segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Poster não oficial 2

Harry Potter e as Relíquias da Morte - parte 2 acaba de chegar em DVD e Blue Ray Disc. 
Confira também: Poster não oficial

"Você não pode esperar por 10 anos
sem ter um ataque de nervos no final"

(Clique para ampliar)
A imagem de autoria desconhecida (é sua? se apresente!), circula pela internet e faz uma brincadeira com Harry Potter e o cartaz de A Rede Social.

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Dia do doador de Sangue

Hoje, 25 de novembro é o Dia do Doador Voluntário de Sangue. Criada em 1964 a data pretende reconhecer a doação como um ato de solidariedade humana.

E embora eu saiba que tenho uma mente doentia, e provavelmente vou para o inferno por isso, não resisti a publicar a "imagem cinéfila" da campanha. Além disso, quem disse que uma campanha séria não pode ser bem humorada?

Obrigada por doar!


Aproveite a data para doar, e fazer disso um hábito (nada de doar só quando a mídia lembra, hein). Seguem algumas orientações para os doadores:

  • É preciso estar em boas condições de saúde;
  • Ter entre 18 e 65 anos e pesar no mínimo 50 Kg;
  • Estar descansado e alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação);
  • Apresentar documento de identificação com foto emitido por órgão oficial.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Séries: balanço das estreias

Já que faltava apenas Grimm, e Glee para meu balanço de séries da temporada. Resolvi deixar a série de fantasia de lado e aproveitar a estréia da série musical para postar minhas impressões, das estreias e novas temporadas das séries que pretendo (ou não) continuar assistindo.

American Horror History
Talvez eu tenha esperado demais, ou apenas estou ficando dormente a coisas assustadoras, mas tive mais medo das propagandas que da série em si. O drama familiar ganha mais complicações, quando a família Harmon resolve se mudar para uma casa comprada a preço de banana. O lugar foi palco das mais bizarras histórias, a maioria delas ainda acontecendo e interferindo nas vidas de seus novos moradores. A casa tem muitos mistérios, resta saber a velocidade e competência com que serão desvendados. Afinal, não sei se a TV sobrevive a outro local cheio de segredos mistérios e vida própria (sim, estou falando da ilha de Lost). Não deu para assustar ainda, mas foi bom descobrir a talentosa Taissa Farmiga (irmã caçula e cópia assustadora da, ainda mais talentosa,Vera Farmiga), como problemática filha adolescente do casal.

Glee
Deu para ver pouca coisa na nova temporada, já que como uma boa menina (leia-se com falta de tempo) estou acompanhando pela TV paga. Entretanto é possível notar que o vai-e-vem de personagens continua, assim como as dramáticas e absurdas reviravoltas (Quim, rebelde sem causa). Resta saber se a movimentação intensa na série não vai, deixar de ser um divertido refresco e começar a cansar e confundir os expectadores. Quanto a trilha sonora a variedade formada pela combinação hits do momento + clássicos da musica popular + musicais da Broadway e cinema, continua sendo o forte.



House
Devagar, quase parando House não é a mesma com a debandada do elenco. Apenas Omar Epps, Robert Sean Leonard, respectivamente Foreman e Wilson retornaram para o elenco fixo da série, além de Hugh Laurie, claro. O caminho escolhido pelos roteiristas é coerente com os acontecimentos da temporada anterior, e com os desfalques no elenco. House continua inteligentemente ácido, e os casos continuam intrigantes, mas algo parece faltar nos corredores do Princeton Plainsboro. Talvez seja hora de criar um final inspirado para encerrar bem a série. A menos, é claro, que os idealizadores tenham uma super, super mesmo reviravolta na manga.

Suburgatory
A surpresa da temporada, a comédia de meia-hora de duração, foi apresentada como mais uma série de adaptação adolescente a um novo ambiente. E é! Entretanto as curiosas e ácidas observações de Tessa, adolescente natural de NY, obrigada a se acostumar com o subúrbio, são no mínimo divertidas. Além de trazer bizarras e assustadoras coincidências com a cidadezinha onde moro. Especialmente em relação a algumas ideias e ações dos peculiares moradores. Quem diria? O interior pode ser mais perigoso que a cidade grande.

Terra Nova
A mistura de naturalismo e tecnologia futurista é interessante, assim como a ideia de uma realidade alternativa, mas só isso não basta. A série onde acabamos com o planeta e nos refugiamos no passado através de uma fenda no tempo, esboçou alguns mistérios, algumas histórias mais longas, mas o andamento destes é lento em prol de histórias episódicas sobre aquele admirável mundo novo. Infelizmente, graças a Spielberg (que aliais, também é produtor desta),  dinossauros bem feitos não são uma grande novidade. E a série está começando a parecer uma versão com orçamento maior de Mundo Perdido, série do início deste século baseada em obra homônima de Sr. Athur Conan Doyle (autor de Sherlok Holmes). Exibida no Brasil pela Band, mostrava um grupo de cientistas que ao se perder na Amazônia encontram uma região onde ainda existem dinossauros. O o jeito é torcer para que essas histórias episódicas sejam apenas a preparação para algo maior caso contrário, Terra Nova vai ficar com gostinho de "mais do mesmo".


The Secret Circle
Bruxaria sempre agrada, especialmente em tempos de "crepusculismo" sem limites. A série conta a história de um grupo de adolescentes, de uma linhagem de feiticeiros que unem seu poder em um circulo secreto de magia. Entretanto o misterioso fracasso do círculo anterior, que culminou na morte da metade do pais destes jovens, a hostilidade de poucos que sabem sobre magia e a manipulação dos adolescentes pelos pais que restaram criam um interessante clima de suspense, que só pode ser prejudicado pela tendencia de transformar tudo em dramas românticos adolescentes. Por enquanto, a magia e o passado são o foco, logo a série tem ido bem.

The Walking Dead
A série de zumbis, que está prestes a entrar na "pausa" da temporada, conseguiu surpreendentemente manter a qualidade apesar do afastamento de Frank Darabond. Novos personagens, objetivos (encontrar Sofia), e questionamentos (zumbi é gente?), mantém o interesse e o bom ritmo da série.


Two Broke Grils
Esta vi por acidente. Fazer o que? A TV estava ligada no canal. A série acompanha a ipropvavel dupla de parceiras de apartamento, uma riquinha mimada, e uma trabalhadora realista e mal humorada. Apostando na  dinâmica de opostos e na comédia pastelão, não traz nada de novo. A unica coisa um pouquinho interessante é o acompanhamento do saldo da conta bancária das moças ao final de cada episódio. Não devo acompanhar não.

E por falar em saldo, até que o balanço da temporada não foi ruim. Agora é esperar por Gimm, Once Upon a Time, Guerra dos Tronos (essa última vai demorar), e outras novidades. Segue abaixo uma delas: Smash retrata os bastidores da Broadway, com Angelica Huston no elenco, que está sendo apelidada de Glee para adultos.



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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Amanhecer - parte 1

Eu confesso: não vi grandes ameaças em Crepúsculo, quando o primeiro filme estreou, três anos atrás. Até achei uma sessão da tarde bonitinha. É claro, na época eu não sabia de toda comoção em torno da saga, muito menos dos rumos que a incomum mente de Stephenie Meyer escolheria tomar. Obviamente após 3 sequências me arrependo da minha primeira resenha, e as chances de chegar a ler algum dos romances foi reduzida a quase zero (alguém pode ameaçar minha vida, nunca se sabe né!)

Então, Bella (Kirsten Stuart) e Eduard (Robert Patinson) vão se casar, apesar da aversão da moça quanto a matrimônio. Condição do rapaz para transformar a moça em vampira. Durante sua lua de mel em uma paradisíaca ilha brasileira, o improvável acontece. A moça ainda viva, fica grávida do vampiro. A inesperada situação põe em risco a vida da moça e a paz na nublada Forks, já que os lobos decidem quebrar o acordo de paz com os vampiros para evitar que a perigosa criatura nasça.

Começando pelo ponto positivo: bons efeitos especiais. Especialmente a transformação de Bella durante seu "estado interessante". Nenhuma surpresa, afinal eles tem orçamento para tal.

A narrativa se baseia na gestação e na tensão gerada por ela. Assim como os estágios de evolução do Alien, assistimos lentamente os efeitos do, por falta de palavra melhor, bebê em todos a sua volta. E seria apenas isso caso não descobríssemos novas facetas das personagens durante o processo. Entretanto tais características podem parecer confusas e nada agradáveis diante de um olhar mais analítico.

Sim. Bella joga fora anos de feminismo e sutiãs queimados, ao aceitar chantagem para casar. Apenas para logo depois se opor a seu marido para arriscar sua vida em prol de seu perigoso bebê.

 Falando no romântico marido de um século de idade, aparentemente são se atualizou quanto aos conceitos do século XXI. Entretanto seu machismo, não é melhor demonstrado supra alarmada cena de violência doméstica na lua de mel, mas em seu egoísta e possessivo comportamento em relação a possível perda de bela em prol de seu rebento. Totalmente contrastante com um cara que dá de presente para noiva, um encontro a sós com seu concorrente. Difícil de entender o pensamento dele não?

O que nos leva aos lobos, e ao maior dos problemas: o filme não se sustenta sozinho. Caso não tenha lido o livro, você vai passar cerca de duas horas se perguntando, "o que diabos é um imprinting?". Depois de pistas desencontradas e uma explicação mais-ou-menos, você ainda sai da sala com a sensação de que não entendeu direito. E pior que o relacionamento que esse tal fenômeno acarreta não é muito certo. Sem mencionar os personagens de apoio, que vem-e-vão. Índia brasileira, dezenas de lobos, gente da escola, esse povo está lá por algum motivo? Se não melhor corta-los, pois não há como o não fã decorar nome e função de todos.

Já a alardeada lua de mel no Brasil, que causou tanta comoção com a visita da produção para o pais soa meio falsa. Já que em quase um mês em terras tupiniquins tudo que a pobre Bella viu foram dias nublados. Imagino em que época do anos eles se casaram? E porque alguém que evita sol escolheria um dos países mais ensolarados do mundo para ter uma "casa de veraneio"?

No final da sessão, Crepúsculo 4.1 é um filme para fãs. Afinal apenas a devoção incondicional pode de dar conhecimento suficiente para compreender as pontas soltas, e as informações jogadas as pressas. A capacidade de relevar as atitudes incoerentes e personalidades instáveis de seus protagonistas.  E paciência para suportar o fato de o filme não ter final. Resta saber quantos de nós, meros cinéfilos, vão enfrentar a parte dois do final desta incomum saga.

P.S.: Caso você ainda esteja lá, tem uma cena no meio dos créditos.

A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1 (CríticaThe Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 1)
EUA - 2011 - 117 minutos
Drama

Se você sofre de crepusculismo, ou só está curioso mesmo, leia mais:
Mas se prefere vampiros de verdade dê uma conferida neste especial de vampiros do cinema.

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sábado, 19 de novembro de 2011

Observações da vida cotidiana: redes sociais, falta de tempo e outras coisas

Nesta semana de feriadão cheguei a terrível e assustadora conclusão de que eu sou a única pessoa do planeta que consegue ficar ainda mais enrolada após alguns dias de folga. Detalhe: não fui passear, o tempo livre deveria ser para organizar as coisas. Não rolou. Quem sofre com isso? Um blogueira estressada, seu blog as moscas, e o filme da semana*, que só consegui assistir sábado.

Alguém me explica porque as pessoas não preenchem o perfil do G+? Tudo bem que é novidade, e ainda não deu tempo de aprender a mexer em tudo, mas preencher o perfil, está no passo-a-passo do cadastro inicial. Não quer preencher? Tudo bem, mas já vou avisando: se não te conheço lá fora, e seu perfil está em branco as chances de eu te adicionar em meus círculos cai para 0%. Mas pode continuar seguindo minhas atualizações prometo sempre algo interessante.

E por falar em redes sociais, outro dia li no Facebook uma pessoa reclamando de quem entra na rede para bisbilhotar sua vida. Só um conselho: não quer que vasculhem sua vida? Não a coloque no Facebook. Se você coloca sua vida em uma vitrine, não pode reclamar que olhem. Já passamos por isso com o Orkut, será que não aprendemos nada?

Ainda avaliando as novas séries da temporada, mas isso já posso dizer: ando assustada com as semelhanças entre as idéias de Suborgatory, e de pessoas desta pequenas cidade onde vivo. Será verdade que toda piada, mesmo as exageradas e impossíveis de comédias televisivas, tem um fundo de verdade?

Não sei se eu não havia prestado atenção, ou se eles realmente se multiplicaram este ano, mas tenho visitados muitos (e bons) blogs literários. Amantes de livros que leem dezenas de títulos por mês e escrevem sobre eles. Muito legal, mas será que algum deles se habilita a me mostrar a fórmula mágica? Na vida atribulada que levamos onde arranjam tempo para ler tanto? Quero ser como vocês quando crescer.

Melhor parar por aqui, afinal estou cheia de afazeres, e não vai ter mais feriadões este ano. Até a próxima...

*O filme da semana é parte do projeto DVD, Sofá e Pipoca, onde junto com outras blogueiras assisto títulos pré-determinados e especialmente selecionados para me tornar uma cinéfila melhor.

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domingo, 13 de novembro de 2011

O Palhaço

Faço versos pro palhaço que na vida já foi tudo
Foi soldado, carpinteiro, seresteiro e vagabundo
Sem juiz e sem juízo fez feliz a todo mundo 
Mas no fundo não sabia que em seu rosto coloria
Todo encanto do sorriso que seu povo não sorria

Impossível não lembrar desse trecho de O Circo, música que eu ouvia repetidamente em um daqueles disquinhos de vinil na voz de Nara Leão, quando pequena. Embora Benjamim (Selton Mello), o palhaço pangaré, do circo esperança, nunca tenha sido de tudo na vida.

Filho do palhaço, e dono do circo, Puro Sangue (Paulo José) ele nasceu e cresceu no picadeiro. Vida que parece não satisfazer mais Benjamim, talvez pela constante dificuldade em que vive. Talvez porque já era a hora de Benjamim encontrar sua identidade metafórica e literalmente já que o rapaz só tem a certidão de nascimento.

Não é novidade a história do palhaço que não sorri por baixo do rosto pintado. Entretanto, é a forma como é contada que faz a diferença. Enquanto assistimos a busca de Benjamim, por sua identidade. Revisitamos as dificuldades que os artistas circenses enfrentam, a união da "família do circo", além de reconhecer diversas homenagens à ícones da comédia.

Sobra tempo ainda para o olhar do circo pelos olhos de uma criança. A pequena Guilermina (Larissa Manoela), também vive no circo e observa constantemente atividade dos pais e colegas, com o brilho nos olhos de quem visita o picadeiro pela primeira vez. Garantindo para os mais velhos, a lembrança de como o circo pode ser mágico. Também é através dela que descobrimos a maldade do ser humano, e sentimos o frescor da renovação.

Direção de arte, e fotografia criam a atmosfera itinerante, as vezes mágica, as vezes realista e melancólica de  uma arte em extinção. Em um filme cheio de símbolos, metáforas e referências, que pediriam mais uma seção apenas para encontrar e admirar todas.

O filme tem várias participações especiais. Ícones do humor brasileiro, como Jorge Loredo (o Zé Bonitinho), e Tonico Pereira, ganham espaço em uma clara homenagem a contribuição de cada um para o gênero. A melhor delas protagonizada por Moacyr Franco na pele de um delegado. Fabiana Carla, Danton Mello e Jackson antunes também estão entre as várias participações.

Atenção pais desavisados (haviam alguns na minha sala), embora tenha o título de O Palhaço e muitos humoristas, não é exatamente uma comédia, ou infantil. Existam algumas piadas, e crianças possam assitir sem grandes danos (e provavelmente vão gostar bastante). O filme é sobe as pessoas de verdade e não as personagens no picadeiro.

O final é até previsível, mas nem por isso menos interessante, lúdico ou identificável com o respeitável (e respeitado) público. Que pode curtir um filme lúdico, delicado e inteligente.

O Palhaço
Brasil - 2011 - 88 minutos
Comédia


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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O Guia do Mochileiro das Galáxias

"Volume Um da Trilogia de Cinco"

"NÃO ENTRE EM PÂNICO!"

As inscrições da capa, já dão uma pista sobre o tom da aventura em que vamos embarcar. Humor, e uma certa preocupação, já que segundo a cultura popular: nada deixa uma pessoa em pânico mais rápido que um aviso, para não entrar em pânico. Aquele que ouviu o aviso tende a achar que algo que o deixaria em pânico acaba, ou está prestes a acontecer.

O típico inglês Arthur Dent, consegue escapar da destruição da terra momentos antes que ela ocorra, pegando carona com em uma espaçonave com seu amigo Ford Prefect. Além de superar o choque de descobrir que seu amigo é um extra-terrestre, e de que a Terra fora destruída para dar espaço a uma nova via hiperespacial intergaláctica, o terráqueo precisa sobreviver a vida pegando carona pelo espaço. - Fato: pegar carona pelo espaço é tão perigoso quanto em estradas da terra, embora infinitamente mais surpreendente. - Munido apenas de uma toalha, segundo o Guia do Mochileiro das Galáxias: "um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar".

O texto é ágil e bem humorado, mesmo nas horas do tal pânico. A história é imprevisível, já que o autor tem total espaço e liberdade para inventar um universo inexplorado. Estranhas raças, planetas, e até pensamentos criam resultados inesperados a cada novo encontro de Arthur e Ford. Além de "filosofar" por diferentes assuntos, como a supra-citada questão fundamental. Sobre a vida, o universo e tudo mais.

Tudo intercalado e esclarecido com a ajuda do Guia do Mochileiro das Galáxias, um livro constantemente atualizado com todo e qualquer verbete que possa existir no universo. É no guia que estão o charme e as melhores partes da jornada. Uma vez que, quer as personagens o consultem, ou não nos esclarece sobre todo e qualquer assunto relevante ou não para a narrativa. Embora sempre interessante. A vontade é comprar um exemplar, estuda-lo, e reservar ao lado de sua toalha só por precaução.

A única reclamação é Marvin. O carismático robô maníaco depressivo, tem bem menos espaço, que a adoração que o cerca. Ficando de lado durante quase toda a narrativa. Na verdade um problema causado pela expectativa criada por outras versões do romance, que nasceu no rádio. Sempre foi claro: Marvin é um coadjuvante e recebe o espaço devido. Mas tudo bem, o robô ainda tem outros quatro livros para mostrar seu "charme", para desespero dele.

Ágil, inteligente, bem humorado e até instrutivo. Leitura perfeita para quem quer se divertir sem desligar o cérebro.

O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy)
Douglas Adams
Sextante


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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Eu Queria Ter a sua Vida


Será que troca de corpos já pode ser considerado um sub-gênero da comédia? Até versão tupiriniquim já foi feita. Duas vezes! Eu Queria Ter a sua Vida, traz novamente a premissa de colocar uma pessoa no corpo de outra para que aprendam a valorizar a própria vida.

Mitch (Ryan Reynolds) e Dave (Jason Bateman) são amigos improváveis. O primeiro um mulherengo irresponsável e solitário enquanto o segundo um responsável e trabalhador pai de família. Após uma noite de bebedeira e reclamações sobre suas vidas os amigos acordam um no corpo do outro.

Se você esta imaginando que a partir daí, eles vão cometer dezenas de erros, complicar tudo ao mesmo tempo que aprendem alguma coisa, acertou em cheio. Felizmente, o longa de David Dobkin (Penetras Bons de Bico) traz (ou ao menos tenta) algo novo.

O roteiro é de Jon Lucas e Scott Moore, os mesmos de Se Beber não Case. A dupla levou um pouco deste humor escatológico e politicamente incorreto para esta comédia.  A começar pelo elemento mágico que torna possível a experiência. Uma fonte onde a dupla esvazia suas bexigas, daí para frente a coisa só piora. Embora não cheguem tão longe nos absurdos quanto no filme da ressaca, é muito mais que qualquer um de seus antecessores de "troca corpórea" fizeram. É nesta postura inesperada que está a graça do filme.

Baterman, se saí bem ao trocar de personalidade instantaneamente. É Ryan Reynolds (O Lanterna Verde), que não convence muito quando se torna um responsável pai de três filhos. A falha é compensada pelo elenco de apoio. Leslie Mann entrega uma esposa neurótica e hilária. Enquanto Olivia Wilde, que confessou ter "aprimorado" um pouco personagem , parece estar se divertindo com a misteriosa e insana colega/tentação de trabalho de Dave.

O roteiro tem furos, e termina com uma apressado e clichê. O que acaba não importando, uma vez que desde a já citada fonte percebemos que o filme não se leva muito a sério. O longa diverte pelas piadas inapropriadas. E surperende pela "cara de pau" de se assumir bobo, previsível e irresponsável.

Eu Queria Ter a sua Vida (The Change-Up)
>EUA - 2011 - 112 min.
Comédia



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sábado, 5 de novembro de 2011

Kermit, o sapo?

Reafirmação de marcas, está aí uma coisa que pode atrapalhar memórias de infância. É ela que nos obrigou a chamar Guerra nas Estrelas de Star Wars. E acostumar com a idéia de comprar cadernos do ursinho Pooh para sua sobrinha, e assistir com ela os desenhos da Tinker Bell no Disney Channel.

Agora é a vez de Caco, o sapo voltar a ser Kermit, nome original em inglês. Ao menos o simpático muppet resolveu explicar porque a criançada (ou melhor os adultos, crianças não conhecem os Muppets) vai estranhar a dublagem do longa no cinema. Assista ao vídeo:


Contudo, esta blogueira aqui, resolveu que vai continuar chamando o sapo de Caco e o urso de Puff. Com a fada é ainda mais fácil. Já que a Disney avacalhou tudo e resolveu ensina-la a falar, e ter vários sentimentos em seu pequenino corpo, que só comporta uma emoção por vez (J. M. Barrie se revira no túmulo), resolvi apenas ignorar sua atual versão. E manter a personagem de pura pantomima, emoções extremas em minha mente.

E você, vai assitir Kermit, o sapo no cinema?


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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Zelador Animal

Toda geração precisa de ao menos um filme de animal falante para assistir à exaustão. É depois vergonha de ter assistido quando adultos. Sim, quando adultos. Afinal quando somos pequenos adoramos a ideia de nosso bichinho de estimação falar conosco. Hábito saudável para nossa imaginação, do qual na verdade não deveriamos nos envergonhar mais tarde.

Entretanto, se engana quem acha que O Zelador Animal, se encaixa na categoria infantil. O longa conta a história de Griffin (Kevin James). Em zelador de zoológico gordinho, que cinco anos após levar um enorme fora de sua noiva com porte de modelo,Stephanie (Leslie Bibb), reencontra a moça e resolve reconquista-la. Sem muita habilidade ele resolve seguir os conselhos animalescos dos animais que costuma tratar, e que estão exausto das lamúrias do tratador.

Roteiro típico (enfase aqui no previsível também), de comédias românticas, (normalmente assistidas por mulheres apartir dos 15 anos) Com animais falantes, (normalmente utilizados para apresentar um universo lúdico para crianças), como meio de criar situações muito mais inusitadas que românticas. Sentiu a falta de foco?

Some aí o pouca habilidade de Kevin James, para ser protagonista. O ator é simpático, divertido, mas ainda não tem carisma o suficiente para abandonar os papéis de side-kick e carregar o filme. Além disso por mais inábil que uma pessoa possa ser em relacionamento, é dificil acreditar que ele ache que agir como um animal vá ajuda-lo na caçada. Marcar território, sério? Inusitado e idiota não são a mesma coisa e o expectador é (ao menos espero que seja), mais inteligente que isso.

Ver animais falar nosso idioma com realismo, não é novidade desde os anos de 1990. Fica a cago da dublagem a parte interessante. Na versão original é possível ouvir as vozes de Cher, Adam Sandler, Jon Favreau, Sylvester Stallone, Judd Apatow e Nick Nolte. Na versão dublada que você vai encontrar na sala escura a maioria das vozes foi feita pelo humorista Marcelo Adnet, que embora conhecido, ainda não tem a voz gravada no imaginário coletivo e até faz um bom trabalho.

O filme ainda tem no elenco Rosário Dawson, como a adorável tratadora das aves. Ken Jeong, se repetindo como asiático estranho. E claro, várias lições de moral. Divertido, apenas, é acompanhar o passeio do protagonista e do gorila deprimido (esse sim nada realista) pelos bares da cidade. Pena que nosso passeio à sala escura não pode ser divertido como o deles.

O Zelador Animal (The Zookeeper)
EUA - 2011 - 91 min.
Comédia / Romance


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