segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O caso da Fantástica Fábrica de Chocolate

Re-assistindo  A Fantàstica Fábrica de Chocolates para o desafio do blog DVD, Sofá e Pipoca, na semana passada, percebi que ainda lembro claramente do dia em que assisti a versão de Tim Burton (2005) no cinema. Uma das mais mágicas seções que já acompanhei, muito apropriado pra o longa em questão.

Prontos para entrar?
Em meio às férias da faculdade, lá fomos nós assistir à primeira sessão do filme após às 13h, na sexta-feira de estréia. Abarrotadas de doces e chocolates, afinal sabíamos a vontade que o filme provocaria. Ainda na fila era possível perceber que havia algo de diferente no ar. Para começar um número incomum de pais para uma sexta-feira à tarde (niguém trabalha não?). Animados os adultos, contavam para as crianças as maravilhas que podia, ser encontradas na fábrica de Willy Wonka.

Estava explicado: aquela era uma sessão repleta de pais, tomados pela nostalgia da história que cansaram de assistir na TV (a versão de 1971, claro!). Que finalmente poderiam apresentar aos seus rebentos em grande estilo. A questão era, será que os pequenos estavam tão empolgados quanto os pais.


Começam os trailers, tela escura, duas notas. A platéia explode em gritos ao ouvir a trilha sonora  de um dos Harry Potter. Ótimo estão prestando atenção, e gostam de fantasia. Um bom sinal.

Começa o filme. Charlie compra a primeira barra de chocolates. É possível sentir a platéia mirim prender a respiração. Logo em seguida ouvir o sonoro "AWW!!!" ao perceberem que não havia bilhete dourado. Charlie consegue um nova barra de chocolate. A reação da platéia se repete, elevada ao quadrado uma vez que a demora apenas aumenta a já alta, graça aos pais saudosos, expectativa dos pequenos.

A essa altura você já deve imaginar o que aconteceu quando o menino finalente achou o bilhete. A sala se encheu de gritos e aplausos, que chegaram a abafar as falas seguintes, que explicam o porque Charlie pensaria em vender o bilhete na cena seguinte. Mesmo quem já sabia quando e como cobiçado passaporte para à fábrica, não se incomodou com a baderna e se uniu a comemoração.


Não sei se isso aconteceu em outras salas de cinema, acredito que sim. E é verdade, quando a platéia é barulhent,a a ponto de nos lembrar a todo momento que estamos assistindo a um filme, atrapalha, mas dessa vez não importou. Tão divertido que viajar com um filme, é perceber que aquelas histórias que te faziam mostravam outros mundos quando pequenos, ainda podem levar novas gerações a lugares incríveis. 

Obrigada Burton, por resgatar tão mágica história, e pais, por achar importante levar seus filhos para uma aventura incrível. Juntos, vocês proporcionaram a todos os outros naquela sala uma sessão inigualável. Pena que não serviu de base para as dúzias de remakes que abarrotaram as telas nos últimos anos, de forma medíocre. E perdendo a oportunidade de cativar novas gerações.


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