quinta-feira, 6 de junho de 2013

Vai Que Dá Certo

Não é preciso passar do título para saber que seja qual forem os planos dos marmanjos no cartaz de Vai que Dá Certo, não vão dar certo. Na verdade a grande questão é se esta paródia brasileira de filmes de grandes roubos vai dar certo, ou vai cair na mesmice das comédias nacionais atuais.

Frustados por não ter conseguido sucesso na idade adulta (mais pela falta de compromisso que de oportunidade) cinco amigos de infância vividos por vividos por Fábio Porchat, Gregório Duvivier e Felipe Abib decidem mudar suas vidas. Eles aceitam participar do golpe proposto por Lúcio Mauro Filho, e forjar um sequestro, seguido de roubo do carro forte em que este último trabalha.

Lembra que eu falei que ele não tiveram sucesso pela falta de compromisso? Pois é claro que o comportamento infantil permaneceu, fazendo o plano desandar por detalhes bobos como sair atrasado para o "local do crime". Mas, como a vida de crimes não tem volta eles precisam consertar as coisas, no estilu jeitinho brasileiro, e seguir em frente. Tudo vira um grande rolo que ainda inclui um traficante de armas, e arrasta Bruno Mazzeo (como o "político do bairro") e Natália Lage (a mais espertinha, porém não muito da turma) para a confusão.

Reparou que eu só disse os nomes dos atores, não dos personagens. Pois é! É porque eu não lembro dos nomes dos membros da gangue, que são muitos e mal apresentados. A sensação é que metade deles estão lá só para fazer volume e "montar a equipe".

Apesar de ter uma trama central, o enredo tem um tom quase episódico com situações cômicas pontuais, cujo resultado é aumentar o problema para a próxima situação cômica. Além, é claro, de uma ou outra situação que não levam a lugar nenhum tendo como único objetivo fazer rir. É assim a cena do pole dance, e os debates "nerds" entre dois personagens, que só existem porque hoje em dia ser nerd é legal. Mas sim arranca rizadas, e nesse ponto deu certo.

De piadinha, em piadinha os personagens super-caricatos até que acertam em algumas críticas. Desde a figura do "humilde" político camarada e seu nada humilde casarão. A sensação de impunidade (justificada aliais), que faz crime ser uma opção viável de carreira. E a falta de maturidade dos "adultos" de hoje em dia.

O elenco de humoristas não deixa a desejar, atendendo as necessidades do gênero em questão. Difícil mesmo é descobrir, apenas pelo visual,  que a capital em que se passa o filme é São Paulo (filmado em Paulínea). 

No final das contas, "até que deu certo" em alguns aspectos, e no geral consegue divertir. Desde que se tenha consciência do gênero, e não espere nada extraordinário. É bom, mas até um relógio parado acerta duas vezes por dia!

Vai que Dá Certo
Brasil - 2013 - 100 minutos
Comédia

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