quinta-feira, 8 de agosto de 2013

"Eu sou seu pai!" - figuras paternas da sétima arte

O cinema está cheio de figuras paternas. Algumas mais realistas, outras sóbrias, ou até sombrias, inusitadas e muitas atrapalhadas. Caricatos ou não são reflexos, mesmo que completamente invertidos dos pais que temos aqui fora. Eis alguns tipos de pais do cinema, será que o seu é parecido com algum deles?

Darth Vader (David Prowse e voz de James Earl Jones), deveria ser o vilão que o jovem Luke (Mark Hamil) deve odiar e combater. Mas, a coisa complica quando o Lord profere uma das falas mais lembradas do cinema: Luke, eu sou seu pai!. Vinte anos mais tarde o criador George Lucas nos apresentou como o vilão veio a se tornar pai do herói. Ainda assim Vader continua sendo o vilão que “amamos odiar”. Star Wars – Epsódio V: O Império Contra-Ataca (1980).

Peter (Tom Selleck), Michael (Steve Guttenberg) e Jack (Ted Danson), três solteirões que dividem um apartamento, não esperavam receber um bebê em sua porta. Mas mudam sua rotina para cuidar da garotinha, que sabem ser filha de um deles, mas não de qual. Em Três solteirões e um bebê (1987).

Gru (voz de Steve Carell) passou por situação parecedia à dos solteirões acima, mas ele não mudou apenas de rotina. O ex-vilão passou para o lado luminoso da força e virou herói para poder ser o pai de Margo, Edith e Agnes. Meu Malvado Favorito (2010) e Meu Malvado Favorito 2 (2013)


Guido Orefice (Roberto Benigni), consegue a proeza de proteger seu filho das ameaças físicas e psicológicas, de um campo de concentração nazista. Além de sobreviver sem nenhum arranhão, o menino ainda acha que foi tudo um grande jogo. A Vida é Bela (1997).

Marlin (voz de Albert Brooks) morre de medo dos perigos do oceano, mas o enfrenta sem hesitar para resgatar seu único filho. O super-protetor acaba perdendo o medo e aprendendo a ser um pai melhor. Na animação Procurando Nemo (2003).

Sam Dawson (Sean Penn), possui uma deficiência que faz com que a sociedade o julgue incapaz de continuar a criar a pequena Lucy (Dakota Fanning) de sete anos. A menina abandonada pela mãe em seus braços, nem é sua filha de verdade. Mesmo assim, ele insiste que seu amor o torna capaz de criar a menina. Uma Lição de Amor (2001)

Dr. Alex Hesse (Arnold Schwarzenegger), não é apenas pai de seu filho. É mãe também! Cobaia de seu próprio experimento cientifico ele engravida. Afinal se as mulheres podem optar pela produção independente porque eles não? Na comédia Júnior (1994), é possível.

Chris Gardner (Will Smith), foi abandonado pela esposa, perdeu a casa, não tem dinheiro nem emprego, mas tem Christopher (Jaden Smith, filho de verdade do ator). É por seu filho que ele enfrenta de cabeça erguida a fase mais complicada de sua vida, em busca de uma vida melhor. À Procura da Felicidade (2006). Na vida real Will fez uma pausa em sua carreira para cuidar das careiras dos filhos Jaden e Willow, legal né!

Don Corleone (Marlon Brandon), é pai de seus 4 filhos e figura paterna de todo um clã. O Padrinho pode até ter seus métodos nada convencionais, mas faz de tudo para proteger os seus. Desde que eles mereçam, é claro. A família vem em primeiro lugar para O Poderoso Chefão (1972).


Richard Hoover (Greg Kinnear), é um homem inseguro que tem uma obsessão em vender seu programa de nove passos para alcançar o sucesso. Embora nem com ele o método tenha funcionado, ele não deixa de dar as dicas para seus nada comuns filhos, e fazer o possível para que realizam seus sonhos. Um adolescente que fez voto de silêncio e uma garotinha que deseja ser a Pequena Miss Sunshine (2006).

Daniel Hillard (Robin Williams), é daqueles pais que apesar de realmente amar seus filhos nunca fazem nada certo. Depois de ser expulso de casa pela esposa, após outra de suas trapalhadas, ele se disfarça de mulher e se candidata a babá das crianças. E por incrível que pareça se sai muito bem. Uma babá quase perfeita (1993).

Feliz dia dos Pais!


Texto publicado originalmente no site Pub&Comunic

2 comentários:

Marcelo keiser disse...

Sean Connery! Pai do Indiana Jones... foi inesquecível para mim! Hilário, bem fundamentado numa relação paterna conturbada, mas com toque de humor brilhante.

bjus

Fabiane Bastos disse...

Poxa, esqueci o papai Jones! Acho que já vou começar a lista para 2014, hehehe.

Até!

 
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