domingo, 29 de janeiro de 2012

As Aventuras de Agamenon, o Repórter

Pensei em iniciar esta resenha dizendo que Forest Gump já fez isso. Mas, seria falta de respeito com a personagem interpretada por Tom Hanks, uma vez que as incursões do contador de histórias em fatos históricos reais, tem muito mais graça que as visitas de Agamenon, embora o filme estadunidense não seja exatamente uma comédia.

As Aventuras de Agamenon, o Repórter leva para as telas os feitos de Agamenon Mendes Pedreira, personagem criada por Hubert e Marcelo Madureira que possui sua própria coluna humorística no jornal O Globo. O filme não segue ordem cronológica, ou mesmo busca algum objetivo. Apenas acumula diversas situações pela qual a personagem passou, não necessariamente na ordem que aconteceram. Começando com o Agamenon dos dias de hoje (Hubert), envolvido em um atentado. Interrompido bruscamente por um enorme flashback, e nunca retomado. Então acompanhamos o jovem Agamenon (Marcelo Adnet), em fatos históricos da primeira metade do século XX. Antes deste passar o bastão para seu intérprete oficial.

É fato que a maioria das comédias nacionais acredita que o público só acha graça em piadas fáceis que envolvam sexo, flatulência e outros fluidos corporais. Agamenon leva a bizarrice para um novo nível, repetindo as piadas bobas durante acontecimentos marcantes da história. Muitos deles não muito familiares ao público que acha graça nessas anedotas (sim, é claro que tem quem goste!). O resultado da combinação não foi muito favorável a rizadas, ao menos na sala em que assisti.

Para conseguir o "realismo histórico", o filme faz uso de diversos convidados especiais. Até aí lugar comum em comédias nacionais, ao não ser pelo "calibre" dos participantes, que incluem a diva da dramaturgia brasileira e até um ex-presidente. Além de fotos (muito mal) photoshopadas, e vídeos antigos com dublagem  mal feita. A qualidade duvidosa das montagens até era aceitável na TV, devido ao imediatismo das piadas. No filme no entanto, parece trabalho feito pelo estagiário da produção.

Mais constrangedor, só as escolhas dos eventos a serem visitados. Que inclui tragédias como o Titanic e o 11 de Setembro. Quando a piada não é velha, é inapropriada, ou pior de mal gosto mesmo.

O longa ainda tem Luana Piovani no elenco como a sociável esposa de Agamenom. E provavelmente está se saindo bem nas bilheterias, mais pelo currículo de seus realizadores e do próprio Agamenon (nos jornais), que por mérito da produção.

As Aventuras de Agamenon, o Repórter
Brasil - 2011 - 74 minutos
Comédia

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

2 Coelhos

- O certo é "cajadada".
- É "caixa d'água".
- Não, é "cajadada"...

Desde o trailer 2 Coelhos incita discussão. Seja pela forma correta da expressão que inspirou seu título, pelo gênero pouco produzido no cinema brasileiro atual, pela inspiração nas produções de ação estadunidense, pelos inusitados estilos de linguagem ou pela crítica social e política que carrega em sua trama.

Edgar (Fernando Alves Pinto) tem um intrincado plano, que envolve vários personagens que são apresentados aos poucos, assim como a trama por uma constante narração do protagonista. Júlia (Negrini) uma funcionária da promotoria e seu marido advogado Henrique (Villa Lobos), ambos corruptos, como o deputado Jader (Marchese). Maicom (Descartes) o bandido, e o misterioso e melancólico professor universitário Walter (Ciocler).

E isso é o máximo que podemos dizer sem entregar a intrincada trama, que só vai total fazer sentido ao fim do filme. Embora, deixe uma forte sensação de que Edgar poderia alcançar o mesmo objetivo por caminhos menos labirínticos. Mantém o cérebro do expectador funcionando em busca da resposta por toda projeção o que compensa, qualquer insatisfação com o final.

Falso documentário, intervenções gráficas, efeitos fantásticos, elementos de video-clipe, video-game, publicidade, narrativa não linear e os (supra-mencionados) efeitos especiais indicam a intenção do filme em ser uma obra contemporânea. A linguagem ágil, e cheia de intervenções é feita sob medida para expectadores que consomem constantemente uma quantidade gigantesca de informações, oriunda dos mais diferentes meios de vários lugares, e que nem sempre seguem uma ordem lógica. Sim, o filme traz alguns exageros, e sequencias cuja necessidade é duvidosa, mas já consumimos erros muito maiores por aí. Além disso, é impossível acertar todo o tempo.

O elenco afinado, incorpora perfeitamente às personagens ambíguas, onde todos são mocinhos e bandidos até que se prove (ou não) o contrário. Dão coerência ás críticas sociais e políticas que o roteiro carrega.

2 Coelhos não é intrigantemente original, mas é o suficiente para manter o expectador ocupado. Merece aplausos por não insultar a inteligência do expectador e por tentar trazer algo de novo para o cinema nacional, viciado em comédias bobas e biografias.

E só para constar, a expressão correta é: matar 2 coelhos com uma cajadada só!

2 Coelhos
Brasil - 2011 - 106 min.
Ação / Policial

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne

As personagens do filme As Aventuras de Tintim são incrivelmente realistas, apesar de preservarem o estilo do traço de seu criador Hergé, que inclui narigões e olhos muito pequenos. Como Spilberg alcançou tal feito é uma incógnita. Contudo,  por mais intrigante que seja, é muito provável que você não tenha tempo para pensar nisso durante a projeção.

Tintim (Jamie Bell) tem cara de menino e anda sempre com o cãozinho Milu, à tira colo. Mas como as aparências enganam o rapaz é um jornalista investigativo renomado. E ao adquirir uma réplica de um barco antigo, o tal Licorne, em uma feira de rua acaba por se envolver em uma trama cheia de mistério, e com muita, muita, ação. Não demora muito para o repórter se encontrar em um navio ao lado de seu outrora Capitão, Haddock (Andy "Golum" Serkis). Dali para o mundo à fora é um pulo. Sempre com o vilão Sakharine (Daniel "007" Craig), na cola do trio (3 sim, esqueceu  o Milu?).

Quando enfatizei o "muita ação", quis dizer que as sequencias de tensão e correria são quase ininterruptas. Mesmo os detalhes da trama são revelados em meio ao corre-corre. Eis aí a única grande reclamação sobre TinTim. Apesar de aventura o tempo todo ser extremamente divertido, perdemos a oportunidade de conhecer melhor as personagens. Talvez não fosse uma grande preocupação dos roteiristas, afinal eles já sabiam ao começar, que teriam mais um filme para desenvolver seu protagonista. TinTim 2 já está em produção, e será dirigido por Peter Jackson, que troca de lugar com Spilberg que na sequencia ocupa apenas a cadeira de produtor.

Dito isto. O longa é de um realismo, e detalhismo, impressionantes. Nada de olhos vazios como em Os Fantasmas de Scrooge e o Expresso Polar. É claro ainda são personagens animados, os narigões e olhos pequenos que mencionei anteriormente, não nos deixam enganar, entanto dentro de suas características são incrivelmente reais. Os rostos tem rugas, suor, e claro, muita expressão.

Os cenários no entanto, são tão realistas e detalhados que ao olhar um plano de um navio, ou um prédio nos perguntamos: Essa parte aí foi filmada de verdade né? Não. É tudo animação. Entretanto tão realista que por vezes me perdi das personagens apenas observando o plano de fundo. E a trama nem era fraca a ponto de tornar a ação de seus heróis desinteressantes.

Uma grande aventura, no estilo "caça ao tesouro", com muitos enigmas e perigos. Soa familiar? Pois foi em uma comparação feita por um jornal entre aventuras criadas por Hergé e  Os Caçadores da Arca perdida, que Spilberg conheceu a personagem. Pelo visto o paralelo foi mais que acertado, já que O segredo de Licorne traz de volta os bons tempos "aventurescos" do diretor.

Some se aí as curiosas expressões frequentemente utilizadas pelas personagens como, “Papagaio Louro!” e “ Por mil borrascas!”. A raridade do 3D bem utilizado (sim assista em 3D é incrível, até vale absurdo preço do ingresso!). E um personagem carismático, e adorado por muitos. E fica difícil não gostar de As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne.

As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintin)
EUA, Nova Zelândia - 2011 - 107 min
Ação / Animação


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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras

Se no primeiro longa devíamos nos acostumar com a versão do século XXI, em Sherlock Holmes - O Jogo das Sombras, nem lembramos da casaca tradicionalmente ligada à personagem. Com o universo e personagens estabelecidos, e publico conquistado, é hora de finalmente conhecer o grande vilão.

O  longa parte do ponto que deixamos Holmes (Robert Downey Jr.) e Wilson (Jude Law). O médico às vérsperas de seu casamento com Mary (Kelly Reilly). E o detetive inconformado com a escolha do amigo, e investigando os planos do misterioso Professor Moryarty (Jared Harris), um vilão com intelecto comparável ao do protagonista.

Vilão melhor, resulta em uma trama mais elaborada. É claro, que os planos de Moryarty, atrapalham a lua de mel de Wilson, e ainda arrasta a dupla pelo mundo à fora, com uma quantidade ainda maior de correria, pancadaria e explosões. Tanta agitação podem deixar expectadores mais desatento um pouco perdidos, mesmo assim ao final tudo acaba por se encaixar. Culminando em uma elaborada e impagável cena de "não-luta", entre mocinho e bandido, que só peca por sua introdução ao usar em excesso a , já gasta e meio infantil, metáfora com um jogo de xadrez.

A química entre Holmes e Watson, elevada ao extremo e com liberdade para piadinhas mais arriscadas, mostra que a dupla formada por Downey Jr e Law tem fôlego para mais alguns filmes. Para isso basta uma boa trama, e diálogos inteligentes. É em grande parte neste carisma, que o filme se sustenta.

Entre as novas aquisições, conhecemos Mycroft (Stephen Fry, perfeito) irmão mais rico, e igualmente excêntrico irmão de Sherlock. A mal aproveitada cigana Simza (Noomi Rapace), que ao menos não formou par romântico com ninguém. Já a noiva Mary, ganha mais espaço e mostra que não vai ter problemas ao encarar a agitada vida de seu conjuge.

Jared Harris (filho de Richard Harrys o primeiro Dumbledore), entrega um vilão intrigante que em nenhum momento nos deixa duvidar da sua capacidade de por um fim no mundo como o conhecemos. Graças à ele assistimos à uma mirabolante sequencia de artilharia na floresta. Cheia de câmeras lentas (aliais todo o filme abusa da velocidade reduzida), pode até cansar um pouco, mas ganha na riqueza de detalhes e grandiosidade do "estrago".

Hans Zimmer entrega novamente uma trilha sonora empolgante, que dessa vez graças à personagem Simza, traz temas com estilo mais "cigano".

Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras, não é imune a erros, mas o número de acertos é superior aos escorregões. Além de superar facilmente o original, que agora, mais do que nunca, soa como uma grande introdução para o segundo longa.

Sherlock Holmes - O Jogo de Sombras (Sherlock Holmes - The Game of Shadows)
EUA - 2011 - 129 min.
Ação / Aventura


Leia a resenha de Sherlock Holmes (2009)

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Compramos um Zoológico

Compramos um Zoológico é um filme mal vendido. Em grande parte pelo poster nacional cheio de animais e pessoas sorridentes, que mais lembra uma comédia estilo Zelador Animal, e deixava as crianças no saguão do cinema loucas pelo filme. Não estou dizendo que o filme não seja para crianças (é daqueles, para toda a família), mas que pelo cartaz é difícil acreditar que fora baseado em fatos reais. Então, quando esse detalhe é descoberto logo ficamos curiosos por saber do que se trata.

Baseado no livro de memórias homônimo de Benjamin Mee, conta a complicada fase da vida do jornalista posterior à morte de sua esposa. Quando tentando fazer o melhor para os filhos, Benjamin (interpretado por Matt Damon) compra uma residência que vem com um zoológico de brinde! Junto com a pequena, muito fofa e aparentemente mais sensata da família, Rosie (Maggie Elizabeth Jones), e o adolescente rebelde Dylan (Colin Ford), encaram a tarefa de resturar e abrir o lugar. Também contam com a ajuda dos poucos funcionários que ficaram apenas por amor aos animais, estes incluem Kelly Foster (Scarlett Johansson) e sua sobrinha Lily (Elle Fanning).

O filme já vale o ingresso por mostrar Matt Damon em um papel no qual não está sendo perseguido, roubando, buscando ou explodindo coisas. Assim como lembrar a Scarlett Johansson que ela pode fazer personagens que não seja femme fatale todo o tempo.

Assim temos um dedicado, embora perdido, pai tentando salvar sua família. Uma amante dos animais é tão (ou mais) bonita por dentro que por fora. Criança fofa, nomes famosos e animais. Mesmo que o roteiro fosse uma bagunça o filme já ganharia em carisma. Mas é claro que por segurança, o roteiro segue a fórmula dos "filmes felizes para toda a família", e por isso funciona bem. A trama não é nenhum mistério, o expectador sabe que tudo vai dar certo no final, por isso não se importa em mergulhar de cabeça na torcida pelas personagens.

Entre os momentos de alívio, os que se destacam são os da tentativa de relacionamento entre Lily e Dylan. Pela insistência da garota e a falta de noção do garoto sobre o que está acontecendo. Impossível não gritar para a tela - "aproveita moleque, que moleza dessas você não consegue nunca mais!". Fanning, crescendo mais carismática que a irmã, entrega uma menina caipira meio bobinha e extremamente adorável!

Uma pena, o cartaz equivocado. Pois pela sinopse, trailer e provavelmente livro, Compramos um Zoológico entrega o que promete. Não pretende mudar o mundo, ser super original ou ganhar prêmios, quer apenas prover duas horas de entretenimento, que faça os expectadores saírem felizes da sala escura.

Compramos um Zoológico (We Bought a Zoo)
Estados Unidos - 2011 - 124 minutos
Comédia / Drama


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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Roubo nas Alturas

Josh Kovaks (Ben Stiler) é um funcionário "certinho" de hotel, que investe seu fundo de pensão, e o de seus colegas, através do milionário que vive na cobertura(Alan Alda). Mas o ricaço endividado rouba o dinheiro de todos. Quando um dos funcionários lesados tenta o suicídio, Kovaks resolve tomar uma atitude: reaver o dinheiro.

Como em todo filme de assalto que se preze chega a hora da reunião e preparação da equipe. Acompanham Stiller, o eletricista lentinho Enrique Dev'Reaux (Michael Peña), o falido embora sábio com finanças Sr. Fitzhugh (Matthew Broderick), o cunhado medroso Charlie (Casey Affleck), a camareira que abre trancas Odessa (Gabourey Sidibe) e o único ladrão profissional que ele conhece Slide (Eddie Murphy). Não é uma equipe brilhante, mas é tudo que tem e convenhamos para um filme de roubo/comédia  é mais que suficiente.

Para complicar ainda mais, Slide, seu mentor na bandidagem, está mais para batedor de carteira que para assaltante de bancos. E o milionário já está sendo investigado por seus crimes de colarinho branco pelo FBI. E como de costume o Bureau atrapalha mais que ajuda. O resultado é um "plano infalível" mirabolante,  que precisa ser adaptado com uma solução ainda mais improvável a cada detalhe que falha. Culminando em um  vertiginoso passeio pela fachada do hotel.

É divertido e prende a atenção. Além de resultar em divertidas exclamações no estilo - até parece! - dos desavisados que insistem em esperar um grande roteiro e lógica de um filme de Ben Stiller. E indignação dos fãs de Murphy que achavam que ele era o protagonista, em sua grande retomada aos bons filmes.

Não. O roteiro não é brilhante, nem inesperado. E nem sonhe que este filme vá trazer os bons tempos da carreira de Eddie Murphy de volta. Entretanto, Roubo nas Alturas, atende muito bem ao seu principal objetivo, entreter. E sim Murphy rouba a cena sempre que aparece, deve ser mais fácil quando você interpreta apenas um papel por filme.

Roubo nas Alturas (Tower Heist)
EUA - 2011 - 104 min.
Aventura / Comédia / Policial

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Alvin e os Esquilos 3

Alvin e os Esquilos 3, começa exatamente onde o segundo filme terminou, com o roedor que tem seu nome no título, aprontando e Dave, gritando seu nome. Ficou com a sensação que já leu isto? É porque também comecei assim resenha de Alvin e os Esquilos 2, lá em 2010. Ou seja, a terceira aventura dos chipmunks é na maior parte do tempo, mais do mesmo.

Não me levem a mal, não tenho nada contra os esquilos (cresci assistindo as animações dos anos 80), mas convenhamos, os roteiros dos filmes não são lá um poço de criatividade. São na verdade uma compilação de hits atuais. Em muitos momentos a sensação é que as músicas são escolhidas e o roteiro criado para encaixa-las. Quando não conseguem, simplesmente fazem as esquiletes "whip their tails back and forth", igual a Willow Smith, sem motivo aparente.

Dave (Jason Lee) sai em férias de família e leva suas "crianças", Alvin, Simon, Theodore, Eleanor, Jeanette e Brittany, para um cruzeiro. Não demora muito para Alvin aprontar e fazer com que os esquilos sejam içados do barco direto para uma ilha deserta. Lá todos vão repensar seus comportamentos, enquanto Dave e Ian (David Cross), o produtor malvado do outros filmes, procuram pelo sexteto. Mencionei a náufraga?

Zoe (Jenny Slate) vive sozinha na ilha a tempo suficiente para não bater bem das bolas, literalmente. A moça tem como amigas bolas, de basquete, golf, tênis (de vôlei não, ufa! ao menos uma piada para os adultos!).

É verdade, na ilha o foco da aventura deixa o mercado musical, e aponta para a sobrevivência. Assim temos todo tipo de clichês de aventura em ilhas e florestas possíveis. Fazer fogo, abrigo, SOS, mistérios da ilha, Survivor das Destiny Child como trilha nas vozes alteradas dos roedores, etc.

O ponto alto é a  nova personalidade de Simon, "Simôn" um galanteador francês. Sem o esquilo responsável por perto Alvin percebe o quão problemático é seu comportamento, apenas para esquecer tudo ao final da aventura. Voltando a ser o centro das confusões e mantendo o "status quo". A maior participação de Jason Lee, que no segundo fazia apenas uma participação de luxo, também é uma melhora.

O resto se resume à fuga da ilha, intercalada com músicas e lições de moral para os pequenos. Melhor que o segundo sem dúvida, mas nada excepcional. Vai agradar mesmo apenas os pequenos.

Alvin e os Esquilos 3 (Alvin and the Chipmunks 3 Chipwrecked)
EUA - 2011 - 87 min
Infantil

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Missão: Impossível 4 - Protocolo Fantasma

Você sabia que as grandes construções de todo o mundo são arquitetadas de forma a dificultar a ação dos agentes secretos? Assim como meios de transportes propensos a aceleração sem aviso prévio, as forças da natureza que criam catástrofes naturais nas horas mais inconvenientes e o próprio mundo que espalha coisas legais de explodir em tantos países diferentes que os pobres coitados passam todo o tempo em movimento. Tudo feito para dificultar, contudo, mesmo contra todas as probabilidades eles conseguem. Ainda que para isso precisem  desrespeitar algumas leis da física e da lógica.

É, o mundo de Missão: Impossível 4 - Protocolo Fantasma, assim como o de seus antecessores, é meio caricato, meio improvável, mas esse é o jogo. Torne o impossível, crível sem ofender a inteligência dos expectadores e já tem meio caminho andado.

Hunt (Tom Cruise)  é resgatado de uma prisão russa apenas para embarcar em uma nova missão. Roubar códigos secretos de um arsenal nuclear da antiga União Soviética antes que um terrorista o faça. Mas o plano dá errado Kremlin de Moscovo é espetacularmente explodido, a IMF (Impossible Missions Force) é culpada e seus agentes renegados, pelo próprio governo estadunidense. Mas o plano do terrorista segue a todo vapor e os agentes renegados precisam impedir uma guerra nuclear, e se der tempo, limpar seu nome.

E assim os mocinhos seguem executando um plano mirabolante (daqueles que as vezes desafiam a lógica), usando magníficos aparelhos (que não existem) para alcançar o vilão. Mas como aceitamos que este é o jogo, e o roteiro é empolgante, perdoar os momentos "até parece", fica fácil. Especialmente quando o longa se aproveita dessa improbabilidade, e da alta tecnologia imaginária, para fazer piada de si mesmo.

Um pouco de humor, e personagens um pouco (não muito) mais verdadeiros são as novidades que Brad Bird traz para a franquia. Em sua primeira experiência em um filme live-action o diretor dos oscarizados Ratatuille e Os Incríveis, não decepciona ao intercalar grandiosas sequencias de ação pitadas das histórias de seus protagonistas.

Não se engane. Perto do pequeno Rémy o habilidoso Ethan Hunt tem passado e personalidades mais rasas que uma piscina de bebê. Mas ainda assim coerentes, e especialmente em relação a vida amorosa do agente (que no longa anterior estava caidinho pela personagem de Michelle Monaghan). E suficientes para alguém que vai explodir coisas, ao invés de mudar o mundo com sabores.

Apesar do passado complicado e da trama elaborada não é preciso assistir aos longas anteriores para compreender este. Uma vez que o conflito é esclarecido detalhadamente, raramente exagerando na didática a ponto de ofender nosso intelécto. E ainda, deixando alguns segredos para o final. Só mesmo o vilão é meio confuso e apagado diante de tanta coisa acontecendo. Isso torna a grande luta final fraca, é verdade. Mas depois de duas horas de boas cenas de ação, quem liga?

Faltou mencionar a equipe formada por "quem" restou com o alívio cômico Benji (Simon Pegg remanescente do longa anterior). A sempre elegante, apesar da falta de recursos (ué eles não foram renegados?), Jane (Pauta Patton). E o misterioso analista Brandt (Jeremy Renner).

Una-se a tudo isso, os divertidos gadgets, dígnos de um Inspetor Bugiganga, muitas explosões perseguições, e acrobacias com possibilidade de morte, e o resultado é um bom filme de ação. Afinal, quem melhor que um especialista em animação para, tornar personagens caricatos de ação mais críveis e divertidos?

Missão: Impossível 4 - Protocolo Fantasma (Mission: Impossible - Ghost Protocolo)
EUA - 2011 - 133 min.
Ação / Aventura / Suspense


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