quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Assalto ao Banco Central

Assalto ao Banco Central merece atenção por relatar acontecimento real recente e tentar executar um gênero que não seja comédia, vida de alguém influente, ou favela (embora bandido tenha sim), Infelizmente nem só de boas intenções vive um filme. 

A história real foi amplamente divulgada em jornais de todo país e do mundo a fora. Não era de se esperar menos do segundo maior assalto da história, e maior do Brasil. Logo não existem surpresa sobre o que aconteceu, a graça está em descobrir os detalhes e alguns resultados, que viraram notícias de menor impacto na mídia. Acontece, quando a história esfria.

O longa seque duas narrativas distintas. Começamos com o Barão (Milhem Cortaz), reunindo o grupo para executar seu grande plano. Logo em seguida passamos para o delegado Chico Amorim (Lima Duarte) e a Investigadora Telma Monteiro (Giulia Gam, com cara de elenco de apoio do CSI), dentro do cofre tentando entender como 164.7 milhões de reais desapareceram do Banco Central de Fortaleza, sem que ninguém ao menos notasse.

A evolução paralela de duas narrativas que inevitavelmente se encontrarão em algum ponto é até interessante. Mas o excesso de histórias paralelas acaba diminuindo o clima e tirando o foco do acontecimento principal. Além do roubo e investigação,o longa investe no triângulo amoroso entre o Barão, sua mulher Carla (Hermia Guedes) e Mineiro (Eriberto Leão), no desespero de um personagem que entra para o "esquema" desavisado, na interferência de policiais corruptos. E na inusitada relação amorosa de Telma, cuja única função é evidenciar os novos tempos, que tornam o delegado Amorim obsoleto e deslocado. Lembrando que o diretor vem da TV, terra do tempo de sobra para histórias coadjuvantes. Com tanta coisa acontecendo ao redor, da até para entender porque o roubo e sua investigação não tiveram bons resultados, seja na vida real ou no seu relato em tela.

Faz carão que o CSI contrata a gente
Outro equívoco, é a antecipação dos fatos causado pela investigação policial. Assim que os interrogatórios aparecem na trama, já é possível imaginar o que aconteceu com cada um dos membros do roubo. Enquanto a narrativa paralela mal chegou a metade de sua execução. É verdade, não é segredo o que aconteceu com eles. Basta apelar para o St. Google, para descobrir quem foi preso, quem morreu e quem está por aí. Mas as manchetes de jornais não nos apresentam as personagens o suficiente para que nos importemos com eles, ou mesmo lembremos seu destino.

O elenco é talentoso, mas mal aproveitado. Talvez pela falta de experiência do diretor (Marcos Paulo, é veterano sim, mas na TV), ou por falhas do roteiro. Logo vemos o competente Lima Duarte, fazendo um esforço homérico para tirar algo de bom de seu delegado. Enquanto Milhem Cortaz e Hermila Guedes entregam um Barão e sua companheira para lá de caricatos. Assim como Vinícius de Olinveira (o garotinho de Central do Brasil), e seu afetado e obvio Devanildo. E Eriberto Leão soando com treinador de filmes High School tentando manter o grupo unido. Falso, muito falso.

Não me levem a mal. Apesar das falhas o filme é interessante, intriga e até diverte. Mesmo porque o plano dos bandidos é brilhante, e sua execução e minuciosamente detalhada, sanando toda e qualquer curiosidade que ainda tínhamos. Mas seu maior mérito ainda é a bem intencionada tentativa de entregar algo novo ao nosso cinema. Quem continuem tentando, um dia há de dar certo!

Assalto ao Banco Central
Brasil - 2011 - 104 min.
Policial

2 comentários:

Giselle de Almeida disse...

Fiquei curiosa pra ver esse filme depois do post do Pablo. Viu a polêmica que rendeu? rs Vou ver assim que der.

Mas, Fabi, me explica: o que é cara de elenco de apoio do CSI? Chorei de rir aqui!!! ahahahaha

Fabiane Bastos disse...

Tinha visto não, mas agora q vc falou tive q conferir. E já tem outra polêmica rolando por lá. O cara atrai bafafá feito um imã!kkkk

Cara de elenco de apoio do CSI, é fácil. Imagina ela como "a colega da mesa ao lado" da protagonista, ou um daqueles agentes especialistas do batalhão que colhe evidências de um crime. Ela se encaixa direitinho. hehehe

 
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