quarta-feira, 29 de junho de 2011

Love Is A Drug - Sucker Punch

Morrendo de culpa por deixar o blog as moscas nas ultimas semanas, na tentativa normalizar a situação.

Deixo vocês com a promessa novos posts e uma das cenas que ficaram de fora de Sucker Punch - Mundo Surreal. Love Is A Drug, do Roxy Music interpretado por Oscar Isaac e Carla Gurgino. Esta e outras sequencias musicais feitas para o longa, mas não exibidas no cinema devem estar entre os extas do DVD e BluRay.

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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Qualquer gato vira-lata


Tati (Cléo Pires), ama Marcelo (Dudu Azevedo) que ama a si mesmo. Romântica, apaixonada a moça faz tudo pelo namorado. Ele que não se esforça nem um pouco para retribuir a dedicação da moça, pois tem certeza que basta jogar um charme para Tati perdoar seus erros.

Ao levar um fora em público, Tati, arrasada e precisando de maquiagem a prova d'água, esbarra no professor de biologia Conrado (Malvino Salvador), cuja tese defende que os problemas no relacionamento entre homens e mulheres é unica e esclusivamente delas. Segundo ele, ao tomar a iniciativa na paquera as moças contrariam anos de evolução, deixando os machos, antes dono de todas as atitudes perdidos e assustados. O que claro, a deixa além de mais arrasada, furiosa.

Após um breve enfrentamento, Tati, sem mais recursos para re-conquistar o namorado, dá o braço a torcer e se oferece como cobaia da pesquisa de Conrrado. A partir daqui assitimos ao treinamento da moça para se tornar a mulher irressitível. Muito parecido com o que acontece em A Verdade Nua e Crua (2009). E assim como no longa estrelado por Gerard Buttler e Katerine Heigl, ao dar todas as armas à moça nem mesmo seu tutor resiste a ela. O resultado é a tradicional fórmula de cómedia romântica, da qual parecemos nunca enjoar, mas também não nos surpreende nem nas piadas.

Contudo, Malvino Salvador não é Gerard Butler. Seu professor é caricato, pesado, exagerado para o cinema. Sua dificil vida, é constantemente lembrada ao expectador para que não haja o risco de não torcermos por ele. O resultado é que ainda no meio do filme começamos a nos perguntar: porque ele não toma uma atitude?

A protagonista Tati, é ate bem apresentada. A sequencia inicial na qual a moça se arruma para a festa, ao mesmo tempo que telefona compulsivamente para o namorado, nos apresenta uma moça, insegura, ansiosa, desorganizada e um pouco avoada. Sua mudança durante o "processo de aprendizado", para uma mulher madura e segura poderia ser um diferencial na história. Mas a indicação fpara por aqui. E a sequencia inicial é vira apenas uma forma "bonitinha" de começar o filme.

Cléo Pires até se sai bem como a "mocinha" da história, para aqueles que conseguem esquecer que aquela é Cléo Pires. O que, com o repertório restrito de espressões da moça, é bastante complicado. Dudu Azevedo convence, até começar a tentar fazer graça. Sua tentativa de humor diverte menos, que as cenas "sérias". As vezes a graça está em não ser engraçado. 

Uma comédia romantica tradicional, inspirada na peça homônima de Juca de Oliveira, e com apelo das produções e elenco global.  Qualquer Gato Vira-Lata diverte, mas seu apelo é tão fragil quanto a relação de Marcelo e Tati.

Qualquer Gato Vira-Lata
Brasil - 2011 - 98 min.
Comédia romântica
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quarta-feira, 15 de junho de 2011

E eu achava que sabia ver filmes...

Algum tempo atrás eu decidi: preciso ser uma cinéfila melhor! Menos preguiçosa. E parar de colocar a culpa na cidade atrasada onde moro por perder tanta coisa.

Comecei cumprindo as promessas de ano novo e assistindo aqueles clássicos, que todo cinéfilo deve ver, mas, que quando disponíveis na locadora são ofuscados pela muito bem posicionada prateleira de lançamentos. Foi assim que embarquei com a Giselle e Geisy na aventura de manter outro blog, dessa vez só sobre cinema.

Eu até já me sentia uma cinéfila melhor, mas é claro que não seria suficiente. Eis então que surge, o Curso de Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográficas, só para me mostrar que eu estava certa. Não era mesmo o suficiente!

Ministrado por Pablo Villaça, editor e crítico do Cinema em Cena (e montão de outras coisas também). O curso de 15 horas do qual participei semana passada, mostra de forma clara, bem humorada, objetiva e (para a felicidade geral) usando uma penca de filmes como exemplo, que há muito mais pelo que procurar na tela.

A gente até imagina que tudo que se vê está lá por algum motivo. Mas não faz ideia de quão específica é a função de um papel de parede, ou do queixo (do queixo!?!) de um figurante. Muito menos, que inconscientemente percebemos a mensagem que cada mínimo detalhe passa. Ou ainda, que fica muito, muito mais interessante quando temos consciência deles!

O resultado? Enquanto descobria a razão de Clarice de o Silêncio dos Inocentes, ter um guarda-roupa horroroso, ou porque adoramos um bom vilão, percebi que gosto ainda mais da 7ª arte do que imaginava (não achei que fosse possível).

Descobri uma nova forma de ver filmes. O que vai me obrigar a rever todos os filmes que já vi na vida, só para perceber aquela parte do filme que eu não estava enxergando. E ganhei uma nova lista de filmes para por em dia. Tudo bem, adoro uma lista mesmo!

Ainda conheci uma galera bacana, que tem a mesma mania paixão por cinema que eu. O que compensa a correria para estar no Rio de Janeiro as 14h, em semana de greves e finais de campeonatos de futebol.

Balanço, mais que positivo não acha? Parabéns ao Pablo pelo ótimo curso, e pela turma que manteve o clima e as discussões em sala incríveis.

Agora preciso ir, muitos filmes para por em dia!
Onde Está Wally? - A galera do curso (clique para ampliar)
P.s.: Hoje me peguei tentando entender o motivo dos autores de uma novela levar uma personagem para uma cena, em um núcleo do qual ela não faz parte. Será efeito do curso? E se for é aplicavel em telenovelas? (rs)
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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Contos dos Irmãos Grimm

A origem do “felizes para sempre”
 Era uma vez Jacob e Wilhelm Grimm. Os irmãos alemães se dedicaram ao registro de fábulas e contos infantis. As histórias se espalharam pelo mundo e transformaram através dos séculos. Hoje, o universo lúdico dos contos de fadas faz parte do imaginário coletivo influenciando aventuras e romances imaginários e reais. - Que mulher nunca se comparou a Cinderela? - Contos dos Irmãos Grimm da Editora Rocco reúne fábulas como Gata Borralheira, Banca de Neve, e Rapunzel a histórias menos conhecidas do publico, como O Velho Sultão e Elza Sabida.

Organizado pela Doutora em Estudos Multiculturais e Psicologia Clínica Clarissa Pinkola Estés a publicação apresenta 53 contos registrados pelos Grimm, além de um ensaio escrito pela organizadora. Em Terapia dos Contos, a doutora analisa o papel dos contos de fadas na sociedade. Partindo da época em que foram registradas pelos irmãos alemães, quando pertenciam a uma tradição oral, até os dias atuais quando uma mesma história pode ser contada de diversas formas, livros, CDs, Cinema, TV.

O ensaio analisa o surgimento, influência e adaptação, uma vez que as histórias foram adequadas aos costumes e valores de cada época. A autora discorre de forma simples e clara sobre a arte transmitir histórias através dos tempos, criando um paralelo com obras literárias e mesmo de outras mídias.

Segundo a própria autora, é impossível determinar a versão original de cada conto, devido a sua tradição oral, as diversas adaptações e traduções. Contudo as histórias apresentadas neste livro tentam remontar as versões mais antigas dos contos, antes da ética e didática suavizarem seu conteúdo. Diferente das versões mais populares das histórias, como as produzidas pelos estúdios Disney, onde são amenizadas e açucaradas, “para não assustar as crianças”, as versões contidas nesse livro podem assustar os pequenos e surpreender os adultos.

Originalmente a expressão “e viveram felizes para sempre” não era aplicada a todos os personagens. Os vilões, por exemplo, sofriam castigos severos, por vezes brutais, como ter os olhos arrancados por pássaros, ou o estômago recheado de pedras. Mesmo detalhes dentro da história são diferentes das versões mais conhecidas do público, como a ausência da figura da fada madrinha em Cinderela, essencial nas versões contemporâneas.

As fábulas apresentadas no livro são mais frias, cruéis e consequentemente mais reais que as narrativas populares. Apresentam várias camadas de interpretação, percebidas de forma diferente de acordo com a idade do leitor. Retiram a monotonia de histórias já conhecidas, além de apresentar novos contos.

Seguindo o tom das narrativas o livro traz de ilustrações de Artur Rackman, que ressaltam o senso de realidade das histórias. As imagens fogem do estereótipo belo e perfeito dos contos de fadas modernos, monstros são assustadores, bosques sombrios realmente intimidam. As ilustrações recebem atenção especial no prefácio escrito por Estés. A autora analisa não apenas as obras de Rackman, mas também a influência e importância dos desenhos para as histórias.

Contos dos Irmãos Grimm tem 315 páginas e tradução de Lia Wyler. A encadernação em capa dura faz referência ao próprio universo dos contos, em que histórias são contadas a partir de grandes e antigos livros.

Em tempos onde o “felizes para sempre” não passa de ficção, e os casamentos tem prazo de validade, nada mais interessante que reler aventuras e histórias de amor que inspiraram gerações. Além de perceber que mesmo com finais felizes, os contos de fadas podem ser mais ricos e complexos do que recordamos.

Contos dos Irmãos Grimm
Organizados por Clarissa Pinkola Estés
Rocco
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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Observações da vida moderna

Já que esta semana textos longos não alcançaram minha mente...

  • Maravilhosa a tecnologia de hoje! Temos livros digitais, maquinas que transformam tampinhas em xicaras de café, podemos falar vere ouvir uma pessoa em qualquer lugar do mundo, um pequeno celular pode carregar centenas de aplicativos...
  • Como é que ninguém inventou um substitúto p/ o motorzinho do dentista???

  • Dia desses, sábias palavras chegaram em meu e-mail sobre fatos e verdades da vida moderna:
"Ninguém é tão feio como na identidade, tão bonito como no Facebook, tão feliz como no Orkut,tão simpático como no Twitter, tão ausente como no Skype, tão ocupado como no MSN e nem tão bom como no Curriculum Vitae."
 - Céus!!! Será que é possível conhecer as pessoas de verdade pela rede?

  • Muito legal a adaptação de A Mulher Invisível, para a TV. O único problema é que eu não conseguia parar de pensar que a Luana Piovanni estava atrapalhando o casamento de Lisbela e o Prisioneiro.

  • Atenção pessoas do Facebook, não quero, não posso, não devo e não tenho tempo a perder (literalmente, onde vocês arranjam tempo?) no Farmiville, CityVille ou similares! Bloqueando....


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