terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2013 em filmes

Último dia de 2013! Hora da contabilidade cinéfila, quantos filmes você viu este ano? Vale uma ajudinha na contagem, com o tradicional vídeo da  genrocks, que traz imagens de 300 longas metragens lançados este ano.

Vale lembar que muitos destes filmes só estreiam em terras brasucas em 2013, outros foram, ou irão, direto para o home-video, e filmes nacionais não entram. Confira a lista completa com resenhas para os filmes que assistimos aqui no blog, logo abaixo do vídeo.


The Secret Life of Walter Mitty, The Internship, The Conjuring, Kill Your Darlings, Disconnect, Don Jon, The English Teacher, Struck By Lightning, Mood Indigo, The Immigrant, InAPPropriate Comedy, Riddick, The Great Gatsby, Upside Down, The Book Thief,  Oblivion, Oz The Great and Powerful, Gravity, The Grandmaster, Escape From Tomorrow, Renoir, Monsters University, Warm Bodies, Cloudy With A Chance of Meatballs 2, Violet & Daisy, It Boy,Dallas Buyers Club, The Family, Runner Runner, Trance, Percy Jackson: Sea of Monsters, The Croods, Ender’s Game, Saving Mr. Banks, Gravity, Mud, All Is Lost, Walking With Dinosaurs, The Wolverine, Heli, Rush, John Dies at the End, Upstream Color, The Lone Ranger, Despicable Me 2, The Hunger Games: Catching Fire, Is the Man Who Is Tall Happy?, He’s Way More Famous Than You, 42, Anchorman 2: The Legend Continues, The Hangover Part III, Iron Man 3, The Wolf of Wall Street, Thor: The Dark World, Fast & Furious 6, Emperor, The Bling Ring, Grudge Match, Jack the Giant Slayer, The Hobbit: The Desolation of Smaug, World War Z, Hammer of the Gods, Prince Avalanche, Only God Forgives, Fists of Legend, Out of the Furnace, Free Birds, Kick-Ass 2, The Way Way Back, Red 2, Much Ado About Nothing, The World’s End, The Heat, Getaway, Epic, The HostNow You See Me, The Smurfs 2, Pain & Gain, American Hustle, The Big Wedding, The Iceman, To The Wonder,  Insidious: Chapter 2, Scary Movie 5, Lords of Salem, Copperhead, Byzantium, Hansel & Gretel: Witch Hunters, The Mortal Instruments: City of Bones, A Haunted House, Texas Chainsaw 3D, Charlie Countryman, Evil Dead, Diana, Paranoia, Krrish 3, The Last Exorcism Part II, G.I. Joe: Retaliation, 100 Bloody Acres, Carrie,  Escape Plan, Metallica Through the Never, Out of the Furnace, Filth, Short Term 12, I’m In Love With A Church Girl, Spring Breakers, LUV, Gangster Squad, Lovelace, Justin Bieber’s Believe, I, Me aur Main, Much Ado About Nothing, Kiss of the Damned, The Canyons, The Counselor, Side Effects, 2 Guns, This Is The End, Blue Jasmine, Oldboy, 12 Years A Slave, Stuck In Love, The Incredible Burt Wonderstone, Welcome to the Punch, At Any Price, Passion, Simon Killer, Nymphomaniac, Black Rock, Snitch, Adore, The Butler, Plush, The Look of Love, The Call, V/H/S/2, Aftershock, A Touch of Sin, Crave, The Berlin File, Commitment, Killing Season, Dirty Wars,  47 Ronin, Elysium, Goliyon Ki Raasleela Ram-Leela, The Last Stand, Bullet to the Head, From Up On Poppy Hill, Battle of the Year, The Wind Rises, Star Trek Into Darkness, Journey to the West: Conquering the Demons, Les Profs, Race 2, Arthur Newman, Escape From Planet Earth, We’re The Millers, Bhaag Milkha Bhaag, A Good Day To Die Hard, Beautiful Creatures, Pacific Rim, Dead Man Down, R.I.P.D., Lone Survivor, The Way Way Back, G.I. Joe: Retaliation, Machete Kills, Planes, Safe Haven, Stalingrad, Swerve, Olympus Has Fallen,  The Last Days On Mars, Turbo, A Journey to Planet Sanity, Captain Phillips, Parker, In The Name Of, Dead Man Down, Ilo Ilo, Last Love, Stand Up Guys, Out of the Furnace, Prisoners, The East, Salinger, Mandela: Long Walk to Freedom, Fruitvale Station, After Earth, The Attacks of 26/11, Mama, American Dreams in China, Labor Day, Short Term 12, Man of Steel, Bridegroom, Big Sur, Broken City, Hello Herman, Inside Llewyn Davis, The Butler, A Dark Truth, How I Live Now,  The Railway Man, Frozen, Greetings from Tim Buckley, Mysteries of the Unseen World, Closed Circuit, Snowpiercer, Phantom, Love and Honor, The Fifth Estate, To the Wonder, Great Expectations, Philomena, Heli, White House Down, Dark Skies, Ain’t Them Bodies Saints, Mother of George, Romeo & Juliet, Geography Club, Paradise, Java Heat, The Past, Like Father Like Son, Before Midnight, You’re Next, Delivery Man, Her,  A River Changes Course, Blood Brother, Monuments Men, The Invisible Woman, The Great Beauty, Wrong, Into The Mind, The Broken Circle Breakdown, Stoker, La Camioneta, Afternoon Delight, Last Vegas, Homefront, Grown Ups 2, The Spectacular Now, Young and Beautiful, The Purge, The To-Do List, 21 and Over, The Brass Teapot, Olympus Has Fallen, A.C.O.D., About Time, I Give It A Year, Sunlight Jr., Enough Said, Nebraska, Jackass Presents: Bad Grandpa, One Direction: This Is Us, I’m So Excited, The Best Man Holiday, Chennai Express, A Madea Christmas, In A World…, Frances Ha, The Crash Reel Big Sur, Blood Brother,  The Place Beyond The Pinesm, The Kings of Summer, Identity Thief, Bless Me Ultima, Girl Most Likely, Hours, August: Osage County, Parkland, Jobs, The Armstrong Lie, Salinger, Grace Unplugged, Linsanity, Home Run, Baggage Claim, Tiger Eyes, So Young, Cutie and the Boxer, American Promise, 12-12-12, Twice Born, Peeples, Movie 43, Gloria, Saving Mr. Banks, These Birds Walk, Miracle in Cell No. 7, C.O.G., It’s A Disaster, Drinking Buddies, This Is Martin Bonner, Blue Is The Warmest Color, The Incredible Burt Wonderstone, Admission, Crystal Fairy & the Magical Cactus and 2012, Cutie and the Boxer, Inequality For All, What Maisie Knew, Mood Indigo, Black Nativity,,The Wind Rises,Into The Mind

Veja também: 2010, 2011, 2012 em filmes
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A Vida Secreta de Walter Mitty

Sonhar acordado é uma coisa normal, que todos fazem em um momento ou outro. Entretanto, algumas vezes, soltar a imaginação deixa de ser apenas uma válvula de escape para não fazer besteiras e passa a substituir todas as ações de verdade. Foi assim que Walter Mitty (Ben Stiller) passou grande parte de sua vida, sem fazer nada minimamente interessante enquanto trabalhava para a revista Life, metáfora nada sutil né!

Mas, como tudo muda, mesmo que você não faça absolutamente nada, a revista Life vai abandonar as bancas e existir apenas online. A equipe será reduzida e o emprego dos funcionários dependem da última edição que terá na capa uma foto única de Sean O'Connell (Sean Penn). Responsável pelos negativos, Mitty não consegue encontrar a tal foto e finalmente se engaja em uma aventura para encontrar o fotógrafo aventureiro.

Some-se aí um interesse amoroso (Kristen Wiig) e nosso protagonista tem tudo que precisa para abandonar os devaneios do que poderia ser sua vida e vivê-la. Uma jornada de auto-descoberta digna das piegas mensagens de ano novo que nos deparamos a cada Dezembro. E que assim como elas, cai no exagero e lugar comum ao levar Walter em lugares inspiradores e impossíveis de alcançar apenas para descobrir que o que precisava estava com ele todo o tempo, figurativa e literalmente.

Sério que para ter uma boa vida você precisa encarar um vulcão em erupção ou escalar o Himalaia? Mesmo afirmar durante a projeção em alto em bom som que "Coisas belas não pedem atenção", uma bela vida precisa ser espetacular. Mensagem confusa, a gente vê por aqui.

Enquanto isso as divertidas, versões de sonho da vida de Walter são uma boa surpresa. Especialmente quando fazem referência a aventuras que o protagonista, assim como nós, se imaginou vivendo ao assistir filmes e ler livros. Aqui sim cabem os efeitos especiais mirabolantes e ações espetáculo e efeitos gráficos que Stiller desperdiça no restante da projeção, ao tentar fazer referência às páginas da revista.

Infelizmente, a mudança de sonho para a vida real, é abrupta. Em alguns momentos, ficamos na dúvida se o que vemos é sonho ou realidade. Efeito interessante que poderia ser melhor explorado, se sua transição fosse gradual, ao invés de abandonar o sonho definitivamente em apenas uma decisão. Afinal, mesmo em uma aventura, sempre imaginamos o que mais poderia ser.

O ambiente da revista, é um local a parte. Com cara de uma empresa sólida e poderosa, com seus imponentes cartazes que tornam seus trabalhadores minúsculos diante das celebridades que eles retratam. Ao mesmo tempo comandada por um novato arrogante que nunca pisou em uma redação e que não faz esforço algum para descobrir o mínimo que seja de seu funcionamento. Caricato, exagerado e com um cruel e reconhecível fundo de verdade.

Sem a comédia exagerada de Zoolander ou a originalidade de Trovão Tropical, também dirigidos e estrelados por Stiller, A Vida Secreta de Walter Mitty se esforça e tem boa intenção e uma produção detalhada. Uma pena que desperdice a boa ideia do conto de James Thurber (escrito em 1939) caindo no lugar comum e nas metáforas óbvias. Ainda assim, sua fórmula "feel good movie", vai agradar as plateias e fazer todos sairem do cinema sonhando acordados com uma vida diferente.

A Vida Secreta de Walter Mitty (The Secret Life of Walter Mitty)
EUA , 2013 - 114 minutos
Drama
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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Última Viagem a Vegas

Vendido como um Se Beber não Case da terceira idade, Última Viagem a Vegas passa longe do exagero absurdo e das piadas escatológicas da franquia liderada por Bradley Cooper. Mais pé no chão e com consciência de que tem um elenco que dispensa artifícios apelativos o filme abraça as lições de moral e o tom piegas das comédias românticas.

O solteirão convicto Billy (Michael Douglas) vai se casar, com uma mulher com metade de sua idade. Mas, não antes de se reunir com os amigos de infância Paddy (Robert De Niro), Archie (Morgan Freeman) e Sam (Kevin Kline) para uma quase tradicional despedida de solteiro em Las Vegas. Digo quase tradicional, porque geralmente o noivo e seus padrinhos não são sexagenários.

Ao invés de bebedeiras, prostitutas e prejuízo nos cassinos, o grupo de festeiros tem outras preocupações. Superar o luto pela perda da esposa, reacender a chama do casamento, lidar com a super-proteção dos filhos, o preconceito dos outros visitantes da cidade do pecado e claro o eminente fim da vida, entre outros clichês da terceira idade.

O elenco bem que tenta, e faz um ótimo trabalho tentando tornar o roteiro divertido. Mas nem o melhor ator do mundo faz milagre se as piadas não são tão legais quanto deveriam. Ou pior, se fazem você se perguntar porque diabos está vendo um cara de tanguinha dançar na cara do Robert DeNiro? 

As gargalhadas exageradas de outras pessoas na sala também não ajudam muito se você não tem riso solto. Rir mais alto não vai fazer a piada ganhar graça, o que só irrita quem não consegue entender do que eles estão gargalhando. O que me faz questionar o poder da sugestão: estou vendo uma comédia, então tenho que chorar de rir? Mas isso é assunto para outro post.

De volta à  Última Viagem a Vegas, sim as piadas são batidas e o final previsível, mas você se importa em continuar. O motivo? Douglas, De Niro,  Freeman e Kline se divertido em papeis despretensiosos que conseguem executar de olhos vendados. Apenas por este ótimo elenco, que ainda conta com Mary Steenburgen, é um longa curioso. Entretanto, uma sessão é mais que suficiente. Só espero que não se torne uma franquia, com ultimas viagens do grupo à diversos cartões postais pelo mundo à fora.

Última Viagem a Vegas (Last Vegas)
EUA - 2013 - 105min
Comédia
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O Hobbit - A Desolação de Smaug

Ser o filme do meio de uma trilogia que conta uma única história é complicado. Não existe o frescor e empolgação da novidade, é preciso que os expectadores tenham visto a primeira parte e não existe a frustante ausência de desfecho. Por isso, é surpreendente que O Hobbit - A Desolação de Smaug, se saia melhor que seu antecessor.

Logo no início um flashback ajuda a situar os não iniciados. A partir daí, o longa retoma à jornada da companhia dos anões, dessa vez mais focado na trama principal que seu antecessor, que pecava pelo exagero de apêndices. Não que o longa não tome grandes licenças poéticas, inclusive cria personagens especialmente para esta adaptação mas, faz menos interrupções com flashbacks e longas explanações.

Cansados com a jornada, e com o perigo cada vez mais próximo, o longa adota um tom um pouco mais sombrio equilibrado por ótimas e complexas cenas de ação. Os anões ainda são divertidos, mas há menos cantorias e mais perigos no caminho. Mais focado o longa até consegue ensaiar um único tema latente entre os personagen: a cobiça. Dos anões por seu ouro, de Smaug (voz de Benedict Cumberbatch) por sua montanha, de Thorin (Richard Armitage) por poder, de Bilbo (Martin Freeman) pelo Um Anel e até de Legolas (Orlando Bloom) pela elfa que não pode ter.

Criada especialmente para o filme a elfa Tauriel (Evangeline Lilly) é uma boa ideia para suprir a carência de personagens femininos das obras de Tolkien. Infelizmente seu arco dramático cai no clichê triângulo amoroso/amor platônico, e esta trama desvia a atenção ao chegar em seu clímax ao mesmo tempo que a trama principal.

Enquanto isso os anões passam por mais dificuldades longamente desenvolvidas para encher quase três horas de projeção, mas que poderiam facilmente ser simplificadas. Ao menos são bem executadas, como a sequencia de luta que envolve elfos, anões e orcs. Cada espécie com seu estilo de luta, com muitas coisas acontecendo mas oferecendo tempo ao expectador para entender cada uma delas. Diferente de muitos longas de ação atuais, como a franquia Transformers, que precisa explicar onde foi parar cada personagem após as caóticas cenas de ação.

Confortável e familiarizada com um universo já bem definido por quatro filmes, a produção de arte é impecável e tem soluções inteligentes, como a uma bela escadaria encrustada em uma gigantesca estátua escalada na pedra. Assim como os efeitos especiais que entregam um dos mais belos dragões já vistos nas telas, e transformam a silhueta de Sauron em seu próprio e assustador olho.

Apesar de melhor que Uma Jornada Inesperada, A Desolação de Smaug ainda sofre pelo excesso, de detalhes, apêndices e personagens. Parece uma tentativa exagerada de criar outra trilogia épica, que consegue apenas fazer com que a trama fique muito mais complexa que o livro infantil que a originou. Consequentemente tornando o filme menos acessível para crianças e para não amantes de Tolkien.

Adoramos sim visitar a Terra Média, entretanto fica difícil não pensar que o plano original de apenas dois filmes teria sido melhor escolha. Ou ainda que uma trilogia, mas com filmes mais curtos (de 2 horas ao invés de 3) fosse mais eficiente. O jeito é esperar até dezembro de 2014, e torcer para que o encerramento finalmente ganhe seu tão desejado tom épico e justifique tão longa e detalhada jornada.

O Hobbit - A Desolação de Smaug (The Hobbit - The Desolation of Smaug)
Nova Zelândia - 2013 - 161 min.
Fantasia


Leia a resenha de O Hobbit - Uma Jornada Inesperada.
Confira o mês especial O Senhor dos Anéis
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domingo, 15 de dezembro de 2013

Somos o que Somos

Definir o gênero de um filme não é tarefa fácil, especialmente se o diretor parece não se decidir o tom que deseja seguir. Talvez por isso, Somos o que Somos designado à categoria de terror parece se encaixar melhor no drama e/ou suspense.

A morte repentina da mãe não abala as secretas tradições da família Parker, que se prepara não apenas para a enxurrada que assola a região, mas para os rituais do seu "dia do cordeiro". Na ausência da matriarca a responsabilidade por manter a tradição passa para Iris (Ambyr Childers) e Rose (Julia Garner) que começam a questionar os rituais. Ao mesmo tempo, a misteriosa doença que matou sua mãe e artefatos trazidos pela água dão inicio à investigações que começam a ameaçar os segredos da família regida a punho de ferro pelo pai Frank Parker (Bill Sage).

Não é preciso muito tempo e esforço para deduzir quais tradições envolvem o "dia do cordeiro". Mesmo porque, é um clássico de "famílias caipiras reclusas estadunidenses" (melhor parar por aqui para evitar spoilers), apesar de se tratar de um re-make de um filme mexicano de 2010.

Apesar da falta de originalidade na temática, o longa acerta no tom sombrio e cinzento da fotografia, e na construção da tensão. Parte do mérito pertence a Childers e Garner, intérpretes das irmãs adolescentes, elas são as responsáveis por apresentar e ilustrar a tensão na qual vivem. Tentando lidar com o confuso fanatismo religioso do pai, a morte da mãe, os cuidados com o irmão caçula e seus novos deveres.

A falha fica por conta do tom, que não se decide entre o suspense, o drama e o terror. O filme aponta dilemas como o fanatismo religioso e a relação entre pai e filhos, mas nunca se aprofunda, dando preferencia a trama principal. Esta por sua vez, mantem a tensão em um crescente eficiente, mas decepciona no clímax, que apesar de surpreendente é destoa do tom de suspense psicológico para apostar no terror sangrento.

Sobra ainda tempo para voltar no tempo e apresentar a origem da tradição familiar dos Parker. Uma explanação desnecessária para entender que tradições são essas, uma vez que descobrimos sozinhos. E que apesar de oferecer uma origem plausível para o dia do cordeiro, deixa a dúvida de como esta deixou de ser uma necessidade e se tornou uma tradição religiosa fanática.

Apesar da indecisão de gêneros e na temática já conhecida, o longa consegue manter o interesse do expectador, desenvolve a trama em um ritmo uniforme e, até, surpreende no fim. Somado às boas atuações do elenco adolescente e a fotografia acertadamente sem vida, vale a sessão.

Somos o que Somos (We Are What We Are)
EUA , 2013 - 105 minutos
Terror
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Faça bonito, com a quantidade que for

1 é bom 2 é fazer bonito! Então uma conhecida e caridosa empresa metalúrgica faz uma bela promoção de fim de ano. Na compra de 2 unidades de um de seus belos jogos de faqueiros eles doariam R$1,00 para uma causa social. Bonito isso, né! Mas aí fica a dúvida, porque 2 unidades? Não poderiam simplesmente doar R$0,50 a cada faqueiro vendido. Afinal eu posso não precisar de dois jogos de 48 peças, e sempre haverá outros que também só precisem de um, mas também querem "ajudar".

Geralmente não ligo muito, para esses belos gestos estratégica mente anunciados pelo marketing. Se acho que é enrolação simplesmente não compro. Mas, vez ou outra, fico incomodada. Afinal tem quem compre a ideia. Especialmente quando esta vem acompanhada de uma propaganda fofa.

Basta olhar certa lanchonete, que faz anualmente o dia do "sanduba feliz", oferecendo toda a renda obtida com esse sanduíche em particular para uma causa social. Vale lembrar que é doada apenas a renda do sanduíche, e não o combo com refri e batata frita. E quem come sem o refri e a batata? Isso sem contar aqueles que não gostam do sanduba caridoso e acabam comprando outro lanche apenas acompanhar os colegas bem intencionados.

Calma, antes que digam que sou implicante, não estou dizendo que estas campanhas não ajudam ninguém. Ou que são mal intencionadas (talvez haja uma razão logística para a necessidade da compra de 2 faqueiros). Mas em tempos de natal, quando o lado caridoso das pessoas aflora (podemos ajudar o próximo durante o ano todo tá, não só no natal), sempre é bom lembrar: as vezes é melhor ajudar da moda antiga pessoalmente, mesmo que seja apenas 1 pessoa. Afinal 1 é bom, mas não é só com 2 que se faz bonito!
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O Hobbit - fã de carteirinha

Fãs de Tolkien e cinéfilos de todo o Brasil já estão em contagem regressiva para a estréia de O Hobbit: A Desolação de Smaug. Logo, nada mais apropriado para entrar no clima da terra média, que este vídeo de Peter Hollens, soltando a voz em sua versão de Misty Mountains, a música que os anões cantam no primeiro filme.



Peter Hollens faz versões de músicas usando apenas um instrumento, a sua voz. Confira sua versão de Song of Ice and Fire e Rains of Castemere, ambas canções da série Game of Thrones.

Veja outros Fãs de Carteirinha e leia a resenha de O Hobbit - Uma Jornada Inesperada.

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

The Walking Dead - 4ª temporada (parte 1)

É dezembro, mês em que muitas séries fazem uma tradicional pausa para as festas, poupando o expectador de perder algum episódio para ir à confraternização de fim de ano da empresa. Uma das primeiras a parar (e últimas a retornar), é The Walking Dead precisa impressionar se quiser que seus expectadores voltem depois de mais de dois meses de pausa.

Mas como se faz isso? Com um bom "cliffhanger" (aquele gancho que deixa um ou mais personagens em apuros antes do "to be continued"). O complicado é criar um bom "cliffhanger" para uma audiência que anseia por uma, ou mais, reviravoltas a cada episódio. 

Na terceira temporada, os criadores de The Walking Dead tentaram ter o maior número de "momentos bombásticos" possível. Mas, é preciso haver momentos de calmaria entre as tempestades, para que estas tivessem impacto. O resultado foi uma temporada irregular, que apesar de fazer um enorme sucesso, também sofreu críticas. Especialmente em sua segunda metade.

Aparentemente, nesta quarta temporada a estratégia é outra. Sim houveram, momentos bombásticos e decisivos, mas estes foram melhor distribuídos, e em um ritmo mais compassado. Assim, causar impacto no último episódio antes da pausa, quando as linhas narrativas se cruzam, e as consequências deste encontro ficam "no ar", é muito mais fácil.

E por falar em linhas narrativas seguimos duas. E ambas tratam do mesmo assunto, de formas diferentes. Rick e o Governador precisam redescobrir seu papel neste mundo pós apocalíptico.  Depois da queda de Woodyburry e da batalha no presídio, o xerife decide deixar o comando de lado, instaura um conselho e resolve levar uma vida mais pacata. Enquanto o Governador, destituído de seu trono, precisa buscar um motivo para continuar a viver. 

É claro, nenhum dos dois consegue manter o plano. Rick precisa a voltar à ditar a palavra de ordem. Enquanto o lado psicopata do Governador o faz perder novamente, aqueles que o pôs em movimento. Tudo acontecendo simultaneamente com a tão esperada guerra entre os dois grupos, pela segurança da prisão. Que inclui um bando inteiro dizimado, mortes relevantes, muita gente sozinha na estrada e algumas incógnitas. Quem está acompanhado de quem? E que ainda pode estar vivo?

Para quem curte mais o lado gore da série, que os dilemas humanos, não faltaram zumbis legais. Depois da versão zumbi gripado do Greg (o nome do personagem não era este, mas em apenas um episódio é difícil desvincula-lo de seu personagem em Todo mundo odeia o Chris), tivemos zumbis subaquáticos, a maior horda da série, outra enterrada em areia movediça. E o como ignorar o incrível zumbi minhoca?

Á exceção deste último episódio, muita gente achou a temporada arrastada e lenta. Eu achei interessante o esforço pela uniformidade. A lembrança de que os zumbis não são a única ameaça deste mundo. E o espaço que alguns personagens ganharam para que seus arcos fossem encerrados devidamente (sim, estou falando do Hershel). Nem George R. R. Martin consegue fazer um Casamento Vermelho a cada capítulo, é preciso preparar o terreno antes. E desta vez prepararam bem.

A parte complicada é a "preparação de terreno" de dois meses, antes do retorno da temporada. The Walking Deade retorna dia 11 de Fevereiro de 2014 à TV brasileira. Apenas dois dias depois da estreia "estadunidense". 

Enquanto isso não se esqueça: corte a cabeça ou destrua o cérebro!

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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Como perder um cliente: o caso do Doggis

Já que deu certo, e recebemos uma resposta legal da lanchonete sobre "o caso do X-Whopper sem redonditas", (parabéns Burguer King!)  que tal tentarmos novamente? E acredite se quiser, o caso do Doggis começou no mesmo dia que o caso anterior. Data que estamos inclinadas a intitular de "o dia que deveríamos ter ficado em casa".

É fato, o custo benefício dos lanches do Doggis é um dos melhores entre as redes de fast-food. Não é surpresa termos escolhido a lanchonete neste dia, a ausência de uma fila grande só reforçava nossa escolha. Apenas uma moça esperava antedimento no balcão, enquanto uma funcionária solitária fazia algo no fundo do salão. 

Depois de alguns instantes esperando, apesar de já ser mais de meio-dia, a falta de ação da funcionária nos fez perguntar:
- Vocês ainda não abriram? - e lá do fundo da loja mesmo a moça respondeu de cara amarrada
- Estamos abertos. 

Esperamos mais alguns instantes. A funcionária continuou ignorando nossa presença, nem mesmo esboçou um gesto no estilo "espera um segundinho que já vou". Não restou muito a fazer, a não ser trocar olhares de dúvida com a outra cliente que já estava lá quando chegamos, antes de nos dirigir à lanchonete mais próxima.

Antes que você pense, "ah foi apenas um dia ruim". Não é que a cena se repetiu? Desta vez a equipe de funcionários era maior. Formada por uma atendente em momento de intervalo papeando em pleno balcão com uma funcionária do Bobs, e outros dois funcionários. Estes se revezavam no vai-e-vem até o fundo da loja, fazendo várias coisas, mas sem conseguir concluir nada.

Com apenas mais um cliente sendo atendido, levou mais de dez minutos para conseguirmos uma casquinha. Se foi má distribuição de tarefas, treinamento mal feito ou simplesmente má vontade, não sei dizer. Mas vale lembrar: as datas em questão eram um sábado e um feriado, e a lanchonete era uma das poucas sem filas. Agora sabemos o porque!

Leia também - Como perder um cliente: o caso do X-Whopper sem redonditas
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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Posteres Honestos da Disney

Já conhecemos os Slogans sinceros, e assistimos aos Trailers Honestos, então já estava na hora de encontrarmos posters de filmes com a mesma sinceridade. Alimentando o imaginário de pequenas e grandes mentes há gerações, a Disney foi a escolha perfeita para a equipe dos sites ScreenCrush e TheFW, que tornou a proposta realidade.

Confira agora os posteres de seus clássicos favoritos, apresentando o conteúdo do longa de um jeito que a Disney não mostra:
Síndrome de Estocolmo
O Avatar Original
Você está tão alto agora
Quem precisa de príncipe?
Uma repaginada no visual resolve tudo
A princesa é negra, então os outros personagens podem ser estereótipos raciais
Veja outros posteres honestos no site ScreenCrush e TheFW.
Hamlet com animais
Mentir e roubar ajudam a ficar com a garota
Os animadores estão tão altos agora
Quando "Doutor Hollywood" encontra a Nascar
Rei Artur, menos o assassinato e incesto
Mude pelo seu homem
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Guia Básico de Doctor Who

Esteve ausente deste universo nos últimos 50 anos, ou simplesmente não tem BBC ou Netflix, mas tem Facebook, Twitter ou qualquer outra rede social? Então já deve ter notado que amanhã, 23 de novembro de 2013 é um tal de "The Day of the Doctor", e como a maioria dos brasileiros, não faz ideia do que se trata. Você até teve boa vontade e tentou descobrir, mas desistiu ao clicar em um desses links e descobrir enormes  textos, projetados para quem já gosta o suficiente para gastar muito tempo debruçado sobre o assunto.

Pois seus problemas acabaram, eis o
Guia Básico de Doctor Who para Leigos

Doctor Who é uma série de TV britânica que completa 50 anos este ano, mais especificamente no dia 23/11. É a série de ficção mais longeva  já produzida (pensou que o título era de Star Trek, né!). Seu universo expandido também não fica atrás dos trekkers. Os whovians, como são chamados os fãs da série, podem acompanhar suas aventuras em quadrinhos, livros, audio-aventuras, entre outros formatos há 5 décadas.

Em 1963 a BBC precisava cobrir um buraco em sua grade, de preferência com um programa familiar. Criou-se então um programa sobre uma personagem que podia viajar no tempo e espaço em uma nave maior por dentro que por fora, que deveria ensinar ciências e história para a criançada. Pronto, nasceu Doctor Who!

O nome aliais, inicialmente provisório, faz referência a pergunta que quase todas as personagens fazem ao conhece-lo. Uma vez que se apresenta apenas como o Doutor, não há quem não pergunte: Doutor quem? (Doctor Who, em inglês). Seu nome verdadeiro aliais, é um dos maiores mistérios da série, que gerou até protestos nas ruas quando um título de episódio ameaçou divulgá-lo. Mas isso é assunto para um post mais longo.

A você caro não iniciado basta saber que, o Doctor é um Time Lord (Senhor do Tempo), um alienígena com aparência humana (ou somos nós que parecemos com eles?). Ele que viaja pelo tempo e espaço, em uma caixa azul, que é maior por dentro, resolvendo e/ou aprontado, altas confusões geralmente com aliens envolvidos. Sempre acompanhado, seus "companions" são na maioria humanos (e britânicos), mas podem vir de qualquer planeta ou época.


Agora vem a parte complicada! Se você acha difícil trabalhar o desapego quando seu personagem favorito de Game of Thrones ou The Walking Dead morre, imagina ter que reaprender a gostar do protagonistas de tempos em tempos? Pois em 1965 quando o intérprete original do Doctor, William Hartnell começou a apresentar problemas de saúde um novo conceito foi criado.

Descobrimos que os Time Lords tem a habilidade de se regenerar quando mortalmente ferido. Mesmas memórias, aparência e personalidade novas, assim o segundo Doctor, Patrick Troughton entrou em cena. Desde então outros 9 atores encarnaram o papel: Jon Pertwee, Tom Baker, Peter Davison, Colin Baker, Sylvester McCoy, Paul McGann, Christopher Eccleston, David Tennant e Matt Smith. Este ano Smith se despede do papel que vai ficar com Peter Capaldi, o 12°Doctor.

Além dos Doctos a série traz vários atores convidados a cada semana, além dos companheiros constantes de viagem do protagonista. Prepare-se para exercitar o quem-é-quem da lista de atores britânicos que conhece.
Os 11 primeiros Doctors em selos comemorativos, tão britânico isso!!!
Falta mencionar ainda, seu meio de transporte. A tal "caixa azul" que pode viajar no tempo e espaço, se chama Tardis, sigla para Time and Relative Dimensions in Space (Tempo e Dimensão Relativas no Espaço). Tem a aparência de uma cabine de polícia, que era facilmente encontrada nas ruas britânicas nos anos de 1960. A ideia original era que a nave, mudasse de aparência a cada novo pouso, se camuflando no ambiente que se encontra. Problemas orçamentários fizeram os roteiristas tomarem a decisão de "quebrar" o mecanismo camaleão da nave, mantendo-a  permanentemente como uma caixa azul. Mas seu desproporcional interior, recebe redecorações de tempos em tempos.

A série teve um enorme hiato, entre 1989 e 2005. Nessa época, sem os episódios da TV, os fãs podiam acompanhar o Doctor através de audiodramas, livros, quadrinhos e outros materiais. Além de um longa, que tentou reviver a série em 1996. A volta em 2005, com Christopher Eccleston como protagonista, tinha o objetivo de atender os fãs antigos, e apresentar o universo à não iniciados. Apesar de repaginada, manteve seus conceitos principais e atendeu as expectativas, ganhando até séries derivadas. Com uma ajudinha da presença da BBC na TV paga, e a compra da série do Netflix, o programa acabou chegando em terras tupiniquins onde também agradou.

As aventuras da TV, quando na terra, são majoritariamente passadas em solo britânico. Um alívio para quem já cansou de ver Nova York sendo atacada por aliens. Os monstrengos aliais são bastante criativos, principalmente em se tratando de uma série TV, leia-se baixo orçamento. Não espere caros animais de computação gráfica, o maior vilão desta série tem a aparência de um saleiro, que empunha um desentupidor de pia e um batedor de ovos como armas. Sim, a cara é de "filme b", pois o forte é a relação dos personagens, e os roteiros mirabolantes. Além do fim e início do universo (e tudo que existe entre eles), o Doctor já visitou universos paralelos, encontrou a si mesmo, conheceu figuras famosas e esteve por trás de acontecimentos históricos que definiram (ou definirão) nossa existência.

Gostei por onde começo?
O jeito mais fácil é acompanhar a partir do retorno da série em 2005. A maioria dos episódios está disponível no Netflix. Na TV, é exibida pela BBC e a TV Cultura.  A série clássica (1963-1989) é mais complicada (sim é preciso apelar para o download).  Se quiser fazer apenas um teste, para ver se gosta do gênero, procure o episódio "Blink", com  David Tennant, o 10°Doctor.

Ok! Talvez o guia tenha ficado um pouco mais longo que o esperado. Ao menos, consegui colocar (quase) tudo em um único post. Acha que ficou faltando alguma coisa? Quer saber mais? Comente!

O episódio especial para celebrar os 50 anos da série, tem estréia mundial pela BBC, inclusive a brasileira, neste sábado 23/11. A rede de Cinemark, também vai exibir o episódio simultaneamente em diversos cinemas do país. O programa marca a despedida de Matt Smith (11°Doctor), traz de volta David Tennant (10°Doctor), além de suas acompanhantes e participações especiais, como John Hurt.

Assista alguns trailers do The Day of the Doctor - Trailer 1 - Trailer 2.

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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Consciência Negra segundo Morgan Freeman

Nos Estados Unidos existe o Black History Month (Mês da História Negra), aqui o "período de reflexão" sobre a inserção do negro na sociedade dura apenas um dia. Mas, qual seria mesmo o sentido e eficiência desta data?

Morgan Freeman (um cara que já interpretou Deus), tem uma opinião interessante. Simples assim, o vídeo dispensa maiores explicações.

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Jogos Vorazes - Em Chamas

Um simples assovio não era tão perigoso, desde que "M" (O Vampiro de Dusseldorf) deixou de assoviar In the Hall of the Mountain King em sua caçada por criancinhas. Mas, desde que Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), adotou (ou foi associada) o tordo como símbolo e venceu os Jogos Vorazes desafiando a autoridade, basta alguém imitar o som do pássaro para se tornar uma ameaça em potencial à ser controlado.

É assim que encontramos a protagonista. Enfrentando às consequências de sua histórica e midiática vitória na 74ª edição dos Jogos Vorazes, ferramenta de controle disfarçada de reality show, que a rica Capital usa sobre os 12 Distritos da Panem. Após vencer forjando (ou não) um romance com seu colega de Distrito e desafiando as normas do jogo, a moça faz parte do sistema. Logo, é obrigada à seguir em turnê pelo país ao lado de Peeta (Josh Hutcherson). Agenda de praxe imposta aos campeões para reforçar o poder da Capital. Entretanto, sua presença apenas reforça o sentimento de união e rebeldia da população.

Simbolo máximo de esperança para a população, a moça se torna uma ameaça  a qual o Presidente Snow (Donald Sutherland) está empenhado em derrubar. E a oportunidade vem em forma da comemoração dos 75 anos dos Jogos, uma edição especial chamada de O Massacre Quaternário.

Achou a sinopse um tanto quanto longa? Isso é reflexo do único ponto fraco do filme: ser o filme do meio. Á O Senhor dos Anéis: As Duas Torres, e outros filmes intermediários, Em Chamas, não tem o início nem fim, é o meio da jornada. Isso exige um certo nível de comprometimento do expectador, que compreende melhor se assistir aos outros longas da franquia. Os pontos fracos acabam aí!

Com o orçamento dobrado, graças ao sucesso do primeiro filme, a escala visual cresce. A direção de arte acentua ainda mais a discrepância entre os paupérrimos e cinzentos distritos e Capital com seus ambientes limpos, amplos e clássicos e figurinos exagerados. Os efeitos especiais são mais elaborados, tudo é maior, mais urgente, mais perigoso.

Perigoso como as novas aquisições do elenco, que adequadamente traz Philip Seymour Hoffman, para viver o ambíguo novo produtor dos Jogos Vorazes. Outra aquisição é a competente Jena Malone. Do elenco original, Laurence continua ditando o ritmo com sua protagonista que não pode evitar, e tenta compreender o universo em que foi jogada enquanto este desmorona a sua volta. Hutcherson é eficiente em conferir mais facetas a Peeta, hora "marqueteiro", hora amigo, hora namorado. O eficiente Woody Harrelson também ganha mais tempo de tela com seu, agora empenhado, embora ainda bêbado, tutor Haymitch. Já Donald Sutherland, também com mais espaço confere ao Presidente Snow o peso, seriedade e ameaça que este lider representa. Voltam ainda o divertido Stanley Tucci e Liam "irmão do Thor" Hemsworth.

Para completar, as críticas sobre aquele universo, e consequentemente sobre o nosso, ficam ainda mais evidentes com o rumo que a trama, baseada no livro de Suzanne Collins, segue. A manipulação e controle das massas, violência, questões morais, abuso de poder, o papel dos governantes, das pessoas públicas, a política do pão e circo, estão novamente em cena e com mais destaque. Afinal, as próprias personagens começam a perceber e questionar esses conceitos.

Infelizmente, o mesmo não acontece do "lado de cá" da tela. Nem sempre a petizada está atenta ao subtexto, atraídas exclusivamente pelo espetáculo da franquia,  que nós, brasileiros, tivemos o privilégio de assistir primeiro. Palavras do marketing do filme, não minhas. Ao menos a mensagem está lá, bem apresentada, para quem quiser ouvir. Cedo ou tarde será recebida pela platéia intencionalmente, ou por osmose. O jeito é torcer e esperar!

Jogos Vorazes - Em Chamas (Hunger Games - Catching Fire)
EUA - 2013 - 146 min.
Ficção científica


Leia também: Jogos Vorazes - crítica


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