quarta-feira, 29 de maio de 2013

Somos Tão Jovens

Memória afetiva, esse é o grande trunfo de "Somos Tão Jovens", afinal antes mesmo de entrar na sala o filme já faz uso do adorado repertório do Legião Urbana para levar o expectador à sessão. Quem aí não leu o cartaz ou pediu o ingresso na bilheteria no ritmo da música usada no título que atire a primeira pedra!

O filme acompanha a vida de Renato Russo do final da adolescência até os primeiros anos do Legião Urbana. Acompanhado o nascimento da banda, desde os tempos do "Aborto Elétrico", e com o bônus de também assistir ao nascimento do "Capital Inicial". Afinal as bandas tiveram a mesma origem, no vai-e-vem da juventude de brasília, em um estilo "tudojuntoemisturado".

Teoricamente os anos de "formação do mito" não fosse pelo fato de que aparentemente, desde a adolescência Renato Russo, já ser "Renato Russo", com seus trejeitos, espírito, genialidade e indagações. Ao menos é isso que o filme prega. O quanto a arte se assemelha a vida real, o quanto é uma licença poética para provocar o reconhecimento imediato do personagem eu não saberia dizer, afinal não acompanhei sua carreira, muito menos sua vida pessoal desde o início.

Antes que digam que sou uma herege por não acompanhar a carreira de Renato desde o início (sim, existem fãs desse tipo), vale lembrar: eu nasci depois disso. Apesar de conhecer as bandas e as músicas, meu conhecimento superficial da história é suficiente para cobrir tantos anos de vida e um enorme desfile de personagens. Nada que o "St. Google", ou uma cutucada no colega do lado que lembre um pouco mais que você não resolva.

A pressuposição de que o expectador conhece o suficiente da história é um erro, mas não chega a incomodar tanto. Porque? Porque nos identificamos com os personagens, um bando de garotos revolucionários querendo mudar o mundo fazendo o que amam. Quem nunca desejou o mesmo?

Thiago Mendonça (o Luciano de 2 Filhos de Francisco) está virando profissional em cinebiografias de ícones da música brasileira. Piadinhas a parte, o ator se sai muito bem ao recriar os trejeitos e em alguns momentos até a voz de Renato. Sua interpretação, junto com a de Laila Zaid (Aninha) compensam algumas caricaturas de personagens conhecidos que surgem na tela.

Outro ponto forte é a reconstrução de época, fiel e eficiente sem causar estranheza. Principalmente quando se aproximam os anos 80, período que quando retratado é difícil resistir aos exageros da moda.

Entretanto seu ponto alto é, claro, sua trilha sonora. Apesar de trazer escolhas óbvia em alguns trechos, tem também um enorme "potencial karaokê". Sério! O burburinho durante as canções até dispensa a conferida, mas se olhar para trás vai ver mais da metade da sala cantando junto com o filme. Faça o teste, isto é se você se sembrarenquanto estiver cantando também!  

Somos Tão Jovens
Brasil - 2013 - 104 minutos
Biografia / Drama

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