sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Glee: pronto para acabar, só que não.

Se tem uma coisa que a TV ainda não aprendeu, é que séries de high school devem ter vida curta. Afinal geralmente são focadas nos problemas em se tornar adultos, e quando a tarefa está cumprida e cada um vai para o seu lado, muitos nunca mais vão se ver. Mesmo com várias promessas de manter contato, e "amizade eterna", convenhamos com quantos colegas de colégio você ainda mantém contanto constante?

Ryan Murphy é um dos que não sabem disso, e terminou a terceira temporada de Glee andando em terreno perigoso. Seus principais personagens estão se formando, e agora? Terminar a série? reprovar todos? Promover o elenco de apoio? Ou ampliar os horizontes do colégio e acompanhar quem partiu?


Mas eu estou me adiantando. Melhor comentar esta temporada, antes de especular a próxima. De longe a mais fraca até agora, tanto na trama inchada de personagens, quanto na escolha das músicas. Apesar do  ótimo especial Michael Jackson (como assim Britney ganhou um antes?). E das várias participações especiais, Whoopi Goldberg, Rick Martin, Idina Menzel, Matt Bommer (de White Collar) e Lindsay Lohan.

O vai-e-vem dos personagens começa com os vencedores do The Glee Project (que já ganhou uma segunda edição). Já que o prêmio do reality show, mencionava a quantidade de episódios em que cada um apareceria, eles "desaparecem" ocasionalmente para cumprir o regulamento, mesmo já fazendo parte do clube do coral. Mas não se estresse muito, você pode nem ter notado, já que além deles a série ganhou uma dezena de novas vozes, difícil até enquadrar todos em uma mesma cena.

Com os temas adolescentes já esgotados (gravidez, aborto, drogas, bullying, auto-descoberta), começam as histórias exageradas e extrapolantes. Casamento na adolescência, trágicos acidente de carro, gravidez por produção independente, e por aí vai. Além claro da monopolizante dúvida: o que fazer após a escola?

Aí começam as primeiras grandes falhas. O foco sobre Rachel, Fin e Kurt não deixa muito espaço para lembrarmos que existem outros formandos. O caminho da maioria é decidido às pressas nos últimos episódios, de outros são mencionados apenas no último, mais como obrigação, que por vontade de contar sua história.

Outro desperdício, foi o tempo gasto no relacionamento entre Quinn e um dos vencedores do reality (não consegui decorar o nome). A grande sacada de Ryan Murphy, começou e ficou por isso mesmo. E não dá sinais de continuar na próxima temporada. 

Desprovida dos poderes de professora mais lucrativa da escola Sue, foi reduzida a alívio cômico. Deixando de lado suas maldades, para recuperar seu cargo, e ficando grávida de um famoso cujo nome ela se recusa a revelar. Ao menos seus diálogos ainda são inteligentes, sarcásticos e divertidos embora menos cruéis do que aqueles que a trans formaram em Sue Silvester.

Nada mais decepcionante que o último episódio, com mais finais e despedidas que a última meia hora de O Retorno do Rei. A diferença é que na saga dos anéis eles terminam uma história. Aqui apenas colocam pausas temporárias, sem resolver muita coisa, mesmo nas histórias daqueles que deveriam se despedir.

Sim Glee, vai acompanhar a vida pós escola dos personagens sem deixar o colégio de lado. Superpopulação? Pode apostar. 

Imagem promocional da próxima temporada, gente a beça!
Podendo seguir o bom exemplo de House e dar um final respeitoso, à serie. Ou o péssimo exemplo de Malhação e renovar tudo eternamente. Murphy resolver apostar no interesse que já nutrimos por Rachel, Kurt e companhia e continuar como está. Apesar de já presenciarmos a falha dessa escolha: a trama fica repetitiva e os adorados personagens tão previsíveis a ponto de não nos importamos com o que acontecer com elas (sim me refiro ao que aconteceu com Clark e seus colegas de Pequenópolis).

Escolha mercadológica e temerária? Com certeza! O jeito é torcer para Glee nos surpreender como fez a três anos, quando trouxe os musicais para a telinha e abrindo espaço para produções como Smash. Afinal, "Dont Stop Believing" foi a primeira lição dessa escola, né!
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Trailers honestos!

E se ao invés de uma compilação de cenas de ação, momentos dramáticos, frases de efeito, criação de suspense, os trailers dos filmes fossem mais honestos? Foi o que o ScreenJunkies decidiu fazer com nosso filmes favoritos em sua página do YouTube.

Ao todo são sete vídeos dos favoritos do público, como:

  • Crepúsculo (baseado em um livro para garotas que não são inteligentes o suficiente para Jogos Vorazes, onde o romance de uma vida é expressado inteiramente em olhares);
  • Star Wars: Episódio I  (um filme sobre pessoas discutindo em semi-círculos);
  • Ou Jogos Vorazes (onde as pessoas ricas se vestem como Lady Gagas de segunda). 
A lista completa ainda traz Avatar, Titanic, Transformers e Batman o Cavaleiro das Trevas, infelizmente em inglês sem legendas. Assista todos abaixo:

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terça-feira, 21 de agosto de 2012

O Vingador do Futuro

Eu provavelmente assisti a O Vingador do Futuro com Schwarzenegger lá na década de 1990. Mas, honestamente, não me recordo de muita coisa, provavelmente por causa de minha pouca idade na época. Por esse motivo minha sessão da versão atual do longa não sofre de um mal que tem atingido vários expectadores: o saudosismo.

Apenas duas regiões do mundo são habitáveis, a Federação Britânica que corresponde a parte da Europa, e a Colônia atualmente a Austrália. A primeira rica e desenvolvida vive do trabalho da segunda pobre suja e favelizada. Douglas Quaid (Colin Farrell) mora na colônia e constrói robôs na capital, é casado com a bela Lori (Kate Beckinsale), mas sente que existe algo de errado com seu cotidiano. Quando ele resolve "tirar umas férias" implantando memórias que gostaria de ter vivido em seu cérebro acaba esbarrando em lembranças que não tinha.

A história tenta manter certo mistério e ambiguidade em torno da personalidade de seu protagonista, bem como daqueles que o cercam. Eu disse tenta, pois mesmo para quem não assistiu ao original, a dúvida nunca é grande o suficiente para gerar intriga. No máximo passa uma idéia pela cabeça do expectador: "não seria legal se...".

Logo as "reviravoltas" podem ser previstas. E não demora muito para decidirmos para quais personagens torcer. E apesar de sabermos que deveríamos torcer por quem aparentemente ajuda o protagonista, escolhemos facilmente nos divertir com a personagem de Beckinsale em detrimento à Melina (Jessica Biel). Apesar de humana Lori, parece um exterminador (olha a referência acidental a Schwarzenegger), indestrutível e determinada ao ponto de fazer tudo de salto alto e com cabelo no rosto. Surreal, exagerada e muito divertida.

Ponto forte do filme é o visual. Altamente tecnológica, suja e realista a colônia alia modernidade com baixa qualidade de vida, embora apocalíptico um futuro bastante verossímil para quem vive em 2012. Em contra partida, a Federação é limpa, brilhante e organizada. Interessante é observar o uso dos sets, como na perseguição aos saltos sobre os barracos flutuantes da colônia, ou na fuga pelos elevadores da Federação.

Também chama atenção a primeira cena de ação do protagonista, na qual a câmera anda pela sala enquanto Quaid abate vários oponentes simultaneamente. Resta saber se chama atenção pelo resultado incomum, que lembra um video-game. Ou pelo fato de o estilo ser abandonado logo em seguida, fazendo com que a cena parece deslocada do resto do longa.

Deixando a comparação com o filme original de lado, e mesmo a fidelidade ao conto de Philip K. Dick no qual se baseou, O Vingador do Futuro entrega o promete. Um filme com boas cenas de ação um roteiro razoável com bons conceitos de ficção científica. Uma pena que a nostalgia e a adoração pelo original, apague o pouco de brilho que este longa tem. Independente dos méritos de ambas as produções, é difícil superar a memória afetiva de uma geração.

P.S.: Alguém pode me explicar a relação do título com a trama? Seja qual for a versão, eu não alcancei.

O Vingador do Futuro (Total Recall)
EUA - 2012 - 118 min.
Ficção científica
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Smash

Sabemos que uma série é boa quando sentimos uma falta desesperada dela no período "entre temporadas". Certo? Não. Não estou falando do vazio nas noites de domingo deixado por Guerra dos Tronos (embora ele persista).  Desta vez me refiro a uma boa estreia da última temporada, Smash.



Apelida de de "Glee para adultos", terminou algumas semanas atrás (o Universal Channel, mantém reprises). A série musical acompanha os bastidores de uma produção da Broadway, desde a ideia inicial, passando por todas as etapas da produção até a estréia. Aprendemos, sobre a escolha de elenco, produção do roteiro, composição das músicas e criação das coreografias. Podemos até finalmente entender o que exatamente um produtor faz, aqui interpretada graciosamente por Angelica Huston (Eileen Rand).

Karen Cartwright (Katharine McPhee 2ª colocada na 5ª temporada do American Idol) e a experiente Ivy Lynn (Megan Hilty) disputam o papel principal, enquanto este ainda está sendo escrito.Com direito a trapaças, subornos e o que for preciso para conseguir o papel, o que inclui ótimos números musicais.

O mesmo vale para toda a produção em si. Assim assistimos a inesperadas (de verdade!) traições, jogos comerciais, intrigas amorosas, desastres no palco e até divas impostas por dinheiro. É assim que temos a ótima participação de Uma Thurman. Outra participação especial é o caçula dos Jonas Brothers.

O musical em questão pretende contar a história de ninguém menos que Marilyn Monrroe. E para tal traz músicas originais, das quais assistimos "a criação" durante o episódio. Quando a música pretende ajudar a mostrar os dilemas pessoais dos personagens, covers de canções famosas também são feitos. Sempre com números bem produzidos e nada econômicos, especialmente para as músicas de Marilyn.

O elenco ainda conta com Debra Messing, Raza Jaffrey, Jamie Cepero, Christian Borle e Jack Davenport. E uma das expectativas em torno da produção é que realmente nasça um novo musical da Broadway a partir dela.

Tentando compartilhar com vocês um pouquinho da minha vontade rever a série, seguem dois vídeos. O primeiro é um dos números do musical dentro do musical. Seguido por um cúrioso número indiano que mostra todo o elenco principal.




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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Mais problemas de garotas nerds...

Para melhorar esse finzinho de segunda-feira conturbada, nada melhor que unir forças com iguais. Que tal compartilhar mais algumas dificuldades de garotas nerds do "Nerd Girl Problems". Quem sabe alguém aparece com uma solução!

Hoje nerdices literárias!

 #386 - Quando você termina um livro em um dia, e precisa esperar um ano pela sequencia.
Ok, admito, não termino um livro em um dia, mas esperar mesmo que por um mês é uma tortura!

#384 - Quando George R. R. Martin e Joss Whedon matam todos que você ama.
Não choro muito pela cabeça decepada, me preocupo mais pelas decaptações que estão por vir!
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

E aí, Comeu?

E aí, Comeu? começa com um close de Marcos Palmeira revelando uma de suas "interessantes" observações sobre a vida. Quando ele finalmente se afasta descobrimos, que ele estava no banheiro. Não demora muito para perceber que essa escolha colocou a platéia da sala escura, na mesma posição em que o mictório estaria. Daí em em diante a qualidade do conteúdo despejado nos expectadores não melhora muito.

Acompanhamos três amigos vividos por Bruno Mazzeo, Marcos Palmeira e Emilio Orciollo Netto em suas desventuras amorosas, sempre pontuadas por suas conversas de boteco pós-expediente. O personagem de Mazzeo, foi abandonado pela esposa (Tainá Müller) e acaba por se envolver com uma adolescente enquanto tenta esquecer-la. Orciollo Neto vive um playboy solteiro com quedas por casadas e que só consegue manter relacionamentos pelos quais paga. Enquanto Palmeiras é um jornalista que desconfia que a esposa (Dira Paes) está tendo um caso.

Com mais da metades das cenas passadas em um bar, e regado à cerveja, não é surpresa que conversa entre os amigos, seja uma combinação de grosseria e filosofia barata sobre mulheres e vida amorosa. Mas é surpresa que ele tente passar a ideia de que é algo mais.

Teoricamente, após sofrer, enfrentar e solucionar seus problemas amorosos (necessariamente nessa ordem), o trio aprenderia com seus erros, e passaria a compreender (só um pouquinho, já que são mulheres) suas parceiras. Mas o resultado,  é só um reforço de estereótipos disfarçado de "compreensão" do amor e relacionamentos.  Talvez se levasse a "boa mensagem" menos a sério, o resultado fosse melhor.

Outro problema é o formato quase episódico em que as histórias são apresentadas. Além do excesso de personagens "de passagem". Assim temos o garçom (Seu Jorge), presente apenas para oferecer comentários engraçados sobre afro-descendentes. Um grupo de mulheres que frequentam o mesmo bar e trocam ofensas com os protagonistas, e só.

Geralmente eu defendo o cinema nacional, mas pérolas como essa realmente nos fazem repensar a causa. Usar palavreado baixo e grosseiro, não é ser ousado. Muito menos original.  Mesmo assim o "exigente" público nacional, que volta e meia critica as produções brasucas ainda lotava a sala, mais de um mês após o lançamento do filme. Alguém explica???

P.S.: Em minha defesa, este era o único filme em cartaz que eu ainda não tinha visto. E eu precisava fazer hora até minha sessão de Batman começar.

E aí, Comeu?
Brasil - 2012 - 100 minutos
Comédia / Romance
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