terça-feira, 23 de abril de 2013

Dezesseis Luas

Não. Chamar uma bruxa de conjuradora não a torna mais "legal", e nem é suficiente para nos fazer acreditar que existe uma elaborada cultura e mitologia por trás de sua existência. Mas romance sobrenatural adolescente está na moda, e faz dinheiro, então habemus "Dezesseis Luas".

Lena Duchannes (Alice Englert) é uma adolescente recém chegada à cidade para morar com seu tio. Descendentes dos fundadores da cidade, a família tem fama de satanista. Não é para menos, são mesmo conjuradores bruxos. E quando completam 16 anos são convocados para servir o bem ou o mal. E como pessoas que você sempre conheceu não são nada interessantes, bem como nada extraordinário pode acontecer com você a menos que seja uma recém chegada, Ethan Wate (Alden Ehrenreich) rapidinho se vê interessado na moça. Claro, ela está prestes a completar suas 16 luas e enfrentar seu destino imutável.

Mencionei a maldição que diz respeito aos antepassados de Lena e Ethan? E a conjuradora bruxa das trevas que quer ter a garota ao seu lado? Sim a história é confusa, e deixa muitas pontas soltas quando tenta fazer mistério sobre seu desfecho. Entre as dúvidas mais gritantes, o porque? Porque desse destino imutàvel? Porque apesar de ser uma incógnita Lena parece ter certeza de que vai para o lado negro da força? E como a personalidade de uma pessoa construída ao longo de 16 anos pode ser apagada em apenas 1 noite?

Ok. Talvez eu esteja esperando demais de um romance adolescente, mas se você tem o espaço de um livro e se propõe a criar um mitologia, crie! Mas faça algo convincente e certifique-se, antes de assinar os direitos de filmagem, de que vão usar direito. Não li o livro, não sei se essas respostas estão lá. Mas antes que fãs fervorosos me digam que eu tenho que ler o livo para entender, me respondam: quantas HQs e livros de mitologia nórdica vocês precisaram ler para entender o filme do Thor???

Ainda sim, o filme tem uma boa produção de arte e efeitos especiais. Visualmente mais bonito que outros longas do sub-gênero (sim, estou falando de Crepúsculo), e com um ótimo elenco de apoio, que sabe-se lá porque aceitou o papel. Estão em cena Jeremy Irons, Viola Davis, Emma Thompson e Emmy Rossum. Deste apenas Thompson realmente se destaca, interpretando lobo em pele de cordeiro.

Isso me lembra, outro desperdício. A família de Lena é considerada satanista pela religiosa e hipócrita cidadezinha que eles mesmos fundaram. O preconceito é tanto que a moça é quase proibida de frequentar a escola pública. De onde veio o preconceito? Porque a família aceita isso numa boa, mesmo sabendo que a cidade está cheia de falsos beatos? Tema interessante, jogado sem explicação em cena, e esquecido com a mesma rapidez.

Ao menos este romance não é um triângulo, e realmente acontece embora seus protagonistas não tenham nenhuma química. Tem um visual bonito, e bons embates entre conjuradores bruxos. Mas não se anime muito a série escrita por Kami Garcia e Margaret Stohl, conta com quatro livros!

Dezesseis Luas (Beautiful Creatures)
EUA , 2013 - 124 min
Fantasia
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domingo, 21 de abril de 2013

Game of Thrones - fã de carteirinha!#8

Os fãs de Game of Thrones não estão facilitando a tarefa de escolher um filme inspirado por semana para postar aqui. São tantos vídeos divertidos, que é uma pena não poder postar todos de uma vez.

Já que o último episódio teve uma sequencia de créditos tão polêmica quando a cena final, resolvi publicar um vídeo que vê outras possibilidades musicais divertidas para encerrar o episódio. Originalmente ele foi encerrado com uma versão "moderna" de The Bear And The Maiden Fair (O Urso e a Bela Donzela), uma das canções mais populares de Westeros, interpretada por Hold Steady.

SPOILERS - Cuidado se você tem um incrível controle da ansiedade e esta esperando a série sair em DVD, o vídeo abaixo contem um grande spoiler! Entretanto se você só perdeu o episódio, vai ter maratona GoT, a partir da 18h, hoje na HBO. Mais sobre a polêmica após o vídeo!


Ainda não entendi porque o pessoal desgostou da versão usada no episódio. A maioria dos argumentos é que a música soou deslocada do contesto. Eu achei um toque "tarantinesco" divertido, especialmente por causa da cena chocante que a antecede (pobre Regicida!). Especialmente porque não usaram uma música qualquer, mas "O Urso e a Bela Donzela" que diz muito sobre o relacionamento de Jaime e Brienne. Além de manter a adrenalina lá no alto.

Meu palpite: o pessoal estava mais acostumado com a versão Irish Moutarde para a canção. Esta sim soaria deslocada, com seu tom mais "divertidinho" (que os fãs me desculpem, mas para mim, soou como uma musica cantada por Jack Black).

Já que eu transformei um post que devia ser só um vídeo em quase uma resenha, que tal se expressar também caro leitor? Conte se apreciou ou não o episódio passado!
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terça-feira, 16 de abril de 2013

Jack - O Caçador de Gigantes

Comecei a ficar preocupada com a geração posterior a minha quando anos atrás descobri uma adolescente que nunca tinha ouvido falar de "um tal de" Peter Pan. Desde então minha preocupação com as gerações futuras só tem aumentado, afinal se depender do cinema, eles nunca vão saber que, em terras brasucas, o verdadeiro nome de Jack é João. E que o rapazote nem de longe caçava gigantes, ele só tinha um pé de feijão.

Jack - O Caçador de Gigantes, é a suposta adaptação para o cinema do conto de fadas João e o Pé de Feijão. Entretanto, ao invés de apenas trocar a vaca da família por feijões, roubar um gigante e fugir dele sem sofrer grandes punições (pensando bem a moral nesse conto é bastante duvidosa, não?), aqui João Jack se envolve por acidente em uma trama vilanesca para tomar o reino. O que inclui os tais feijões, os gigantes e até uma princesa.

Ok. Admito que o conto original talvez não desse um longa excepcional, aliais, talvez nem conseguisse ser um longa. Mas usar uma formula batida de transformar um cara comum em um herói de armadura brilhante que salva a mocinha, não foi o recurso mais inteligente. Especialmente se você, assim como eu, acidentalmente assistiu o filme na mesma semana em que um episódio de Once Upon a Time, explorou com muito mais criatividade a mesma história. Apenas para dar um exemplo, Jack na série é uma garota, mas isso é assunto para outro post.

Aceitemos, é um blockbuster feito na onda dos contos de fada para ganhar dinheiro, o enredo formulário não é surpresa. Vamos para outros elementos do longa.

No elenco, Stanley Tucci (sempre competente, e presente tudo que é filme) é o que melhor consegue oferecer algo mais elaborado para seu personagem. Infelizmente seu papel é abreviado, afinal seu vilão tem que abrir espaço para a verdadeira ameaça do filme, os gigantes do título. Completamente criados em CGI, não parecem deslocados do ambiente, mas também não impressionam uma audiência acostumada a Golum.

Ian McShanee dá vida ao Rei que só parece existir porque o reino precisa de um, assim como a princesa (Eleanor Tomlinson) precisa de uma autoridade para desafiar. Já o personagem de Ewan McGregor, o guarda real Elmont realmente não tem motivo para estar ali, a não ser trazer mais um nome famoso para as cenas de ação. Fica parecendo que a produção não confia no jovem protagonista.

É mesmo difícil acreditar em um mocinho de contos de fadas que parece estar usando jeans e casaco esportivo. Nicholas Hoult (o garotinho de Um Grande Garoto, e o Fera de X-men Primeira Classe), até se esforça pelo personagem que não oferece muito.

Um filme cheio de equívocos, realizado Bryan Singer, que não costumava subestimar sua audiência. Mas aparentemente erra, como todo mundo. Só espero que consigamos contornar nossos erros. Caso contrário, daqui para frente, as crianças e seus descendentes vão acreditar que Jack - O Caçador de Gigantes, João e Maria – Caçadores de Bruxas, e Espelho, Espelho Meu, Branca de Neve e o Caçador entre outras "adaptações" vindouras, são boas versões de contos que desconhecem.

Jack - O Caçador de Gigantes (Jack the Giant Slayer)
EUA , 2013 - 114 min.
Aventura
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domingo, 14 de abril de 2013

Game of Thrones - fã de carteirinha!#7

Já que está divertido, que tal continuar com a série de posts, criados por fãs inspirados. Dessa vez com um vídeo fresquinho, com cenas do episódio do último domingo.

Quando você achava que o esperado embate entre Brienne e Jamie não podia ficar melhor...



Confira outros posts da série "Fã de Carteirinha"!
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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Os Croods

Um dia desses em um episódio de Supernatural, um dos anjos contou aos irmãos Winchester que eles não sabiam qual dos "macacos" iria ganhar a corrida pela evolução. Com certeza os Croods não eram os campeões de apostas, isto até encontrar um de nós, homo-sapiens, ganhadores da tal corrida. Mas eu estou me adiantando, vamos voltar ao princípio.

Sim, ao principio da humanidade, que também era o fim de uma era. Todas as famílias de neadertais da região estavam sendo "extintas", por isso Grug (Nicolas Cage), o patriarca dos Croods, tem apenas uma regra: fiquem dentro da caverna! Mas ele também tem uma filha adolescente, e Eep (Emma Stone) não gosta nada da escuridão de seu lar. Ela se aventura noite a fora, descobre o fogo e Guy (Ryan Reynolds), um homo-sapiens. O que pode ser útil depois que "início do fim do mundo" destrói a segura caverna.

Um road movie, cheio de mensagens positivas como aceitar as diferenças, enfrentar seus medos, a importância da família, entre outras. Não fosse o visual pouco realista poderia até se confundir com um filme da Pixar. Inclusive na fórmula pronta que une piadas e ação uniformemente distribuídas ao longo da jornada. Formulaico sim, mas muito bem executado.

Além dos carismáticos membros da família  que ainda conta com a esposa de Grug, outros dois filhos e uma sogra, parte da diversão fica por conta dos cenários e seres inusitados, a começar pela "preguiça/cinto" de Guy. A Dreamworks, cria um cenário pré-histórico cheio de híbridos de animais multicoloridos, que nos fazem imaginar quando foram que os bichos evoluíram para seres tão "simplesinhos"? O mesmo acontece com as paisagens, cheias de formas e plantas exóticas saídas de um mundo de fantasia (eu juro que a montanha que eles usam como guia é o lar da Imperatriz Menina, de História sem Fim). Tudo devidamente ressaltado pelo 3D que te convida para a aventura, a o invés de atirar coisas na sua direção.

A esta altura você deve estar pensando, mas e o mito da caverna de Platão? É claro que dá para fazer relação com ele também. Afinal, os Croods deixam a escuridão da caverna para descobrir o mundo e aprender sobre ele. Mas aí já é cliché demais fazer uma resenha sobre isso, e a criançada se liga mesmo em todas as outras coisas que mencionei. Para os pais, é só um bônus!

Logo, é melhor parar com as discussões filosóficas e ficar feliz por termos ganho a corrida da evolução, sem deixar os Croods para trás. E, de quebra, criando uma divertida aventura.

Os Croods (The Croods)
EUA - 2013 - 98 min.
Animação / Infantil
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terça-feira, 9 de abril de 2013

A Hospedeira

Com um pé atrás. Foi assim que fui assistir à nova incursão cinematográfica de uma obra de Stephenie Meyer (culpada por Crepúsculo). Não é que a expectativa lá em baixo ajudou (mas só um pouquinho) a obra.

No futuro a terra foi invadida e completamente controlada por alienígenas, mas nada de homenzinhos verdes, ou monstros com grande tecnologia armamentistas. Essa espécie é um parasita, que utiliza nossos corpos eliminando nossa consciência, mas mantendo nossas memórias. Os poucos humanos que sobreviveram vivem escondidos e sob a constante ameaça de serem transformados em hospedeiros.

Melanie (Saoirse Ronan), é a hospedeira do título, ela resiste ao controle de sua hóspede, Peregrina (nome nada original, mas tudo bem!). Assim as duas são obrigadas a conviver no mesmo corpo, enquanto vão em busca do ultimo grupo de humanos.

Até aí a ideia é bastante interessante, apesar da incômoda semelhança com conceitos de cientologia. Mas Stephenie Meyer deve ter problemas que insiste em resolver através da temática de seus livros. Sério que a protagonista precisava ficar dividida entre dois garotos? Melanie tem um namorado Jared (Max Irons), mas Peregrina se apaixona por Ian (Jake Abel), criando um bizarro "triângulo amoroso de 4 pessoas", que desviam a atenção de uma tentativa razoável de ficção cientifica.

Tentativa razoável sim pois basta alguns minutos a mais pensando na lógica para ficar confuso. Esses parasitas, auto-denominados "almas", não sobrevivem sem um corpo, não conseguem sem comunicar com outras espécies a menos que a esteja ocupando e até para serem transportados para um hospedeiro precisam do auxilio de pessoas com mãos e pés. São transportados em cápsulas. A não ser para fins medicinais parecem usar nossa tecnologia. Então como o primeiro hospedeiro foi transportado para um humano? E como no sistema de transporte um a um, eles conseguiram tomar quase que totalmente e de forma pacífica 6 bilhões de pessoas espalhadas pelo mundo. Especialmente em se tratando de uma espécie extremamente honesta e educada. A certa altura a protagonista pede emprestado um carro, o proprietário não apenas acredita que ela vai devolver, como até dá dicas sobre o veículo. Ainda assim esses super-educados e honestos seres não acham genocídio, se apossar de toda uma espécie.

Talvez eu esteja pedindo muito de uma ficção cientifica criada por uma autora que conseguiu arruinar toda uma mitologia. Mas a ideia era legal, custava pensar um pouco mais na coerência?

Enquanto se foca no  "triângulo amoroso de 4", o filme desperdiça bons temas como a sociedade utópica criada através do genocídio. O próprio genocídio, visto pela raça que o comete como uma "evolução". As diferenças entre os humanos explodindo em emoções e os racionais alienígenas, e as consequências que a convivência forçada pode causar em ambas as espécies.

O longa também desperdiça um elenco composto por coadjuvantes de luxo composto por William Hurt, Frances Fisher e Diane Kruger. Esta última a única que parece se divertir, afinal ela é uma vilã incansável. Os mocinhos, são apenas objetos de desejo da(s) protagonista(s), ao menos dessa vez o romance vai além de longas trocas de olhares. Enquanto a competente Saoirse Ronan é obrigada a falar sozinha durante toda a projeção.

Ainda assim, superou a expectativa (que era quase nenhuma). Em grande parte graças ao elenco talentoso, e o bom design de produção que apresenta um mundo futurista desconfortavelmente semelhante ao nosso, embora diferente.

Sim a técnica de entrar com um pé atrás funcionou. Não sai chateada da sessão, mas também não vou correr para a livraria mais próxima. Muito menos torcer para o final água-com-açúcar, trazer sequencias sem sentido.

A Hospedeira (The Host)
EUA , 2013 - 125 minutos
Ficção científica / Romance
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domingo, 7 de abril de 2013

Game of Thrones - fã de carteirinha!#6

É domingo! Dia de dormir até tarde, de macarronada em família e de Guerra dos Tronos na HBO! Então este blog resolveu que também é dia de fã de carteirinha. Desta vez comum vídeo um pouquinho diferente, das tradicionais versões de fãs da música de abertura que tenho postado.

A abertura criada pelo usuário do YouTube hunterlsanders, cria uma versão dos anos de 1990, para a série.  O vídeo segue o estilo das aberturas de Hércules e Xena, e tem a trilha sonora de I Want it All, do Queen. Merecem atenção os "defeitos do VHS", em que a abertura teria sido registrada.


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quarta-feira, 3 de abril de 2013

The Walking Dead - 3ª temporada (parte 2)

 Então The Walking Dead surpreendeu e apresentou uma primeira metade de temporada adoravelmente angustiante. Depois da longa pausa para as festas, os expectadores voltaram com a adrenalina lá no alto. Sério! A maioria não conseguia nem mesmo esperar a estreia dos episódios na Fox, soltando indesejados para aqueles que aguentam esperar os apenas 2 dias de intervalo. Agora você se pergunta, valeu a pena?

Se você julgar apenas pelo último episódio, nem tanto. Nesta segunda metade de temporada, a ação deu espaço a episódios que estabelecem personagens e a situação dos grupos. O problema é que algumas histórias são bem vindas (Merle), para outros personagens não ligamos muito (pena, já que nos quadrinhos Tyreese faz sucesso).

Até então tudo bem, afinal todas as histórias eram uma preparação para o grande conflito final entre o presídio e Woodyburry, certo? Errado!

Não houve um grande conflito. O anti-climático episódio final trouxe um roteiro descomposto que parecia mais querer preservar para o próximo ano o que seus produtores acharam que causou a qualidade deste, que realmente encerrar a temporada. Apresentando um final com poucas baixas (é o apocalipse zumbi, em guerra, pessoas devia morrer), e sem desfecho para seu grande vilão.

Já as poucas histórias que foram devidamente encerradas, soaram como uma decisão estratégica, não narrativa. Este ator ainda está ligado ao criador da série Frank Darabont (que foi limado ainda durante a segunda temporada), então vamos encerrar a trajetória de seu personagem. Apesar de por causa disso tal personagem tenha ganho um bom arco, eu ainda esperava mais dele.

Entretanto, eu disse que não valeria a pena a julgar por este último episódio. À exceção deste desconjuntado episódio (sério, não dava para entender porque alguns personagens faziam algumas coisas), a série manteve uma boa qualidade uniforme.

Resta torcer para que o escorregão deste final não defina a temporada seguinte, que já terá vários problemas para solucionar. Esperemos Outubro para conferir, até lá não se esqueça...

... corte a cabeça ou destrua o cérebro. 

Leia mais sobre a série de zumbis.

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