segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O Ultimo Mestre do Ar

Nunca assisti a animação Avatar: A lenda de Aang, da qual O Ultimo Mestre do Ar é adaptado. Também não tenho grandes problemas com o ultimos filme Shyamalan (o outrora diretor revelação/prodigio tem decepcionado expectadores e críticos em suas ultimas produções), não são a sétima maravilha do mundo, mas também não vão causar o apocalipse. Seja tavez essa a razão de eu até ter gostado do longa.

A nação do Fogo pretende dominar o mundo, para isso entra em guerra contra as nações da Terra, Água e Ar. Apenas o Avatar, único capaz de controlar os quatro elementos seria capaz de restaurar a paz. Mas, o Avatar sumiu a quase um século, e o mundo está quase todo sob o domínio da nação do Fogo. É nesse caos que Katara (Nicola Peltz) e seu irmão Sokka (Jackson Rathbone), jovens do povo da Água do sul, encontram Aang (Noah Ringer). O menino é o ultimo capaz de dominar o elemento Ar, e segundo seus antigos mestres extintos, o Avatar. Logo os irmãos se unem a ele para terminar seu treinamento e trazer a paz e o equilibrio de volta as quatro nações.

O elenco quase todo formado por novatos não traz grandes atuações. Dev Patel (o Jamal, de Quem quer ser um milionário?) até tenta desenvolver o dilema de seu atormentado e banido principe Zuko, enquanto Shaun Toub (Tio Iroh) esboça um interessante misto de poder e serenidade, mas ambos tem pouco espaço em cena para conseguir um bom resultado.

O que os suspenses de Shyamalan menos ofereciam ao público era informação, logo o diretor ainda escorrega um pouco para apresentar a rica mitologia da aventura, chegando a prejudicar a ação em prol do explicação. Atitude que costuma irritar expecatadores que ja conhecem aquele universo. Para os não iniciados, porém,  o didatismo exagerado é necessario funciona, atende aos 'porques?" e "comos?".

Outro ponto fraco de Shymalan a comédia, usada como alívio cômico na animação, no longa é praticamente inesistente. Novamente incomoda os apenas os já iniciados, que não reconhecer no longa a mesma atmosfera do desenho.

As lutas no estilo Tai Chi Chuan, são visualmente muito elegantes, da até vontade de praticar com os velhinhos no parque. Mas não pude evitar pensar: é tanto tempo gesticulando que uma flecha facilmente acabaria com eles antes de poderem terminar o 'golpe'. Falando em belas imagens, o visual é deslumbrante, mesmo em 2D. Cheios de tons azulados diverge completamente do colorido desenho. Mas fica bonito em cena, na companhia dos efeitos especiais e do Tai Chi.

O Ultimo Mestre do Ar precisou suprimir a palavra 'Avatar' do título, por causa do longa de James Cameron. É a primeira adaptação da carreira de M. Night Shyamalan. Considerando sua total inexperiência na área o filme é até bom. Funciona. Ao menos é o que as crianças de minha seção esboçaram ao fim do filme: Filmaço! - ouvi um deles exclamar enquanto os outros concordavam. Uma vez que elas são o público alvo, o diretor devia se dar por satisfeito. Os adultos e críticos por sua vez deviam pegar mais leve e curtir a aventura e o belo visual.

O Último Mestre do Ar (The Last Airbender)
EUA - 2010 - 103 minutos
Ação / Fantasia

9 comentários:

Giselle de Almeida disse...

Pelo trailer, me pareceu bem feito, com bons efeitos especiais. Mas não fiquei com a menor vontade de ver...

CD disse...

Eu vi o trailler e me entusiasmei. Vi o filme e só não chorei, porque também não é assim tão mau, mas anda lá perto. Eu até concordo que os filmes do realizador não são assim tão maus como os críticos vem dizendo, mas este me pareceu muito pobre. Quer em cenários, quer em efeitos especias, quer n o proprio argumento.Os cenários e os efeitos são perfeitos, mas pobres. Parece que o filme foi feito nas traseiras do Mumia 3. E o mocinho principal se no "design" está perfeito, na atitude é demasiado arrogante e convencido para agradar.Este vi no cinema, mas se houver próximos, que duvido, ficarei pelo DVD.

Fabiane Bastos disse...

Bom, é uma trilogia, então Shyamalan tem outros dois filmes para consertar isso e conquistar vcs.

CD disse...

Trilogias são para facturar. Se o primeiro falhou... duvido que consiga. Estou lembrando o "Eragon" e o da "Bussula Dourada" que já nem lembro o nome certo. Parece que ficaram só pelo primeiro.

Fabiane Bastos disse...

Não estou de olho nas bilheterias, o longa está indo mal? Assisti (ou li) em algum lugar que as sequências já estão em pré-produção.

Eragon e a Bússula Dourada foi um tiro no pé. Simplificaram demais as histórias.

Na Bússula chegaram ao cúmulo de inverter ordem de acontecimentos importantes e cortar todo o final do livro. Falta de fidelidade foi o problema, uma pena pois acho que o visual e o elenco estavam perfeitos.

Quanto a este longa, nunca vi o desenho Avatar, então não sei se está fiel.

CD disse...

Eu tb. não vi mas o meu filho assistiu a série completa e tb detestou o filme. Eu ligo pouco para essas coisas de fidelidade aos livros. Acho que o filme tem de ter vida própria mesmo que adultere totalmente o original. Neste acho que o mal é mesmo a realização. Não era director para este genero de narrativa. Acho eu, humilde espectador.

CD disse...

O realizador disse em entrevistas que já tem mais duas sequelas prontas, que falta só os produtores quererem avançar com o dinheiro. Que a próxima até é a preferida dele. Quem sabe...
~

Fabiane Bastos disse...

Eu sei q livro é uma coisa e filme outra. Mas li a Bússola e acho q o caso dela foi a falta de fidelidade mesmo. Só vale apena adulterar p/ melhorar, não p/ simplicar e conseqüentemente empobrecer.

O jeito então é ter esperança quem sabe as sequencias (ou sequelas, rs) venham melhores!

coisasdocd.blogspot.com disse...

Simplificar não é oposto de empobrecer. O Senhor dos Aneis são grandes flmes e muitooooo mais simples que os livros. Tb adorei o visual do "Bussula" e tenho penha que tenha ficado por ali.

 
Copyright © 2014 Ah! E por falar nisso... • All Rights Reserved.
Template Design by BTDesigner • Powered by Blogger
back to top