quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

The Walking Dead


É isso?! Acabou?! Só em Outubro de 2011 agora? Será que aguento?

O final de temporada que suscitou tantas perguntas a esta blogueira que vos escreve, fez com que 8,1 milhões de estadunidenses parassem em frente a TV no ultimo domingo. Seis milhões só na primeira exibição (o canal exibe uma reprise no fim da noite.

Mas não se engane com as as perguntas. O final da temporada de The Walking Dead está longe de ser frustante como o episódio derradeiro de Lost. As perguntas são na verdade resultado de um trabalho bem feito e altamente viciante.


Baseado na HQ de Robert Kirkman, que no Brasil ganhou o título de Os Mortos-Vivos, a versão para a TV começou com cenas chocantes (garotinha zumbi logo de cara!), e com uma narrativa um tanto familiar homem em coma acorda e encontra uma cidade totalmente deserta e muitos cadáveres no caminho (Extermínio de Danny Boyle?!). A sensação de "déjà vu" passa assim que vemos o primeiro zumbi em cena (e nem chega a ser um inteiro!). O cineasta Frank Darabont aproveitou o tempo de sobra que uma série de TV possibilita (diferente das duas horas de um longa-metragem), e com o ritmo, estética de cinema conta a história do mundo pós-apocalíptico zumbi de um jeito que deixaria qualquer fã, e mesmo o George Romero orgulhoso.

Aos poucos, entendemos a ameaça. Barulho alto atrai os zumbis. É preciso destruir o cérebro para extermina-los. Pode-se encarar um ou dois, mas em grande número são perigosos. Nos percebem pelo cheiro. Irnformações não muito novas, mas muito bem distribuídas, e usadas na trama e pelos personagens.

Embora o grande atrativo sejam os comedores de carne, a história não é sobre os mortos-vivos. Aliais, filmes de zumbis nunca são sobre eles. São sempre sobre as pessoas que sobram, sua luta pela vida, a beleza e feiúra da natureza humana. Desespero, brigas, atitudes impensadas, atos altruísticos, solidariedade, está tudo em cena. Tudo junto e misturado, compondo as diversas reações que podemos ter em situações extremas pela sobrevivência. 

Nos (apenas) seis epsódios de The Walking Dead, acompanhamos o tal cara em coma mencionado anteriormente. Em assistente de xerife que depois de entender o que aconteceu com o mundo, se empenha em uma busca pela mulher e filho. E mais tarde lidera a sobrevivência do grupo ao qual se uniu. E mesmo que os vivos sejam a parte mais interessante dessa equação, antes do fim ainda entendemos um pouco de como o cérebro de um morto-vivo funciona, e como o mundo reagiu a eles. Notou que não mencionei nomes? Realmente não consegui decorar, para mim os personagens eram, o xerife, a esposa, o amigo...

Ainda não entendemos como o mundo acabou, e nem deixamos nossas personagens em segurança. Estão a salvo, por hora. (Horas mesmo, as noites são perigosas por lá!). Deixando um prato cheio de possibilidades para a, já confirmada, segunda temporada prevista para outubro de 2011. 

O único porém dessa temporada foi a exibição da Fox que, além dos intermináveis intervalos comerciais,  privou alguns expectadores do audio original. E reduziu o episódio piloto original de 90 minutos, para uma versão de 54 minutos. Aparentemente a emissora voltou atrás e promete iniciar a reprise da temporada com a "versão do diretor", na próxima terça.

Quem diria! Enquanto dezenas de séries tentam ser a "nova Lost", a melhor novidade do ano veio de um gênero criado em 1968.
Não é que eles tem nome, eh... menos os zumbis né!

2 comentários:

Giselle de Almeida disse...

Acabei de postar lá no blog. Gostei, mas não fiquei tão empolgada quanto você. E achei o final fraco. Aguardemos a segunda temporada...

Fabiane Bastos disse...

Acabei de ler lá no blog. É gostei mais que você. Tenho uma teoria para o final fraco: é fraco pq não termina nada, rs.
Outubro de 2011 parece tão longe....

 
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