segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Elysium

Se você é fã de ficção cientifica já sabe, nosso futuro não será nada agradável. Mas, em Elysium há quem tenham um futuro próspero, infelizmente essas pessoas correspondem apenas a uma pequena porcentagem da população da terra. O ricaços compraram suas casas na estação espacial que dá nome ao longa, lá tudo é bonito, as pessoas são lindas e toda casa possui uma incrível cama médica, que cura desde corte de papel ate câncer! Pena que os outros 99% dos humanos não pode chegar nem perto desta tecnologia, e vivem na enorme favela sem recursos que o mundo se tornou.

É claro que o protagonista Max (Matt Damon), vive na parte pobre da sociedade, trabalhando duro para quem sabe um dia conseguir chegar no paraíso rico. Mas, seus planos precisam ser acelerados quando sobre um acidente com radiação em seu trabalho na desumana fábricas de robôs(!). É aí que ele decide encontrar Spider (Wagner Moura), um hacker que vive de "contrabandear" pessoas para Elysium em busca da cura nas camas milagrosas. Do outro lado da disputa estão Delacourt (Jodie Foster), responsável por evitar a entrada de não cidadãos (leia-se pobres) na estação espacial. E seu capataz na terra vivido pelo sul-africano Sharlto Copley.

O universo distópico, desigual e desconfortavelmente familiar é o forte do longa. Assim como em seu filme de estréia, Distrito 9, que fala de discriminação racial com a ajuda de aliens, o diretor sul-africano Neill Blomkamp aproveita a capacidade da ficção científica de criar metáforas para nossa situação atual. Além de um blockbuster de ação Elysium é extremamente politizado, e faz uma crítica a desigualdade social e a detenção dos recursos por uma minoria.

E como a desigualdade social é um problema em todo o mundo, nada mais acertado que um elenco internacional. Além de Damon, Moura, Foster e Copley, ainda estão no elenco Alice Braga e o mexicano Diego Luna. Competente e bem afinado o elenco entrega um trabalho eficiente. Mas, foi Wagner Moura quem arrancou elogios da crítica internacional. Particularmente  não fiquei surpresa. Não que o eterno Capitão Nascimento não esteja bem, pelo contrário está ótimo. Talvez apenas já estejamos acostumados a esperar o melhor dele.

Com um universo realista e crítico, social e tecnologicamente (a desigualdade aparece até no estado de conservação dos robôs que servem/oprimem ricos e pobres), e personagens carismáticos eficientes. É só mesmo no quesito ação que o longa deixa a desejar. Depois de passar a primeira metade da projeção apresentando ao expectador àquele universo e pessoas, a parte mais interessante e original do longa termina. E a partir daí começa o longa de ação, no melhor estilo "mais-do-mesmo" de Hollywood. Vai agradar quem gosta de ação, mas seria mais interessante se o filme mantivesse o tom mais original e engajado de sua primeira metade.

Ainda assim, o Elysium é um filme de ação e ficção-científica infinitamente melhor que outros dois blockbusters do gênero que estrearam este ano (Depois da Terra e Oblivion). Ao ponto de nem percebermos, ou nos importarmos, com os erros de idade entre os personagens de Damon e Braga. Amigos de infância, quando ela era aparentemente mais velha, crescem em ritmos diferentes. Uma vez que quando adultos ele aparenta mais idade. Será que a moça já teve acesso a uma dessas camas de cura? E quando vão inventar essa máquina magica que até rejuvenesce? Acho que isso é assunto para outro post.

Elysium
EUA - 2013 - 109 min.
Ação / Ficção científica

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