quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Conan - O Bárbaro

O jovem Conan foi o único sobrevivente do massacre que dizimou seu povo. Desde então resolveu dedicar a sua vida a vingança ao responsável pelo massacre. Tarefa difícil, uma vez que nem o nome do malfeitor era conhecido. Apenas quando adulto Conan (Jason Momoa), reencontra seu alvo: Khalar Zim (Stephen Lang, o vilão de Avatar). Que com a ajuda de sua filha, uma bruxa, busca o poder para trazer de volta sua esposa, também feiticeira.

Embora tenha assitido ao longa original com Arnold Schwarzenegger, em uma sessão da tarde qualquer quando criança, admito: não lembro do filme o suficiente para uma comparação. Fato que talvez ajude a analisar este com mais imparcialida, ou atrapalhe tudo de uma vez.

De histórias de vingança o cinema está cheio, inteligente Conan reserva para este boas cenas de luta e mortes criativamente violentas. Mas essas cenas apenas não fazem um filme, e embora Momoa acerte no carisma, o roteiro genérico e os elenco de apoio não ajudam.

Adequável a qualquer personagem, o roteiro não confere ao herói uma identidade. Conan é um bárbaro excepcional, leal aos amigos, bom com os indefesos e implacável com os vilões. Como dezenas de outros guerreiros excepcionais que as fantasias tem nos provido nos últimos anos.

Enquanto isso seus caricatos oponentes se esforçam para amedrontar por baixo da exagerada maquiagem. Apresentando as pressas o conceito de magia  que é pobremente explorado, principalmente quando serve apenas para incrementar cenas de luta. Impossível não se incomodar com o duelo ruim, contra os mal feitos homens de areia.

Os vilões só não se saem pior que a mocinha.a sacerdotisa Tamara (Rachel Nichols, precisando de tempero) aparece de repente na trama, e ganha uma importância que pedia melhor apresentação, para assim torcermos por ela.

Uma pena, para a legião de fãs de Conan, para os vários possíveis futuros fãs, e para quem curtiu o bárbaro Kharl Drogo vivido por Momoa em Game of Thrones. O novo, Conan - O Bárbaro tentou se adequar ao mercado, e perdeu em personalidade. Desperdiçando assim a oportunidade de apresentar uma nova mitologia aos mais jovens, que vão esquecer do filme assim que deixarem a sala escura.

Conan - The Barbarian
EUA , 2011 - 112 min.
Ação / Fantasia


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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Glee: The 3D Concert Movie

Desobedendo a Sue Silvester e fui assistir Glee 3D nos cinemas. O meio show, meio tentativa de documentário, o filme adiciona imagens de bastidores e dramas dos fãs aos números musicais da turnê Glee Live! In Concert!. Teoricamente a intenção era dar a oportunidade de assistir o shows àqueles que não conseguiram ingressos para as apresentações, ou que moram em outros países.

Fosse realmente essa a ideia, mostrar o show na íntegra, apoiado por imagens de bastidores seria suficiente. Ao tentar mostrar a importância da série de TV para os fãs, o longa erra feio no tom e beira a pieguice. Uma líder de torcida anã que quer ser rainha do baile. Um gay que encontrou consolo na história de Kurt (Chris Colfer). E a gordinha fã da magérrima Britney (Heather Morris), que encontrou na personagem a razão para mudar sua vida. Impossível não imaginar o que vai acontecer com ela, quando a personagem sair do programa, ou ainda quando a série chegar ao fim. Todos extremamente caricatos e forçados. A exceção é o miniwarble. O garotinho fã do Blaine (Darren Criss), que já encantou o mundo via web, imitando os gestos da personagem, é o único acerto entre as histórias dos fãs.

Os depoimentos de bastidores misturam acertadamente a reação de intérpretes e personagens. Os atores ora respondem como eles mesmos, ora como sua versão "looser". Só a Britney mesmo para esperar que gostemos dos peitos dela em 3D. E por falar na tecnologia, ela desaparece em muitas cenas, em outras tem o estranho efeito de fazer com que a pessoa em segundo plano pareça maior que quem está a sua frente, Perspectiva zero, especialmente na sequencia dos duetos, onde parte do elenco fica sentado no fundo do palco assistindo seus colegas.

Com tanto tempo gasto com bastidores e fãs ficamos com a sensação de que não vimos todo o show. Uma pena, pois essa é a melhor parte do longa. Os atores apresentam algumas das melhores músicas apresentadas nas duas temporadas do seriado. O que inclui o coral masculino rival Os Warbles, e a participação de uma convidada da série. Quem ficou de fora da festa foi o professor Shue (Matthew Morrison).


Entre as apresentações, chama a atenção a performance de Slave 4 you por Heather Morris. Talentosa e bonita a moça convence cada vez mais que Britney Spears está longe de ser única (ao menos na performance, no comportamento é outra história), e pode ser até superada, no playback.


Kevin McHale, canta e dança quase todo o tempo na cadeira de rodas de Artie. No único momento em que se levanta mostra ter mais presença de palco sentado (!). As músicas que vão de Beatles as canções originais da série, são bem interpretadas pelo talentoso elenco em duetos, solos e apresentações em grupo. Nenhuma surpresa para os fãs, a não ser a empatia dos atores com o público.Os créditos ainda trazem mais algumas cenas agradáveis.


O maior furo no entanto é a disponibilização apenas de cópias dubladas. Assim vemos depoimentos em português, enquanto as músicas e interação com o público no som original (os bate papos, sem legendas). Para ficar mais feio, a versão nacional nem ao menos usa as vozes originais dos episódios dublados da Fox. Optando pelos dubladores da versão editada exibida pela Globo, que deixa tudo com jeitinho de Dawson's Creeck.

Pelo ótimo show Glee: The 3D Concert Movie deve deliciar fãs e agradar os não iniciados já que o repertório inclui sucessos de diferentes épocas e gêneros. Mas se não é fanático, vale pensar em obedecer a Sue, e esperar o DVD, onde o áudio original está sempre disponível. Quem sabe não sai uma versão com o show na íntegra. Atenção distribuidora, fica a dica!

Glee: The 3D Concert Movie
EUA - 2011 - 11min
Documentário/musical



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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

EU VOU, assistir no multishow!

Os artistas já estão no Rio. Ingressos em promoções de refrigerante. Pessoas já esperam há dias na porta da Cidade do Rock. Qual a melhor forma de chegar lá? Não se fala de outra coisa na TV, rádio, intenet: começa hoje o Rock in Rio 2011!

Tanto falatório só deixa os pobres desafortunados sem ingresso, ainda mais "na vontade". Depois de alguns minutos me sentindo excluída (até parece!), resolvi tomar uma atitude e assumir. Vou assistir o Rock in Rio pela TV sim e daí?

É verdade visitar o espetáculo pessoalmente é uma experiência incrível, mas assistir na telinha de casa ou ainda via internet não é de todo mal. Evitamos as filas, as multidões, horas em pé e a bebida a preços absurdamente altos. Só fica faltando mesmo aquela volta na montanha Russa.

Se você, assim como eu, não conseguiu um ingresso, por causa do preço, por que acabou rápido, ou por que você não tava ligando para isso na época da venda, mas agora está louco de vontade de assistir seu artista favorito, ou vários deles, assuma a telinha com orgulho.

Carregue o selo, para seu blog, Facebook, Google+ ou estampe em uma camiseta. Prepare a bebida e os petiscos. Convide outros colegas desafortunados, ou invada a casa daquele que tem tela de LED gigante. Se esparrame no sofá e curta o show.

O festival acontece nos dias 23, 24, 25, 29 e 30 de setembro e 01 e 02 de outubro.Vale lembrar que os shows podem ser conferidos ao vivo no globo.com, e no site do Multishow. Pela TV o canal Multishow vai exibir os shows do palco mundo a partir das 19h e a Globo a partir da 1h. Boa sorte para quem tiver que assistir a essa opção "compacta" do plimplim, mas isso é assunto para outro post.



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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cowboys & Aliens

A ideia é tão boa, que é impossível não imaginar como ninguém a teve antes: e se os aliens tivessem aportado por aqui muito antes de começarmos a fazer filmes sobre isso (que normalmente são ambientados no século XX e XX!)? Como os homens destemidos e solitários do velho oeste estadunidense encarariam a "visita"? Scott Mitchell Rosenberg, foi quem teve primeiro a idéia de unir dois gêneros tão distintos, em sua grafic novel homônima. Que, embora tenha recebido severas críticas, inspirou a produção hollywoodiana de Cowboys & Aliens.

Um homem sem memória (Daniel Craig), acorda em meio ao deserto com um estranho bracelete e a foto de uma mulher. Após um breve encontro com pistoleiros mal encarados, ele consegue chegar a cidadezinha de Absolution, onde logo se envolve em problemas com o filho do "Coronel" Woodrow Dollarhyde (Harrison Ford), que domina a região. E desperta o interesse da estranha Ella (Olívia Wilde, a Treze de House). Mas o curso da história muda quando a cidadezinha é atacada e os homens restantes resolvem se unir contra a ameaça vinda dos céus.

O argumento é promissor, o início com um faroeste tradicional também, mas a chegada dos aliens complica a narrativa. Embora seja divertido observar, os cowboys se referirem aos extraterrestres como demônios, é difícil entender como aceitaram tão bem a ideia de que existe vida em outro planeta. Na verdade nem temos certeza se eles entenderam exatamente o conceito de alienígenas. 

Já nossos visitantes de outros planetas parecem indestrutíveis. Contraste ótimo com as armas antigas e o despreparo terráqueo quando a sua existência. Entretanto, as informações sobre esses seres são confusas, e mesmo sua fraqueza mencionada, é esquecida na hora da batalha.

A tentativa de surpreender a audiência é válida, mas resolvida as pressas, com a inclusão de novos personagens com soluções mágicas (literalmente) para os problemas. O vai e vem de personagens, aliais, dura todo o longa e pode até confundir quem se distraiu com a pipoca, já que o tempo para decorar tantos nomes é pouco.

A trilha sonora genérica conseguiu gerar um efeito interessante. Ao ouvir a música recordávamos da trilha de outros filmes, que não são necessariamente, westerns ou ficções cientificas. 

Fica com o elenco esforçado e talentoso, os efeitos especiais, e com a criativa direção de arte as melhores partes do filme. Enquanto o visual mistura de forma harmoniosa, a tecnologia alien e a precariedade do velho oeste. Os atores tentam tirar o melhor de seus inconstantes personagens. E os efeitos especiais abduzem os cowboys no melhor estilo "caçada" de bang-bang: aos laços!

Se comparado à gráfic novel, é uma obra prima. Mas, por si só Cowboys & Aliens é um filme legal (se conseguir esquecer a sensação que um argumento tão bom poderia gerar, inúmeras possibilidades, desperdiçadas) Não é memorável, mas a diversão é garantida!

Cowboys & Aliens
EUA -, 2011 - 118 min.
Faroeste / Ficção científica



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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Dia internacional de falar como um pirata!

Não. Não é brincadeira, a data existe sim. Dia de 19 de Setembro é o Dia internacional de falar como um pirata! Embora a criação da data é muito com certeza uma brincadeira das boas, criada pelos estadunidenses John Baur e Mark Summers, também conhecidos por seus nomes piratas: Ol' Chumbucket e Cap'n Slappy.

As regras da comemoração incluem falar como um pirata, o que inclui a expressão bucaneira no rosto para acompanhar. O feriado ficou conhecido em 2002 quando os dois amigos escreveram aDave Barry, que possuía uma coluna de humor no jornal The Miami Herald. O colunista gostou da idéia e promoveu o dia. Em tempos de internet é preciso bem menos que isso para uma idéia se espalhar pelo mundo, não é!

Não sou muito boa no linguajar pirata, então vou restringir minha participação à publicação deste singelo vídeo. Nele Dr. House pratica com sua pupila, a fofa Rachel Cuddy, o vocabulário dos sete mares.

Então encham sua caneca de rum e aproveitem o vídeo seus sacripantas, e até o ano que vem. Savyy???




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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Desobedeça a Sue Silvester!

Eu sei, foi um fracasso de bilheteria lá fora, mas vou assistir mesmo assim. Mesmo porque não entendo a razão do espanto, a Sue avisou que o filme era uma porcaria (assista o trailer até o fim). Logo, te desafio a desobedecê-la, por sua conta e risco, e conferir o filme também.

Glee: The 3D Concert Movie estréia hoje em terras brasucas!


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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Adote um blogueiro!

Blogueiros fazem campanha para todo tipo de coisa: contra pirataria, em prol de outros blogs ou mesmo aquelas que são só uma brincadeira. Já era hora de inventarem uma campanha em prol deles mesmos, não? 

O Mundo Drive lançou a campanha "Adote um blogueiro". A idéia é reconhecer o trabalho desse profissional  que muitas vezes é tido como um "atoa da rede".

Muita gente ignora que postar dá trabalho. Exige horas de pequisa e redação à frente do computador, acarretando em dores de coluna, problemas de visão e lesões por esforço repetitivo. E a maioria de nós nem ao menos é remunerado por tentar levar mais conteúdo à rede. Felizes em interpretar nosso papel, até porque não tem jeito mesmo, geralmente só pedimos uma coisa em troca: leitores!

Para adotar é simples, escolha um blog, de preferência não muito famoso (como este aqui), acompanhe de perto seu trabalho, comente, compartilhe, divulgue, cuide, ame, afinal ele também é seu.... Deixe de ser um leitor e se torne um(a) amigo(a). 

Os blogueiros que precisam ser adotados, podem aderir e divulgar a campanha em seus blogs. Basta pegar um dos selos da campanha lá no Mundo Drive.

Adote um blogueiro seus comentários podem salvar uma vida!
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domingo, 11 de setembro de 2011

11/09 - Onde você estava?

Quase todo mundo com mais de quinze anos se lembra do que estava fazendo em um mesmo dia no ano de 2001. Isso porque, seja qual fosse a atividade, foi interrompida pelo primeiro grande acontecimento histórico do século, e a primeira catástrofe acompanhanda, ao vivo por todo o planeta.

De lá para cá, o mundo mudou. Guerras foram travadas, teorias de conspiração foram criadas, descartadas, confirmadas. E além da tristeza pelas perdas, quem pode assistir o fato ao vivo, no dia já podia ter a sensação de estar vendo a história acontecer. Não se engane, estamos sempre vendo a história acontecer lenta e sutilmente, mas é raro que tenhamos a sensação de "isso vai entrar para os livros de história", no momento em que vemos, ainda sem entender muito bem o que estávamos acompanhando.

Eu fazia pré-vestibular, e estava esperando a hora da aula (a tarde), como sempre, com a TV ligada só para ter um barulho por perto. Ainda não existia a gatonet local, então acabei assistindo a transmissão da Globo desde que a alarmante musiquinha do plantão interrompeu a novelinha Bambuluá, finalmente fazendo minha atenção se voltar para a tela.

É claro que não estudamos para o vestibular aquele dia. Os professores gastaram toda a tarde explicando, comentando e tentando prever as consequências do fato. Os alunos, se dividiam entre os que não davam a mínima, os aterrorizados, e os que estavam empolgados por ver "a história mudar em rede mundial". Confesso, que me encontrava no ultimo e mal visto grupo. É claro que não achei nada legal a perda de vidas, mas também sabia que essa era uma das histórias que contaria para meus netos. Além de ser uma das raras datas em nossa vida em que todos se lembram exatamente o que estavam fazendo em uma determinada hora.

Dez anos já foram voando, já entendemos bem (ou pelo menos, achamos que sim), o cenário em que o 11/09 ocorreu, suas consequências e ainda  lembramos onde estávamos, e cada detalhe do que a TV mostrara. Ao ponto de ser possível escrever um texto inteiro falando sobre os atentados terroristas, que jogaram aviões contra as torres do World Trade Center e o Pentágono, só mencionar o fato no último parágrafo, e ainda ter a certeza de que a esmagadora maioria dos leitores saberiam sobre o que tratava o texto apenas pelo título.

E você? Do que se lembra? Onde estava?



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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Bienal do Livro 2011

Na época da escola, ir a Bienal do Livro, ano sim ano não, era mais que um passeio. Era uma oportunidade de matar aula com permissão ver as novidades e comprar livros baratinhos. Foi impossível não lembrar desses tempos quanto visitei a feira este ano, infiltrada como acompanhante em um ônibus que levava professoras de uma escola municipal.

Infelizmente este ano tive a sensação de a feira estar menor, com poucos stands e até pouco público para um sábado. Embora tenha batido recorde de público e atraído 200 mil pessoas nos primeiros 4 dias.

Os convidados são ótimos, admito. Entretanto o acesso limitado aos espaços que os recebem, torna impossível para quem mora mais longe, e que mesmo saindo cedo chega depois, conseguir uma senha. No último sábado, estavam por lá Alyson Noel, Maurício de Souza, Ziraldo, Talita Rebouças, Padre Fábio de Mello e Raí. Para este último não tinha fila nem precisava de senha. Mesmo assim, por algum estranho motivo, nem eu nem minhas companheiras quisemos comprar o livro e pegar uma autógrafo do jogador..

Nem só de palestras e convidados vive a Bienal do Livro, a principal atração são mesmo os títulos. De olho em promoções, de livros que estão na minha listinha de "comprar no futuro", qual não foi minha decepção quando descobri que não seria vantagem compra-los por lá. Os preços eram iguais ou superiores aos das livrarias de shoppings, e online. Promoções eram na maioria de títulos infantis. Não dos infanto-juvenis como Percy Jackson e aventuras semelhantes, mas daqueles, que brilha, piscam, acendem, são macios, feitos para crianças de do máximo oito ano. Esse também pareciam estar em maior volume que qualquer outro gênero.

Resgatamos então, um antigo hábito da época que íamos com a escola, não tínhamos cartões de créditos, e só podíamos comprar livros que coubessem na nossa mesada. Vasculhar cada cantinho de cada stand e encontrar pechinchas em meio a livros menos famosos que provavelmente nem conheceríamos, se não estivessem por lá. 

Surpresa! "O livro mais barato", que já comprei, e mencionei na série de posts "10 livros em 10 dias" estava disponível, e ainda custava os mesmos míseros 4 reais. Para a felicidade de minha amiga que reclamava por eu não ter lhe comprado uma cópia desde 2007.

Entre os meus achados/pechinchas, livrinhos infantis das Princesas Disney para minha sobrinha. Cartas ao Harry Potter, de Bill Adler, que reúne simpáticas correspondências escritas por crianças de todo mundo para o bruxinho. Nossa Aventura na Tela, de Carlos Roberto de Souza, que conta a trajetória do cinema nacional, dos primeiros filmes até Central do Brasil. E O Estranho Caso do Yoda de Origami, que traz conselhos, de uma icônica dobradura de papel. 

Ao fim das contas, o resultado foi positivo. Afinal, minha imensa pilha de "livros para ler", ganhou mais alguns andares. É hora de descobrir como arrumar mais tempo para por tudo isso em dia. Alguma sugestão? Talvez eu encontre algum livro sobre isso na próxima Bienal do Livro. Que venha 2013!



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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O Homem do Futuro

Desde o trailer o homem do futuro já chamava a atenção. E não é porque o cinema de São Gonçalo resolveu exibir o anúncio de traz para frente, e de cabeça para baixo. Mas por ser um filme nacional de um gênero incomum na cinematografia nacional atual.

Na mistura de comédia romântica com ficção científica, João "Zero" (Wagner Moura) é um homem amargurado desde que sofreu um bullying, tramado pela garota dos seus sonhos Helena (Alinne Moraes), em uma festa da faculdade. Vinte anos mais tarde quando está prestes a ser dispensado de seu próprio projeto para encontrar uma forma de energia sustentável, e mudar o mundo, ele resolve acelerar as coisas e ligar a máquina. O experimento não gera energia, mas um buraco negro, que o leva de volta a noite que mudou sua vida. Inevitável não tentar alterar as partes ruins com a oportunidade nas mãos.

Em uma respeitosa referência a longas como De volta para o futuro, Efeito Borboleta e Exterminador do Futuro, o longa mostra que mexer com o tempo não é brincadeira. E acerta em cheio ao explorar detalhadamente as consequências e possibilidades dos universos alternativos. E o mais importante, sem deixar furos, ou contradições na narrativa, coisa fácil de se fazer em filmes com o tema.

O argumento não é completamente original, mas a execução acerta em cheio e compensa as partes que conseguimos adiantar, apenas por já conhecer "o sistema", de paradoxo temporal. E conta com o apoio pelos bons efeitos especiais, (a exceção é o letreiro da faculdade, parece photoshop, ao menos para quem reconhece o prédio da UERJ).

O direção de arte se sai bem ao recriar os incio dos anos de 1990, na excentricidade de uma festa à fantasia. Encontrar o figurino mais criativo entre os fantasiados é um esporte a parte. O clima da festa é quente e vibrante, o que faz o contraste perfeito, a vida amargurada e fria de Zero em 2011. Contudo deixa sem brilho a  realidade alternativa do "Homem do Fututo". Apagada e sem destaque em meio as outras fases.

A trilha sonora que reúne musicas de Radiohead e R.E.M, acerta em cheio Principalmente quando encontra Tempo Perdido da Legião Urbana como tema principal. Sozinha, a música já é forte e carrega o clima de nostalgia da época. No contexto do filme, se torna pontual, o suficiente para tocar mais de uma vez na projeção e te acompanhar pelo resto do dia.

O elenco entrosado agrada. Apesar de Maria Luiza Mendonça e Gabriel Braga Nunes, fisicamente não convencerem como universitários. A dupla carrega carisma e dedicação suficiente, para engolirmos numa boa sua aparência de "40" aos "20".

Fernando Ceylão consegue transitar tranquilamente entre o melhor amigo/alívio cômico, e seu  tenso oposto criado por uma realidade alternativa. Alinne Moraes é perfeita para o papel de "principal motivação" para querer mudar o mundo, e ainda consegue nos deixar na dúvida sobre o carárter de sua personagem por uma boa parte do longa.

Mas o destaque fica, é claro, com Wagner Moura. O "Capitão Nascimento" consegue ao mesmo tempo diferenciar e unir tres fases distintas da vida de uma pessoa. Temos a percepção clara de que são a mesma pessoa, com habilidades, personalidade e sentimentos relativos a experiencia de vida que tiveram. 


E como a consciência do primeiro Zero, o que move a história, segue intacta, ainda podemos ver o crescimento da personagem. O cientista compreende o verdadeiro sentido daquela bagunça, e a partir daí assume atitudes heródicas. E de quebra, ainda insere uma lição de moral em um filme que já valeria apenas pela diversão.

Talvez o trailer de cabeça para baixo e de traz para frente, fosse uma referência do responsável pela projeção às lições filosóficas do longa: voltar no tempo pode deixar seu mundo de pernas para o ar, e ainda fazer quem está sentado do outro lado da tela rir bastante.

O Homem do Futuro
Brasil - 2011 - 103 min.
Comédia / Ficção científica / Romance
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O caso da Sociedade do Anel

Além de colecionar bons filmes na memória, o ato de ir ao cinema proporciona outro tipo de lembranças. Por mais concentrados que estejamos no longa, impossível não recordar das coisas estranhas que acontecem na sala escura, ou mesmo na fila do ingresso, da pipoca, ou na ida ao banheiro pós-filmes. Não sei se essas experiências acontecem com todos, ou se eu é que atraio bizarrices. Entretanto enquanto a maioria das pessoas apenas reclamariam aos montes das interferências na seção ou dos absurdos no entorno do cinema resolvi tornar essas situações mais produtivas. Se não tem graça quando acontecem no minimo podem render posts curiosos, não?

Inauguro aqui a série de posts Só na sala escura. E começarei pelo princípio, uma das lembranças mais antigas que tenho dessas situações absurdas:

O caso da Sociedade do Anel

31 de Janeiro de 2002, mais de um mês após a estréia do primeiro loga de O Senhor dos Anéis. Taí uma coisa rara de eu fazer hoje em dia, esperar tanto tempo para ver um filme. Dez anos atrás os cinemas eram poucos e chegar até eles era mais complicado, talvez por isso a demora. 

Na comapania da minha, agora habitual "coleguina de filme", peguei uma seção no finado Cine Icaraí, em Niterói. Um antigo cinema de rua à beira mar, muito bonito. É claro, que não sabíamos na época, mas o simples comentário que ouvimos aquele dia era o primeiro de muitos acontecimentos estranhos na sala escura.

O filme, passou após horas no encantamento de visitar pela primeira vez a Terra Média, o longa chegou ao fim, com a sequencia de Sam (Sean Astin) quase se afogando para seguir segamente seu mestre Frodo (Elija Wood). Todos levantam devagar após encarar 201 minutos sentados na cadeiras "de antigamente" do cinema. Então uma voz indignada surge da multidão na sala, ainda parcialmente escura:

- Não acredito! 3hs sentada aqui para descobrir que o Frodo é gay.

Virou comédia. Explosão de rizos! E foi assim a primeira de muitas piadas sobre a masculinidade de Frodo que ouvi. A indignação da moça é justificável. Por incrível que pareça muita gente foi assistir o longa sem saber que se tratava de uma trilogia, e que portanto o primeiro não teria um final. Mas a piada valeu!

P.S.: Sim eu fiz um post enorme para destacar uma única frase. Acostume-se.


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