segunda-feira, 20 de junho de 2011

Qualquer gato vira-lata


Tati (Cléo Pires), ama Marcelo (Dudu Azevedo) que ama a si mesmo. Romântica, apaixonada a moça faz tudo pelo namorado. Ele que não se esforça nem um pouco para retribuir a dedicação da moça, pois tem certeza que basta jogar um charme para Tati perdoar seus erros.

Ao levar um fora em público, Tati, arrasada e precisando de maquiagem a prova d'água, esbarra no professor de biologia Conrado (Malvino Salvador), cuja tese defende que os problemas no relacionamento entre homens e mulheres é unica e esclusivamente delas. Segundo ele, ao tomar a iniciativa na paquera as moças contrariam anos de evolução, deixando os machos, antes dono de todas as atitudes perdidos e assustados. O que claro, a deixa além de mais arrasada, furiosa.

Após um breve enfrentamento, Tati, sem mais recursos para re-conquistar o namorado, dá o braço a torcer e se oferece como cobaia da pesquisa de Conrrado. A partir daqui assitimos ao treinamento da moça para se tornar a mulher irressitível. Muito parecido com o que acontece em A Verdade Nua e Crua (2009). E assim como no longa estrelado por Gerard Buttler e Katerine Heigl, ao dar todas as armas à moça nem mesmo seu tutor resiste a ela. O resultado é a tradicional fórmula de cómedia romântica, da qual parecemos nunca enjoar, mas também não nos surpreende nem nas piadas.

Contudo, Malvino Salvador não é Gerard Butler. Seu professor é caricato, pesado, exagerado para o cinema. Sua dificil vida, é constantemente lembrada ao expectador para que não haja o risco de não torcermos por ele. O resultado é que ainda no meio do filme começamos a nos perguntar: porque ele não toma uma atitude?

A protagonista Tati, é ate bem apresentada. A sequencia inicial na qual a moça se arruma para a festa, ao mesmo tempo que telefona compulsivamente para o namorado, nos apresenta uma moça, insegura, ansiosa, desorganizada e um pouco avoada. Sua mudança durante o "processo de aprendizado", para uma mulher madura e segura poderia ser um diferencial na história. Mas a indicação fpara por aqui. E a sequencia inicial é vira apenas uma forma "bonitinha" de começar o filme.

Cléo Pires até se sai bem como a "mocinha" da história, para aqueles que conseguem esquecer que aquela é Cléo Pires. O que, com o repertório restrito de espressões da moça, é bastante complicado. Dudu Azevedo convence, até começar a tentar fazer graça. Sua tentativa de humor diverte menos, que as cenas "sérias". As vezes a graça está em não ser engraçado. 

Uma comédia romantica tradicional, inspirada na peça homônima de Juca de Oliveira, e com apelo das produções e elenco global.  Qualquer Gato Vira-Lata diverte, mas seu apelo é tão fragil quanto a relação de Marcelo e Tati.

Qualquer Gato Vira-Lata
Brasil - 2011 - 98 min.
Comédia romântica

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