sábado, 30 de julho de 2011

Capitão América - O Primeiro Vingador


Capitão América não é o Super-homem. Apesar de ambos usarem cores da bandeira estadunidense, o patriotismo é mais evidente do maior herói da Marvel, o que de cara já deixa os não "Americanos", com um pé atráz. Além disso Steve Rogers não goza da mesma popularidade de Clark Kent pelo mundo a fora. A maioria já ouviu falar de Capitão América, mas o conhecimento de verdade é restrito aos leitores. Apenas por essas duas razões já é arriscado levar o primeiro vingador as telas, imagina se soma-se aí a obrigação de ligar-lo ao universo que a Marvel está construindo nos cinemas. Complicado não?

Steve Rogers (Chris Evans - ex Tocha-humana de Quarteto Fantástico), é um cara baixinho, franzino e cheio de problemas de saúde, por isso foi rejeitado todas as vezes em que tentou se alistar para a Segunda Guerra Mundial. Enquanto a maioria dos caras ficaria empolgado com a ideia de ser o único homem solteiro em NY, a vontade do rapaz é fazer mais pelo seu pais e pelo mundo. A dedicação do rapaz chama atenção do Dr. Abraham Erskine (Stanley Tucci), que o convoca para um projeto para criar super-soldados e cuja primeira tentativa resultou na criação do Caveira Vermelha (Hugo Weaving). O malvado, que luta no lado dos nazistas, também teve seus dotes aprimorados pela fórmula inacabada do cientista, além de outros efeitos colaterais. E resolve subjugar o próprio Hittler e criar seu próprio mundo sem fronteiras.

Tendo apresentado os heróis e vilões, é hora do filme explicar o uniforme patriótico. A solução é inteligente e divertida, ainda marcado pela imagem do rapaz frágil e incapaz Roges é deixado de lado e recrutado como garoto-propaganda dos Estados Unidos na 2ªGM.

A partir daí o herói precisa provar seu valor, conquistar seu espaço na luta e derrotar o vilão enquanto tenta administrar seu interesse romântico por Peggy Carter (Hayley Atwell). Simples, assim. Sem grandes novidades em se tratando de trajetórias heróicas. Mesmo o plano do vilão parece mal elaborado, ele pretende derrubar as capitais do planeta para criar um mundo sem bandeiras. Ok. E a partir daí? Mandar nele todo?

Se a trama decepciona, o visual supera as expectativas. Criando um estilo referente aos quadrinhos da época, e ainda sim realista. Com direito a uniforme coladinho em contraste com a versão mais "realista" (ainda é colorido e afetado), e adequada a uma guerra de verdade. O 3D (convertido) não é ruim, mas não acrescenta nada que a versão em dois 2D não tenha.

Já Chris Evans abandonou a canastrice do Tocha-humana, para interpretar um verossímil bom moço. Mesmo após se tornar um "espécime superior", continua idealista, corajoso e extremamente disposto a sacrificar-se pelos outros. A tecnologia que torna Evans franzino (mesma usada em O Curioso Caso de Benjamin Button) é impecável.

O sempre competente Stanley Tucci torna seu Dr. Abraham Erskine, carismático e confiável, mesmo que tenha nascido no lado errado da batalha. É bom ver em um filme de 2ª GM que nem todos os alemães eram malvados. O General Chester Phillips (Tommy Lee Jones), traz em seu jeito durão as melhores piadas do longa.

Howard Stark (Dominic Cooper, de Mamma Mia), pai de Tony Stark (o Homen de Ferro), ganha bastante espaço no processo de criação do herói. É divertido tentar buscar semelhanças entre as personagens de Cooper e de Robert Downey Jr, bem como as referências aos futuro do Homen de Ferro. Elementos de Thor também estão presentes completando o "combo" de indicações ao universo Marvel, que pretende reunir os heróis em Vingadores.

No geral, Capitão América entrega o que promete. Um filme divertido, e uma boa apresentação do maior herói da Márvel com desfecho em aberto perfeito para introduzir os Vingadores. O filme da equipe super poderosa é o próximo longa do estudio e deve chegar aos cinemas em Maio de 2012.

Capitão América - O Primeiro Vingador (Captain America - The First Avengers)
EUA - 2011 - 124 min.
Aventura
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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Transformers 3 - O Lado Oculto da Lua

Aviso: se um dia você se candidatar a personagem de um filme de Michael Bay, esteja preparado para a frustração. Pois, é possível que, mesmo que você salve o mundo 2 vezes, seja condecorado pelo próprio presidente, estude nas melhores universidades bancado pelo governo e tenha robôs alienígenas gigantes como melhores amigos você continue sendo o mesmo perdedor de antes de tudo  que mencionei anteriormente acontecer.

É assim que encontramos o pobre Sam Witwicky (Shia LaBeouf), no terceiro longa de Transformers. Aceitando um emprego muito abaixo das expectativas, sustentado pela nova namorada e com um péssimo carro, já que Bumblebee está a trabalho com os outros Autobots.

O trabalho inclui, além de manter seu novo lar e todos os que vivem nele seguros, resgatar um Autobot que caiu na lua na época da corrida espacial, com uma carga preciosa. E teria causado a aceleração da corrida espacial. Única idéia inspirada (embora não seja novidade no cinema), é a inclusão de fatos reais na trama. Através de vídeos de arquivo, recriações e alterações digitais de aparencia falsa perto dos muito bem elaborados robôs. O resultado é interessante, mas não o suficiente para nos manter completamente a par da trama.

Fica claro que a história foi construída em torno das cenas de ação. Impossóvel não imaginar a "equipe criativa" discutindo: Não seria legal se o Bublebee, fizesse isso? Ótimo agora inventa um motivo para ele fazer. - O resultado são ótimas, tecnicamente perfeitas, cenas de ação. Já que o filme foi feito para mostra-las! O mínimo era mostrar direito.

Entre uma demolição e outra em Chicago, um caco de história para justificar a presença do longa. Os quarenta minutos finais por sua, vez esquecem até dos cacos e, se empenha unica e exclusivamente e uma infinita, e catastrófica batalha de robôs gigantes com algumas frases de efeito. O resultado, é ao final da seção não lembrar muita coisa da história ou dos personagens. Ou alguém aí sabe o nome do militar interpretado por Josh Duhamel nos tres longas da franquia? Capitão William Lennox . Sim, eu "Googlei"!

Se é dificil lembrar de um personagem que aparece em todos os longas. Menos ainda resta para Rosie Huntington-Whiteley (substituta a altura de Megan Fox como namorada do protagonista. Bonita e vazia!), e Patrick Dempsey (o humano mal da vez?). É claro que vamos lembrar que eles estavam lá, mas a informação raramente vai além do que descrevi nos dois parênteses anteriores. E ainda existem o elenco de apoio e os alívios cômicos, com suas piadas esquecíveis.

É claro, que a grande maioria do público de ação vai vibrar com o longa. Especialmente em relação ao realismo dos aliens, e do 3D que contrariando as expectativas (de que teríamos convulsões pela soma da tecnologia em terceira dimensão e os cortes frenéticos de Bay), é bom. Entretanto se você não tem a habilidade de exigir pouco da lógica, pode ficar incomodado. Particularmente, fico me perdendo entre quem está aonde, lutando com quem.

Termino esta humilde análise de forma bem parecida com a resenha do filme anterior da franquia (eu? sugerindo que o filme é mais do mesmo? Imagina!). Transformers 3 - O Lado Oculto da Lua, tem uma história ruim e boas cenas de ação, até dá para divertir. Resta saber por quanto tempo, mesmo o  cérebro mais amável, vai compensar a falta de sentido com a ação sem limites.

Transformers 3 - O Lado Oculto da Lua (Transformers - Dark of the Moon)
EUA - 2011 - 157 min
Ação / Ficção científica

Resenha de Transformers: A Vingança dos Derrotados (2009)
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domingo, 24 de julho de 2011

Poster não oficial

"Você não pode esperar por 10 anos, 
sem dizer a palavra épico um milhão de vezes"

(clique para ampliar)
A imagem de autoria desconhecida (é sua? se apresente!), circula pela internet e faz uma brincadeira com Harry Potter e o cartaz de A Rede Social.
 
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quarta-feira, 20 de julho de 2011

George Lucas Contra-Ataca

Muitos fãs de Star Wars desgostosos com os epsódios I, II e II buscam desesperadamente por uma resposta, ou motivo para realização desses longas. Ou ainda para as constantes alterações na trilogia original, em seus vários relançamentos.

O vídeo George Lucas Strikes Back, explica o que realmente aconteceu na mente do criador daquela galáxia distânte, em forma de trailer cinematográfico. Pode não ser a resposta definitiva, mas com certeza daria um ótimo filme.

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2

Começando exatamente onde terminou a primeira parte, na melancólica perda de um adorável personagem, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2, deixa o tom contemplativo o longa anterior de lado, para mergulhar na ação quase ininterrupta. E apesar de uma ou outra falha (se nem Dumblerore era perfeito, porque combrar isso de um filme?) não decepciona ao encerrar, uma saga complexa e amada por fãs ao redor do mundo, e a franquia mais lucrativa dos cinemas.

Harry (Daniel Radcliffe) ainda precisa escontrar as ultimas horcruxes. Destruir esses obejtos, que contém partes da alma de Voldermort é o unico caminho para derrotar o maior bruxo de todos os tempos. Logo no início, ao lado de Ron (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) embarcam em uma quase bem sucedida invasão ao Banco de Gringotes, até esse dia o lugar mais seguro do mundo. A excelente sequencia incluindo um realístico dragão, nos deixa a pergunta: se on início é tão grandioso, será que o fim vai dar conta de superá-lo?

Sim, supera. Mas não apenas pela ação em si, mas pelas consequencias dela. Depois de meses de contemplação entre uma floresta e outra, o jovem heroi tem consciência do mundo a sua volta. Sabe que suas ações tem consequencias, e nem sempre boas. E embora seja aparentemente a única opção, a luta vai levar muitos de seus amigos. O longa não tem medo de mostrar a mantança, muito sangue e corpos espalhados por Hogwarsts, nos faz adimirar que a censura seja apenas 12 anos. Embora, algumas mortes merecessem maior destaque, o impacto delas move as atitudes do protagonista.

Não demora muito e estamos de volta onde tudo começou. Não haveria mesmo, melhor lugar para encerrar a saga que Hogwarts. Antes colorida e lúdica, a escola agora um campo de concentração e posteriormente uma enorme pilha de escombros. Lá alunos e professores esperançosos, logo põem suas varinhas a disposição das batalhas.

E assim, vemos as sequencias mais deliciosas do filme, quando personagens como a Prof. McGonagal (Maggie Smith), e Neville (Matthew Lewis) finalmente ganham espaço para mostrar sua força.Já a fragilidade dos Malfoy, já apontada no longa anterior, aqui fica evidente pela abatida aparência de Lucius (Jason Isaacs), antes um pavão emplumado, agora constantemente acuado.

E por falar em força e fragilidade, Alan Rickman entrega de forma brilhante, o personagem mais complexo de toda a saga. Assitimos um Snape ameaçador e de ações objetivas. Mas, com expressões sutilmente ambíguas que lembram ao expectador/leitor seus verdadeiros motivos, e aquele que acompanha apenas nas telas, confuso com relação ao caráter do, agora, diretor de Hogwarts.

As pontas soltas ficam a cargo, do exesso de personagens para organizar. Impossível, não questionar onde Hagrid (Robbie Coltrane) estava, e como Luna (Evanna Lynch) chegou a Hogwarts antes de Harry. O final também deixa algumas importantes batalhas em segundo plano para se focar no embate entre Harry e você-sabe-quem, que apesar de visualmente expetacular, pareceu simples depois de tanta ação. Assim vemos a morte de Belatrix de forma rápida, e sem aviso prévio. Outra cena estilo "ue!agora?", é o supra-esperado beijo de Ron e Hermione, que acontece de repente entre uma correria e outra. Depois de 7 anos requentando uma relação, quem precisa de romance?

Por incrível que parece ainda conseguimos ver de relance antigos personagens (alguém aí lembrava da Prof. Sprout? Interpretada porMiriam Margolyes) e conhecer alguns novos. Além de rever Dumbledore (Michael Gambon), metafórica e literalmente sob uma nova luz. E perceber o crescimento dos personagens (e de ssus intértpretes) que conhcecemos ainda crianças. Seja com os protagonistas, que agregaram atitudes adultas as características que trazem da infância. Seja com alguns coadjuvantes, que finalmente aparecem.

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2, usa muita ação, suas consequencias (psicológicas e físicas) e traz de volta a maioria dos personagens do universo criado por Rowling, para uma despedida mais que satisfatória para a saga. Nada mal para uma história que começou como "O Senhor dos Anéis para crianças", e terminou não apenas como a maior franquia dos cinemas, mas como um das adaptações mais fiéis, respeitadas, e respeitosas, com seus fãs. Sozinhos os oito longas de Harry Potter, são apenas bons filmes, juntos são um marco do cinema construído ao longo de uma década.


Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2)
Reino Unido/EUA - 2011 - 130 min.
Aventura / Fantasia 

Especial Harry Potter no DVD, sofá e pipoca



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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dia Mundial do Rock

Comemorado desde 13 de Julho de 1985, quando aconteceu o Live Aid. O show simultâneo em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia, nos Estados Unidos, organizado por Bob Geldof tinha o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a fome na Etiópia.

Na época se apresentaram artistas como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.

Para comemorar, confira essa curiosa homenagem de uma empresa de celular aos 25 anos da história de amor mais cantada do pais. 

Eduardo e Mônica
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Se Beber, Não Case! Parte II

O primeiro Se beber não case! (The Hangover, 2009) é divertido, completamente insano, politicamente incorreto e totalmente imprevisível. A trama sobre a maior ressaca da mais loucadespedida de solteiro de todos os tempos, pegou o público de surpresa agradou alguns críticos e fez bonito nas bilheteria. Não é de se admirar que os rapazes festeiros repetissem a dose nas telas.

Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha) estão novamente as vésperas de um casamento, mas dessa vez a farra troca Las Vegas por Bangcoc. Na capital daTailândia, os rapazes não tem a menor intenção de repetir a despedida, enquanto o noivo da vez, Stu, tenta agradar a o futuro sogro. O pai da noiva considera o futuro genro tão interessante quanto àgua de arroz. Ainda assim a história se repete. Phil, Stu e Alan acordam em um quarto de hotel, sem lebrança da noite anterior e de onde deixaram o irmão caçula da noiva.

A partir daí revistamos a loucura do longa anterior apliada. As piadas são praticamente as mesmas exageradas ao extremo. A mudança da ilumidada Las Vegas, para poeirenta (resultado da fotografia amarelada?), Bangcoc torna as situações mais sufocantes, ameaçadoreas e, consequentemente, menos divertidas.

O lampejo de originalidade fica por conta de Stu. Enquanto o noivo descobre o que fez na noite passada acaba encontrando sem querer a forma de mostrar ao futuro sogro que é mais interessante que agua de arroz. Trama que ganha pouco espaço em meio a macacos traficantes, travestis convincentes, monges e contrabandistas.

Embora se mantenha divertido, completamente insano e politicamente incorreto, Se Beber, Não Case! Parte II, não herdou de seu antecessor a característica, que provavelmente, mais cativou expectadores: ser imprevisível. Antes mesmo da projeção começar sabemos o que vai acontecer, e imaginamos como deve terminar. Resta torcer pela originalidade das situações, e das piadas resultantes delas. Contudo o longa se limita a repetir e aumentar os absurdos do original.

Se em 2009 a dicussão era sobre a qualidade do polêmico filme. Em 2011 a questão é a necessidade de uma sequencia. Phil e cia realmente precisavam de novas aventuras identicas as anteriores? Bom, ao menos a habilidade de não aprender com os erros é a cara deles!

Se Beber, Não Case! Parte II (The Hangover Part II)
EUA - 2011 - 102 min.
Comédia
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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Game of Thrones - fã de carteirinha!

Com ótimo final de Game of Thrones na HBO, e a tristeza de ter que esperar a segunda temporada para poder visitar Westeros novamente, esse vídeo que a Geisy postou no Facebook veio a calhar. Jason Yang,  fã de carteirinha dos sete reinos toca a bela trilha sonora de Ramin Djawadi para a série de TV, perfeitamente.

Confiram o vídeo enquanto tomo coragem para encarar a série de livros As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin.  Do tamanho de tijolos, os livros deram origem a série.



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sexta-feira, 1 de julho de 2011

X-Men - Primeira Classe

Todo mundo já foi jovem. Mas, assim como é difícil imaginar nossos pais antes de nós, é tarefa complicada imaginar os líderes das duas maiores vertentes mutantes antes de efetivamente se tornarem Magneto e Professor X. É no novo ponto de vista, e consequentemente na relação entre esses futuros antagonistas, que X-Men - Primeira Classe acertadamente aposta. Mesmo porque o desfecho desses acontecimento é de conhecimento da grande maioria.

Enquanto criança, Charles descobre, e acolhe, uma garotinha azul furtando comida em sua luxuosa cozinha, Já Eric enfrenta o campo de concentração nazista, a perda dos pais, a descoberta e exploração de seus poderes. Estabelecida das bases das personalidades dos dois, resta ver como interagem. Eric (Michael Fassbender) está completamente focado em uma vingança obsessiva, e Charles (James McAvoy) acaba de se tornar professor, e como todo jovem comemora, enche a cara, passa cantadas com fundo científico.

Quando ambos são, de uma forma, ou outra, recrutados pela CIA, e passam a procurar e recrutar outros como eles. Teoricamente para entender e aprender a usar esses dons da melhor maneira possível. Em meio a tudo isso, ainda precisam proteger os pobres e desinformados humanos de uma possível terceira guerra mundial. Esta, é claro, causada por um mutante vilão "do mal", o estiloso Sebastian Shaw (Kevin Bacon). Ou você achava que não teria um?

São então recrutados os membros da primeira equipe de X-Men: Destrutor (Lucas Till), Fera (Nicholas Hoult), Banshee (Caleb Landry Jones), Darwin (Edi Gathegi) e Angel (Zoe Kravitz). Todos jovens, descobrindo seus poderes. Cabe aqui a recorrente temática de auto-aceitação, onde além de entender suas habilidades os jovens tem de aceitar que são diferentes e ter orgulho disso. É Mística (Jennifer Lawrence) quem tem o maior do desafios: aceitar sua natureza azul para poder alcançar seu potencial.

A humanidade ainda não tem conhecimento da existência de mutantes, mas a chegada do momento dessa descoberta é cada vez mais eminente. Diante do provável preconceito dos humanos "normais", qual caminho seguir? Buscar aceitação de forma pacifica, e paciente. Ou entender que a raça inferior é incapaz de aceita-los e reagir com ações mais "firmes"? Conhecendo o passado e as razões que levam Xavier e Magneto a ter ideias tão distintas da sociedade, somos levados a pensar: nenhuma das visões está errada.

Apesar do incomum espaço para o desenvolvimento de bons personagens, este ainda é um filme de ação. As sequências de ação não apenas funcionam como, não desperdiçam poderes mutantes apenas para mostrar que o longa tem orçamento de sobra para efeitos especiais. Mesmo na cena onde os jovens recrutas exibem suas habilidades uns aos outros, há um objetivo além de "porque é legal".

Mas é legal! Divertido e inteligente, nos apresenta personagens que adoramos sob um novo ponto de vista, sem que odiemos essas novas versões. E ainda nos faz querer rever os três primeiros X-Men, sob o risco de redescobri-los com a adição desse novo olhar. Quem diria que jovens inexperientes seriam capazes de tantas coisas? É todo mundo já foi jovem um dia. Mas os "garotos" de X-Men Primeira Classe, parecem bem mais engajados que nós!

X-Men - Primeira Classe (X-Men - First Class)
EUA - 2011 - 132 min.
Ação / Aventura
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