terça-feira, 30 de julho de 2013

Wolverine - Imortal

Wolverine não é imortal, nunca foi. Verdade que ele é mais duro de matar que John McClane, e vai levar muito, muito, muito tempo para morrer de velhice (ele envelhece o equivalente a 1 ano nosso a cada 100 anos). Mas, sim, ele pode morrer. Esclarecido esse pequeno detalhe vamos à Wolverine - Imortal.

Logan (Hugh Jackman) não está lidando muito bem com os incidentes de X-Men 3 - O Confronto Final (2006). Após matar Jean Grey, aka Fênix (Famke Janssen), para salvar a humanidade, ele abandona seus colegas mutantes e passa a viver como um ermitão. Sua vida de reclusão é interrompida por Yukio (Rila Fukushima) enviada por Yashida (Hal Yamanouchi). O japonês foi salvo por Logan na 2ªGM, agora à beira da morte deseja supostamente se despedir. É claro que a coisa não é tão simples. A trama ainda envolve venenos, a adorável "donzela em perigo" Mariko (Tao Okamoto), neta de Yashida. E a Yakuza, a máfia japonesa.

Seguindo no extremo oposto do caminho escolhido por X-Men Origens: Wolverine, o longa se preocupa mais com personagens que com ação e super-poderes. O resultado é uma enorme (e bem vinda) queda na população mutante. Afinal, o foco é a saga de Wolverine que tenta superar a perda de Jean. Para tal é preciso tempo para desenvolver uma relação entre o mutante e sua donzela. Os bandidos são apenas uma desculpara para manter o personagem seguindo em frente, enquanto ele não encontra razões próprias para fazê-lo.

Ao invés de dezenas de mutantes, temos um punhado de vilões cartunescos. Daqueles que contam o plano durante o clímax (mas ei! qual o problema é um filme saído dos quadrinhos), e um enorme elenco japonês, falando em japonês. O que é bastante interessante, uma vez que geralmente Hollywood infestaria Tóquio de ocidentais, e ainda colocaria dois japoneses conversando em inglês ao invés de seu idioma materno.

Fãs exagerados das HQs, podem reclamar da falta de fidelidade em relação ao material original. Mas as alterações fazem sentido, elas servem a versão para as telas do personagem. Um Wolverine mais alto e menos incontrolável.

Não é o melhor filme da franquia X-Men, mas está muito a frente da bagunça que foi o primeiro filme do Wolverine. É um bom filme de ação que vai garantir a presença do personagem por mais algum tempo nas telas, apesar do péssimo título nacional (Wolverine é mortal gente!).

O 3D é dispensável. E claro, tem cenas pós créditos!

Wolverine - Imortal (The Wolverine)
EUA - 2013 - 126 min.
Ação

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