segunda-feira, 30 de julho de 2012

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Confesso, Batman nunca foi meu herói favorito. Não que eu não goste do homem-morcego, mas não carrego aquela enorme simpatia que às pessoas atribuem ao fato de ele ser apenas um cara comum com uma bat-carteira. Talvez porque a enorme conta-bancária já o afaste bastante de nós, pobres mortais. Talvez pelo fato de ele muito mais inteligente e habilidoso que a média. Mas com certeza pelo fato de, apensar de ser um gênio, playboy, milionário, filantropo e símbolo de uma nação, ele parece não se divertir nem um pouco com sua condição. Sempre pesaroso pelas grandes responsabilidades, embora não tenha grandes poderes (isso depende do ponto de vista). E a franquia de Nolan, centrada do realismo apenas reforça essa sensação, mas nem de longe isso é uma coisa ruim.

Logo no início do filme, antes mesmo de retornarmos a Gotham somos apresentados a Bane (Tom Hardy), enorme, com um plano mirabolante (revelado aos poucos), e uma incrível capacidade de inspirar seguidores. Enquanto Gothan aproveita um tempo de criminalidade quase zero, inspirada pela morte de Harvey Dent. Ttransformado em mártir no filme anterior, após ter ocultada sua identidade "do mal", e sua morte atribuída ao Batman. O protagonista (Christian Bane) por sua vez tem sua identidade heroica caçada,e devidamente aposentada. Equanto sua identidade milionária vive reclusa. Até Bane desequilibrar a balança.

Difícil falar mais do enredo sem revelar spoilers, logo vou parar por aqui. Mas não antes de mencionar os novos personagens. A magnata filantropa Miranda Tate (Marion Cotillard), que custa a dizer a que veio. A ladra Selina Kyle (Anne Hathaway), presente mais pela memória afetiva que pela utilidade na trama. O que ela faz qualquer personagem poderia fazer. Porque não aproveitar para trazer ao público uma versão inédita, e muito boa, de um dos personagens mais queridos de Gotham? Além do fato de Hathaway ser sempre eficiente. E o policial John Blake (Joseph Gordon-Levitt), ótimo personagem (mas ótimo mesmo!) que cresce ao ponto de carregar o filme por alguns instantes.

Sim, outras pessoas podem carregar o filme por alguns instantes, pois por mais que seja um filme do Batman também é um filme sobre Gotham. A cidade que atrai vilões como um imã, é afinal o motivo de  Batman existir não? E Nolan consegue criar um clima de tensão, não penas pelos personagens principais, mas por toda Gotham e seus moradores anônimos. Levando a "luta entre o bem e o mal" a uma amplitude digna de um grande final.

Grande final, pois apesar de o filme funcionar sozinho, seria um desperdício separá-lo da trilogia. Mesmo epsódica, e com vilões diferentes, o universo criado por Nolan conta uma única história. E as referências a Batman Begins e Batman - O Cavaleiro das Trevas estão por toda parte e tem sua importância para compreender aquele mundo e as atitudes daqueles que o habitam.

Atitudes como as de Alfred (Michael Caine), a grande figura paterna responsável por boa parte da carga dramática do longa. Já que é a principal referência  do homem-morcego, mesmo aparecendo pouco e longe da "ação" sua presença é vital para o Batman ser "o Batman". Além das escolhas do Comissário Gordon (Gary Oldman). Obrigado a tomar decisões por um bem maior e lidar com as consequências sociais e morais delas. E ainda serve de ponto de ligação para a trama, que une os três filmes.

Só falta mesmo é um pouco mais de espaço para tantos personagens. E algumas explicações lógicas do tipo: "como fulano chegou ali tão rápido e sem meios?" ou "como entrou em um lugar que ninguém mais consegue?". Nada que nossa imaginação não preencha rápido, ou que suspensão da realidade em que estamos imersos (por mais realista que seja, ainda tem um cara desfilando de capa por aí), não nos ajude a ignorar.

Falhas pequenas, para um filme que tem muitos mais acertos, que erros. Amarra as pontas soltas de uma saga que começou a ser contada em 2005. Termina a história sem deixar a sensação de que algo ficou por explicar, e sem eliminar a possibilidade de ampliar o universo (desde que bem feito). Tem ainda um final com  várias interpretações. E até me fez simpatizar um pouco mais com o atormentado  gênio, playboy, milionário, filantropo.

Depois de tudo isso quem aí ainda acha que filmes de super-heróis são historinhas escapistas e fantasiosas para crianças?

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises)
EUA - 2012 - 164 min.
Ação
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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Chernobyl

Quando esses personagens de filme de terror vão deixar de ser tão burros? Essa é a coisa em que mais pensamos durante os 90 minutos de duração de Chernobyl. Filme do gênero que até tenta manter o suspense sobre sua trama, mas logo no poster já revela qual será sua "grande ameaça". (confere aí, no poster ao lado)

Seis jovens encontram um guia que promete levá-los por algumas horas à Pripyat. Cidade onde moravam operários que trabalhavam na usina nuclear de Chernobyl, onde, em 1996, aconteceu um acidente que segundo o governo soviético, deixou cerca de 15 mil mortos. E toda a região inabitável devido aos altos índices de radiação. (Momento aula de história. Viu? Sempre é possível aprender algo.)

O grupo se depara com a cidade fechada para manutenção. Mas, como são "espertos", dão um jeitinho para não perder o passeio. Entram na cidade às escondidas e se depara com a "misteriosa" ameaça. Daí em diante segue a cartinha explorada à exaustão por filmes do gênero.

Com a trama sustentada pelo fato de seus personagens sempre fazerem a pior escolha possível (sério? que acham boa ideia entrar em uma cidade radioativa fechada pra manutenção?). O desfecho não é dos mais difíceis de avinhar, a única dúvida é quando e como os eventos vão acontecer. E como será apresentada a ameaça. Esta até tem um argumento legal, e cria uma origem alternativa para um monstro já conhecido, mas mal explorado e executado perde todo o potencial que poderia ser.

E por falar nisso, é claro, que nunca realmente vemos à ameaça, que está sempre escondida pela ausência de luz, e a frenética câmera na mão. Forma nada inovadora de tentar criar uma tensão que não se sustenta, seja pela forma como é utilizado, seja pela ausência de carisma dos personagens. Se nem eles se importam com sua segurança e embarcam sem pensar em uma furada óbvia,  porque eu tenho que me preocupar?

As locações escolhidas (quando às vemos já que grande parte da história se passa a noite) são o ponto forte  do longa. Grandes, amplas e desoladas até cria uma certa dúvida: será que gravaram mesmo em Pripyat? Entretanto, basta refletir um pouquinho para perceber que, mesmo quando já abertas à visitação turística, geralmente só é permitido permanecer em áreas radioativas por algumas horas. Tempo insuficiente para rodar um longa metragem.

Como passatempo ou curiosidade é aceitável. Mas, assim como o intelecto de seus personagens, não se deve esperar tanto de Chernobyl. Se estiver procurando ameaças mais críveis qualquer episódio de The Walking Dead faz melhor. (ops! Spoiler)

Chernobyl (Chernobyl Diaries)
EUA, 2012, 90min
Terror
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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Valente

Sério que a Pixar nunca teve uma protagonista feminina? Detalhe verdadeiro, que passou despercebido (ao menos por mim), mas já foi devidamente reparado. Merida, uma "Valente" princesinha escocesa que não está nem aí para os modos perpetuados por suas colegas da realeza Disney.

Um espírito livre, único e inflamando, assim como seus rebeldes cabelos vermelhos. A mocinha se rebela quando a mãe decide organizar um torneio pela sua mão. Causa uma confusão entre seus lordes pretendentes, e foge para "esfriar a cabeça" na floresta. Lá, Merida encontra uma bruxa (parece saída de A Viagem de Chihiro, homenagem de Lassenter a Hayao Miyazaki) pede por um feitiço para "mudar seu destino". Este, é claro, dá errado.

Até aí já assistimos quase metade do filme, muito tempo para o filme dizer a que veio. E a partir da reviravolta principal não é muito difícil deduzir o desfecho. O filme tem o formato "Disney" de contos de fadas, com boas lições, e final feliz, não que seja um demérito. Mas não é o que se costuma esperar da Pixar. Fica a sensação de que o estúdio de Walt Disney, está interferindo bastante no estúdio da luminária.

Mas tudo bem deduzir o que acontece. Pois a graça está no "como acontece" e no "quando acontece", e claro, naqueles que estão envolvidos em tantos acontecimentos. E Merida é um ótimo exemplo para garotinhas consumistas da franquia "Princesas". Nada de ficar esperando pelo príncipe, aliais a figura do par romântico nem existe aqui. A mudança no perfil da mocinha, até foi ensaiado nos anos de 1990. Mas é com Merida que a mudança é evidente.

Alem da protagonista, outro ponto forte do longa é o visual. Deslumbrante, com cores vivas e um ótimo 3D. Leva o expectador para dentro das florestas e castelos escoceses sem a necessidade de atirar coisas na tela. Recuso barato, para entreter os pequenos e exaustivamente explorado pelas outras animações da temporada.

Valente não tem uma história revolucionária, mas é bem contada, com bons personagens e visual incomparável. Fica entre a segurança da fórmula da Disney e a ousadia visual da Pixar. Não é a melhor animação do estúdio, mas está bem a frente das outras lançadas esse ano (o que não é difícil).

O elenco original tem Kelly Macdonald, Billy Connolly, Emma Thompson, Craig Ferguson, Julie Walters, Robbie Coltrane. A versão nacional tem as vozes Murilo Rosa, Rodrigo Lombardi e Luciano Zafir, irreconhecíveis até os créditos.

Valente (Brave)
EUA , 2012 - 95 min.
Animação - Aventura - Fantasia - Infantil

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Titanic SUPER 3D!!!

Está triste porque passou abril e você não conseguiu rever Titanic nos cinemas em versão 3D? Não fique. Afinal você popuou o suado dinheirinho daquela sessão, e vai pode-lo gastá-lo todinho no novo relançamento do filme Titanic SUPER 3D, totalmente remasterizado, com cenas adicionais, participações especiais e.... ah vê o trailer, vai!

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Um ano sem Harry Potter

Difícil acreditar mas ontem fez um ano desde a estréia do último Harry Potter. Parece que foi apenas anteontem que outras blogueiras do sofá, Giselle e Geisy, e eu dedicamos um mês inteirinho do blog DVD, Sofá e Pipoca às aventuras do bruxo nas telas.

Abarrotamos o blog com dois filmes por semana, e dezenas de curiosidades e resenhas, culminando em sessões de estréia às 00h01 de Harry Potter e as Relíquias da Morte. Nossa primeira excursão para fora do sofá. Foi tanto material interessante que resolvi aproveitar a data, cheia de nostalgia para matar a saudade do mundo bruxo. Confira tudo de bom que publicamos em julho de 2011:

Mês Harry Potter
A pedra filosofal
HP em quadrinhos: Pedra filosofal
Plataforma 9 ¾
O início de uma longa jornada
O bicho tá pegando!
Curiosidades de A Câmara Secreta
Quadribol para iniciantes
O melhor ainda está por vir
As casas de Hogwarts
O Prisioneiro de Azkaban
HP em quadrinhos: Prisioneiro de Azkaban
Tensão e medo
Double Trouble
Lumus Máxima!



Curiosidades do Prisioneiro de Azkaban
A trasnfiguração de Flitwick
Agora é outra história
HP em quadrinhos: O Cálice de Fogo
Existe um mundo enorme lá fora!
As Esquisitonas (The Weird Sisters)
Curiosidades de O Cálice de Fogo
O retorno de Você-Sabe-Quem
O mal agora é de carne e osso
A Ordem da Fênix
HP em quadrinhos: A Ordem da Fênix
Coisas que não se vê todo dia!
Filhos da Revolução
O mundo (bruxo) dá voltas...
Curiosidades de A Ordem da Fênix
Pois um não pode viver enquanto o outro for vivo
O Enigma do Príncipe
HP em quadrinhos: O Enigma do Príncipe
Malfeito-feito!
Feitiços de Harry Potter
Bacana, mas poderia (e deveria) ter sido melhor
Curiosidades de O Enigma do Príncipe
HP em quadrinhos: Relíquias da Morte - parte 1
Tiny Ball of Light
Os vários nomes d'Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado
Hino de Hogwarts
Inicio da última jornada!
O Children
Curiosidades de Relíquias da Morte - parte 1
Como aperitivo, funciona
Relíquias da Morte - Parte 2
HP em quadrinhos: Relíquias da Morte - parte 2
Em uma palavra!
Criando um épico!
O Mundo Mágico de Harry Potter
Pottermore
Imagens de Harry Potter
E tudo termina.
Harry Potter's School
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sexta-feira, 13 de julho de 2012

"Feliz sexta-feira 13!"

Esse é para você que tem parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia (medo irracional da sexta-feira 13).


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quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Era do Gelo 4

"Peraí!" Manny era o último Mamute, até encontrar Elle, que pensava que era um gambá. Depois que decidiram que eram da mesma espécie, eles procriaram e tiveram uma filha, Amora. Agora já adolescente a menina tenta impressionar os "mamutes adolescentes populares". Alguém mais aí está com a sensação de que o numero de mamutes na Terra está mudando na ordem inversa da que deveria?

Na tentativa de enterrar sua amada noz, Scrat inicia a divisão dos continentes. E é claro que o bando de Manny está bem na região onde a Pangeia se divide, e é separado pela rachadura. Enquanto Elle e Amora e os gambas guiam o bando para um lugar seguro. Manny , Sid e Diego, tentam reencontrar sua "família".

Sem Carlos Saldanha na direção, a n A Era do Gelo 4 apenas mantém o "statuos quo". Nada de novo aprendemos sobre as personagens, elas não evoluem nem mesmo a relação entre elas avanaça. Já as novas aquisições não são tão interessantes quanto prometia-se. A jornada inclui um bando de piratas comandados por um macaco, um interesse romântico para o tigre Diego. Além da avó de Sid, um mero alívio cômico.

Para tornar o retorno do bando mais importante o filme ainda inclui a complicada relação de pai e filha adolescente. Aquela mesma, pai super-protetor e filha em busca de independência, que resulta em uma briga feia logo antes de se separarem.Caindo no "tivemos uma discussão na ultima vez que nos falamos, e se essa for realmente a última vez que falamos".  Além de repetitivo, o tema obriga a apresentar Amora já adolescente (a ultima vez que a vimos era recém nascida). Um salto enorme no tempo (quanto tempo dura a infância de um mamute?) e uma oportunidade desperdiçada. Ou eu sou a única que gostaria de ver como Sid e Diego se saíram de babá?

Sem grandes surpresas, já que conhecemos a maioria dos personagens e podemos deduzir como agiriam em cada situação, A Era do Gelo 4 tem um grande ponto forte: personagens carismáticos com os quais adoraríamos passar mais tempo. Para a criançada que cresceu assistindo as aventuras do bando, é um prato cheio, em 3D bem feito e com direito a coisas nojentas arremessadas contra a tela.

A grande falha ficou no desfalque no elenco nacional, que não traz Claudia Jimenez com Elle. Obrigando expectadores mais atentos a imaginar como cada fala da mamute fêmea soaria na "voz correta". Os outros dubladores nacionais estão de volta. Diogo Vilela dá voz ao mamute Manny, Marcio Garcia é o tigre Diogo e Tadeu Mello reprisa seu papel como a hilária preguiça Sid(esses dois últimos na minha opinião deveria largar as TV e seguir dublando, são melhores nisso!).

No original Ray Romano, Queen Latifah, Denis Leary e John Leguizamo, são respectivamente Manny, Elle, Diego e Sid. Entre as novas aquisições Jennifer Lopez empresta a voz à a tigresa das neves Shira. O lider dos piratas, o orangotango Entranha tem a voz de Peter Dinklage (o Tyrion de Game of Thrones)

Antes do filme tem um curta-metragem dos Simpsons, estrelado pela bebê Maggie. Também em 3D.

A Era do Gelo 4 (Ice Age: Continental Drift)
EUA - 2012 - 94 min
Animação / Infantil



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segunda-feira, 9 de julho de 2012

O Espetacular Homem-Aranha

A tarefa mais difícil ao assistir O Espetacular Homem-Aranha é tentar não comparar com a versão de Sam Raimi que estreou à exatos 10 anos. Começando do zero, a versão de 2012, reapresenta Peter Parker (Andrew Garfield). Não como um nerd que apanha na escola, mas como um nerd que já tem ares de herói, só não tem habilidades para vencer os valentões. Logo ele acha para lá de divertido ganhar os tais poderes, e demora um pouco mais para entender o peso das responsabilidades.

O filme mantém a história no segundo grau, (outro usa período escolar apenas para mostrar a origem do herói, lembra?), isso resulta em duas coisas. 1º - uma oportunidade de mais sequencias, já que os personagens estão mais jovens. 2º -  um tom mais bem humorado, afinal são adolescentes.

É na segunda opção que se encontra o ponto forte do filme. Bem ajustados personagens e intérpretes entregam diálogos inteligentes e divertidos. Dignos do diretor de 500 Dias com Ela, Marc Webb, que comanda a esta aventura.

O longa ainda traz a primeira namorada de Paker dos quadrinhos.  Gwen Stacy (Emma Stone) é muito mais divertida que a atormentada Mary Jane, poque não a escolheram de cara? E aqui estou eu comparando novamente. Fato é que a interação entre Petter e Gwen é mais interessante que entre o protagonista e Mary Jane. Mas se isso é resultado de um roteiro de personagens melhor resolvidos, ou se Gwen já era melhor nos quadrinhos, não sei dizer.

Além de "virar" Homem-Aranha, Peter Parker ainda encontra tempo para enfrentar um vilão o Lagarto (Rhys Ifans). Cuja origem tem relação com a própria mutação do Aranha.  Aliais quase tudo e todos tem alguma ligação nesse filme. O que em algumas situações soa meio estranho. Será NY tão pequena assim?

O excesso de conexões torna a narrativa propensa a falhas. Assim, o Doutor Ratha desaparece após a cena na ponte. O caso do bandido com a estrela no pulso fica em aberto. Assim como o controverso mistério sobre os pais de Peter.

A necessidade de incluir um mistério quanto aos pais, e a busca do herói por respostas torna superficial a relação com os tios. E já que Tio Ben (Martin Sheen) concentra todas as atenções, pois é o motivador do "grandes poderes = grandes responsabilidades", Tia May (Sally Field) fica apenas com as sobras, apagada em meio a tanta coisa que acontece.

Leva um tempo para acostumar com o 3D de O Espetacular Homen-Aranha. Não que seja ruim, pelo contrário. Mas o tom sombrio ditado pelo Batman de Nolan, que esta aventura do aranha segue entrega um filme escuro. E os óculos acentuam isso. Em contra partida, o 3D também torna mais divertidos os passeios pelos prédios de NY, e as  muito bem executadas cenas de ação.

Não comparar reboot e original é difícil. Mas comparar também pode ser cruel, não com executivos interessados no que não deixaram a versão antiga "esfriar", mas com os profissionais que trabalharam para entregar um bom filme. Então me limito a dizer: nem melhor, nem pior, diferente. O Espetacular Homem-Aranha tem falhas sim, mas funciona e diverte. O que mais podemos pedir?

O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man)
EUA - 2012 - 136 min.
Ação / Aventura
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terça-feira, 3 de julho de 2012

Sombras da Noite

O novo filme da dupla Burton+Depp, curiosamente é baseado em um produto desconhecido em terras brasileiras, embora seu gênero seja uma especialidade nacional. A novela Dark Shadows passava na TV estadunidense na década de 1970, e para salvar a audiência incluiu o vampiro Barnabás Colins na trama. É essa história que acompanhamos em Sombras da Noite.

Em 1972 a familía Colins, outrora fundadora e mais poderosa da cidade, vive sem prestígio e sem dinheiro na gigantesca mansão Colinwood. Tudo muda quando seu antepassado adormecido por quase 200 anos, Barnabas Collins (Johnny Depp), retorna e decide restabelecer o prestígio da família. Interferem (positivamente ou não) os quatro descendentes restantes, os empregados da família, que incluem uma psicóloga e uma misteriosa babá, Além da bruxa Angelique (Eva Green).

É na superpopulação e no excesso de subtramas, típicas de uma novela, que se encontra o ponto fraco do filme. Com tanta gente e tantas histórias muita coisa fica inacabada, mal explicada e/ou ajustada as presas. Assim nunca conhecemos quais os verdadeiros interesses da descendente/matriarca Elizabeth (Michelle Pfeiffer, competente). Roger Collins (Jonny Lee Miller) é apenas um peso morto. E mesmo o interesse amoroso de Barnabás, e seus divertidos (embora batidos) estranhamentos com o século XX ficam em segundo plano.

Conseguem se sobressair em meio à multidão de personagens, a divertida e moderninha (p/ os anos 70) adolescente Colins vivida por Chloë Moretz. E a inesperada psiquiatra contida(!) que Helena Bonham Carter, incorpora. Uma novidade e tanto em se tratando dos extravagantes papéis para que Burton costuma escalar sua esposa.

O destaque de verdade fica com Eva Green e sua sádica bruxa. A caricata vilã não apenas está à altura da loucura do universo criado por Burton, como muitas vezes rouba a cena de Johnny Depp. E por falar no protagonista, Depp conseguiu aumentar sua galeria de estranhos e desajustados, apresentando um vampiro vitoriano com hábitos e palavreados em constante choque com a estilosa década de 70. O visual é de Michael Jackson na fase das excêntricas manias.

A direção de arte é impecável em subverter o subúrbio e o cotidianos familiar, e transforma-lo no tradicional universo sombrio usual nos filmes de Burton. Para os os aficionados por cinema, várias referências a outras obras do gênero como Nosferatu, são uma diversão extra.

Uma comédia familiar com situações bizarras que lembra bastante Burton de obras como Os Fantasmas se Divertem e Eduard Mãos de tesoura, embora nunca seja tão brilhante e original quanto os anteriores, afinal é uma adaptação. Mas, ainda sim diverte e muito. E  ainda merece credito extra por trazer um vampiro tradicional, em uma época que qualquer criatura se dá esse título.


Sombras da Noite (Dark Shadows)
EUA - 2012 - 113 minutos
Comédia
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