quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Observações da vida cotidiana: estratégias de telemarketing

Não sei se ainda se faz isso. Provavelmente fazem. Antes da era do celular na qual vivemos, era comum colocar telefones de parentes e vizinhos com referências em lojas, bancos, consultórios, etc. O objetivo era ter uma opção caso a linha da pessoa estivesse ruim, ou mesmo quando esta ainda não tinha telefone. Logo não estranho quando eventualmente recebo ligações para pessoas que não moram comigo, embora faz anos que não as recebemos. Uma ligação esta semana chamou minha atenção. Eis a conversa:

Atendo o telefone e do outro lado da linha...
- Boa tarde, a senhora conhece a Maria da Graça? 
- Claro, conheço umas 10, é o nome mais comum do país. 
- Maria da Graça "sobrenome tal"
- Ah, tá! É minha vizinha.

Chamo a vizinha.
- Ela não está. 
E a voz preocupada do outro lado da linha responte.
- Tudo bem, eu ligo mais tarde.

Mais tarde...

Mesma ligação, mesma pergunta nominal idiota. Dessa vez a vizinha atende. E segundos depois ela volta, com o telefone sem fio e uma cara de incrédula. 
-Nossa, o que houve?
- Nada, queriam me convencer a ter um cartão de crédito.

COMO ASSIM ERA TELEMARKETING???
Isso mesmo. Lhes apresento a nova estratégia de pertubação criada pelas empresas de telemarketing. Achou que não podia ficar pior, não é? 

Aparentemente cansados de fingirmos que somos a faxineira, que a pessoa a quem procuram só está em casa no horário oposto ao que ligam. Ou de simplesmente desligarmos na cara deles, após um contundente "Não estou interessada!". Eles resolveram ligar para nossos vizinhos para terem certeza de que alguém vai lhes dar atenção.

Então, fica a dica: Preparem-se! Avisem seus vizinhos, criem novas desculpas e saídas. Os atendentes de telemarketing contra-atacam!!!
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Game of Thrones - fã de carteirinha!#4

Mais uma da série feira por, e para, viciados em Guerra dos Tronos. Lindsey Stirling a Violinista Hip-Hop do America's Got Talent (edição 2010) se une ao cantor Peter Hollens para executar a abertura da série de TV, baseada nos livros de G.R.R. Martin.

A parte impressionante, tosdo os sons são originados, no violino da moça ou na voz de Hollens. Ah! E ainda rola toda uma produção caprichosa, quanto aos cenários e figurinos.



Para quem ainda não conhece Lindsey Stirling, a moça tem vários vídeos, executando música clássica e trilhas sonoras com seu estilo moderninho e produção caprichada. Entre os melhores estão os Medleys de Zelda, O Senhor dos Anéis e O Fantasma da Ópera.

Game of Thrones - fã de carteirinha! #1 
Game of Thrones - fã de carteirinha! #2
Game of Thrones - fã de carteirinha! #3
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Totalmente Inocentes

Os americanos tem os faroestes, os italianos o "western spaguetti", nós tivemos a pornochanchada. Hoje em dia são os "filmes de favela", que representam o cinema brasileiro. Isso tudo não é novidade. Surpreendente mesmo, é que tenha demorado tanto para aparecer um filme que fizesse paródia única e exclusivamente com o gênero que inventamos. É isso que Totalmente Inocentes se propõe a fazer.

Do Morro (Fabio Prorchart) trai a soberana do DDC, a Diaba Lora (Kiko Mascarenhas), e se torna o novo dono do morro. Soberano "na àrea" tem certeza que vai finalmente conquistar Gildinha (Mariana Rios). A moça, é estudante de jornalismo e consegue um estágio na revista "Tapas e Tiros", onde trabalha o atrapalhado Wanderlei, que só pensa em cumprir a tarefa dada por sua chefe, entrevistar o novo chefe do DDC, a tempo de sair para suas férias. Da Fé (Lucas D'Jesus), um garoto do morro também é apaixonado por Gildinha, e também vai fazer o que for preciso para conquista-la. Sempre acompanhado de seu melhor amigo Bracinho (Gleison Silva) e do irmão caçula, Torrado (Cauê Campos).

Achou que o enredo tem muita, gente e muita coisa acontecendo? Pois é isso mesmo, várias linhas narrativas, que se encontram e se afastam até culminarem em um final em comum. À exemplo de vários longas desta década.

E por falar em referências, o filme tem boas. A grande maioria de "Cidade de Deus" e "Tropa de Elite", chato é o fato de tentar explicar para o público de onde vieram, espalhando os cartazes das produções pelos cenários da trama. Não sei se funciona para quem não viu nenhum dos longas, para quem viu é desnecessário. Mas ainda sim, funciona.

Abusando do fato de ser uma paródia, o longa exagera e muito nas caricaturas, deixando alguns dos personagens forçados demais para ter graça. Principalmente a editora de jornal lésbica (e no armário) de Ingrid Guimarães. E a Diaba Lora, cuja maior ameaça é seu gosto horrível para roupas e maquiagem. Salva-se o pequeno Cauê, que interpreta o esperto (aliais, o mais inteligente entre todos os personagens) Torrada. Curioso também é descobrir Leandro Firmino (o Zé Pequeno P#/&) fazendo uma ponta, mas desta vez do lado quase certo da lei.

Embora cheia de idas e vindas, a trama é previsível, afinal é uma comédia. Daquelas onde mesmo com os mocinhos sob a mira do revolver, não nos desesperamos. Apesar de ficarmos apreensivos, sabemos que não vai acabar mal.

Bem intencionado, e com bons momentos, Totalmente Inocentes não é brilhante, nem um ótimo filme. Mas não é ruim. Especialmente se comparado à safra de comédias nacionais dos últimos anos. Ao menos a produção admite que não é para ser levada a sério. E reconhece o que é bom o suficiente para ser referenciado.

Totalmente Inocentes
Brasil - 2012 - 90 min.
Comédia
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros

Presidente estadunidense que libertou os escravos, foi morto em um teatro, usava cartola e uma barba esquisita. Isso é o que a maioria de nós sabe sobre Abraham Lincoln. E está de bom tamanho pois, acredite ou não, é muito mais do que sabemos sobre muitos presidentes brasileiros.

Entretanto, a premissa de Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros defende que, há muitos outros detalhes na história do décimo sexto presidente americano, que mesmo seus compatriotas desconhecem. Além de vencer a guerra civil, Lincoln também eliminava vampiros que aproveitavam o sistema escravocrata para "alimentar" seu povo.

Adaptado do romance de Seth Grahame-Smith, que popularizou o sub-gênero literário "mashups histórico", tem roteiro assinado pelo próprio autor.Sua inexperiência é facilmente percebida na falta de continuidade do roteiro, que salta de eventos a evento sem grande continuidade entre eles.

Assim conhecemos Lincoln ainda moleque, perdendo a mãe para um dos vampiros. Seguido sem demora pelo jovem sedento de vingança.Após tentativas atrapalhadas acaba por cruzar o caminho de Henry (Dominic Cooper), este se torna seu "misterioso" mentor.

É nessa faze que Lincoln (Benjamin Walker, com a cara do Liam Neeson), ganha suas "habilidades", conhece a doce Mary Todd (Mary Elizabeth Winstead), e começa ter interesse pela vida política. Este último apresentado de repente sem grandes explicações do motivo. Mais um salto de tempo, nos mostra o já presidente (com direito a barba estranha e cartola) Lincoln em plena guerra civil.

A grande passagem de tempo que o filme abrange, deixa para trás vários buracos e dúvidas. Fazendo com expectador se pergunte, será que para quem conhece melhor a história real do presidente essas dúvidas não existem? Aqui vale lembrar que o filme deve se sustentar sozinho e não depender de um conhecimento prévio de expectador para ser compreendido. Logo, não deveria ser preciso ler o romance de  Seth Grahame-Smith, ou mesmo estudar a história estadunidense para tudo fazer sentido. De um jeito ou de outro, o roteiro é falho.

Hiperativas, as cenas de ação não nos dão tempo de ver (ou seria compreender), completamente o que se passa nela. E claro, não nos deixa admirar as criaturas da noite. Vale lembrar aqui, que estas também tem sua mitologia própria. Lembro de perguntar a minha companhia na sala: com que tipo de vampiros estamos lidando? Atualmente eles podem ser mortos com o tradicional alho, estaca e luz do sol. Podem precisar ser esquartejados e queimados. Ou terem suas cabeças arrancadas. Os de Seth Grahame-Smith parecem ser parentes de lobisomens e temem a prata. Sou eu ou está ficando difícil acompanhar as variações na mitologia vampiresca?

Sim a premissa é ótima. Pegar um personagem já envolto admiração e mitologia, e atribuir mais um grande feito. Mas a execução deixa a desejar, apesar da habilidade de Benjamin Walker de manter o enorme carisma do personagem, sob pesada maquiagem. Uma pena, que o roteiro fraco e previsível desperdice uma boa ideia. No entanto, não lamentamos nem um pouco que este não deixe chances para uma sequencia.

Lincoln ainda retorna às telas esse ano, pelas mãos de Spilberg, e com Daniel Day-Lewis no papel principal. Quem sabe ele não esclareça as dúvidas deixadas por este. Mas, dessa vez sem vampiros!

Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros (Abraham Lincoln: Vampire Hunter)
EUA - 2012 - 105 minutos
Ação / Horror
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Once Upon a Time

Era uma vez, em um reino mágico, uma Rainha Má que não desistiu após o "felizes para sempre". Ela resolveu se vingar e condenou não apenas sua rival Branca de Neve, mas todo o reino encantado à viver em um ligar pior que o inferno. Quem adivinhou que esse lugar era o nosso mundo, no século XXI?

Esse é o argumento de Once Upon a Time, arriscado e duvidoso a primeira vista. Contos de fada! Mais batido impossível, certo? Errado! Felizmente. Seguindo duas linhas narrativas  simultaneamente, acompanhamos os personagens em nosso tempo, enquanto esperam pela quebra da maldição. E suas vidas originais, com os acontecimentos que os levaram ao triste destino.

É claro, que toda maldição pode ser quebrada. Essa é a tarefa de Emma (Jeniffer Morrison, a Dra. Cameron de House) atraída para cidade de Storybrooke pelo filho que deu para adoção. Henry (o fofo, Jared S. Gilmore), após ler um livro de contos de fadas, acredita que vive na cidade amaldiçoada. Cercado por personagens de contos de fadas, que não fazem ideia de quem são. O garoto até identificou alguns deles.

Versões modernas, para Branca de Neve, o Príncipe Encantado, Chapéuzinho Vermelho, Rumpelstiltskin, Grilo Falante, Chapeleiro Louco e Rei Midas (esse último não é de contos de fadas, mas...)! Que atire o primeiro feijão mágico quem nunca imaginou como seriam se vivessem por aqui.

Na linha do tempo que segue a origem dos personagens, versões novas para as histórias conhecidas. Não tão pesadas quanto as originais dos irmãos Grimm, mas muito mais criativas e emocionantes que as versões fofas da Disney. Destaque para as histórias do Grilo Falante, do Espelho Mágico e do Zangado (ele mesmo, o anão), criatividade não faltou.

Também não faltou habilidade, ao ligar as histórias passadas com a trama atual. Bem como para escolher que coadjuvantes mereciam destaque, intercalando suas histórias com a trama principal.

É claro que não dá para acertar todas. Os cenários e efeitos especiais do mundo dos contos de fada são falsos. Ainda assim podem ser justificados, uma vez que contos de fadas não precisam parecer reais. A grande batalha de Emma também deixa a desejar, mal coreografada, ainda perde força com os já mencionados "efeitos visuais de contos de fadas". Jennifer também não é convincente ao empunhar qualquer arma (aparentemente caminhar atrás de um manco em um hospital por seis anos, não é um bom treinamento de batalha).

Outra dúvida que ficou é como o tempo funcionava para aqueles sob a maldição. Já que após décadas ninguém envelheceu, a não ser o garoto Henry. Alguma hora alguém iria notar que as outras crianças não crescem como ele, não é? Questão que geralmente pode ser respondida com um simples "é mágica", ou ganhar uma teoria decente na próxima temporada.

Sim a série ganhou nova temporada, afinal foram muitos mais erros que acertos, e ainda existem muitos contos, lendas e mitos a explorar. Nos EUA, a série retorna dia 30 de Setembro. E traz de volta o elenco principal que conta também com, Ginnifer Goodwin, (de Big Love, como Branca de Neve), Lana Parilla (24 Horas, A Rainha Má), Robert Carlyle (Rumpelstinksin), Emilie de Ravin (Lost, Bella) e Josh Dallas (que abriu mão de seu papel da sequencia de Thor, para continuar dando vida ao Príncipe Encantado).

No Brasil a segunda temporada está prevista para 25 de Outubro, um avanço já que a primeira temporada chegou por aqui com meses de atraso. Enquanto isso o canal Somy promete reexibir a primeira de segunda a sexta as 19h. Trailers da primeira e da segunda temporada, este último tem spoilers.




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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Cinema em revista: 3 anos depois

Impressionante! No último agosto completou 3 anos desde que publiquei a série Cinema em Revista. Lá em 2009, o cenário editorial de revistas especializadas passou por meses conturbados, que se iniciaram o anúncio do fechamento da SET, revista com mais de 20 anos de tradição em cinema. Seguido por tentativas de retorno da mesma, e do lançamento de outras duas publicações.

E em 2012, como anda a leitura cinéfila?

Para a SET não teve jeito. Depois de tentativas de retorno fracassadas, e edições com qualidade inferior a revista terminou oficialmente. Afinal tudo que é bom acaba, uma pena é que nem sempre acaba bem.

A Movie durou mais tempo que a SET, mas acreditem ou não, perdi a publicação de vista. Afinal, a publicação não deve apenas sair, mas tem que ter uma distribuição que vá além das capitais para chegar por aqui.  O projeto era ousado e inovador, pretendia ser uma obra coletiva, simultaneamente analógica e digital.  O que incluía um site e muitos colaboradores (até texto meu tinha lá), além da publicação impressa. Aparentemente a publicação terminou antes de completar um ano.

Mas os cinéfilos leitores não ficaram completamente órfãos. A Preview resistiu, e continua em circulação após 3 anos. A edição de aniversário saiu em agosto, acompanhada de outro lançamento da equipe. O livro: 101 FILMES – TESOUROS PERDIDOS, um guia ilustrado que reúne os melhores filmes que você (provavelmente) nunca viu.

Ainda produzida pela Nova Sampa, a revista que na época serviu de refúgio para ex-integrantes da revista SET, apostou na familiaridade com o público. Trouxe da publicação antiga, a estrutura, linguagem e algumas seções, com novos nomes. E criando um diálogo constante com o público, aos poucos está determinando um caminho que agrade aos leitores que herdou da SET, e aos recém chegados.

O número de páginas, aumentou, assim como as entrevistas e até visitas aos sets. Os leitores já foram presenteados com alguns posteres, sempre motivo de discussão (alguns leitores afirmam que as edições com o brinde ficaram mais curtas). Além de capas duplas (edições que saem com duas versões de capas à serem escolhidas na banca pelo leitor, também herdado de SET).Das mudanças só lamento a extinção da sessão Calendário que trazia os principais acontecimentos cinematográficos que marcaram o mês em questão.

Por hora, é assim que ficou o mercado editorial cinematográfico nacional. Bem mais calmo, sem a saudável competição,  mas ainda de qualidade, apesar das poucas opções. Bom saber, que ainda não precisaremos migrar completamente para a internet em nossa jornada para sermos cinéfilos bem informados. Não sei vocês, mais por mais que a internet seja rápida e tenha vídeos, eu ainda adoro andar por aí com uma revista em baixo do braço.

Leia a série completa de posts sobre revistas de cinema: 
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