quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Blog Day 2011

31 de Agosto é o Blog Day! Criado na convicção de que os blogueiros deveriam ter um dia dedicado ao conhecimento de novos blogs, de diferentes países e/ou áreas de interesse. A data 31 de Agosto foi escolhida pois seus números lembra a palavra Blog = 3108. Em 2011 a blogagem coletiva chega a sua 7ª edição.

Todo blogueiro pode participar, basta indicar 5 blogs que curte e conhece, e de preferência de temas variados. Esse ano foi bastante complicado decidir minhas 5 indicações, pois este ano estou sendo uma péssima blogueira. Além de ler pouco, os temas estão restritos a cultura.

Então admitindo meu péssimo ano de leitura na web (e fora dela também, mas isso é assunto para outro post), eis minhas 5 indicações:

Partes de um Diário - Tenho lido alguns blogs sobre livros este ano, mas este chamou atenção pela autora. A Luana, é bem novinha, mas já leu um montão de livros, e conquistou vários seguidores. Nada mal menina, especialmente em um blog que une livros e esmaltes (!).

Happy Batatinha - Já este fala de tudo um pouco. De dicas de livros a receitas de biscoitos, que sua autora "metida a nerd", tenta a fazer. Tudo com muito bom humor.

tulle, cupcakes & dreams - O blog da Akemi é bem novinho (foi lançado em abril), e ela tem menos tempo para escrever do que seus inpirados posts merecem. Então nada melhor que uma forcinha blogueira nessas horas. Desanima não menina!!!

Cinema Rodrigo - Para não dizer que só indiquei mulheres... o Rodrigo escreve longos (longos mesmo), textos sobre cinema. Sempre informativos e interessantes.

Mundo dos Cinéfilos - o nome já diz tudo. É o parque de diversões para quem curte a sétima arte. Críticas, vídeos, curiosidades, listas, e o que mais sair de produtivo da sala escura.

Outros Blog Days: 2010 - 2009

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Não precisa ser milionário...

Alguns meses atrás, com uma amiga, em uma conhecida loja de departamentos, na seção de CDs e DVDs:

- Olha só trilha sonora a R$1,99!!!
- Não brinca ! Fala sério, vamos levar.

Dois funcionários, estão "organizando" a prateleira ao lado. Um deles fala baixinho para o outro, tentando inutilmente que escutemos sua indagação.

- Ué? Tem algum CD a R$ 2,00, aqui?

Não deu para disfarçar, a gente riu mesmo, e alto. Depois até ficamos com pena do pobre funcionário. Fazer o que? Sempre que entramos nessa loja comentamos que nem os funcionários sabem o que tem no estoque. Ao menos foi o que um deles nos alertou quando ao perguntarmos se havia um DVD específico, nos respondeu com um descompromissado:

- Sei lá! Se tiver está por aqui, procura aí!

Incrivelmente, a falta de desorganização costuma se repetir em todas as filiais. E aí? Descobriu qual é a loja? Não. Tudo bem! Mesmo com uma tarja sobre o nome, provavelmente você vai reconhecer a etiqueta de preço do CD de Quem quer ser um Milionário?, cuja foto posto abaixo. É claro, que a gente comprou a trilha sonora aquele dia. Duas cópias, que custaram juntas a bagatela de R$ 3,98.


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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Professora sem Classe

Elizabeth (Cameron Dias) tem apenas um objetivo na vida: casar com um milionário e viver como dondoca pelo fim resto de seus dias. Quando sua ultima tentativa falha ela é obrigada a retornar ao trabalho que tanto odeia, lecionar. A má professora se convence que o motivo de seu fracasso em arrumar um marido endinheirado, são seus seios de tamanho mediano. Logo a moça começa a praticar pequenos golpes e trambiques para conseguir o dinheiro para os implantes de silicone.

Que ela não dá aulas, você já deve imaginar. Mas a grosseira, desbocada, cheia de vícios e desagradavel moça também tira vantagem de alunos e colegas de trabalho sem pensar duas vezes. Entre eles o professorzinho pateta e endinheirado Scott Delacorte (Justin Timberlake, se saindo bem fora de sua zonha de conforto, interpretando um idiota) seu próximo alvo. E a professorinha "nº1" da escola Amy Squirrel (Lucy Punch, perfeita no papel), sua maior rival.

A batalha entre as professoras crescem ao ponto de levar consequências drásticas. E situações embaraçosas para ambos os lados. Enquanto o candidato a marido pateta, parece não perceber muita coisa, e outros funcionários parecem não perceber nada. A exceção é o professor de educação física vivido por Jason Segel.

Embora seja interessante ver Dias assumir um papel tão politicamente incorreto, esta novidade não é suficiente para manter um longa-metragem. Com o passar dos minutos a graça diminui e o expectador começa a se perguntar, quando acontece a reviravolta de Elizabeth? Não acontece.

Elizabeth não evolui. A "descoberta dos valores" com ajuda dos alunos, ou de qualquer um que seja, comum em filmes sobre professores nunca acontece. Os alunos são meros figurantes. E a má professora chega ao final do longa com suas características quase inalteradas, mesmo tendo alterado drasticamente a vida de todos ao seu redor. Um final, sem dúvida curioso, e um pouquinho picareta. Resta decidir se surpreende ou apenas incomoda.

Professora sem Classe (Bad Teacher)
EUA - 2011 - 92 min
Comédia
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Lanterna Verde

Para aqueles que, como eu,conhece o Lanterna Verde apenas como colega do Super-Homem e Batman nos desenhos animados dos Superamigos, que o SBT exibia (e nem esses eu acompanhava direito), eis um dado importantíssimo sobre o herói esmeralda que embora conhecido pode passar despercebido pelos não iniciados: ele não é único!

Existem mais 3.600 justiceiros com poderes similares ao dele pelo universo a fora. E todos seguem as mesmas normas de conduta, afinal, formam uma irmandade. Esse dado, que por vezes esquecemos quando vemos o Lanterna humano atuar na Liga da Justiça, é o que faz toda a diferença, para o bem e para o mal, no longa do Herói.

Hal Jordan (Ryan Reynolds) é um piloto de testes, mulherengo e irresponsável. Que certo dia é abduzido por uma bolha verde que o leva até um alienígena a beira da morte. Este o informa de que ele é o escolhido para ser o portador do anel, uma grande honra e responsabilidade. Sem fazer ideia de onde está se metendo, Jordam se torna o primeiro Lanterna Verde Humano, em meio a batalha contra o temido e poderoso Paralax.

Duelos interestelares, centenas de heróis e vilões de todas as espécies alienígenas possíveis e imagináveis, abrem um leque infinito de possibilidades para as aventuras. Contudo toda essa liberdade criativa pode ser prejudicial, o rumo da narrativa.

Em Oa planeta/base dos lanterna é onde esse potencial é percebido, mas pouco explorado. O breve treinamento de Hal, como lanterna nos dá vislumbres da riqueza de possibilidades. Podemos conhecer a variedade de Lanternas Verdes, e um pouco da mitologia daquele universo. É lá também o trecho onde a tecnologia 3D (convertido) faz alguma, ainda que nada deslumbrante, diferença. Aparentemente, assim como aconteceu com Asgard, de Thor, outro planetas criados em computação gráfica, são mais interessantes do que nosso planetinha azul, quando convertido.

É na terra que as coisas se complicam. Os dilemas de Jordan, o fantasma da morte precoce do pai, a recusa em aceitar responsabilidades, e admitir seus sentimentos pela ex-namorada/amiga de infância, são mal resolvidos, para dar espaço a batalha, que é dividida entre dois vilões. Paralax, completamente criado por computação gráfica, não consegue ser tão ameaçador quanto devia. Isto é, para nós do outro lado da tela. As personagem parecem aterrorizadas.

Hector Hammond, o outro vilão, é mais expressivo. Afinal, é criado por um ator e não CGI, Peter Sarsgaard claramente se divertindo em ser mal. O que encaixa perfeitamente com seu rejeitado cientista finalmente encontrando poder. Pena que tenha restado pouco tempo para ele.

Enquanto Jordan abraça sua missão de repente, e Carol Ferris (Blake Lively), o interesse romântico, oscila entre criticar, e apoiar incondicionalmente o herói. Alguns personagens são descartados, sem grandes desculpas. Como a família de Jordan e os cientistas que "contrataram" Hammond. E Sinestro (Mark Strong, creditando e elegância, surpreendentes para um ser vermelho vestido um colante verde feito de luz), ensaia uma interessante ambiguidade moral para uma possível sequência.

Já os tais poderes não decepcionam, uma vez que seus limites são os mesmos que a imaginação (e a luz verde) são capazes de alcançar. Gerando formas criativas de enfrentar inimigos e salvar vidas. Após tanta super-força, e um enorme estoque de brinquedinhos tecnológicos, enfim uma novidade na forma de combater o mal.

Apesar de um pouco perdido nas vastas opções que universo esmeralda da DC Comics, oferece. Lanterna Verde funciona em sua função principal. Apresentar o herói ao público, até para aqueles que nem o desenho conseguiram assistir. É mais um filme de origem de herói (se não perdi as contas o 5º do ano). Resta saber se funcionou bem o suficiente para haver uma sequencia. E se for o caso, torcer para que aprendam com os erros.


P.S.: Assistam os créditos.

Lanterna Verde (Green Lantern)
EUA - 2011 - 114 min. 
Ação / Ficção científica
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Jeitinho de antigamente...

Olha que legal, este cartaz retrô de Super 8!
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O poster segue o estilo dos trabalhos do ilustrador estadunidense Drew Struzan. Ele foi responsável por posteres marcantes dos anos de 1970 e 1980, como das séries Star Wars e Indiana Jones. Não por acaso, Super 8, foi bastante influenciado por obras desse período.

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Dylan Dog e as Criaturas da Noite

Dylan Dog (Brandon Routh, o Super-homem de Brian Singer) é um detetive decadente. Empenhado em casos medíocres, desde que deixou seu antigo "emprego" de lado. Ele vê seu passado voltar a tona ao ser chamado para investigar um misterioso assassinato. O investigador ajudava a manter a paz entre as criaturas do submundo, vampiros, lobisomens, zumbis, etc.

Logo na primeira cena, a do assassinato, sentimos que alguma coisa está errada. Não com a morte em si (pelo clima sabemos que não é um assassinato comum), mas com o filme mesmo, já que o misterioso assassino, que vemos apenas por uma fração de segundos ao pular uma janela, parece alguém vestindo um macacão peludo. Que filme é esse?

Tudo que eu sabia sobre Dylan Dog e as Criaturas da Noite, até então era que se tratava de um filme de 2010, sobre um detetive que trata de casos sobrenaturais. E que além de chegar por aqui muito atrasado, era baseado em quadrinhos criados nos anos de 1980. A medida que o filme prosseguia o ponto de interrogação aumentava.

O roteiro era fraco, Sam Huntington (o Jimmy Olsen, do Super-homem, de Brian Singer) se esforçava para fazer graça, como o Marcus, o Parceiro/alívio comico de Dylan. Routh atua no automático, e a mocinha (Anita Briem, de Viagem ao Centro da Terra) era fraca e previsível a ponto de eu já ter esquecido o nome da loira. Adivinhar as reviravoltas, na trama não é exatamente um desafio. E os efeitos especiais e maquiagem amadores ou vítimas de um baixo, muito baixo mesmo, orçamento. Parece até aquelas seções da tarde que eu assistia na preguiça de tardes chuvosas. 

Entendi!

Baseado em quadrinhos dos anos 80, ambientado nos anos 80. Talvez a "tosqueira" seja de propósito, uma alusão a filmes de baixo orçamento da época. Após ter a epifania, e assumir a trasheira, o filme até ficou divertido. Qual não foi minha decepção ao, mais tarde após uma pesquisa rápida descobri, que não era o caso. 

O longa é mesmo um equívoco. Além de alterar muitas características da obra original. Acabou virando uma versão anos 80, para TV de Constantine. Até o Marcus, o alívio cômico lembra Shia LaBeouf, no filme do caçador de monstros. 

Contudo, mesmo com o roteiro ruim e o orçamento baixo, é possível perceber o bom material desperdiçado pela obra. Se bem executados os quadrinhos do Detetive Pesadelo, seriam material para uma ótima franquia. Infelizmente não foi o caso.

Dylan Dog e as Criaturas da Noite (Dylan Dog: Dead of Night)
 EUA -, 2010 - 107 min 
Comédia / Suspense
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domingo, 14 de agosto de 2011

Super 8

Uma turma de crianças resolve fazer rodar um filme independente, em super 8, para participar de um concurso. Sem muita verba, e permissão dos pais, fogem a meia noite para rodar algumas cenas na estação de trem da cidade. Enquanto filmam presenciam um misterioso (e visualmente espetacular) acidente de tem, que desencadeia uma série de acontecimentos estranhos na cidadezinha. Desde a invasão militar para tratar do acidente até o desaparecimento de equipamentos, animais e pessoas.

É claro que as crianças acabam por ver e descobrir coisas, das quais adulto algum faz idéia. Ao mesmo tempo lidam com os conflitos de crescer, descobrir o primeiro amor, e ajustar a relação com os pais. Lembrou de Os Goonies? Ou de qualquer outra aventura infanto-juvenil oitentista? Não é coincidência. Super 8, se inspira nesses longas (o logo da produtora de Spilberg, a Amblin, - Eliot e E.T. atravessando a lua de bicicleta - não nos deixa negar). Mas também aproveita a experiência de J.J. Abrams com monstros como Cloverfield, para entregar um divertido suspense cheio de ação, com efeitos especiais no nosso tempo.

A "turminha estereotipada" está lá. O aspitante a cineasta gordinho, o piromaníaco baixinho, o medroso, o ator. E claro os protagonistas, um nerd de efeitos especiais e maquiagem Joe Lamb (Joel Courtney). E a garota Alice Dainard (Elle Fanning, muito melhor que a irmã Dakota) . Ambos de lares desfeitos, que durante a aventura encontram apoio um no outro.

Enquanto os garotos se dividem em continuar o filme, e descobrir o mistério (ambos através de coisas que não deviam fazer e lugares que  não deviam visitar), vamos descobrindo aos poucos, o que aconteceu no acidente. Quem são os vilões e monstros do filme, e suas motivações.

A trama migra sem grandes problemas do suspense à ação, a medida que o mistério se trasnforma em uma ameaça visível. Sim. Assim como em Tubarão demoramos a ver claramente a ameaça. Aliais buscar as referencias a filmes e ícone dos anos de 1970 e 1980 são uma diversão a parte, para quem já passou dos 25. Seja através das técnicas escolhidas, como a cenografia e elementos de cena. Onde mais poderíamos ver um legítmo walkman, acompanhado de uma "piadinha futurística"?

Sempre vista através dos olhos das crianças, a trama ganha um senso de descoberta e ingenuidade que nossas crianças, cercadas de computadores, celurares e tocadores de mp3, parecem não ter mais. Aquela sensação de rodar pela cidade de bicicleta (coisa que as crianças de hoje, raramente podem fazer, mesmo em cidades pequenas), em busca de uma grande aventura.

No caso rodar seu próprio filme de zumbis. No melhor estilo uma câmera na mão e uma idéia na cabeça. O roteiro do longa ficou mesmo a cargo dos atores mirins, que criaram toda a história sob a supervisão de Abrams. Talvez o jeito que o diretor encontrou de criar este "espírito de aventura", nas crianças. E a única coisa mais buscar a aventura, é quando a acidentalmete te encontra, mesmo que seja através de uma tela de cinema. Super 8 oferece isso. Se vaí encarar tudo como pura diversão, ou metáfora para a entrada na fase adulta a escolha é sua. Em ambos os casos é dificil se decepcionar. 

Super 8
EUA - 2011
112 minutos Ação / Ficção científica
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domingo, 7 de agosto de 2011

Exterminando Smurfs!

Não, não vou detonar o primeiro longa dos pequenos azuis neste post. Mesmo porque não assisti, e acredito que até para falar mal, temos que saber do que estamos falando. Quem exterminou os Smurfs foi a Unicef!

Calma. Antes que você desista de doar para o Criança Esperança este ano, eu explico. Os Smurfs foram personagens de uma campanha realizada pela Unicef na Bélgica, em prol das crianças vítimas da guerra. Assim assistimos as lúdicas e inocentes casas de cogumelo serem cruelmente bombardeadas, com seus moradores azulados ainda nelas. Chocante!


Os Smurfs, foram criados pelo cartunista belga Peyo na década de 1950. Ficaram famosos mundialmente nos anos 1980, quando os estúdios Hanna-Barbera produziram uma série animada, que por aqui eram exibidos nas manhãs da Globo. O primeiro longa das personagens estreou na última sexta em todo o país.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Assalto ao Banco Central

Assalto ao Banco Central merece atenção por relatar acontecimento real recente e tentar executar um gênero que não seja comédia, vida de alguém influente, ou favela (embora bandido tenha sim), Infelizmente nem só de boas intenções vive um filme. 

A história real foi amplamente divulgada em jornais de todo país e do mundo a fora. Não era de se esperar menos do segundo maior assalto da história, e maior do Brasil. Logo não existem surpresa sobre o que aconteceu, a graça está em descobrir os detalhes e alguns resultados, que viraram notícias de menor impacto na mídia. Acontece, quando a história esfria.

O longa seque duas narrativas distintas. Começamos com o Barão (Milhem Cortaz), reunindo o grupo para executar seu grande plano. Logo em seguida passamos para o delegado Chico Amorim (Lima Duarte) e a Investigadora Telma Monteiro (Giulia Gam, com cara de elenco de apoio do CSI), dentro do cofre tentando entender como 164.7 milhões de reais desapareceram do Banco Central de Fortaleza, sem que ninguém ao menos notasse.

A evolução paralela de duas narrativas que inevitavelmente se encontrarão em algum ponto é até interessante. Mas o excesso de histórias paralelas acaba diminuindo o clima e tirando o foco do acontecimento principal. Além do roubo e investigação,o longa investe no triângulo amoroso entre o Barão, sua mulher Carla (Hermia Guedes) e Mineiro (Eriberto Leão), no desespero de um personagem que entra para o "esquema" desavisado, na interferência de policiais corruptos. E na inusitada relação amorosa de Telma, cuja única função é evidenciar os novos tempos, que tornam o delegado Amorim obsoleto e deslocado. Lembrando que o diretor vem da TV, terra do tempo de sobra para histórias coadjuvantes. Com tanta coisa acontecendo ao redor, da até para entender porque o roubo e sua investigação não tiveram bons resultados, seja na vida real ou no seu relato em tela.

Faz carão que o CSI contrata a gente
Outro equívoco, é a antecipação dos fatos causado pela investigação policial. Assim que os interrogatórios aparecem na trama, já é possível imaginar o que aconteceu com cada um dos membros do roubo. Enquanto a narrativa paralela mal chegou a metade de sua execução. É verdade, não é segredo o que aconteceu com eles. Basta apelar para o St. Google, para descobrir quem foi preso, quem morreu e quem está por aí. Mas as manchetes de jornais não nos apresentam as personagens o suficiente para que nos importemos com eles, ou mesmo lembremos seu destino.

O elenco é talentoso, mas mal aproveitado. Talvez pela falta de experiência do diretor (Marcos Paulo, é veterano sim, mas na TV), ou por falhas do roteiro. Logo vemos o competente Lima Duarte, fazendo um esforço homérico para tirar algo de bom de seu delegado. Enquanto Milhem Cortaz e Hermila Guedes entregam um Barão e sua companheira para lá de caricatos. Assim como Vinícius de Olinveira (o garotinho de Central do Brasil), e seu afetado e obvio Devanildo. E Eriberto Leão soando com treinador de filmes High School tentando manter o grupo unido. Falso, muito falso.

Não me levem a mal. Apesar das falhas o filme é interessante, intriga e até diverte. Mesmo porque o plano dos bandidos é brilhante, e sua execução e minuciosamente detalhada, sanando toda e qualquer curiosidade que ainda tínhamos. Mas seu maior mérito ainda é a bem intencionada tentativa de entregar algo novo ao nosso cinema. Quem continuem tentando, um dia há de dar certo!

Assalto ao Banco Central
Brasil - 2011 - 104 min.
Policial

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