor em gotas (muito eficientes para aliviar a tensão e sem exageros), sobe o tom na hora certa do clímax-testosterona e arranca atuações memoráveis de 50 Cent (é, ele tá no elenco - meio apagado, verdade - fugindo do clichê do cara mau/ex-presidiário aparecendo como um nerd), Caviezel (impecável) e Schwarzenegger. Na boa, ver o eterno Governador da Califórnia atuando em alemão, mandando ver nas porradarias e detonando tudo pro finalzinho do filme é demais. Schwarza é a melhor coisa do filme.

E você pensando que eles estão muito velhos para esse tipo de filme... Bem, não tiro sua razão. Full HD revela todo o botox e as rugas onde ele não surtiu efeito, mas ainda assim, se este filme fosse realizado com outros fortões mais novos não teria a metade da graça que teve. O filme vale a ida ao cinema e o pacotinho de pipoca (se você não é fã do gênero, não o ponha em prioridade), mesmo com os exageros no final. Nada muito grave, não compromete o bom desempenho do filme. Uma boa surpresa para quem espera ver mais um Rambo ou um Exterminador.

Rota de Fuga (Escape Plan)
EUA - 2013
Ação
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Del Toro, Os Simpsons e as referências

Não é por acaso que este blog, se chama "Ah! E por falar nisso...", afinal vivemos no mundo das referências, onde tudo nos faz lembrar de alguma coisa. Prova disso é a série Os Simpsons que adora brincar com referências atuais e de outros tempos.

No último domingo (05/10) foi ao ar nos Estados Unidos Treehouse of Horror XXIV, o especial de Halloween deste ano da família amarela. O episódio ganhou uma abertura especial criada por Guillermo del Toro. O cineasta homenageou dezenas de produções de suspense e terror de diferentes épocas, incluindo obras suas em menos de 3 minutos.

A abertura foi divulgada na rede semana passada, e pode ser assistida aqui. O vídeo abaixo mostra as 60 referências encontradas nos desenhos. Eles acham que encontraram todas, e você acha que encontrou mais alguma?
(sempre tem um anúncio antes do vídeo produzido por moviepilot)

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Observações da vida cotidiana: o bom samaritano da Bienal

Bienal do Livro, setembro de 2013, entrada do Pavilhão Laranja, Rio Centro, Rio de Janeiro.

Uma correnteza de pessoas seguia lenta e interruptamente para as bilheterias em uma caminhada que poderia levar até 40 minutos. Conforme chegavam ao centro de convenções, os visitantes entravam em qualquer ponto da fila, especialmente aqueles que desciam de seus veículos no gramado, bem em frente às portas. O fluxo era constante e as aquisições de novos membros durante a caminhada não parecia incomodar os outros.

Mesmo assim lá estava ele. A primeira vista  um funcionário da organização do evento tentando inutilmente ordenar a fila inibindo aqueles que tentassem "furar fila". Seu dedo em riste e a gritaria realmente intimidava alguns, que abaixavam a cabeça e se encaminhavam para o distante fim da fila.

Aqueles que persistiam em olhar com mais atenção, no entanto, ficavam apenas intrigados. Ele não fazia parte da organização da feira. De fato, usava uma camisa da Jornada Mundial da Juventude, o que também era estranho. Ele não era jovem!

Então quem era ele? Porque gastava sua saliva e apontava o dedo para pessoas que não conhece? Porque não entra no pavilhão, ou se encaminha até o temido final da fila? Afinal, qual era o problema dele? A dúvida ficou na mente apenas até a moça, que realmente trabalhava, na organização anunciar bilheterias vazias no megafone. Mas isso foi comigo.

Não é que teve gente curiosa o suficiente para argumentar com o tal senhor! A história era a seguinte. Ele apontava para cada pessoa que entrava na fila e gritava:
- Esse é o exemplo que vocês estão dando para as crianças? Que país é esse?
Enquanto isso sua paciente esposa cobria a pé e sozinha os 40 minutos de fila desde o final.

A grande questão é: quando sua esposa finalmente alcançou a porta o que ele fez? Entrou na fila, é claro! E caminhou apenas aqueles poucos metros até a porta. Seria ele tão diferente dos que ele criticava e apontava? Digo que ele ainda é pior, deixou sua esposa sozinha, apenas para se exibir como superior e muito educado ao ponto de poder dar lições de moral. Típico: o torto falando mal acabado!


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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Família do Bagulho

Após perder sua mercadoria, o traficante David Burke (Jason Sudeikis) é obrigado a aceitar um trabalho complicado, trazer um carregamento de drogas do México para os EUA. Para despistar ele contrata a stripper (Jennifer Aniston), um garoto virgem abandonado pela mãe (Will Poulter) e uma garota problemática (Emma Roberts), para posar de típica família careta estadunidense em uma viajem de trailer.

É claro que em Família do Bagulho, a falsa família vai embarcar em "altas confusões", com piadas previsíveis e vilões caricatos. Além de descobrir a importância da família, mesmo que de mentirinha. Originalidade não é o forte do filme, mas a produção parece ter consciência disso, assume suas piadas sem graça. Também aproveita o melhor do bom elenco para trazer graça para algumas piadas batidas.

É no carisma do elenco que o filme se sustenta. Ok, Jenifer Aniston é sempre Jenifer Aniston, aqui em sua versão quarentona sexy, mas sustenta a química com Jason Sudeikis e seu quarentão irresponsável. Apesar do sobrenome, a sobrinha de Júlia, Emma Roberts não está preocupada em ser a moça bonita e embarca em sua versão delinquente com eficiência.

Mas é com Will Poulter (o Eustáquio de As Cronicas de Narnia) que surpreende. Não apenas por estar tão crescido (será que ainda servirá para Aslan?), mas por não se intimidar com os colegas muito mais experientes e mergulhar de cabeça no absurdo.

 Com tantos personagens problemáticos, o longa também não tem vergonha de explorar os absurdos. Não chega a comprometer a ponto de aumentar muito a censura, mas não tem medo de piadas mais pesadas, preconceituosas e de gosto duvidoso. Também faz bom uso de referências da cultura pop para arrancar algumas gargalhadas da platéia.

Consciente de que é apenas um passatempo, o filme acaba por conquistar o público com sua assumida  falta de compromisso com sentido. E já que assume que o final é previsível, não exagera no melodrama na hora de mostrar como a família é importante. Sim, é um filme bobo, mas não tenta enganar o expectador se dizendo mais que isso. Já que estamos conscientes do que estamos comprando, não há nada de errado em aproveitar uma hora ou duas de bobeira divertida.

Família do Bagulho (We're the Millers)
EUA - 2013 - 110 min
Comédia

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Invocação do Mal

Durante o especial Mês de Terror que fizemos no blog DVD, Sofá e Pipoca, descobri uma coisa curiosa. filmes de terror dificilmente me assustam. Logo, quando vi as reações positivamente assustadas das plateias e as boas críticas para Invocação do Mal fiquei animada: Será que eu vou ficar com medo?

Na década de 1970, a família Perron, pai, mãe e cinco filhas, se mudam para uma novo lar. Uma construção comum, casa antiga com quintal grande, árvores e lago turvo nos fundos. Enquanto isso, descobrimos como é o dia-a-dia no trabalho dos demonologistas Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga), de forma quase documental. Afinal o casal existe mesmo, assim como a história que inspirou o filme.

É claro, logo nos primeiros dias, coisas estranhas acontecem pela casa. Leva algum tempo, antes de finalmente as histórias de Ed e Lorraine e dos Perron se encontrarem. Até lá, você da descobriu que a família Perron é gente como a gente. E já se preocupa com o bem estar do casal (Ron Livinston e Lili Taylor) e suas filhas fofas.

Fazer o público se importar com as personagens já é meio caminho andado. O outro caminho está no bom roteiro e nas boas escolhas para executa-lo. A começar pela casa que apesar de ampla, cheia de portas e pela forma em que ela foi filmada. A residência parece diminuir de tamanho ao longo do filme, especialmente quando família, demonólogos e manifestações sobrenaturais dividem cena. É muita gente, muitas entradas, muitos detalhes a serem observados, deixando o expectador em alerta constante, nenhum canto é seguro.

A fuga dos clichês também é outro ponto forte, nem sempre as aparições surgem do nada com corte repentino e aumento súbito da música. As vezes elas apenas estão lá como um móvel qualquer. Pegando de surpresa, o espectador que espera pelos sustos típicos.

Outro ponto forte é o bom elenco, trazendo seus nomes de peso para a produção Patrick Wilson e Vera Farmiga não decepcionam. Mas o destaque fica com a mãe vivida por Lili Taylor, afinal é sua personagem quem tem mais a perder, uma família inteira. Nem mesmo o elenco infantil decepciona, todas rostos conhecidos Joey King (Oz - Mágico e Poderoso), Mackenzie Foy (Amanhecer - parte 2), Hayley McFarland (Lie to Me), Shanley Caswell (Pânico na Escola) e Kyla Deaver (Drop Dead Diva).

Feliz ou infelizmente não fiquei com o tal medo da própria sombra que as pessoas tanto alardeiam. Mas sim, tensão e preocupação extrema fizeram parte da minha sessão. Invocação do Mal é um ótimo filme de terror, medo é uma coisa relativa. Aparentemente os Winchesters me treinaram bem. Mas isso é assunto para outro post.

Invocação do Mal (The Conjuring)
EUA - 2013 - 112 minutos
Terror

Meninas Perron, originais e do cinema

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