quinta-feira, 26 de abril de 2012

Momentos de sabedoria no Facebook...

... sim, eles existem!

Alguém sabe quem é o ilustrador? Me conte para eu dar o devido crédito!


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domingo, 22 de abril de 2012

Quando ler era perigoso...

O ministério da "saúde literária" informa: ler pode ser prejudicial a saúde.Ao menos é isso que a Coleção Argonauta avisava aos seus leitores.

Encontrei o "informe em uma cópia amarelada de "A Morte da Terra" (J.H. Rosny Aîne), o número 53 do que parece ser uma coleção de banca. Infelizmente o título não traz a data de publicação, mas aparenta ter mais de 30 anos.

Logo na primeira página se encontra o seguinte texto:

ADVERTÊNCIA AO LEITOR
No seu próprio interesse, prezado Leitor, Verifique se este livro mantém o lacre branco que sela algumas das suas páginas; neste caso, abra-o, por favor, como abriria um livro não guilhotinado, isto é, com uma faca, até com um simples cartão, e assim não rasgará as folhas. Se o livro estiver aberto rejeite-o, pois é indício de que já foi lido. Defenda sua saúde, não manuseando livros usados.




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quarta-feira, 18 de abril de 2012

12 Horas

Primeira incursão do brasileiro Heitor Dhalia no cinema hollywoodiano, 12 horas, é um filme sob encomenda. Controlado pelos produtores, o longa é o oposto das obras nacionais cheias de personalidade do diretor de Nina e O Cheiro do Ralo.

Jill (Amanda Seyfried) foi a única vítima a escapar de uma maníaco assassino. Traumatizada, ela faz artes marciais e percorre a floresta local em busca do buraco onde fora mantida cativa. Quando sua irmã desaparece, ela tem certeza de que fora trabalho do mesmo assassino. Mas como a polícia não acredita nem no primeiro sequestro, Jill resolve buscar o assassino por conta própria.

Assim acompanhamos, a garota em sua investigação pela cidade, ao mesmo tempo que precisa fugir da polícia. É você já viu esse filme (tem até o cliché do gato que pula em direção a tela). O roteiro não é original, nem surpreendente, mas é bem executado.

Portand é fria, chuvosa e cinzenta. Seus moradores são antipáticos e suspeitos. Nenhum deles vê problemas em alugar seus carros a pessoas que acabaram de conhecer. É ou não é uma atitude estranha? Logo, a moça em que ninguém acredita, que ficou internada e toma remédios controlados, parece a mais sã do local.

Ao mesmo tempo, sua caçada perigosa (sim, a moça é do tipo "vou correr em direção ao assassino"), e os caminhos estranhos que a investigação toma, mantém a dúvida: exite um assassino ou está tudo na cabeça de Jill?

Cheio de coadjuvantes que só estão lá para aumentar o número de possíveis suspeitos, no elenco apenas Seyfried se destaca. Carismática, não demora muito para começarmos a torcer, ou ao menos se interessar pelo destino da mocinha. Embora, talvez já esteja na hora da moça tirar umas férias. Ela é talentosa, mas emendando um trabalho no outro, vai acabar deixando de ser um rosto familiar no cinema, para se tornar um "de novo essa garota!".

12 Horas, não vai mudar a história do cinema, mas não é um filme ruim. Aliais, é até respeitoso o trabalho de  Dalia, considerando o super-controle dos produtores sobre o longa. Além de ser uma novidade em currículo, antes dominados por filmes "autorais".

12 Horas (Gone)
EUA - 2012 - 94 minutos
Suspense


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domingo, 15 de abril de 2012

Mapa Mundi da Fantasia

Agora ficou fácil localizar cada reino mágico. E aí? Quais dessas terras você já visitou?


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terça-feira, 10 de abril de 2012

Heleno

"Isso deu medo!" - Admito, a exclamação anterior foi a minha reação a uma cena em que Heleno, já muito debilitado pela doença, encara a câmera por longos segundos. Sem nada a oferecer ao expectador que a desorientação e loucura de seus últimos dias. Resultado da combinação de ótimas atuação e maquiagem.

O ícone do Botafogo Heleno de Freitas (Rodrigo Santoro), foi o primeiro jogador a receber salário e atenções equivalentes as estrelas de cinema. Também foi o primeiro jogador-problema do futebol brasileiro. Talentoso, arrogante e mulherengo, usou e abusou de mulheres, drogas e confusões, dentro e fora do trabalho. Graças aos excessos, terminou a vida louco em um asilo.

Partindo do fim da vida do personagem, o longa intercala sequencias do auge de sua carreira e do fim de sua vida. Gerando uma relação de causa e efeito (muitas mulheres na juventude = sífilis, mais mulheres = perda da esposa). Sempre com enfoque em seus excessos e sua personalidade explosiva e autoritária.

Alternando entre o jovem, confiante, charmoso e impetuoso astro dos gramados, e o frágil, fisicamente deformado e confuso Heleno do fim da vida, Santoro sempre convence. Seja em cada uma das fases, ou no reconhecimento de que embora opostas, aquelas eram versões da mesma pessoa.

Pouco do futebol é visto no longa. Afinal, são apenas seus resultados que importam. É seu talento no campo que lhe dá, (ou faz acreditar que tenha) o direito de levar sua vida de bad-boy sem problemas. Ninguém faz o que ele faz no campo, logo ele pode fazer o que quiser fora dele.

A fotografia em preto e branco evoca o charme da época em que a personagem frequenta o Copacabana Palace. Ao mesmo tempo que torna a passagem no asilo mais triste e deprimente. Coincidência ou não, o preto e o branco são as cores do Botafogo, time de devoção do protagonista, que nele não conquistou nenhum título.

Mais que um grande jogador de futebol, Heleno se dizia um grande jogador do Botafogo. Sua vida, e carreira, desandam de vez quando o time o dispensa vende para outro time. Em tempos que jogadores trocam time, como trocam de camisa, é surpreendente conhecer um que jogaria mesmo de graça pelas suas cores.

Figura dramática e icônica, Heleno teria certeza de que seria lembrado. Provavelmente, nos dias de hoje, seu nome não é tão conhecido quando o jogador acreditava que seria. Ou melhor, não era! Com retrato tão interessante e bem feito, só não descobre a lenda que fora Heleno quem não quiser.

Heleno
Brasil - 2011 - 116 minutos
Drama
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sábado, 7 de abril de 2012

Espelho, Espelho Meu

Esteja você preparado, ou não, Espelho, Espelho Meu dá o ponta-pé inicial à febre de adaptações de Branca de Neve que chegam aos cinemas nos próximos meses. E esse primeiro esforço tem jeitão de bollywood e assim como os outros que estão por vir, subverte as regras do clássico dos contos de fadas.

Rainha Malvada (Julia Roberts) é mais insana (do jeito engraçado, não assutador), que má. O Principe (Armie Hammer, os gemeos Winklevoss de A Rede Social) é azarado. Não há caçador, a madrasta conta com um hilário vassalo (Nathan Lane) de 1001 ultilidades.E a Branca de Neve (Lily Collins, filha de Phil Collins) não tem muito carisma, embora se esforce, ao ponto de bancar o Robin Hood ao lado dos anões.

Contudo, não espere grande surpresas, ou reviravoltas. As alterações na trama são grandes sim, mas bastante previsíveis, e programadas para agradar a criançada atual que não acredita mais em princesas que esperam pacientemente pelo "beijo do amor verdadeiro".

A motivação principal é a mesma, a Rainha não quer deixar de ser a mais bela do reino, mas não é a única. A soberana teme perder o trono para a enteada, que vive trancada no castelo desde a morte do pai, e para as finanças, uma vez que seus luxos os levaram à falencia. É quando a moça decide sair, e descobre as condições precárias em que vive o povo, que a trama se movimenta, já que a moça decide salvar o reino.

Nada de filme para toda a a família, é para crianças mesmo. Inocente, multicolorido (o diretor é indiano), meio bobinho. Mas elenco e produção abraçaram essa características - somos bobos, coloridos, simples, e as crianças gostam disso - logo é verdadeira e coerente. Assim como um episódio de Chaves, ou de Os Trapalhões, com verba extra, claro.

Julia Roberts, é sim a mais divertida, com a sua louca rainha malvada. Mas não chega a roubar a cena, afinal a história é contada por ela. E mesmo que não fosse não seria difícil se sobressair a Lily Collins, que apesar de estar nos holofotes desde pequena, no cinema ainda não diz a que veio. Não se espante se começar a torcer pela madrasta, a certa altura da narrativa. É comum para quem já passou dos 15 anos e já entende quem a um lado bom, um lado mal, e um lado louco em cada um.

Com cores fortes e bonitas, a direção de arte é luxuosa (como não ser com esse orçamento), mistura cores e acessórios incomuns àquele universo. O castelo parece meio árabe, um anão usa chapéu de caubói, e por aí vai, no estilo não questione, apenas ria!

E já que tem cores e diretor típicos de bollywood, nada mais normal que trazer também um numero musical indiano para animar a petizada. Eu recomento que olhe, as pessoas que assistem ao número no fundo da cena, suas expressões são muito mais divertidas! Não é "o filme definitivo" sobre Branca de Neve, mas é diferente, qualidade necessária diante da temporada de espelhos e maçãs que está por vir.


Espelho, Espelho Meu (Mirror Mirror)
EUA , 2012 - 106 min.
Aventura / Comédia
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terça-feira, 3 de abril de 2012

Guerra É Guerra

Nova tentativa de agradar simultaneamente namoradas e namorados, a comédia de ação Guerra é Guerra reforça os estereótipos absurdos (homem-perfeito, mulher moderna). Além de trazer ação quase ininterrupta, ao ponto de apresentar um encontro romântico em uma pista de corrida.

Chris Pine e Tom Hardy são parceiros na CIA e melhores amigos que acidentalmente se interessam pela mesma mulher, Reese Witherspoon. Não demora muito para se tornarem rivais, e utilizarem o moderno equipamento da agência para conquistar uma vantagem na disputa pela moça. Além de deixarem meio de lado a perseguição ao vilão russo (claro). Reparou que não mencionei os nomes das personagens, pois é na correria não deu para decorar.

Assim assistimos as conversas de Witherspoon, com sua amiga sem noção sobre os prós e contras de cada candidato. Dados que os rapazes usam como guia, para se tornarem o inexistente "homem perfeito". Mais direto só mesmo se ela enviasse uma página de revista feminina aos dois. Já a moça, uma mulher moderna do século XXI é bem sucedida profissionalmente, independente e de mente aberta até esbarrar nos "poréns" que a sociedade ainda impõem: - Namorar dois ao mesmo tempo? Isso é certo?

A trama não apresenta um candidato mais forte para o coração da moça. Contudo, não apresenta surpresas, já que logo fica claro, graças às qualidades contraditórias da moça, qual pretendente ela escolherá, mesmo se entendermos completamente o motivo da escolha. (prepare-se para ouvir reclamações de que o candidato rejeitado era melhor, de vozes anonimas na escuridão da sala) Enquanto isso a história do bandido é salpicada aqui e ali apenas para justificar sua presença que deve beneficiar o clímax do filme.

Não que alguém espere de um filme como esse muito além de grandes cenas de ação (publico masculino) e homens fazendo espetaculares declarações de amor (publico feminino). Logo o filme entrega o que promete, entretenimento que não exige muito esforço do cérebro,  e até é divertido durante o percurso!

Guerra É Guerra (This Means War)
EUA , 2012 - 97 minutos
Ação / Romance

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