sexta-feira, 28 de junho de 2013

Twice Upon a Time

Com perdão do trocadilho, mas não resisti!
Então a maldição foi quebrada e eles viveram felizes para sempre! Só que não foi assim, caso contrário não haveria a segunda temporada (que terminou de ser exibida ontem pelo canal Sony) da série Once Upon a Time. Aliais a história não terminar no "felizes para sempre" é o que move a trama.


Para situar os não iniciados. A Rainha Má da Branca de Neve não ficou satisfeita em perder a briga, e logo após o que normalmente seria o fim da história lançou uma grande maldição em todo o reino. Todo o reino dos contos de fada foi condenado a viver em um lugar terrível, Storybrook, uma cidadezinha isolada nos EUA em plano século XXI. Separados e sem lembranças de suas reais personalidades, presos por 28 anos até a chegada de uma salvadora. Cientes da maldição, mas sem poder evita-la Branca e seu Príncipe conseguiram isolar sua filha recém nascida da maldição. É claro, que a moça precisa encontrar a cidade, e acreditar que mágica existe antes de cumprir seu destino. Enquanto nós descobrimos as histórias e motivações das personagens, bem como descobrimos novas figuras de contos de fada e seu papel na trama. Ufa!

O paragrafo acima é uma sinopse extremamente resumida da primeira temporada da série. Vendo a e extensão do texto não é difícil descobrir o maior problema do segundo ano da série: o excesso! Com tantos personagens, subtramas e reviravoltas é difícil conquistar novos leitores. Quem quiser se aventurar vai ter que se esforçar muito, buscar informação na internet, e provavelmente assistir à primeira temporada no Netflix para não ficar perdido. Ao menos o esforço não vai ser em vão.

A maldição foi quebrada, mas os personagens agora cientes de quem são ainda estão presos em Storybrook. Descobrimos que o mundo de contos de fadas não foi completamente destruído, e que alguns personagens sobreviveram por lá. Também descobrimos a existência de outros mundo mágicos. Além do País das Maravilhas apresentado na primeira temporada, descobrimos que o mundo do Dr. Frankestein é em preto e branco, e que a Terra do Nunca fica mesmo na segunda estrela à direita, até o amanhecer.

O universo expandido garante vários personagens novos e das mais variadas origens, desde Lancelot (aquele do Rei Arthur), passando pelos gigantes do pé de feijão, e até a guerreira chinesa Mulan. Nenhum deles unilaterais. As várias facetas presentes em cada um tornam ainda mais interessantes, seus inusitados encontros, e o choque de motivações.

Do mundo real também vem ameaças, e novos personagens. Afinal sem a maldição, uma cidade cheia de magia pode ser encontrada por qualquer um que passe por ali. E por incrível que pareça ainda sobra espaço para os flashbacks que permitiram as narrativas paralelas na primeira temporada.

Pode parecer confuso, é verdade. Entretanto a criatividade dos roteiristas garante a unidade da história. Mesmo quando a passagem de um personagem é curta, tem seu propósito. Resistindo à tentação de apresentar personagens apenas por sua empatia com o público. Nada de sapos virando príncipes apenas porque é legal!

Once Upon a Time conseguiu manter o ritmo, coerência e a originalidade, mesmo com tantas subtramas e após uma primeira temporada muito boa. É um prato cheio para quem curte histórias superpopulosas (alô Game of Thrones!) cheia de reviravoltas e encontros improváveis de diferentes universos. Tanto que a série já garantiu sua terceira temporada.

A série tem os mesmos produtores de Lost (o que explica, as reviravoltas, flashbaks e excesso de personagens funcionando bem), e seu até herdou alguns residentes da misteriosa ilha. Traz de volta Jeniffer Morrison (de House), Jared S. Gilmore, Ginnifer Goodwin, (de Big Love, como Branca de Neve), Lana Parilla (24 Horas, A Rainha Má), Robert Carlyle (Rumpelstinksin), Emilie de Ravin (Lost, Bella) e Josh Dallas (Príncipe Encantado). Entre as novidades Colin O'Donoghue (Capitão Gancho), Jamie Chung (de Sucker Punch, como Mulan), Sinqua Walls (Lancelot) e Jorge Garcia  (o Hruley de Lost como o gigante Anton).

Leia sobre a primeira temporada de Once Upon a Time


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terça-feira, 25 de junho de 2013

Se Beber, Não Case - Parte III

A primeira vez foi inusitada. A segunda vez fez todo mundo questionar sua necessidade. Na terceira vez eles tiveram que repensar. É por isso que ao invés de partir para mais uma noitada/black ou coletivo, Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha) tem de encarar as consequências das baboseiras que fizeram nos dois longas anteriores.

A começar pela intervenção para convencer Alan a se internar e melhorar sua atitude. E a posterior viagem que seus amigos fazem para leva-lo, que acaba com o sequestro de Doug (porque ele nunca participa?). Levando o grupo á quase um road movie para encontrar Mr. Chow (Ken Jeong) e consertar as coisas.

Se corrigir a bagunça de dois filmes em um é difícil para os heróis, imagina para os expectadores acreditarem no quanto esse quarteto é azarado. Como conseguem terminar a projeção ilesos. Ou mesmo, na quantidade de quilômetros que é possível percorrer em duas horas de projeção.

As situações inusitadas, com certeza são divertidas, e exageradas demais para serem verdade. Não que veracidade seja o que o expectador dessa comédia busca, mas mesmo o menos crédulo volte meia se pergunta: como?

A história não tem um casamento como base, nem um blackout de drogas e bebida como conflito. A novidade no roteiro, que mantém os protagonistas lúcidos durante toda a projeção é uma mudança bem vinda. Assim como a autorreferência inevitável, que traz de volta pessoas e lugares dos filmes anteriores. Mas não é o suficiente para eliminar a sensação de que a sequencia é mais um caça-níquéis. Mesmo entre o elenco, que se divide entre atuações forçadas e automáticas. A exceção é Mr. Chow, que rouba o filme. Não é atoa que cogita-se um filme solo do personagem.

Superior à parte dois mas, não tão original quanto o original. A melhor contribuição de Se Beber, Não Case - Parte III para a franquia é encerra-la, sem grandes embaraços.

Se Beber, Não Case - Parte III (Hangover Part III)
EUA - 2013 - 100 min.
Ação / Comédia
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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Além da Escuridão - Star Trek

Depois de décadas de produtos em diversas mídias, Star Trek era uma franquia desgastada e com dificuldade em conquistar novos expectadores, que com tantas opções não sabiam por onde começar. Problemas que o reboot de 2009 resolveu agradando fãs e não iniciados e sem descartar todo o conteúdo original produzido até então. Em 2013 o desafio é maior, continuar agradando fãs e não iniciados, superar as expectativas criadas pelo anterior, sem deixar de ser um típico blockbuster de verão. Tudo isso em 3D!

Sem revelar muito do roteiro, afinal as pessoas são spoilerfóbicas. Kirk (Chris Pine) é capitão da Enterprise, ao lado de Spock (Zachary Quinto), McCoy (Karl Urban), Uhura (Zoe Saldana) e cia, mergulham nas "maiores aventuras". A diversão acaba quando uma ameaça terrorista cai sob a Frota Estelar. E coloca nossos heróis em uma caçada.

Essa ameaça tem a forma de John Harrison (Benedict "Sherlock" Cumberbatch), em uma daquelas atuações  que te faz torcer para o vilão em alguns momentos. Misterioso, ameaçador e lógico, suas ações, as reações e consequências delas trazem discussões sobre o cenário político atual. Alegorias para superpotências com interesses bélicos escondidos, que criam seus próprios inimigos, e não hesitam em descumprir regras para elimina-los.

Enquanto isso, os tripulantes da Enterprise ainda não estão em sintonia o suficiente para se aventurar indo audaciosamente onde nenhum homem jamais esteve. E enquanto salvam o universo precisam lidar com a arrogância exagerada de Kirk, e o excesso de lógica às vezes auto-prejudicial de Spock. A afinidade do elenco apresentada no original, é mantida neste longa com boas atuações, diálogos inteligentes e alívios cômicos nos momentos certos.

Tudo isso, bem amparado por muitas, e ótimas cenas de ação, afinal este ainda é um blockbuster. O 3D convertido, cansa em algumas poucas cenas frenéticas, mas estrelas são sempre bonitas em profundidade.

A única grande questão é a inclusão da personagem Carol Marcus (Alice Eve), que seria facilmente substituída pelos ótimos, porém sub-aproveitados Chekov (Anton Yelchin) e Sulu (John Cho). A impressão que ficou é de que os produtores perceberam que havia mais rapazes que moças bonitas em tela. Coisa que Hollywood não pode suportar. E como Uhura já apareceu de lingerie no filme anterior, era preciso alguém para desempenhar a função.

Considerando que provavelmente apenas a parte feminina vai questionar a presença da moça, e que o ritmo do filme não vai manter a pergunta por muito tempo em mente. Só sobra uma história divertida e coerente, conduzida por personagens carismáticos, em um universo fantástico, que até consegue criar metáforas com a vida real. Dá para pedir mais de um blockbuster?

J.J. Abrams conseguiu novamente. Não é atoa que aceitou logo outro desfio, em uma galáxia distante. Mas isso é assunto para outro post.

Além da Escuridão - Star Trek (Into the Darkness)
EUA - 2013 - 2013
Ação / Aventura / Ficção científica
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terça-feira, 18 de junho de 2013

Depois da Terra

Sempre tive medo de cães. E sempre ouvi as pessoas me aconselharem: não tenha medo, os cães sentem o cheiro do medo! Assim são as criaturas que ameaçam a vida humana em Depois da Terra.

Entretanto, diferente dos cachorros, que podem nos ver sejamos destemidos ou não, os alienígenas que Will Smith enfrenta não enxergam. Apenas encontram suas presas quando estas exalam feromônios produzidos pelo medo. Aparentemente insensíveis a todos os outros odores que suas vítimas possam vir a exalar, à diferença biológica entre as vítimas (todas exalam o mesmo cheiro?), ou ainda aos aromas do ambiente que o cerca. Não começou bem o novo filme de M. Night Shyamalan, mas talvez a culpa não seja (apenas) dele.

No futuro os humanos abandonaram a terra. E neste futuro apocalíptico, nosso planetinha evoluiu para um lugar selvagem (não foi isso que aconteceu com Nárnia em Principe Caspian?). É neste lugar perigoso que o General Cypher Raige (Will Smith) que é invisível aos monstros porque aprendeu a não ter medo, e seu filho de 13 anos, Kitai (Jaden Smith) caem por acidente e sozinhos. Isso tudo durante sua primeira missão juntos, para finalmente criarem um laço. Durante a luta pela sobrevivência vão encontrar auto-conhecimento, respeito mútuo, crescimento pessoal entre outras coisas que apenas uma longa e perigosa jornada pode prover em uma ficção científica.

A terra pós-apocalíptica é sempre legal, especialmente quando não cai no óbvio da destruição pela nossa poluição. A direção de arte faz um trabalho interessante, e até visualmente original em alguns detalhes.

Smith deveria estar acostumado com seres de outros planetas, o que combinado à tecnologia deste futuro devia prover armas mais eficientes, mas não o faz. Difícil crer que a melhor arma disponível para enfrentar um monstro gigante é uma espécie de espada.

Mas nada prejudica mais o filme que seu roteiro fraco e pouco original, escrito pelo próprio Will Smith. Nem a tentativa precoce de transformar Jaden e herói de ação (calma, é cedo ele vai chegar lá no tempo certo!). A história coloca o garoto para fazer o trabalho duro, enquanto o herói mais provável, Will passa praticamente todo o filme sentado, no papel de mentor.

Uma pena. Principalmente para M. Night Shyamalan, que apesar de ter apenas uma parcela da culpa, vai sair como maior prejudicado. Resgatar sua carreira está cada vez mais difícil, ao ponto de seu nome não ter mais destaque nos posteres e trailers, para não causar medo nos expectadores e sua posterior fuga da sala escura!

Depois da Terra (After Earth)
EUA - 2013 - 100 minutos
Ação / Ficção científica
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domingo, 16 de junho de 2013

“Em briga de marido e mulher se mete a colher”

Não. Eu não errei ao escrever o ditado popular no título deste post. “Em briga de marido e mulher se mete a colher”, é o tema do novo concurso do Festival do Minuto. E como cinema e filmes são os temas mais abordados por aqui, nada mais justo que de vez em quando prestar um serviço de utilidade "internáutica"(existe essa palavra?).

Instituto Avon e MinutoAd lançam o concurso Em Briga de Marido e Mulher se Mete a Colher

Prêmios somam R$ 10 mil. Inscrições encerram em 10/08
Instituto Avon comemora 10 anos de atuação e realização do Concurso é uma das principais iniciativas das comemorações.

O Festival do Minuto, hoje permanente e online, criado por Marcelo Masagão, em 1991, oferece a algumas empresas o MinutoAd, um modelo diferenciado de investimento. A empresa ou instituição patrocinadora do concurso propõe o desafio de se criar um vídeo, de até 60 segundos, sobre uma ideia ligada a marca da empresa ou instituição. As melhores ideias e contribuições receberão prêmios em dinheiro ou, por vezes, em produtos e serviços. A empresa define o briefing, lança o desafio e fica responsável pelo concurso, escolhendo diretamente os vídeos vencedores. As regras e os objetivos de cada concurso, bem como os prêmios disponíveis, são descritos na página de cada um deles.

Foi com esse intuito que Instituto Avon, responsável pelo investimento social da Avon e que em 2013 completa dez anos, resolveu lançar o tema Em Briga de Marido e Mulher se Mete a Colher para encorajar e estimular tanto a denúncia quanto a não aceitação da violência. Isso quer dizer que o concurso amplia a rede de atuação do Instituto, que tem a mulher brasileira no seu foco de atuação principal e que tem como uma de suas principais bandeiras o enfrentamento à violência doméstica, causa em que investiu cerca de R$ 4,9 milhões de 2008 a 2012.

A violência doméstica não escolhe lugar. Ela é parte da vida de mulheres com ou sem estudo, com mais ou menos dinheiro, que trabalham fora ou só dentro de casa. Geralmente é invisível e, quando fica evidente, a maioria das pessoas prefere não ver e não se meter. Por que ficamos todos em silêncio? Bater, xingar a mulher, obrigá-la a fazer sexo sem vontade -- tudo isso é violência. E o curioso é que, sem se dar conta, a própria sociedade constrói a cultura da violência contra essa mulher com atos, gestos, discursos, atitudes, educação.

Então, o Instituto Avon desafia o público a meter a colher – através da realização de um vídeo de até um minuto sobre o tema. Serão distribuídos R$ 10 mil em prêmios. As inscrições seguem até 10 de agosto.
Prêmios

R$10.000,00 em prêmios

Melhor vídeo – voto equipe AVON – 1o colocado: R$ 5 mil
Melhor vídeo – voto equipe AVON – 2o colocado: R$ 3 mil
Melhor vídeo – escolha do público – R$ 2 mil

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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Vida longa e próspera!

Inspirada pelo lançamento de Star Trek - Além da Escuridão, resolvi resgatar um antigo texto sobre a franquia originalmente conhecida por aqui como Jornada nas Estrelas. Publicado no falecido site Pub&Comunic, o texto celebrava os 45 anos da franquia completados em 2011. A versão a baixo foi atualizada.

Criada por Gene Roddenberry, inspirado nas Viagens de Guliver, de Jonathan Swift, para que cada episódio possuíssem uma história de suspense e aventura, e que transmitissem valor moral. Inicialmente foi recusada por ser “too cerebral”, muito cerebral, difícil de entender. Mas o conceito acabou conquistando os produtores de TV e milhares de fãs ao redor do mundo.

A série original Star Trek, também conhecida como "The Original Series", teve apenas três temporadas. Apresentava as aventuras do Capitão James T. Kirk (William Shatner), o Vulcano Spock (Leonard Nimoy) e a tripulação da USS Enterprise, uma nave de exploração da galáctica Federação Unida dos Planetas. Isso tudo em pleno século XXIII.

Desde então a franquia se tornou uma das mais bem sucedidas e cultuadas franquias do entretenimento mundial. Dezenas de produtos, relacionados à franquia foram lançados. E seus fãs conhecidos como “Trekkers” (embora muitos achem o apelido pejorativo), ainda consomem os produtos com voracidade.


Foram produzidas ao todo seis séries de TV (The Original Series, The Animated Series, The Next Generation, Deep Space Nine, Voyager e Enterprise), onze filmes, dúzias de games, centenas de livros e colecionáveis e dois museus com itens da franquia. O impacto cultural foi proporcional ao sucesso.

Além da subcultura, e das convenções de fãs, várias frases entraram para o vocabulário popular e muitos de nossos modernos aparelhos foram inspirados, ou antecipados, pela série. Outro mérito do programa era trazer, ainda nos anos de 1960 um elenco multi-racial, coisa que se tornou comum apenas nos anos de 1980.

Com quase 50 anos de produtos, Star Trek criou um legado tão extenso quanto os anos luz que a Entreprise percorreu. Contudo se você tem menos de 50 anos, e está se sentindo atrasado em relação à franquia (afinal é difícil colocar 4 décadas de filmes, séries e livros em dia), não se desespere.

Em 2009, Star Trek de J.J. Abrams (também responsável pelo longa que estreia hoje), reiniciou a franquia, apresentando as aventuras de Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto) e cia para novas gerações. Tudo isso sem desrespeitar a série original (nada como a ficção científica para estabelecer uma nova realidade sem descartar a anterior).

Agora que já sabe tudo que precisa, corra até o cinema mais próximo para ver Além da Escuridão. Se gostar, mantenha a empolgação e corra para o Netflix, ou para a locadora mais próxima e coloque tudo em dia!
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terça-feira, 11 de junho de 2013

The North will never forget!

O Norte nunca vai esquecer, nem o Sul, o Leste, o Oeste, e muito menos expectadores. A terceira temporada de Game of Thrones deixou muita gente de queixo caído. Isso porque a temporada cobriu apenas parte do livro "A Tormenta de Espadas", terceiro da série "Crônicas de Gelo e Fogo".


Isso mesmo, apenas cerca de meio livro foi aproveitado aqui. Entretanto essa divisão, necessária uma vez que este é o livro mais extenso (e mais lotado de acontecimentos) até o momento, foi feita de forma incomum. Os roteiristas optaram por seguir cada história em seu próprio ritmo. Para quem já leu os livros, ficou a sensação de que personagens como Arya, Jaime e Bran não tem mais muita história para contar na próxima temporada. Enquanto Tyrion, John e Daenerys ainda tem muitos desafios para enfrentar.

A divisão uniformizou o tempo em tela da maioria das personagens, mas deixou a dúvida de como os roteiristas vão manter o ritmo. Especialmente se lembrarmos que os livros 4 e 5 cobrem praticamente o mesmo espaço de tempo, cada um com uma metade das personagens.


Apesar de ser uma adaptação fiel, toda adaptação precisa de concessões. No caso de Game of Thrones concessões significam cortes de personagens, apresentações tardias e substituições. Foi assim que os roteiristas providenciaram para quem já conhecia a história um genuíno momento "que diabos está acontecendo???". Oferecendo Gendry aos sacrifícios da feiticeira vermelha. Outra bem vinda alteração foi a inclusão das cenas da tortura de Theon, que não está presente neste livro (estou no livro 5 e ainda "não sei" por onde anda este personagem).

É claro que nem as surpresas, nem mesmo a rebelião de Danny em Astarpor supera a festa de matrimônio de Edmure Tully. Desde o início os produtores contavam que decidiram trabalhar na série apenas para poder fazer esta temporada. O motivo tem apenas duas palavras "Casamento Vermelho". Cena mais chocante que a morte do "suposto" protagonista Ned Stark na primeira temporada, e com contagem de corpos maior também. O destaque fica para Michelle Fairley e seu impressionante sofrimento materno.

Palmas também para os efeitos especiais. Melhor aplicados nos dragões e nos Withe Walkers que nos lobos (estranho, já que lobos existem para serem fotografados, apesar da diferença de tamanho), continua excepcional e realista. E para o crescimento de Jaime (Nikolaj Coster-Waldau), testando nossa habilidade de perdoar.

Entretanto, uma das características que mais gosto da série, é que esta se permite um tempo para analisar as consequências das chocantes reviravoltas. A maioria dos expectadores reclama, quer uma grande morte a cada episódio. Mas, com personagens tão complexos e cheios de facetas seria desperdício não observar suas reações a cada fato. Além disso, as pausas apenas tornam as tempestades mais impactantes.


A pausa entre as temporadas, esta sim é uma tortura digna dos Bolton. A espera é longa e cheia de terrores,  e não existem muitas opções com tamanha qualidade narrativa e tecnica na TV. Copa do Mundo? O que queremos de 2014 é uma nova temporada de Game of Thrones!!!
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domingo, 9 de junho de 2013

Game of Thrones- fã de carteirinha#12

Ao ver o vídeo deste post você deve estar se perguntando: mas o Casamento Vermelho já passou, porque esta blogueira louca está colocando um vídeo com "The Rains of Castemere"? Será que ela quer nos fazer lembrar de momentos tão trágicos???

Não, caro internauta. Eu não quero te fazer lembrar dos eventos trágicos do último episódio, mas sim anunciar um evento mais trágico ainda: hoje vai ao ar o último episódio da terceira temporada de Game of Thrones. Agora só em 2014!!!

E como todo westerossi sabe (er..., menos aqueles bêbados no casório), se tocar "The Rains of Castemere" corra para as colinas, pois vai "dar ruim"! Nada mais apropriado que esta música hoje, não? Mas não se preocupe, a série de posts "fãs de carteirinha" pode voltar em edições extraordinárias, a qualquer momento. Basta os internautas continuarem criativos, e fãs, claro!



Peter Hollens já marcou ponto por aqui, quando cantou o tema de abertura de Game of Thrones acompanhado da violinista Lindsey Stirling. Novamente todos os sons do vídeos são produzidos apenas pela voz do cantor.

Conheça outros fãs de carteirinha!
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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Vai Que Dá Certo

Não é preciso passar do título para saber que seja qual forem os planos dos marmanjos no cartaz de Vai que Dá Certo, não vão dar certo. Na verdade a grande questão é se esta paródia brasileira de filmes de grandes roubos vai dar certo, ou vai cair na mesmice das comédias nacionais atuais.

Frustados por não ter conseguido sucesso na idade adulta (mais pela falta de compromisso que de oportunidade) cinco amigos de infância vividos por vividos por Fábio Porchat, Gregório Duvivier e Felipe Abib decidem mudar suas vidas. Eles aceitam participar do golpe proposto por Lúcio Mauro Filho, e forjar um sequestro, seguido de roubo do carro forte em que este último trabalha.

Lembra que eu falei que ele não tiveram sucesso pela falta de compromisso? Pois é claro que o comportamento infantil permaneceu, fazendo o plano desandar por detalhes bobos como sair atrasado para o "local do crime". Mas, como a vida de crimes não tem volta eles precisam consertar as coisas, no estilu jeitinho brasileiro, e seguir em frente. Tudo vira um grande rolo que ainda inclui um traficante de armas, e arrasta Bruno Mazzeo (como o "político do bairro") e Natália Lage (a mais espertinha, porém não muito da turma) para a confusão.

Reparou que eu só disse os nomes dos atores, não dos personagens. Pois é! É porque eu não lembro dos nomes dos membros da gangue, que são muitos e mal apresentados. A sensação é que metade deles estão lá só para fazer volume e "montar a equipe".

Apesar de ter uma trama central, o enredo tem um tom quase episódico com situações cômicas pontuais, cujo resultado é aumentar o problema para a próxima situação cômica. Além, é claro, de uma ou outra situação que não levam a lugar nenhum tendo como único objetivo fazer rir. É assim a cena do pole dance, e os debates "nerds" entre dois personagens, que só existem porque hoje em dia ser nerd é legal. Mas sim arranca rizadas, e nesse ponto deu certo.

De piadinha, em piadinha os personagens super-caricatos até que acertam em algumas críticas. Desde a figura do "humilde" político camarada e seu nada humilde casarão. A sensação de impunidade (justificada aliais), que faz crime ser uma opção viável de carreira. E a falta de maturidade dos "adultos" de hoje em dia.

O elenco de humoristas não deixa a desejar, atendendo as necessidades do gênero em questão. Difícil mesmo é descobrir, apenas pelo visual,  que a capital em que se passa o filme é São Paulo (filmado em Paulínea). 

No final das contas, "até que deu certo" em alguns aspectos, e no geral consegue divertir. Desde que se tenha consciência do gênero, e não espere nada extraordinário. É bom, mas até um relógio parado acerta duas vezes por dia!

Vai que Dá Certo
Brasil - 2013 - 100 minutos
Comédia
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terça-feira, 4 de junho de 2013

Reagindo às chuvas de Castemere (reações do twitter)


Na verdade colega já é terça-feira, 10h da noite, e sim ainda estamos falando de Game of Thrones! Afinal, estávamos falando disso antes mesmo de o episódio começar. 

Depois de começar a segunda manhã consecutiva com as "consequencias" do episódio "Rains of Castemere" na vida de seus expectadores ao redor do mundo, em vídeos e posts, resolvi entrar na brincadeira. E inspirada por este post em inglês resolvi coletar as melhores reações brasileiras no twitter.

Confesso, esperava muito mais de nossos conterrâneos, mas deu para encontrar algumas pérolas!

SPOILERFÓBICOS que ainda não assistiram ao último episódio MANTENHAM DISTÂNCIA!!!
Ok, sei que este não se refere ao episódio do último domingo, mas não resisti!

Então assim finalizo este post:
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domingo, 2 de junho de 2013

Game of Thrones- fã de carteirinha#11

Ao ouvir pela primeira vez achei muito estranho. Entretanto, pensando melhor, não é que realmente existe uma bizarra semelhança entre as aberturas de Game of Thrones e Castelo Rá Tim Bum? Afinal, enquanto no programa infantil assistirmos a "construção" do lar de Nino e cia, na série da HBO vemos vários castelos surgindo de suas "engrenagens".

Ainda não fez muito sentido para você? É, talvez seja coisa da cabeça de fãs mesmo. Mas, olha só como ficou legal a mistura das aberturas. Pena que a música do infantil não é tão longa, mas ficou muito bom!




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