segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2012 em filmes


Já está virando tradição a retrospectiva de filmes do ano produzida pelo pessoal da genrocks. O vídeo com cenas marcantes deste ano nas telonas, traz imagens de 300 filmes lançados em 2012.

Vale lembar que muitos destes filmes só estreiam em terras brasucas em 2013, outros foram, ou irão, direto para o home-video, e surpresa, tem um filme brasileiro na lista. Então sem mais delongas, quantos você assistiu?

Cirque du Soleil: Worlds Away, The Dark Knight Rises, Life of Pi, The Amazing Spiderman, ParaNorman, The Flying Swords of Dragon Gate, Beasts of the Southern Wild, Rec 3: Genesis, Skyfall, Red Dawn, The Grey, The Bourne Legacy, The Apparition, Total Recall, Wrath of the Titans, The Loneliest Planet, The Impossible, Battleship,  Underworld: Awakening, The HobbitBraveThe Hunger GamesThe Avengers,       Abraham Lincoln: Vampire Hunter, Cloud Atlas, Snow White and the Huntsman, Red Tails, Alex Cross, Lockout, Flight, Chernobyl Diaries, The Divide, The Watch, Seeking a Friend for the End of the World, Robot and Frank, Ted, The Oranges, Crazy Eyes, The Details, The Guilt Trip, Footnote, Man on a Ledge, Detachment, Fun Size, Ruby Sparks, In Our Nature, The Perks of Being a Wallflower, Trouble with the Curve, 21 Jump Street, The Fitzgerald Family Christmas, Being Flynn, Farewell My Queen, Think Like A Man, Piranha 3DD, Zero Dark Thirty, Starlet, That’s My Boy, Men In Black IIIGhost Rider: Spirit of Vengeance, The Sessions, Cosmopolis, Chronicle, Pitch Perfect, The Five-Year Engagement, The Man with the Iron Fists, Liar’s Autobiography, Looper, The Woman in Black, Step Up Revolution, Wreck-it Ralph,       Rise of the Guardians, Safe House, The Words, To Rome With Love,  Butter, Savages, Damsels in Distress, Sparkle, Jack Reacher, The Hunter, Bernie, Journey 2: The Mysterious Island, Django Unchained, The Expendables 2, The Lorax, Ice Age: Continental Drift, Cabin in the Woods, Nobody Walks, Prometheus, Silent Hill: Revelation 3D, Kumare, The Man with the Iron Fists, Killing Them Softly, The Three Stooges, Premium Rush, Hit and Run, Madagascar 3: Europe’s Most Wanted, Savages, The Raid: Redemption, Lawless, Contraband, Sound of My Voice, Darling Companion, This Is 40, Father of Lights, The Master, Hyde Park on Hudson, Sinister, Frankenweenie, 3, 2, 1… Frankie Go Boom, Hotel Transylvania, Where Do We Go Now?, Dark Shadows, People Like Us, Ek Tha Tiger, Big Miracle, Iron Sky, For A Good Time, Call…, Lockout, Detention, Seven Psychopaths, Safe, Meeting Evil, This Is Not A Film, Act of Valor, Hold Your Breath,  Goon, Gone, The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 2, The Samaritan, Sleepless Night, Jack Reacher, End of Watch, Dredd 3D, Ai Weiwei: Never Sorry, Lincoln, Argo, The Lady, Beneath the Darkness, Bel Ami, Paranormal Activity 4, Ultrasonic, Hara-Kiri: Death of a Samurai, The Cold Light of Day, V/H/S, Dark Tide, Headhunters, Deadfall, Universal Soldier, Killer Joe, The Big Picture, Here Comes the Boom, Keyhole, Resident Evil: Retribution, Zero Dark Thirty, Gambit, Bernie, Laurence Anyways, Django Unchained, Promised Land, That’s My Boy, Celeste and Jesse Forever, Monsieur Lazhar, 10 Years, Anne Karenina, The Raven, Red Hook Summer, Moonrise Kingdom, Premium Rush, Mirror Mirror, The First Time, Barfi!, Silver Linings Playbook, Fun Size, So Undercover, One for the Money, Save the Date, Safety Not Guaranteed, Compliance, Haywire, A Royal Affair, Magic Mike, Stolen, The Queen of Versailles, The Inbetweeners, Bachelorette, Only the Young, Shut Up and Play the Hits, In Our Nature, Hope Springs, Ambassador, Project X, Joyful Noise, Trishna, The Deep Blue Sea, Smashed, The Lucky One, Not Fade Away, Friends With Kids, Madea’s Witness Protection, Freelancers, Helo I Must Be Going, Damsels in Distress, Diary of a Wimpy Kid: Dog Days, What to Expect When You’re Expecting, The Magic of Belle Isle, Liberal Arts, The Woman in the Fifth, Lola Versus, 2 Days in New York, Dragon, We Have a Pope, Jesus Henry Christ, The Pirates! Band of Misfits, Silver Linings Playbook, A Thousand Words, Premium Rush, American Reunion, Polisse, The Dictator, Jack and Diane,       Wanderlust, The Campaign, Searching for Sugarman, Nature Calls, Lay the Favorite, Union Square, Roadie, Free Samples, Little White Lies, Excuse Me for Living, Collaborator,  Chimpanzee, In Another Country, Sightseers, Tim and Eric’s Billion Dollar Movie, Good Deeds,  Price Check, Chasing Mavericks,     Detachment, Middle of Nowhere, The Devil Inside, Barbara, House at the End of the Street, Virginia, 360, Wuthering Heights, Return, Nobody Walks, Citizen Gangster, Keep the Lights On, Sinister, Salmon Fishing in the Yemen, Little Birds, This Must Be the Place, The Vow, Unconditional, Pusher, Amour, Holy Motors, W.E., Katy Perry: Part of Me, Neil Young Journeys, Pieta, A Late Quartet, Norwegian Wood, Chasing Ice, Rust and Bone, Playing for Keeps, In Darkness, Chicken with Plums, The Paperboé, The Kid With a Bike, Being Flynn, Bully, Les Misérables, The Tall Man, Won’t Back Down, For Ellen, The Imposter, On The Road, Pusher, Hermano, Any Day Now, Heleno, West of Memphis, Les Misérables, Killer Joe, Ginger and Rosa, The Impossible, Taken 2, Marley, Solomon Kane, Starlet, Unconditional, Your Sister’s Sister, Take This Waltz, The Invisible War, Oslo, August 31st, Here, The Waiting Room, Samsara, This Means War, War of the Buttons, First Position, Jiro Dreams of Sushi, Sleepwalk With Me, Beyond the Black Rainbow,  I Wish, The Obama Effect, The Best Exotic Marigold Hotel, Five Broken Cameras, Not Fade Away, Undefeated, Taken 2, Valley of Saints, The Possession, Jeff, Who Lives At Home, The Intouchables, Step Up Revolution, Rock of Ages, Parental Guidance, Waiting for Lightning, Thunderstruck, Nativity 2, The Tall Man, Comic-Con Episode IV: A Fan’s Hope, The Oogieloves in the Big Balloon Adventure, North Sea Texas, Grassroots, The Odd Life of Timothy Green, Craigslist Joe, Beasts of the Southern Wild
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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

The Christmas Toy

Lá no DVD, Sofá e Pipoca, o projeto cinéfilo do qual participo, estamos assistindo aos filmes que por um motivo ou outro deixamos passar neste ano de projeto. Apropriadamente postei minha resenha de Toy Story nesta manhã de Natal. Então lembrei que desde a primeira vez que vi o primeiro longa-metragem da Pixar, lá em 1995, tenho a sensação que a premissa me era familiar.

Não conseguia recordar o nome, mas lembrava de ter assistido um filme de natal onde brinquedos tomavam vida assim que eram deixados sozinhos no quarto. Levou anos, mas um colega finalmente descobriu (apenas com a breve descrição a cima, talento hein), que se tratava de The Christmas Toy.

No Brasil, O Natal dos Muppets, teve produção de Jim Henson, o criador dos bonecos falantes liderados por Kermit Caco o sapo. Transmitido pela ABC em 1986, concorreu a um Emy Award. Com 50 minutos de duração tem introdução do próprio Kermit Caco.

A premissa é realmente familiar. Os briquedos tem o costume de ganhar vida e se divertir na sala de brincar (que criança não queria uma?) sempre que não tem ninguém olhando. Entretanto se o brinquedo for pego por um humano em uma posição diferente da que foi deixado ficará congelado para sempre. Para complicar é noite de natal e o Tigre, presente favorito do natal passado tem receio de ser substituído. Entre as coisas que apronta ele tenta convencer uma boneca guerreira de que é um brinquedo. Familiar, não?
Jim Henson e seus brinquedos
Uma alternativa para quem já se cansou das reprises de "O Grinch" e de filmes bíblicos nessa época do ano, o especial pode ser assistido em partes no YouTube. Infelizmente para os pequenos apenas com o som original, sem legendas.

Confira a parte 1:
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Kit de sobrevivência para o fim do mundo


Catástrofes naturais, queda de meteoro, vírus mortal, invasão alienígena, apocalipse zumbi, reboot da Matrix existem dezenas de formas em que o mundo pode acabar (ou não) amanha. A não ser que você seja o MacGyver e consiga construir uma confortável cabana e sobreviver por um mês apenas com fita adesiva, clip de papel e chiclete. De uma forma ou de outra é bom estar preparado para qualquer situação certo?

Então, você já preparou seu kit para o fim do mundo?
Suprimentos, roupas confortáveis e kits de primeiros socorros  são itens indispensáveis. Mas como se proteger? Já que você não tem certeza de como vai ser o fim do mundo, melhor está prevenido para qualquer situação. Anota aí!

Barraca e bote inflável, em caso de intempéries climáticas. Mascaras e roupa anti-radioatividade. Bússola. Mas essa é a parte chata.

Vamos a parte divertida:
Sal, água benta, alho, fósforos (ou lança chamas se você é radical), capa da invisibilidade, suco da flor de fogo, obsidiana (também conhecida como vidro de dragão), clip de papel, protetor solar. E claro, as armas tradicionais, como facas, espadas, estilingues, arco e flecha e revólveres com balas de prata.

Por último, e consequentemente o mais importante importante a toalha!!!

Reúna tudo em uma única bolsa, de preferência uma fácil de carregar. Tudo combinado com roupas confortáveis e um bom tênis de corrida. Afinal nunca se sabe, né!

Agora que já detalhei meu singelo Kit para o fim do mundo, me conte o seu? Acha que eu esqueci de alguma coisa?

E aproveite enquanto espera pelo fim, ou quando ficar atoa no dia 22/12 (afinal você não fez planos para depois do fim do mundo), para tentar descobrir para que serve cada uma dessas armas!!!


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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O Hobbit - Uma Jornada Inesperada

Sabe aquele vazio que você sentiu quando Dezembro de 2004 chegou e não havia mais um filme baseado no universo de Tolkien por estrear? Finalmente esse vazio foi preenchido. Entretanto, se você não sabe que sensação é essa a que me refiro, ótimo vai ter a oportunidade de descobrir a Terra Média pela primeira vez. Em ambas as situações o motivo é o mesmo, O Hobbit.

A primeira parte da nova trilogia de Peter Jackson na Terra Média, acompanha Bilbo Bolseiro (Martin Freeman), na tal jornada do título. O pequeno hobbit é convocado por Gandalf (Ian McKellen), ainda o cinzento e 13 anões para ajudar a recuperar o lar dos anões roubado pelo dragão Smaug.

Talvez a branca de neve que saiba das coisas, mais que 7 é anão demais para decorar. Dentre os 13 integrantes da companhia dos anões apenas o horin Escudo-de-Carvalho (Richard Armitage) se destaca. São muitos personagens para apresentar mesmo com quase três horas de duração. Com isso o grupo perde em carisma. Problema que passa longe de Bilbo e Gandalf, personagens já conhecidos da trilogia anterior. Traz Freeman com uma interpretação afinada, e McKellen adorando reviver sua fase preferida de Gandalf, a "cizenta". O Resultado é divertido!

Diversão aliais, é a novidade deste longa. Baseado em um livro para crianças traz bastante cantoria, "acrobacias" dos anões, além de uma corrida de carroças puxadas por lebres. O meio de transporte de Radagast,o castanho, vai encantar os pequenos. Mas o personagem soa caricato demais para aquele universo, que apesar de viver tempos menos conturbados, tem suas raízes na mais sombria trilogia original (que curiosamente se passa depois, rs).

E é nos apêndices de O Senhor dos Anéis e na trilogia cinematográfica original que Jackson vai buscar detalhes para enriquecer a história. O Hobbit, fora escrito muito antes da trilogia do anel, é mais ingênuo, e carente dos detalhes sobre a terra, os povos e suas histórias que Tolkien criou posteriormente. Amarra as pontas, soltas, mata a curiosidade, mas ha quem diga, que a narrativa perde o foco com o excesso de flashbacks.

Da trilogia original, além de visual e cenários, o filme traz de volta a trilha sonora e até takes do original. Como na tomada em que Bilbo está sob uma ameaça desconhecida vinda de cima, e a câmera observa por baixo, assim como Frodo foi perseguido por Laracne. Ou no acidente que provoca o uso de certa jóia pela primeira vez. A trilha sonora fica inconfundível, sempre que elementos que também estão presentes em O Senhor dos Anéis aparecem na tela, retornando aos principais temas dos primeiros filmes.

Os apêndices também proporcionam uma quantidade de violentas lutas e decapitações, que provavelmente não deveriam estar em um livro infantil. Mas esse filme não é exatamente para crianças, ou só para o público em geral, é para quem quer mergulhar de cabeça naquele universo, sem hora para voltar (talvez por isso encarei uma sessão tão vazia em pleno sábado). Por isso é mais inflado de conteúdo do que precisaria e consequentemente menos acessível do que deveria. Merecia talvez soluções mais rápidas em algumas sequencias. A sensação é de que já estamos assitindo a "versão extendida para fãs" (acredite ou não, vai haver uma).

Os efeitos especiais, não decepcionam, não podia ser diferente, com os avanços tecnológicos que a franquia pretende alcançar. Assim conhecemos seres realisticamente repulsivos, e um Golum (Andy Serkins) versão 2.0, com ainda mais nuances que os já eficiente trabalho original. Vale lembrar que assisti apenas em 3D, a 24 quadros por segundo. Para os poucos sortudos que poderão apreciar a experiência completa (48fpr, 3D e IMax), vão apreciar o início de uma grande mudança na linguagem cinematográfica.

Não é tão perfeito, ou empolgante quanto a trilogia original. Em parte por ser uma grande introdução aos próximos longas. Ainda assim, é uma ótima viagem, com bons personagens (entre aqueles que lembramos o nome) incríveis paisagens novas e conhecidas (tenho quase certeza que Valfenda existe de verdade!). E proporciona a dose de fantasia "Tolkiana" da qual sentíamos tanta falta.

O Hobbit - Uma Jornada Inesperada (The Hobbit - An Unexpected Journey)
Nova Zelândia, EUA , 2012 - 169 min
Fantasia
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

The Walking Dead - 3ª temporada (parte 1)

Meia temporada de uma série merece balanço? Merece se logo na primeira semana de pausa o expectador fica angustiado porque a pausa vai ser longa. A segunda parte da terceira temporada de The Walking Dead, só retorna em Fevereiro de 2013.


Depois de sobreviver, aos caóticos primeiros dias do apocalipse zumbi, ver a esperança de "cura" explodir junto com o Centro de Controles de Doenças, encontrar e perder a fazenda, seu primeiro porto seguro, e enfrentar o inferno na estrada, reencontramos Rick e seu grupo. Com meses de convivência, estão bem organizados, ao ponto de limpar uma parte de um presídio encontrando finalmente um porto seguro.

Ao menos é isso que acreditaram. Mas encarar os zumbis foi moleza, se comparado aos vivos. Sem dar muitos detalhes para evitar os spoilers, os conflitos, e ataques de mortos vivos mantiveram a série em um ritmo alucinado. As poucas pausas serviam ao desenvolvimento da história. E as consequências de tudo por que tem passado começam a se expressar física e emocionalmente em Rick, Carl e cia.

E por falar na história, com os quadrinhos como base, mas não como regra, a série traz seu ritmo próprio e algumas histórias inéditas. Sobre as partes semelhantes aos quadrinhos, alguns fãs exigentes vão afirmar: é mais leve! É claro, é a TV, infelizmente as vezes não se pode ir tão longe, embora eles forcem ao limite. E felizmente os roteiristas entendem que algumas coisas que funcionam nas páginas, podem não funcionar nas telas. 

O resultado das alterações é um roteiro eficiente e que não perde tempo. Mantendo a adrenalina alta, chocando quem só acompanha a TV e surpreendendo quem conhece o material literário (os leitores até sabem o que vai acontecer, mas não quando, nem quem que circunstâncias).

Entre as novidades, a descoberta da cidade de Woodburry e seu mais ilustre morador. O governador, eleito o melhor vilão dos quadrinhos, ganhou uma versão mais leve. Embora não menos eficiente, e com o bônus da ambiguidade: será que esse sósia do Liam Neeson um dia vai alcançar a maldade do original. Isso eu deixo você descobrir por conta própria.

O elenco ainda traz de volta antigos personagens, e apresenta novos, como, Michone. A moça é o típico lobo solitário que enfrenta zumbis com uma katana.

A maquiagem de mortos-vivos, continuam sendo o ponto forte. Que é reforçado pelas 1001 formas de detonar zumbis, e eventualmente alguns humanos. Cada vez mais gore, prepare seu estômago para muito sangue. Se você é daqueles que assiste TV comendo petiscos, pode não ser uma boa ideia fazer isso com The Walking Dead

Os episódios foram exibidos na TV paga brasileira com apenas 2 dias de diferença da transmissão nos EUA. Ainda assim, havia quem não aguentasse esperar pela estréia dos episódios às terças-feiras na Fox. Até agora a temporada apresentou 8 excelentes episódios. Outros 8 chegam na segunda metade, exibida em fevereiro de 2013. 

Está ansioso pela segunda metade? Ou com medo da série não terminar tão bem quanto começou? Seja qual for o caso, o jeito é esperar. E aproveitar para deixar as unhas crescer, afinal vai precisar acalmar os nervos, sejam os próximos episódios ótimos ou frustantemente ruins.

Não esqueça: corte a cabeça ou destrua o cérebro
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A Origem dos Guardiões

Nos tempos atuais as crianças deixam de acreditar em seres mágicos muito mais cedo que as gerações anteriores. É para evitar que a magia se perca que os Papai Noel, Coelho da Páscoa, Fada do Dente e Sandman trabalham. Baseado na franquia literária Guardiões da Infância de William Joyce, A Origem dos Guardiões está longe de ser apenas o "filme natalino" do ano. Apesar do Papai Noel gigante no poster.

Breu, o Bicho Papão tem um novo plano para tornar a vida de todas as crianças uma escuridão total. Por isso o Homem da Lua, escolhe Jack Frost para se tornar um guardião e ajudar Papai Noel, Coelho da Páscoa, Fada do Dente e Sandman na luta. Mas o garoto é um lobo solitário, e prefere trabalhar sozinho.

Jack Frost, aquele que congela as coisas, e Sandman, que traz bons sonhos, não são tão conhecidos em terras brasileiras, mas não leva muito tempo para compreender quem são. Mesmo porque, até aqueles que já conhecemos precisa de uma certa "reapresentação". Coelhão da páscoa tem 1,80m de altura e um bumerangue. A fada do dente trocou o tutu e a varinha por uma aparência mais.... natural (ela parece um beija-flor). Enquanto Papai Noel, tem espadas e várias tatuagens, e até o sistema de produção dos brinquedos é um pouquinho diferente do que estamos acostumados.

A versão 2.0, super-criativa dos personagens acompanha a trama que além da disputa com o vilão e o trabalho em equipe, traz ainda a auto-descoberta de Frost. Sim é bastante simples, ao ponto de soar como se já tivéssemos visto este filme antes (e vimos, é a clássica jornada do herói). Mas a trama é bem amarrada, sem enrolação, mas também sem pressa desesperada pela ação. Permitindo por exemplo, que os personagens percam tempo com uma divertida competição bem no meio da jornada, sem, no entanto, perder o foco.

E por falar nos personagens, sim Papai Noel, Coelho da Páscoa e Fada do Dente são carismáticos por natureza, e suas novas características apenas os tornam mais divertidos. Sandman, provavelmente o mais dorável, não fala, mas se comunica através de desenhos de areia. Enquanto Frost, pode assustar os mais velhos a primeira vista, quando aparece usando um capuz a lá Justin Bieber, mas isso logo é esquecido. Ele é apenas um garoto brincalhão.

Sim! Veja A Origem dos Guardiões em 3D, pois ele foi pensado para levar o expectador para aquele mundo mágico, e não para atirar coisas na direção das crianças. E também foi muito bem executado.Assim, a neve a areia de Sandman, e outros efeitos mágicos ficam ainda mais encantadores.

A versão em inglês (que você provavelmente só vai poder assitir em DVD) traz as vozes de Chris Pine (Jack Frost), Isla Fisher (Fada do Dente), Alec Baldwin (Noel), Jude Law (Breu) e Hugh Jackman (Coelho). Em português Thiago Fragoso, Isabelle Drummond se encarregam de dar vida à Frost e Fada do dente respectivamente. Mas não se espante com a presença dos "globais". O trabalho é bem feito, e você não vai ficar achando que a fada do dente fala como uma Empreguete.

Provando que a fórmula de Hollywood pode sim funcionar, sem bem executada, A Origem dos Guardiões, é uma ótima opção de "filme de natal", apesar de a história acontecer perto da páscoa. Não deixe de levar as crianças para ver esta produção de Guillermo del Toro, e aproveite para dar uma ajudinha aos Guardiões da Infância e trazer um pouco mais de magia para o universo de seus pequenos.

A Origem dos Guardiões (Rise of the Guardians)
EUA - 2012 - 97 min.
Animação
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Amanhecer - Parte 2

Quando chegamos ao final começamos a pensar no princípio. Pensando no princípio da Saga Crepúsculo, é difícil admitir que achei o primeiro filme uma boa ideia. Vale esclarecer: assisti a película às escuras, sem fazer ideia do fanatismo que cerca a franquia e das diversas sequencias literárias. Acreditava que era uma sessão da tarde "divertidinha", que ficaria por isso mesmo. Talvez estimulando algumas adolescentes descobrir toda a mitologia em torno dos vampiros tradicionais. Até fiz uma crítica favorável. Ingênua eu, né?

Então, Bela (Kirsten Stuart), finalmente conseguiu o que queria, morrer virar vampira .Mas ela também se torna mãe, e sua "cria" tem características únicas, que logo chamam atenção dos perversos Volture. Isso obriga nossos protagonistas a buscar aliado nos quatro cantos do mundo, para uma possível batalha.

Aparentemente, ser vampiro é infinitamente melhor que ser um reles mortal, o mundo é mais bonito, você fica mais forte, rápido, não sente frio calor, e se for sortudo ainda pode ter outros dons que vão além nunca dormir e brilhar ao sol. Projetar escudos, manipular os elementos, dar choque, são esses poderes que garantem o show durante a possível batalha, e se bobear uma bolsa integram na escola para super dotados do Professor Xavier.

Entretanto, é na protagonista que percebemos a maioria das mudanças. Curiosamente mais corada do que quando tinha vida. A moça, que jogou fora tudo que nossas tataravós conquistaram queimando sutiãs em praça pública,  se apresenta mais ativa e decidida, embora ainda dependente e submissa a seu antiquado marido. Este por sua vez esquece todo o dilema de privar sua amada de uma alma ao morde-la que movera a trama até aqui, e aparece pela primeira vez de "bom humor", apesar de todo seu clã estar prestes a enfrentar uma situação de vida e morte.

Talvez Eduard (Robert Pattinson) estivesse feliz por finalmente não precisar mais disputar sua amada com Jacob (Taylor Lautner). O lobisomem agora foi domado por Renesmee (Mackenzie Foy), filha de Eduard e Bella. (Oi?)Sim, soa estranho (muito estranho), mas quem leu o livro jura: não é pedofilia.

E por falar em estranheza, todo o orçamento para efeitos especiais deve ter sido usado para mostrar a deterioração de Bella durante a gravidez. Uma vez que a estranha decisão de manter o rosto de Mackenzie Foy (12 anos) digitalmente em todas as fazes da vida de Renesmee, foi tão mal feita que a menina parece um daqueles animais falantes de filmes do final dos anos 90.

Sutileza também passa longe do roteiro, onde instintos primitivos como buscar alimento, passam a existir incontroláveis, apenas caso alguém se lembre deles. E personagens não estadunidenses, se limitam às meras caricaturas que Meyer conhece de culturas alheias.

Outro que abandonou a sutileza é Michael Sheen (o líder dos Volturi), aparentemente o ator decidiu se divertir, com o papel. Abusando dos trejeitos, caretas e de sua roupa de paquita com capa. É bobo, forçado, mas umas das melhores partes do filme. Talvez por assumir que não era grande coisa.

Também uma boa passagem é o embate entre os vampiros. Uma bem montada cena de luta, que infelizmente perde toda a força, com seu desfecho morno. Copiado das sequencias de abertura de Premonição, o final mantém o "status quo", não resolve nenhum problema, deixando soltas todas as pontas construídas durante cinco longas. E a ameaça iminente de retomar a história, caso Meyer fique entediada. 

Menos focado no romance egoísta, que exige que a pessoa abandone sua individualidade pelo outro (Bela, mal vê o pai, mãe e amigos, não existem mais), é o melhor dos cinco filmes. O que não é grande coisa. E ainda termina nos mostrando os "grandes momentos da saga", seguido de uma sequencia de créditos com imagens de todos que participaram da franquia (inclusive atores bruscamente substituídos de um filme para o outro). Para agregar importância a saga. Quem acha que isso foi copiado de O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei levanta a mão! 

Cinco filmes mais tarde, pode-se dizer que minha visão mudou e muito. Se graças as falhas do próprio filme, a melhora na minha análise crítica, ou ambos, não tenho certeza. Mas uma coisa é fato, uma saga de verdade não precisa anunciar o fato. Ou por acaso assistimos "A Saga Senhor dos Anéis", "A Saga Star Wars"? Saga ou não, que bom que todas tem um final, certo?

A Saga Crepúsculo - Amanhecer - Parte 2 (The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 2)
EUA - 2012 - 115 min.
Romance

Se você sofre de crepusculismo, ou só está curioso mesmo, leia mais:
Mas se prefere vampiros de verdade dê uma conferida neste especial de vampiros do cinema.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O caso da Câmara Secreta

Hoje, eu pretendia escrever qualquer coisa sobre o fato de faltar exatamente um mês para o fim do mundo. E que essa é uma desculpa insuperável para fazer qualquer coisa que você não tinha coragem ou tempo. Entretanto outro evento chamou minha atenção para a data. Então, o fim do mundo vai ficar para depois, afinal ainda falta um mês não é mesmo?

Neste 22 de Novembro, completam 10 anos da estréia de Harry Potter e a Câmara Secreta. A data "altamente" comemorada no Facebook (o que não é grande coisa, já que comemoramos qualquer coisa por lá), me fez recordar de outra, das várias inusitadas experiências que presenciei em cinemas, geralmente sem relação com a projeção.

22 de Novembro de 2002, por volta das 15h
no(então) Top Cine Teresópolis

Não conseguimos ingressos para primeira sessão do filme, estava lotada segundo o bilheteiro.Qual não foi nossa surpresa ao ver apenas 6 pessoas passar por nós, já na fila, ao término da sessão. Mas não, essa não foi a situação inusitada. Também não foi a presença de uma pseudo-leitora que fazia questão de enumerar os capítulos a cada cena, mas chamava berrador de"gritador". Poser!

Eis, o caso da Câmara Secreta:

Ainda na fila, no  meio de dezenas de adolescentes histéricas. De repente, uma garota a minha frente se vira, olha em minha direção, com o dedo em riste, cara de poucos amigos e uma torrente de insultos que se escritos aqui seriam representados por caracteres como estes: #&$#**

Diante da minha cara de interrogação, ainda gritando a garota respondeu: "NÃO É COM VOCÊ, É COM ELA!". Apontando para alguém em um outro grupo de logo atrás de nós (mencionei que minha usual "movie colegue" também estava nessa sessão?).  Nos 15 minutos de espera (chegamos na fila cedo) que se seguiram o fogo cruzado continuou, nos fazendo descobrir como uma rede de vôlei se sente.


Mas não parou por aí. O primeiro grupo de adolescentes se instalou bem na "cozinha", ocupando praticamente toda a penúltima fileira da sala. Nós ocupamos nossos tradicionais assentos no centro da sala, assim como várias outras pessoas na fila, deixando poucas cadeiras solitárias nas fileiras mais altas. 

Quando o segundo grupo finalmente foi buscar seus assentos fez a estranha escolha de ocupar as últimas três cadeiras juntas da última fileira. Estranha porque elas estavam em um grupo de seis pessoas. O que significa que assistiram às mais de duas horas de projeção sentadas no colo uma das outras.

As teorias para tal comportamento que criamos no dia foram muitas. A opção  de driblar a ausência de assentos para crianças foi descartada pois elas tinha altura suficiente para enxergar a tela. As outras eram:  Elas realmente adoram sentar na última fileira. Ou acreditavam que por terem pago meia entrada, poderiam usar apenas meio assento. A hipótese vencedora é de que não queriam arriscar sentar à frente das rivais, e ser atingidas por uma oportuna chuva de pipocas e outras guloseimas.

Infelizmente não conseguimos descobrir o motivo da briga. É provável nem elas mesmas se lembrem. Mas duvido que tenham, esquecido desta sessão. Ao menos para nós foi marcante!

Leia mais casos da série Só na sala escura
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Frankenweenie

Victor, o protagonista de Frankenweenie, tem a mesma cara e nome do protagonista de A Noiva Cadáver.  Entretanto, é o Victor casamenteiro que carrega traços do protagonista de Frankenweenie, uma vez que a animação em stop-motion lançada este ano, é uma releitura de um curta-metragem que Tim Burton dirigiu nos anos 80, na época com atores.
Victor perdeu se cãozinho, Spark, de repente. Inconsolável e bom aluno de ciências, ele encontra a solução para seus problemas na aula de biologia, quando o professor usa eletricidade para fazer um sapo morto se mover. Com alguns ajustes o garoto consegue aprimorar a experiência e traz Spark de volta. Mas, com uma feira de ciências à  caminho, e com a dificuldade de se manter cães em ambientes isolados, não demora muito para descobrirem sobre o retorno do cãozinho. Pronto, confusão armada.

Seja para quem conhece o original (presente na edição de colecionador do DVD de O Estranho Mundo de Jack), ou mesmo apenas os filmes mais conhecidos do diretor uma coisa é evidente. É um filme do Tim Burton. Sua paixão pelo mundo bizarro, e pelos "monstros com coração", que funcionou por vinte anos, começa a soar repetitivo. O "mais do mesmo" consegue tirar um pouco da força visual, e mesmo narrativa de suas obras. Já sabemos o que esperar, da direção de arte, das escolhas dos personagens, e até da música, sempre composta por Danny Elfman.

Mas, não se engane, Frankenweenie, passa longe de ser um filme ruim. Animação stop-motion,  quando bem executada, como é o caso, é sempre um encanto a parte. Mesmo quando é utilizada para gerar estranheza. Impecável, e em preto-e-branco o filme tem trama divertida, bem acabada, com boas mensagens (afinal ainda é Disney, apesar da presença de um cão morto em cena) encantadora para as crianças. Estas ao contrário do que muitos pensam, não se intimidam ou entediam pela ausência de cor. Mesmo porque, a animação apresenta um ótimo 3D.

Para os adultos, a diversão fica a cargo das referências à clássicos do gênero, que vão dos monstros clássicos da Universal, à filmes do próprio Burton. Aqueles que assistiram à versão original de 1984, vão encontrar cenas idênticas, já que do visual de Spark à objetos de cena, e mesmo posicionamentos de câmera foram mantidos. Uma pena que o Victor original, Barret Oliver (aquele que não conseguiu dar um nome à Imperatriz Menina, em História Sem Fim), não tivesse a anatomia angulosa dos esboços de Burton. (Creio que o único que o tenha é Johnny Depp, mas isso é assunto para outro post)

Voltamos então a um universo de referências, já bastante explorado por Burton. A escolha pode ser de estilo, porque é divertido ou porque é fácil cativar através do familiar. Com este último fica a dúvida gostamos por que é bom ou porque mexe com nossa memória afetiva? 

Frankeweenie é bom, e muito, mas torna evidente que o mundo estranho com que o diretor nos conquistou, caiu em lugar comum. Talvez seja hora de Burton, abandonar as adaptações e remakes, e se re-inventar. Não estou dizendo para passar a fazer filmes sobre pessoas bonitas em mundos ensolarados e perfeitos. Mesmo porque vivemos em um mundo em que todos nos sentimos "bizarros", logo não nos identificaríamos de forma tão eficiente com seres bem ajustados. Mas seria bom Burton subverter um pouco essas normas que acidentalmente criou com sua filmografia.

Frankenweenie
EUA , 2012 - 87 minutos
Animação
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

007 - Operação Skyfall

Admito, nunca fui grande entusiasta dos filmes de James Bond, nem mesmo dos filmes mais recentes. Provavelmente porque nunca tive a oportunidade de colocar toda a filmografia do 007, em dia (isso também acontece com relação à Jornada nas Estrelas). Ficava sempre a sensação de que eu estaria perdendo algo. Qual não foi a minha surpresa, ao não ficar tão perdida quanto esperava ao assistir à "007 - Operação Skyfall" e suas inúmeras referências à franquia.

O vilão da vez é Silva (Javier Bardem, ótimo), que coloca em risco a segurança de todo o MI-6, e principalmente de M (Judi Dench). Um vilão "do século XXI" é o extremo oposto, em todos os sentidos possíveis e imagináveis, do tradicional espião da guerra-fria (ainda que atualizado), que Bond (Daniel Craig) representa.

Nas mãos de um diretor com personalidade (coisa rara não apenas na franquia, mas no universo de grandes filmes de ação), o longa traz um visual condizente com o charme que o nome Bond carrega. Alternando entre empolgantes cenas de perseguição, e lutas em cenários que por si só já tornam as acrobacias agradáveis as olhos.

Parte da diversão está nas referências, a maioria reconhecida até por não iniciados. O longa ainda traz de volta antigos personagens repaginados. E não se preocupe se não reconhecer algum deles. O filme funciona com ou sem conhecimento prévio, e tem sempre um "bondmaníaco" dando dicas na poltrona mais próxima (quer você queira ou não).

E por falar em funcionar, a trama é eficiente e bem desenvolvida. E claro, cheio dos absurdos e imposíveis que procuramos em filmes de ação. Ou seja, é para lá de divertido!

Celebrando 50 anos, com seu 23 filme, Operação Skyfall não apenas faz divertidas e eficientes referências à o universo 007, como instiga os não iniciados o interesse por descobrir a origem as supra-citadas referências. Bem como o porque dos expectadores ao lado se inclinam em direção a tela, quando elas aparecem. Quem sabe, no próximo longa da franquia eu já tenha colocado minha cinefilia em dia!

007 - Operação Skyfall (Skyfall)
EUA / Reino Unido - 2012 - 146 min
Ação
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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Slogans Sinceros

Cansado de comprar "gato por lebre"? Já imaginou como seria se as propagandas fossem sinceros quanto aos produtos? Não precisa mais imaginar!

Conheça a série de slogans sinceros. Mais uma das pérolas que circulam pela rede. Para mim chegou por e-mail (sim, as pessoas ainda trocam informações assim, viu "face addicts"!). Se é fã de uma dessas marcas, não se estresse, é tudo brincadeirinha, viu!

Agora também tem o Burguer King!
Maldade, hehehe
Maldade #2, rs
Tá certo, cumprem o que prometem, como o fazem é mero detalhe.
Nunca comprei nada lá, então...
Torcendo para que um dia isso mude.
O bom é que sem lembar, não existem arrependimentos.
Com conselho de brinde!
Cara de pau!
É pelo gosto que sabemos o que é bom!
A melhor!
Então é melhor poupar tempo e esforço e comprar logo!
Continue tentando, um dia funciona.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ted


Finalmente compreendi porque os brinquedos de Toy Story nunca revelarem o fato de estarem vivos para seu dono, Andy. Woody, Buz e cia talvez estivessem evitando tornar impossível romper um laço que já é difícil de quebrar. É exatamente esta a grande questão de Ted.

John (Mark Wahlberg) era um garotinho tão solitário que nem a vítima oficial de bullying do bairro queria brincar com ele. Quando ganha um ursinho de natal, deseja que ele ganhe vida para ser seu amigo. E como milagres de natal adoram acontecer em filmes, na manhã seguinte Ted (Seth MacFarlane) fala e anda por conta própria. A partir daí o urso de pelúcia passa a ser o companheiro de John em tudo.

E continua sendo o companheiro de John em tudo, décadas depois. Com 35 anos, e namorando a bela Lori (Mila Kunis), John ainda deixa tudo de lado para passar um tempo para se divertir com Ted. É quando a moça percebe que seu amado não evolui na vida, e exige que ele cresça deixe Ted de lado que a trama se desenrola.

Se para John abandonar velhos hábitos é difícil, imagina paraum urso de pelúcia e nunca teve que se preocupar com futuro e responsabilidades. A parte divertida fica por conta do fato que assim como seu dono, Ted cresceu. Não em tamanho, em gostos, ou melhor em "censura". O urso bebe, se droga, promove festinhas, namora (coisa tecnicamente complicada, mas..). Assustando os pais que insistem em não verificar a classificação indicativa e sinopse (sim tinham crianças novamente na minha sala). No entanto, embora inapropriadas para os pequenos, as piadas nojentas e surreais as piadas nunca alcançam o limite do mau gosto. Tem time e conteúdo certo para sere engraçadas e não gratuitas.

Ainda tem o fato, de Ted e John terem sido crianças na década de 1980, altamente consumidoras das cultura pop da época. Trazendo assim, dezenas de referências para agradar a qualquer nerd, Indiana Jones, Star Wars, Flash Gordon, entre outros. Mas não é apenas de passado que vive o filme. As piadas ainda brincam com redes sociais, celebridades atuais, e participações especiais. 

Ted é criado através da técnica de captura de movimentos (a mesma de Gollum), está sempre bem inserido na cena. Com sua interação com o pessoal de carne tem o máximo de realismo que um ursinho andando sozinho pode ter. Difícil não comprar a ideia.

Tudo isso ainda mantendo a cara de comédia romântica. Ted pode até não emocionar como os brinquedos de Andy fizeram em seu último filme. Mas com certeza vão fazer adultos se divertirem tanto quanto qualquer moleque com seus brinquedos favoritos.

Ted
EUA - 2012 - 106 min.
Comédia
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