domingo, 14 de agosto de 2011

Super 8

Uma turma de crianças resolve fazer rodar um filme independente, em super 8, para participar de um concurso. Sem muita verba, e permissão dos pais, fogem a meia noite para rodar algumas cenas na estação de trem da cidade. Enquanto filmam presenciam um misterioso (e visualmente espetacular) acidente de tem, que desencadeia uma série de acontecimentos estranhos na cidadezinha. Desde a invasão militar para tratar do acidente até o desaparecimento de equipamentos, animais e pessoas.

É claro que as crianças acabam por ver e descobrir coisas, das quais adulto algum faz idéia. Ao mesmo tempo lidam com os conflitos de crescer, descobrir o primeiro amor, e ajustar a relação com os pais. Lembrou de Os Goonies? Ou de qualquer outra aventura infanto-juvenil oitentista? Não é coincidência. Super 8, se inspira nesses longas (o logo da produtora de Spilberg, a Amblin, - Eliot e E.T. atravessando a lua de bicicleta - não nos deixa negar). Mas também aproveita a experiência de J.J. Abrams com monstros como Cloverfield, para entregar um divertido suspense cheio de ação, com efeitos especiais no nosso tempo.

A "turminha estereotipada" está lá. O aspitante a cineasta gordinho, o piromaníaco baixinho, o medroso, o ator. E claro os protagonistas, um nerd de efeitos especiais e maquiagem Joe Lamb (Joel Courtney). E a garota Alice Dainard (Elle Fanning, muito melhor que a irmã Dakota) . Ambos de lares desfeitos, que durante a aventura encontram apoio um no outro.

Enquanto os garotos se dividem em continuar o filme, e descobrir o mistério (ambos através de coisas que não deviam fazer e lugares que  não deviam visitar), vamos descobrindo aos poucos, o que aconteceu no acidente. Quem são os vilões e monstros do filme, e suas motivações.

A trama migra sem grandes problemas do suspense à ação, a medida que o mistério se trasnforma em uma ameaça visível. Sim. Assim como em Tubarão demoramos a ver claramente a ameaça. Aliais buscar as referencias a filmes e ícone dos anos de 1970 e 1980 são uma diversão a parte, para quem já passou dos 25. Seja através das técnicas escolhidas, como a cenografia e elementos de cena. Onde mais poderíamos ver um legítmo walkman, acompanhado de uma "piadinha futurística"?

Sempre vista através dos olhos das crianças, a trama ganha um senso de descoberta e ingenuidade que nossas crianças, cercadas de computadores, celurares e tocadores de mp3, parecem não ter mais. Aquela sensação de rodar pela cidade de bicicleta (coisa que as crianças de hoje, raramente podem fazer, mesmo em cidades pequenas), em busca de uma grande aventura.

No caso rodar seu próprio filme de zumbis. No melhor estilo uma câmera na mão e uma idéia na cabeça. O roteiro do longa ficou mesmo a cargo dos atores mirins, que criaram toda a história sob a supervisão de Abrams. Talvez o jeito que o diretor encontrou de criar este "espírito de aventura", nas crianças. E a única coisa mais buscar a aventura, é quando a acidentalmete te encontra, mesmo que seja através de uma tela de cinema. Super 8 oferece isso. Se vaí encarar tudo como pura diversão, ou metáfora para a entrada na fase adulta a escolha é sua. Em ambos os casos é dificil se decepcionar. 

Super 8
EUA - 2011
112 minutos Ação / Ficção científica

2 comentários:

Giselle de Almeida disse...

Ah, Fabi, ri tanto no cinema com esse filme como há muito tempo não fazia! E levei uns bons sustos também, apesar de achar o monstro/ET uó. Aliás, quase sempre é assim. Se eu fosse cineasta de terror ou sci-fi não mostraria o monstro nunca! hehehe

Sério que você achou a Elle muito melhor que a Dakota? A Dakota também é ótima atriz, mas dá medo, né? :)

Fabiane Bastos disse...

Bora fazer uma campanha: privacidade aos monstros de sci-fi! kkkkk

Gosto da Dakota, mas acho q o excesso de garotinhas fofas e sofredoras, meio q me fez enjoar dela. E ainda tem aquele filme de vampiros...

 
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