quarta-feira, 6 de junho de 2012

Valar Morghulis

Assim que Jaqen H'ghar deu a palavrar à valente Ayra Stark, pensei: troço difícil de decorar! Ela vai esquecer, especialmente após o belo "truque" com que ele se despede. Mas é fato: se três dias depois eu não esqueci, nem pensar que a garota inteligente demais para o bem dela esqueceria. Assim, o título do último episódio da segunda temporada de Game of Thrones ficou gravado na memória da mesma maneira que a extensa, intricada e super-lotada trama de George R. R. Martin.
Valar Morghulis
E já que ler os livros e assistir a série ao mesmo tempo não fez bem algum para meu vício, resolvi fazer um leve balanço da temporada, para diminuir a aflição de esperar cerca de dez meses pela próxima temporada. Vou tentar evitar os spoilers, mas é difícil, uma vez que mencionar que tal personagem está vivo a esta altura da história pode ser considerado spoiler, em uma saga na qual as pessoas morrem em um piscar de olhos. Em todo caso, leia com precaução.

Enquanto no centro de poder os reis estão ocupados tentando repousar seus traseiros medievais no desconfortável trono de ferro, nas regiões mais distantes a magia continua a crescer. Embora saibamos que CGI é caro para uma série de TV, foi meio decepcionante ver tão pouco os dragões de Daenerys. Qarth também merecia cenários mais grandiosos. Também faltou um pouco de foco nos "sonhos de lobo" de Bran.


No outro extremo do mapa, os White Walkers, custam a aparecer, mas não decepcionam quando o fazem, The Walking Dead vai precisar se esforçar para criar horda tão assustadora de não-mortos (Pobre Sam, 10 meses em situação desconfortável).

Melisandre, nova personagem de peso, uma feiticeira vermelha, tem incríveis habilidades, mas é tão simpática quanto o rei a quem serve. O que é curioso, já que nos faz torcer por Jofrey, apesar do moleque ser um louco malvado. Pensando melhor, não é exatamente para ele que trocemos...

Tyrion, apesar de todo encanto da magia, é para os jogos e intrigas políticas dele que realmente dedicamos atenção. O imp não é tão cruel quanto o resto da família, e sabe jogar o jogo. Acaba nos deliciando com soluções eficientes e nem sempre inusitadas para os problemas do reino.

Outro encontro interessante que não tenho certeza se acontece no livro (não cheguei lá ainda, alguém?), e o período de "serviços prestados" por Ayra à Tywin Lannister. Ele vai descobrir quem ela é? Ela vai dar um golpe antes? O que nos leva à o misterioso Jaqen H'ghar, seus tributos, e inevitável vontade de descobrir mais sobre ele.

Engrossando o time de novos personagens, Brienne é uma das melhores aquisições. Já os selvagens para além da muralha não são tão assustadores, quanto as histórias das velhas amas pintam. Talisa por sua vez, desvia completamente o foco de Rob, péssima escolha para quem está literalmente no campo de batalha.

Ah! E por falar em péssimas idéias, como Theon pode ser tão idiota? Torça você para os Greyjoy ou os Stark, vai achar que as decisões dele são péssimas para qualquer lado. Ele devia aprender com Sansa, que virou especialista em fingir de morta, para sobreviver. Esperteza feminina!

Poucas mortes inesperadas, grandes embates, e decisões (valeu Cão de Caça!), e novos bons personagens por quem nos preocupar. Colocando na balança, a segunda temporada conseguiu o mais difícil, manter o entusiasmo da estréia. E o que mais podemos pedir? Que a 3ª temporada também ganhe transmissão simultânea (parabéns HBO!).

No entanto depois disso tudo só consigo pensar em uma coisa: onde Fantasma se escondeu nos três últimos capítulos? Ei lobo ingrato, John Snow precisa de ajuda!

Que venha o inverno!

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