sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes

Esqueça o chapéu, a casaca, o "elementar meu caro Watson". Aliais, esqueça tudo que aprendeu até hoje sobre Sherlock Holmes, antes de ir assistir a versão de Guy Ricchie. Entretanto, não se preocupe, você vai reconhecer o detetive facilmente sob a pele de Robert Downey Jr..

A roupagem 2010 do mais famoso detetive do planeta, acompanha a onda de repaginações de personagens que tem atacado a cultura pop atual. Sherlock ganha cara e hábitos novos, adequados a expectadores do século XIX.

O método científico, lógica dedutiva e o cachimbo ainda estão lá, o resto é novidade. Quer dizer, mais ou menos. Muitas das características dessa versão, como a habilidade para o boxe, fazem parte da personalidade de Holmes desde os livros, só não foram as escolhidas pelas adaptações que imortalizaram o personagem criado por Sir Arthur Conan Doyle no século XIX.

Deixando de lado a iniciação à história pregressa dos personagens, comuns em filmes de "heróis", o longa começa com Sherlock (Robert Downey Jr.) e seu amigo e companheiro de investigações Dr. John Watson (Judde Law), em uma captura heróica. Eles interrompem o misterioso feiticeiro Lord BackWood (Mark Strong), quando este estava prestes a assinar sua sexta vítima em um ritual de magia negra. A trama se complica quando mesmo depois de sua execução na forca o bandido se levanta dos mortos para dar continuidade aos seu plano nefasto. Enquanto desvenda o mistério, Holmes ainda tem que lidar com a partida de Watson, que pretende se casar e largar a carreira investigativa. E com a aparição da atraente vigarista Irene Adler (Rachel McAdams).

Apesar de longo e com muitas paradas explicativas, o ritmo acelerado, os diálogos divertidos e um enorme número de efeitos especiais mantém o expectador atento a cada cena. A musica e a reconstrução da Londres do século XIX, impressionam pela qualidade. Contudo o destaque fica pelo trabalho conjunto de Downey Jr e Law. A dupla tem os melhores e mais inteligentes diálogos, com Sherlock como gênio louco e arrogante e Watson como o cara que tenta dar sentido a toda essa loucura. De todas as expectativas em relação ao filme, a única que não imaginei era que Holmes e Watson tivessem tanto de House e Wilson. Ou será o contrário?

Sherlock Holmes (Sherlock Holmes )
Inglaterra/EUA - 2009 - 128 min
Aventura / Suspense

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

I Gotta Feeling 3

Primeiro foram os estudantes de comunicação da Universidade de Montreal, com um impressionante plano sequência. Depois os fãs da apresentadora estadunidense Ophra Winfrey, deram um show na comemoração de aniversário do programa. Agora é a vez da turma do Chaves (esse mesmo, que você via quando era pequeno no SBT), nos presentear com sua versão de I Gotta Feeling, do Black Eyed Peas.

Segundo a página do vídeo no YouTube, a turma de Roberto Bolaños previu o sucesso da música, lá nos anos 70 e deixou o clip gravado para ser exibido só em 2009.

Tá, você também não caiu nessa mas, convenhamos, é um ótimo trabalho de edição.

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O Fada do Dente

Em terras tupiniquins a traição mais comum, quando os pequenos perdem seus dentes de leite, é atirar o dente perdido no telhado. Herança de nossos colonizadores portugueses. Em outras terras as crianças recebem uma moeda em troca de seus dentes, que são levados, por ratinhos ou Fadas do Dente.

Em O Fada do Dente Dwayne "The Rock"Johnson é Derek. Um jogador de hóquei veterano em fim de carreira, que recebeu o apelido de "Fada do Dente", por eventualmente arrancar os dentes dos adversários ao derruba-los violentamente no calor do jogo. Derek perdeu sua grande chance ao se machucar e com isso perdeu a capacidade de acreditar em sonhos. Ele namora Carly (Ashley Judd), que tem dois filhos. Randy (Chase Ellison) um adolescente que odeia os namorados da mãe e Tess (Destiny Whitlock) uma garotinha em idade de perder os dentes de leite.

Após quase contar para pequena Tess que fadas do dentes não existem Derek recebe uma intimação sob seu travesseiro. Ele terá que cumprir pena pela mancada e trabalhar como fada do dente. E quando a autoridade máxima é Julie Andrews não tem como não obedecer.

A fórmula é mais que conhecida: brutamontes é pego por um mundo lúdico e infantil e tem que aprender a lidar com isso. Mas Dwayne,, a exemplo de outros fortões do cinema, parece que tomou gosto pelo estilo comédia familiar. Depois de Treinando o Papai e A Montanha Enfeitçada ele já está bastante confortável com as situações esdrúxulas e a petizada esta acostumada a ele.

Apesar de sabermos todo o caminho (mancada, castigo, mancada de novo, segunda chance, aprendizado, recompensa e final feliz), a gente acompanha a aventura sem reclamar. Por algum motivo ver um cara de 120kg de músculos vestido com um tutu, nunca perde a graça.

Com cara de Disney (o filme é da Fox) a história fala sobre a importância que os sonhos tem na vida das crianças. E como acreditar, somado ao se esforçar (é claro!), pode fazer diferença na vida dos adultos.

Ainda figuram pela tela, o jogador novato, brilhante e abusado, que ameaça o que restou da carreira de Derek, Mick Donnelly (Ryan Sheckler). O supervisor do mundo das fadas (Stephen Merchant), que não tem assas e sonha em deixar o trabalho burocrático e tornar-se fada do dente. E o inventor de utensílios para fadas vivido por Billy Crystal, que protagoniza as melhores piadas do filme, mas não tem seu nome nos créditos.

A edição e o timming das piadas são bem resolvidos e os truques para fazer o público rir não são novidade. Algumas situações são tão ridículas, que gargalhamos mais por terem a coragem de coloca-las no filme, que por sua graça real. O que funciona muito bem se formos no cinema sem grandes expectativas dramáticas, apenas para aproveitar duas horas fora do enfadonho mundo real. Então compre um baldão de pipoca e vá passar um tempo onde tudo é possível e divertido, por mais sem noção que seja.

O Fada do Dente (Tooth Fairy)
EUA, Canadá - 2010 - 101min
Comédia
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Em defesa dos copos de geléia!

Aqui em casa temos um problema sério, somos incapazes de manter um jogo de copos de vidro completo por mais de duas semanas. Se forem copos decorados então, desista! Não duram nada. Provavelmente a causa é a alta rotatividade de familiares e amigos. Oficialmente somos três moradores, mas a casa está sempre lotada. Contudo, desvendar o mistério da nossa habilidade para quebrar copos não é o objetivo desse post.

Eis uma história sobre copos.

Devido ao problema citado no paragrafo anterior, eventualmente compramos aquelas caixas com 24 copos pequenos, mais conhecidos como copos de botequim. Os de requeijão, geléia e similares também são bem vindos. Além de sempre ter um copo mais xique sobrevivente de um jogo falecido perdido pela cozinha.

Certo dia meu pai servia refrigerantes (leia-se coca-cola, outros não tem vez por aqui) para o pessoal no típico petisco pré-almoço familiar de domingo. De repente ele pegou de volta o copo de alguém já servido:

- Peraí, - disse ele - dá esse copo para "fulano". Ele não bebe em copo de geléia nem de botequim.

É claro que a sem-trava na lingua que vos escreve não se conteve:
-Ué, porque?

Aí o tal fulano, um amigo da família cuja identidade prefiro proteger, respondeu:
- Me faz lembra de meu passado menos afortunado.

Ainda com cara de "?", fiquei na minha. Afinal todos sabem que, quem cala consente. Que nada! Não disse uma palavra, mas pensei muita coisa... Frescurite mais besta. Mania frufru demais para um homem desse tamanho. Afirmações que passaram pela minha mente até que veio uma dúvida: Será que em algum momento da vida dele rolou um juramento no estilo Scarlet O'Harra?

"Com Deus por testemunha, não sentirei vergonha se tiver que roubar, enganar ou sentir sede; com Deus por testemunha, jamais beberei em copo de geléia novamente!"

Dramático....

Que importa, eu gosto mesmo é de beber em canecas. E você? Bebe em que?
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Nada previsível!

Já sei! Tava esperando um post sobre o Globo de Ouro né! É... Não vai rolar.!

Não é que eu não curta mais assistir a a premiação(eu vi tudinho), é que as cerimônias são previsíveis. As vezes (poucas!) os prêmios surpreendem, mas a festa em geral é sempre a mesma. Assim como os textos do dia seguinte.

Portanto se quiser ler sobre a festa leia o meu post do ano passado. Ou coloque no St. Google "Globo de Ouro 2010'. Sei que há muitos blogueiros talentosos expressando suas opiniões.

Eu no entanto, estou afim de uma coisa completamente imprevisível, como esse vídeo que recebi via Twitter. Essa pérola japonesa é a propaganda da série Glee na FOX nipônica. Imprevisível é definitivamente a palavra que a define!

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

DVD, sofá e pipoca

Novidade na rede. Um projeto para formar cinéfilas melhores!

Em 2009, durante o Festival do Rio, duas amigas (Giselle e Fabiane) embarcaram em uma sessão de Julie & Julia (resenhas nos blogs da Giselle e Fabiane) no horário do almoço. Saíram da sala com uma baita fome, e uma enorme vontade de embarcar em um desafio como o de Julie Powell, que resolveu cozinhar todas as 524 receitas do livro de Julia Child, durante um ano e registrar toda a experiência em um blog. O único problema, as duas são uma negação na cozinha. Então precisariam encontrar um projeto para qual levassem jeito.

Depois de meses rachando a cuca, atrás de uma idéia, foi lançado o Almanaque do Cinema Omelete, escrito por Marcelo Forlani, Marcelo Hessel e Érico Borgo do site Omelete, e publicado pela Ediouro. Suas preces foram atendidas! As duas resolveram assistir e registar suas próprias impressões da lista de 50 filmes considerados importantes pelos autores.

Geisy, irmã de Giselle, chegou mais tarde. Ela se empolgou com o projeto e bateu o pé para participar. Agora, durante todo o ano de 2010, as três vão se trancar na sala de casa e tentar cumprir toda a lista, e escrever toda experiência no blog DVD, sofá e Pipoca.

Semana passada elas assistiram ao primeiro da lista. Confira as resenhas de E o Vento Levou.

"Afinal, amanhã é outro dia" - Fabiane Bastos, Clássico magestoso, mas não me conquistou - Geisy Almeida e Filmaço (em todos os sentidos) - Giselle Almeida

Esta semana elas vão estar Curtindo a Vida Adoidado com Ferris Bueller, sem sair do sofá. E sim. Eu escrevi um texto inteiro falando de mim na 3ª pessoa. Cuidado essa mania pega, e a vontade de ver filmes também.
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Deu Ruim!

Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010. Entrei no Ah! E por Falar nisso... para ver se não tinha acontecido nenhum problema com a postagem, pré-programada de Avatar. O post estava perfeito, o problema era o resto do blog. Deu ruim, tava tudo branco!

As imagens de fundo (leia-se retalhos jeans) desapareceram da rede. Porcurei, tentei consertar, mas não deu jeito. Apesar de muito contrariada (adorava aquele template!), estou numa faze "não contrarie o universo", então jeans novo, na parada!

O site ficou bagunçado uns dois dias, mas agora tá (quase) tudo funcionando! Desculpe o transtorno, rs!
Começando 2010 de roupa nova. Eu culpo o universo!

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Alvin e os Esquilos 2

Alvin e os Esquilos 2 começa como terminou, com música e o esquilinho que tem seu nome no título aprontando todas. Contudo, dessa vez a travessura manda Dave (Jason Lee), para o hospital por um longo tempo.

A guarda dos esquilos fica a cargo de Toby (Zachary "Chuck" Levi), um nerd viciado em video-games que não está nem aí para eles. E para completar a confusão os esquilos vão para o High School, conviver com a guerra de hormonios adolescente (pensei que eles eram crianças!). Além de participar de uma competição de música contra candidatas a sua altura, literalmente! As esquiletes, protegidas de seu antigo empresário o malvado Ian (David Cross), são as versões femininas de Alvin, Simon e Theodore.

O roteiro tem a obviedade mais do que esperada para uma sequência do tipo, cheio de lições de moral, piadas previsíveis, flatulência e muita bagunça feita pelos protagonistas, ao som de músicas pop chiclete como Single Ladies (Beyoncé) e Hot n Cold (Kate Perry). Tudo que uma criança de nove anos não deveria, mas se amarra em aprender. Embora agrade (e muito) seu público alvo, o longa perde qualidade em relação ao anterior.

A animação dos esquilos continua boa, mas não evoluiu em nada. A tentativa de desenvolver sub-tramas (o romance de escola de Toby, a briga entre os irmãos esquilos, a carreira de futebol de Alvin), desvia e rouba tempo na trama principal. A ausência do carisma de Jason Lee, é provavelmente a maior perda. Dave, antes o alívio cômico para os adultos, é reduzido a um par de cenas. E as falas podem representadas por uma única palavra (ALVIIINNN!!!!) Seria econômia de cache?

Ainda assim, o filme diverte a garotada, que não liga para o roteiro fraco, e se diverte com as peripércias dos roedores e as músicas que não cansam de ouvir no rádio, executada pelas vozes fininhas e engraçadas dos roedores. Aos acompanhantes mais velhos resta bater palmas junto e curtir a alegria da petizada.

Alvin e os Esquilos 2 (Alvin and the Chipmunks: The Squeakquel)
EUA - 2009 - 94min
Comédia/Infantil
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Avatar

Pandora tem um rico (e deslumbrante) ecossistema, com animais, plantas e até montanhas nunca antes vistas. Mas o planeta também é rico em um metal valioso, do qual a maior reserva fica sob a aldeia dos Na'vi, raça humanoide que lembra as tribos indígenas da Terra. Já deu para ver onde está o empasse? É claro que é ganancia humana que ainda acha que pode colonizar outros lugares, que movimenta o filme. Mas não é o único aspecto a ser observado.

Jake Sully (Sam Worthington) é um ex-fuzileiro naval, que é levado a pandora para tomar o lugar de seu irmão no projeto Avatar. O programa mistura DNA humano com dos nativos, Na'vi para produzir um corpo que pode ser controlado remotamente através da mente de seus doadores humanos.

A idéia dos cientistas é usar os avatares para se aproximar, conhecer e ganhar a confiança dos nativos (o que Jake consegue por acidente no primeiro dia em campo). Contudo esse projeto a longo prazo, não faz parte do planos de todos. Há aqueles que estão interessados apenas na riqueza material (leia-se metais preciosos), e vão fazer o que for preciso para alcançar seus objetivos. Atitude que contrasta de forma gritante com o modo de vida dos Na'vi, onde tudo e todos estão conectados, literalmente.

Nesse ponto o roteiro faz referência a Pocahontas. Jake se apaixona por Pandora, pelos Na'vi e por Neytiri (Zoe Saldanha), filha dos líderes da tribo. O que é mais que suficiente para que se empenhe na luta dos nativos para salvar o planeta. Com a ajuda da doutora Grace (Sigourney Weaver), cientista criadora do projeto Avatar, e de poucos humanos ele vai enfrentar todo o poderio militar humano, que está sob o comando do incansável (mesmo!) Coronel Quaritch (Stephen Lang).

Avatar é uma mistura de ficção-científica e fantasia com personagens caricatos, roteiro bastante previsível, e um mundo novo rico (muito rico), em detalhes. Em tempos de reuniões sobre o meio-ambiente que não levam a lugar nenhum, o longa fala sobre a relação com a natureza, com outras culturas. E sobre as coisas que valorizamos. 

Os problemas inerentes a natureza humana, como a dificuldade de entender, e aceitar o diferente, e ganância tomando lugar das coisas que realmente deveriam ser valorizadas, parecem ficar mais evidentes nesse ambiente alienígena fantástico. Embora nenhum desses temas seja inédito na sétima arte, é bom revê-los retratados de forma eficiente e persuasiva. Talvez algum dia um desses filmes consigua influenciar nossos líderes. Com o garotinho de oito anos sentado ao meu lado funcionou bem.

Entretanto o roteiro não é o forte de Avatar, nem o responsável pela reboliço em torno do filme. É na área tecnológica e visual que ele realmente se destaca. Pensada para 3D (a intenção era total imersão no universo criado por James Cameron), Pandora tem um número inacreditável de detalhes, um ecossistema próprio plantas luminescentes, animais nunca vistos, mesmos os insetos são detalhadamente reais. O planeta respira nas telas (mesmo em 2D), assim como seus habitantes, que mesmo ao lado de pessoas de verdade não parecem nem um segundo falsos.

O longa teve uma tecnologia de captura e movimentos desenvolvida para ele, que combinado a ótimo trabalho do elenco tornou os Na'vi, reais. Eles tem sua própria lingua, modo de andar, movimentar e se relacionar com tudo a sua volta, e ainda conseguimos reconhecer o trabalho atores sob aqueles rostos azuis de olhos brilhantes. Tudo isso, não apenas os torna crívei,s como gera uma empatia incrível com o público. Torcemos contra nossos conterrâneos em prol da causa dos azuis.

O diretor/roteirista/criador James Cameron passou mais de uma década refinando seu mundo e entregou um universo rico em detalhes e possibilidades. Por todos esses motivos Avatar já é a segunda maior bilheteria do cinema. Só perde para Titanic de... James Cameron.

Avatar (Avatar)
EUA - 2009 - 162 min
Ação / Ficção científica
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sábado, 9 de janeiro de 2010

Pirataria só no cinema!

Vou contar um segredo: cinéfilo de verdade não assiste filme pirata. E não tem nada a ver com o papo politicamente correto (embora esse também seja importante). É que simplesmente não conseguimos assistir. São filmes inacabados, com som e imagem ruim, legendas mal feitas, alem dos comentários sons de rizos, e as cabeças passantes rumo ao banheiro, que costumam aparecer em algumas cópias.

Reconheço que os preços absurdos das salas e cópias originais, sejam um agravante para o crescimento da pirataria. Mesmo assim, o preço mais barato, não compensa pela falta de qualidade. E torna a concorrência ainda mais desleal já que com a diminuição de fregueses/expectadores, os preços dos ingressos e DVD, só pode subir mais.

Por essas e outras várias razoes o Ah! E por falar nisso... está aderindo oficialmente à campanha Pirataria só no cinema. Criada por Marcos Ribeiro do blog Epipocando. Participe também! Basta carregar os selos para seu, blog, site, orkut, twitter, espalhe essa idéia!



Campanha se estende a outros produtos. Além de CDs DVDs, games e programas de computador, também sãos pirateados tênis, roupas, artigos esportivos, peças automotivas, brinquedos, protetor solar, óculos de sol e remédios. Estes aliais não põem em risco um eletrodoméstico, ou duas horas de diversão, mas a sua vida.

Eis os 7 pecados capitais da pirataria segundo o Conselho Nacional de Combate a Pirataria:

- Desemprego;
- Sonega impostos;
- Prejudica a economia nacional;
- Engana o consumidor e afeta sua saúde;
- Rouba idéias e invenções;
- Pratica a concorrência desleal;
- Alimentar o crime organizado.

Mais informações no site da campanha Pirataria tô Fora!
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A Princesa e o Sapo

Tiana (Anika Noni Rose / Kacau Gomes), é filha de pais trabalhadores. A mãe uma habilidosa costureira. O pai deseja abrir seu próprio restaurante, sonho que compartilha com a filha, que desde pequena mostra ter grandes dotes culinários. Para realizar esse sonho ela trabalha de sol-a-sol, e economiza cada centavo.

Principe Naveen (Bruno Campos / Rodrigo "Raj" Lombardi), só quer curtir a vida, baladas mulheres e diversão. Por esse comportamento é expulso de seu palácio, e apesar de não aparentar vive na pindaíba. Ao chegar a Nova Orleans é enganado por um mestre vodu, que o transforma e sapo e convence seu "não tão fiel criado" a tomar seu lugar, casar-se com a filha do milionário da cidade, a mimada e elétrica Charlote.

É logo na apresentação dos personagens de a Princesa e o Sapo que agente percebe que a animação tradicional não perde sua magia. Recheada de cores e boa música (Jazz, Blues e Gospel) a mais nova animação do estúdio do camundongo nos leva para Nova Orleans, berço do Jazz na época de seu nascimento.

Depois de conhecer o mocinho e a mocinha é hora de ver os dois juntos. E quando acontece, nada de amor a primeira vista, nem de beijo como a arma mais poderosa do mundo (isso sim é novidade para uma princesa!). Depois que Tiana enfrenta seu nojo e tasca uma beijoca no sapo, a moça também se transforma em um sapo e os dois, que não se suportam, partem em uma jornada para reverter o vodu.

Durante a jornada eles encontram perigos, muita magia, e é claro animais falantes (e cantantes!). O jacaré Louis, que sonha em tocar com os humanos, e o apaixonado vagalume Ray, que passa noites cantando para sua amada Evageline. É em meio a toda confusão e magia, sempre regada a boa música, é que os sapinhos vão embalar seu romançe.

Tina é primeira princesa negra da Disney, e a nona de todo o "clã". O longa traz de volta o estilo de animação enterrado pelo estúdio desde o fracasso de Nem que a vaca tussa (2004), e pretende abrir caminho para outras (Rapunzel já está em produção).

A Princesa e o Sapo é animação tradicional de primeira linha. Traz aos mais velhos o clima de nostalgia que emociona, é desenho bom, como aqueles que fomos criados assistindo. E é perfeita para apresentar o estilo a molecada criada a base Shrek e Nemo.

A gente sai da sala escura feliz "a beça", e acreditando que tudo que quisermos com muita vontade Evangeline vai nos ajudar a realizar.

A Princesa e o Sapo (The Princess and the Frog)
EUA - 2009 - 97min
Animação
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2010 - Primeiro dia útil

04 de Janeiro de 2010. Primeiro dia útil do ano. Não que os outros tenham sido inúteis até agora. Feriadão tem coisa melhor?

Não sei com vocês, mas em mim bate aquela tristeza quando o efeito do "espírito de fim de ano" acaba e agente percebe que começou tudinho de novo, exatamente igual ao ultimo dia útil do ano anterior. Porque agente acredita que de um dia para o outro, literalmente, tudo vai mudar?

Depois de pular as sete ondinhas a maioria vai continuar com a mesma rotina de trabalho/estudo ou mesmo de férias (criançada feliz!). Ainda temos que arrumar a casa, lavar a roupa, pagar impostos. E com certeza já esquecemos de mais da metade das promessas e projetos de ano-novo. Talvez a maior novidade sejam as estréias e novas temporadas de programas televisivos, o que muita gente alegaria - "também é uma mesmice só!"

Em 2010 a coisa ainda é pior, pois o primeiro dia vem depois, não de 2, mas de 4 dias de "fazeção de nada. E para completar ainda é uma segunda-feira, dia mundial da preguiça e do mau humor.

Mesmo assim agente continua acreditando que o próximo ano vai ser muito diferente, e de preferência para melhor. Deve ser esperança, na sua forma mais genuína. Esperança de estar no meio da minoria. Ser um daqueles poucos sortudos que terão um ano incrível!

Enquanto isso, a nós reles mortais, resta voltar ao cotiano. Ficar satisfeito pela mesmice (antes igual que pior, não acha?), e fazer muita piada disso. Em homenagem a todos os dias bons e ruins de 2010 coloco aqui esses 4 vídeos, para nos lembrarmos do que deveremos enfrentar em 2010 e rirmos bastante de nós mesmos.

Que o seu primeiro dia útil de 2010 seja incrível! Agora de volta ao trabalho!

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Começando com consciência!

Depois do fiasco que foi a Conferência da ONU sobre as mudanças climáticas (gente quanta discussão e relutância, não é uma escolha! Alguma coisa precisa ser feita, ou vocês tem outro planeta para morar?!), nada melhor que começar o 2010 de forma consciente.

O vídeo abaixo é um discurso de Severn Suzuki da Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente, durante a ECO92 - Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento.

O discurso da feito pela garota canadense com a ajuda de 4 amigas, todas com 13 anos, calou muita gente. Mesmo com todo impacto da apresentação pouca coisa mudou. 1992! Faz 18 anos que estão discutindo. Ja passou da hora de decidir, não acham?

Que em 2010 comecemos a agir!


Abaixo a transcrição do discurso de Severn Cullis-Suzuki, de junho de 1992, durante a Eco92:


"Olá! Eu sou Severn Suzuki. Represento, aqui na ECO, a Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente. Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 e 13 anos, tentando fazer a nossa parte, contribuir. Vanessa Sultie, Morgan Geisler, Michelle Quigg e eu. Foi através de muito empenho e dedicação que conseguimos o dinheiro necessário para virmos de tão longe, para dizer a vocês, adultos, que têm que mudar o seu modo de agir.

Ao vir aqui, hoje, não preciso disfarçar meu objetivo: estou lutando pelo meu futuro. Não ter garantia quanto ao meu futuro não é o mesmo que perder uma eleição ou alguns pontos na bolsa de valores. Estou aqui para falar em nome das gerações que estão por vir. Estou aqui para defender as crianças que passam fome pelo mundo e cujos apelos não são ouvidos. Estou aqui para falar em nome das incontáveis espécies de animais que estão morrendo em todo o planeta, porque já não têm mais aonde ir. Não podemos mais permanecer ignorados!

Eu tenho medo de tomar sol, por causa dos buracos na camada de ozônio. Eu tenho medo de respirar este ar, porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando. Eu costumava pescar em Vancouver, com meu pai, até que, recentemente, pescamos um peixe com câncer. E, agora, temos o conhecimento que animais e plantas estão sendo destruídos e extintos dia após dia.

Eu sempre sonhei em ver grandes manadas de animais selvagens, selvas e florestas tropicais repletas de pássaros e borboletas. E, hoje, eu me pergunto se meus filhos vão poder ver tudo isso. Vocês se preocupavam com essas coisas quando tinham a minha idade?

Tudo isso acontece bem diante dos nossos olhos e, mesmo assim, continuamos agindo como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções. Sou apenas uma criança e não tenho todas as soluções; mas, quero que saibam que vocês também não as têm.

Vocês não sabem como reparar os buracos na camada de ozônio. Vocês não sabem como salvar os peixes das águas poluídas. Vocês não podem ressuscitar os animais extintos. E vocês não podem recuperar as florestas que um dia existiram onde hoje há desertos. Se vocês não podem recuperar nada disso, por favor, parem de destruir!

Aqui, vocês são os representantes de seus governos, homens de negócios, administradores, jornalistas ou políticos; mas, na verdade, vocês são mães e pais, irmãs e irmãos, tias e tios. E todos, também, são filhos.

Sou apenas uma criança, mas sei que todos nós pertencemos a uma sólida família de 5 bilhões de pessoas; e que, ao todo, somos 30 milhões de espécies compartilhando o mesmo ar, a mesma água e o mesmo solo. Nenhum governo, nenhuma fronteira poderá mudar esta realidade.

Sou apenas uma criança, mas sei que esses problemas atingem a todos nós e deveríamos agir como se fôssemos um único mundo rumo a um único objetivo. Estou com raiva, não estou cega e não tenho medo de dizer ao mundo como me sinto.

No meu país, geramos tanto desperdício! Compramos e jogamos fora, compramos e jogamos fora, compramos e jogamos fora... E nós, países do Norte, não compartilhamos com os que precisam. Mesmo quando temos mais do que o suficiente, temos medo de perder nossas riquezas, medo de compartilhá-las. No Canadá, temos uma vida privilegiada, com fartura de alimentos, água e moradia. Temos relógios, bicicletas, computadores e aparelhos de TV.

Há dois dias, aqui no Brasil, ficamos chocados quando estivemos com crianças que moram nas ruas. Ouçam o que uma delas nos contou: "Eu gostaria de ser rica; e, se o fosse, daria a todas as crianças de rua alimentos, roupas, remédios, moradia, amor e carinho". Se uma criança de rua, que nada tem, ainda deseja compartilhar, por que nós, que tudo temos, somos ainda tão mesquinhos?

Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade e que o lugar onde nascemos faz uma grande diferença. Eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio. Eu poderia ser uma criança faminta da Somália, ou uma vítima da guerra no Oriente Médio; ou, ainda, uma mendiga na Índia.

Sou apenas uma criança; mas, ainda assim, sei que se todo o dinheiro gasto nas guerras fosse utilizado para acabar com a pobreza, para achar soluções para os problemas ambientais, que lugar maravilhoso a Terra seria!

Na escola, desde o jardim da infância, vocês nos ensinaram a sermos bem-comportados. Vocês nos ensinaram a não brigar com as outras crianças, a resolver as coisas da melhor maneira, a respeitar os outros, a arrumar nossas bagunças, a não maltratar outras criaturas, a dividir e a não sermos mesquinhos. Então por que vocês fazem justamente o que nos ensinaram a não fazer?

Não esqueçam o motivo de estarem assistindo a estas conferências e para quem vocês estão fazendo isso. Vejam-nos como seus próprios filhos. Vocês estão decidindo em que tipo de mundo nós iremos crescer. Os pais devem ser capazes de confortar seus filhos dizendo-lhes: "Tudo vai ficar bem, estamos fazendo o melhor que podemos, não é o fim do mundo". Mas, não acredito que possam nos dizer isso. Nós estamos em suas listas de prioridades?

Meu pai sempre diz: "Você é aquilo que faz, não o que você diz". Bem... O que vocês fazem, nos faz chorar à noite.

Vocês, adultos, dizem que nos amam... Eu desafio vocês: por favor, façam com que suas ações reflitam as suas palavras.
Obrigada!"

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