quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Julie & Julia

Julia Child (Meryl Streep), chega Paris no final dos anos 1940, se apaixona pela culinária francesa, e descobre o que gosta e pretende fazer da vida, cozinhar e comer! Decide então estudar na Escola de culinária Le Cordon Bleu.

Julie Powell (Amy Adams) mora em cima de uma pizzaria em Nova York em 2003, tem um marido carinhoso e um emprego chato. Afogada na sua vidinha monotóna ela decide se empenhar em algo para quebrar o tédio. O projeto: cozinhar em 1 ano, todas as 524 receitas de Mastering the Art of French Cooking, de Julia Child, e publicar suas experiências em um blog The Julie/Julia Project.

Inspirado em duas histórias reais Julie & Julia tem como base duas obra literárias. O livro de memórias My Life in France de Julia Child, e o volume que resultou do blog de Julie Powell, Julie & Julia. O filme conta as histórias dessas duas mulheres, que embora distantes no tempo e espaço, tem muito em comum.

Enquanto Julia lida com o preconceito na escola de culinária, e com as dificuldades de se escrever e publicar um livro. Julie descobre as dificuldades que a dedicação total a um projeto pode trazer. Desde o próprio estresse do trabalho como crises conjugais, e pessoais. Duas histórias distintas interligadas de forma competente por um roteiro equilibrado, bem escrito e executado.

Meryl, como sempre, se transfoma totalmente no ícone culinário estunidense. A voz estanha a forma arrastada de falar, os gestos únicos um tanto desajeitados de uma mulher grandalhona (a verdadeira Julia tinha 1m90, e Meryl no filme aparente esse tamanho), nada deixa a recordista de indicações ao Oscar desconfortável no papel. Ela está tão a vontade que chega a ser tão, ou mais, carismática que a personagem real, arrancando as melhores gargalhadas do público.

Amy, encarna uma tipica mulher do século XXI, com todas as neuroses da vida moderna, mesmo assim consegue dá um tom de doçura divertido a personagem. A graça fica evidente no entusiasmo com que ela escreve, ou na impagável cena do assassinato da lagosta. No elenco também estão o impecável Stanley Tucci, como o marido de Julia. Chris Messina, Linda Emond e Jane Lynch (de Glee).

Agrada os amantes da culinária, ou seja, quase todos que não tenham algum distúrbio alimentar (quem não gosta de boa comida?). E também os blogueiros, que vão se identificar com Julie, que hora se sente escrevendo para um imenso vácuo, hora vibra com 56 comentários no blog. (eu quero 56 cometários no meu post!)

O único problema é a fome, que vai aumentando conforme nossas protagonistas vão aumentando sua habilidade culinária. O foi agravado pelo fato de Gi, do Comentar é Preciso, e eu termos escolhido uma sessão que iniciava as 12h15, hora do almoço (Festival do Rio é assim). Além da imensa vontade de escrever. Um estímulo para crises de inspiração de escritores (blogueiros ou não) de qualquer parte do mundo!

Não sei você Gi, mas eu to procurando seriamente um projeto assim. Alguma sugestão? Julie & Julia estréia em circuito nacional em 27 de Novembro.

Julie & Julia (Julie & Julia)
EUA - 2009 - 123 min
Romance


Leia também, no festival do ano passado Gi e eu conferimos Rebobine por favor.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um Peixe com Sorriso

Festival do Rio a todo vapor. Dá vontade de assistir mais filmes ainda, mas sei que provavelmente não vou ver nem a metade mesmo depois que todos os títulos chegarem as locadoras. Mesmo assim agente tenta.

Foi assim que descobri A Fish with a Smile (Um Peixe com um Sorriso), um curta de animação de Taiwan que ganhou um prêmio especial no festival de Berlim de 2006. Ecologicamente correto o filminho mostra a amizade de um homem e um peixe.

Infelizmente as informações sobre o curta na rede são meio perdidas e desencontradas. Até mesmo os vídeos tem versões e tamanhos diferentes. Confira abaixo a versão de 9 minutos, a mais completa que encontrei. A única coisa estranha é o fato do vídeo ter legendas (em chinês!), mas não ter falas!

A Fish with a Smile

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A Menina no País das Maravilhas

Quando a imaginação é melhor que a realidade, tudo o que você pode fazer é imaginar uma realidade melhor. É isso que faz Phoebe (Elle Fanning, irmã da Dakota) em A Menina no País das Maravilhas.

Estudando em uma escola que não permite questionamentos, a menina se sente rejeitada pelos colegas por ver o mundo de uma forma diferente. Em casa, seu comportamento incomum desafia e cria conflitos entre os pais, Hillary (Felicity Huffman, a Lynette de Desperate Housewifes) e Peter Lichten (Bill Pulman).

Quando Miss Dodger (Patricia Clarkson) convida a turma para participar de uma produção teatral Phoebe enxerga uma oportunidade de se tornar parte de algo.

Depois de exitar bastante a garota se candidata, surpreende a professora e conquista o papel de Alice (é claro, disputado por todas as meninas da classe). Nos ensaios ela encontra sua válvula de escape, um lugar onde se sente confortável. Contudo o estress do dia-a-dia piora a situação de Phoebe que começa a misturar realidade e ficção.

Lançado diretamente em DVD no Brasil. O longa apresenta de forma delicada diversos problemas comuns a vida moderna. Escolas que podam a criatividade infantil, conflitos entre pais e professores, homossexualismo, preconceito e mesmo a prática de bullying* em escolas. Estes últimos ficam bastante evidentes quando um menino se candidata, e conquista, o papel da Rainha de Copas.

O principal problema abordado é a falta de conhecimento e habilidade dos pais para lidar com uma criança "diferente". Reação normal para esse tipo de situação, os pais de Phoebe demoram a aceitar que a filha precisa de uma atenção especial. A mãe, em especial, passa mais tempo focada no que não pode oferecer a menina do que no que ela realmente precisa. Já a irmã caçula de Phoebe, Olivia Lichten (Bailee Madison, a May Belle de Ponte para Terabítia, afinadíssima no papel) é a primeira a perceber que a irmã precisa de ajuda.

Uma obra que merecia mais destaque conta com a atuação competente de todo elenco. O filme aborda, principalmente nossa busca não apenas por um lugar no mundo, mas por quem somos em cada situação. Que papel assumimos diante do que o mundo nos oferece, sejam dificuldades ou bom momentos. Também nos faz questionar até que ponto utilizar a imaginação para escapar da realidade, que nos desagrada é saudável. Sem, contudo desestimular a atividade de sonhar acordado. Ouse sonhar sua vida!

A Menina no País das Maravilhas (Phoebe in Woonderland) 
EUA - 2009 - 96 min 
Drama

*Bullying, é o termo em inglês para atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo incapaz de se defender. Fonte Wikipédia
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Verduras cinematograficas!

Você já parou para analisar as propagandas de supermercados e horti-frutis? Volta e meia eu me pergunto porque elas são tão chatas. Provavelmente a causa é a falta de criatividade.

Não importa o super-mercado, as propaganda de TV sempre envolvem pessoas felizes, a ponto de cantar, transitando pelos corredores com carrinhos cheios (até parece que fazer compras de mês é tão divertido). Mesmo se ir ao mercado fosse melhor que um parque de diversões como todos saberiam a mesma música? E então vem a sequência de fotos (porque não filmam?) dos produtos com um alegre narrador exaltando os "ótimos" preços.

Já nos veículos impressos e outdors vemos fotos dessas alegres criaturas comprantes, acompanhadas das mesmas fotos dos produtos e gigantescos números indicando os preços "incríveis".

Depois de 25 anos rodeada por essas propagandas, já havia desistido de entender porque não são produzidas versões mais criativas, até que recebi essa pérola de campanha. Os anúncios de um horti-fruti, colocam as verduras como estrelas cinematográficas.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Parcialmente Nublado

Quem curte animações da Pixar já sabe. Cada novo longa do estúdio vem com um curta de brinde, que é exibido nos cinemas antes do filme. Semana passada fui ver UP - Altas Aventuras, mas são sei por que cargas d'agua, o cinema em que assisti não exibiu Partly Cloudy (ou Parcialmente Nublado).

O curta que acompanha o décimo longa da Pìxar, finalmente mostra de onde as cegonhas pegam os bebes. A história da cúmulus nimbus (uma nuvem de chuva!) chamada Gus mostra que todo o trabalho, por mais desagradavel e difícil que seja, é importante e que sempre há um jeito de fazê-lo melhorar.


Se você deu azar como eu e não viu Partly Cloudy nos cinemas veja o vídeo abaixo.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A Ilha da Imaginação

Agorafobia* (do grego agorá - assembléia; assembléia do povo; lugar em que a assembléia se reúne; praça pública + phobos - medo) é originalmente o medo de estar em espaços abertos ou no meio de uma multidão. Em realidade, o agorafóbico teme a multidão pelo medo de que não possa sair do meio dela caso se sinta mal e não pelo medo da multidão em si. Muitas vezes é seqüela de transtorno do pânico.

Agorafobia é também o que tem Alexandra Roover (Joodie Foster), escritora das histórias do aventureiro (com pinta de Indiana Jones) Alex Roover (Gerard Butler) , que são os livros favoritos de Nim (Abigail Breslin), uma garota de 11 anos que vive com o pai cientista (Gerard Butler) em uma ilha deserta a sobra de um vulcão.

É quando Jack o pai de Nim é pego por uma tempestade e a menina fica sozinha na ilha, sobre a ameaça de bucaneiros que a aventura começa. Em uma crise criativa Alexandra entra em contato com Jack o pai de Nim para saber mais sobre vulcões e salvar seu herói fictício. Após descobrir que a garota está sozinha Alex resolve enfrentar seus medos para resgata-la. Enquanto Jack enfrenta as intempéries e falta de recursos para consertar o barco e voltar para casa, e Nim precisa defender a ilha dos invasores turistas bucaneiros.

Trazendo uma boa mensagem para crianças, os personagem enfrentam as dificuldades sem desisitir. Jack se prende ao amor pela filha para buscar forças para voltar. Alexandra tem como inspiração sua própria criação. As conversas entre Alex personagen e a Além real são os mais divertiros do filme. Assim como Nim que além de se inpirar nos grandes feitos do herói literário, fala com animais da ilha, seus únicos amigos. Os diálogos entre a menina e os bichos são na verdade um dialogo da menina consigo mesma, uma forma de entender o mundo ao redor ee encontrar coragem para prosseguir. O curioso é que tanto Nim quanto Alexandra enchergam o aventureiro na figura do Jack o pai da menina

Baseado no livro da canadense Wendy Orr , o longa é um filme infantil acima dá média, mas abaixo da qualidade ja alcançada pela Walden Media (responsável pelas Crônicas de Nárnia, a Loja mágica de Brinquedos e Ponte para Terabítia). O longa traz acontecimentos que não estão no livro, que parecem um pouco deslocados. Inflando a narrativa e deixando pouco tempo para o desfecho.

O elenco de estrelas garante boas atuações, complementadas por animais carismáticos e bem treinados e efeitos especiais que atendem ao que a narrativa. Deve divertir as criançada, mas acima de tudo pode inspirar a busca da petizada por mais aventura, seja em outros filmes ou em livros como o que inspirou o longa.

A Ilha da Imaginação (Nim's Island) 
EUA - 2008 - 96 min 
Aventura / Infantil
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

UP - Altas Aventuras

Finalmente assisti a Up - Altas aventuras. A causa da demora? Queria ver a primeira empreitada da Pixar em 3D, com a melhor tecnologia possível. Infelizmente o cinema com salas 3D mais próximo fica meio na contra mão, por assim dizer. Mas sabe o que descobri? Não era preciso.

Não que a tecnologia atrapalhe a narrativa ou não seja bem aplicada. Pelo contrário, ela leva o expectador a uma nova experiência. Vivenciamos o 3D aplicado em prol da narrativa, sem nada pipocando na tela para te distrair. Apenas curtindo estar imerso naquele visual vibrante e encantador enquanto a jornada se desdobra.

Então porque não era necessário? Porque na Pixar o que importa mesmo é a história, a tecnologia é usada apenas como uma forma ainda mais espetacular de conta-la. Então mesmo se assistido em uma TV 14 polegadas ou na telinha de um notebook Up ainda é incrível e tocante.

Carl Fredricksen, 78 anos é um vendedor de balões aposentado que ficou bastante ranzinza desde que perdeu sua amada esposa Ellie. A vida do casal é contada logo no comecinho com uma sequência sem falas que deixou muito marmanjo com os olhos marejados na sala escura.

Quando forçado a deixar a casa cheira de lembranças em que viveu com a esposa Carl resolve em homenagem a esposa fazer a viagem com que ambos sempre sonharam, e que embora tentassem a vida sempre desviou de seu caminho. Mas como eu disse ele não deixaria a casa cheia de lembranças, então descobriu uma forma inusitada de viajar. Atou a casa a milhares de balões de gás coloridos e alçou voo para o a América do Sul. O Carl que ele não esperava era ter um passageiro clandestino, o animado e prestativo escoteiro Russel de 8 anos.

Os dois seguem em uma aventura cheia de perigos, personagens curiosos (tem um cachorro que FALA!), e visual deslumbrante. Tudo isso para Carl descobrir que viveu sim com ele uma grande aventura e que nunca é tarde para partir para outra.

O Paraíso das Cachoeiras o lugar que Carl e Ellie sonharam em conhecer desde crianças em plena Floresta Amazônica Venezuelana, foi inspirado em Salto Angel, a mais alta queda d'agua do mundo (tem cerca de 1000 metros). É claro que na versão Disney ela foi amplificada, com 3 mil metros, a torna a paisagem ainda mais deslumbrante e poética. Imaginem uma casinha de madeira içada por balões coloridos, navegando pela imensidão azul em direção a uma cachoeira gigantesca!

O visual do filme é colorido, deslumbrante e atípico. O protagonista tem o rosto mais quadrado e achatado que o normal, o que difere do estilo de proximidade com o real da Pixar, mas completa a composição do personagem. Sua forma quadrada e de cores austeras contrasta com o rechonchudo Russel, a colorida ave Kevin e a paisagem deslumbrante em que a trama se desenrola.

A versão dublada tem Chico Anysio como a voz de Carl. Além de fazer um ótimo trabalho, convenhamos o comediante é a cara do personagem.

Up - Altas Aventuras (Up)
EUA - 2009 - 96 min
Aventura / Animação
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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

Becky Bloom (Isla Fisher) é uma shopaholic, uma viciada em compras. Seu vício acompanhado de suas dezenas de cartões de crédito estourados a levaram ao fim da linha. Endividada até o pescoço Beck tem dois desafios, encontrar um emprego para saldar as dívidas e tentar controlar sua compulsão por roupas, sapatos e acessórios.

Ironicamente, e totalmente ao acaso (claro!) ela consegue o trabalho de colunista de uma revista de economia. Com o apelido de garota da echarpe verde, ela dá dicas sobre finanças pessoais. Daí em diante seguem-se dezenas de situações-problema típicas de comédias romanticas, onde a mocinha tem que se desdobrar para suprir as necessidade de um trabalho para qual não foi preparada. Em meio a tudo isso a garota da echarpe ainda tem que se preocupar em encontrar seu par perfeito. Afinal esta ainda é uma comédia romântica.

Os Delírios de Consumo de Beck Bloom mostra de forma criativa os efeitos da crise econômica na vida dos consumidores comuns. Principalmente após a declaração reconfortante do pai da protagonista ao conhecer a situação financeira de sua filha: "Se os Estados Unidos devem bilhões emprestados e ainda assim conseguem prosperar, você também consegue!" .


O humor fashion no estilo de o Diabo Veste Prada, além de divertir as meninas, é também uma forma de disfarçar a crítica a sociedade de consumo. Embora seu disfarce colorido e alegre desvie a atenção de muitos a essa crítica.

Talentosa Isla tem o timing correto para o humor, mas falta um pouco de personalidade. Várias vezes temos a sensação que o papel foi escrito para Amy Addams, e que Isla tenta apenas repetir o estilo da protagonista de Encantada.

Além de uma divertida sessão da tarde, resta ao expectador descobrir se é ou não um shopaholic. Se após o filme achar que a Beck é exagerada tudo bem, mas se der vontade de ir ao shopping... cuidado!

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Confessions of a Shopaholic)
EUA - 2009 - 104 min
Romance / Comédia
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

No fim do Caminho

Guardem os bindis, as gírias engraçadas e as jóias exageradas, tic. Arê, Baguandi! Caminho das Índias acabou na ultima sexta-feira com uma média de 55 pontos no Ibope.

Eu sei! Muita gente (inclusive eu!)acha essa medição muito relativa. Contudo não me lembro da ultima sexta-feira que ouvi tanta gente dizer que assistiria a novela. Inclusive eu que já tinha parado de acompanhar novelas da Globo (de vez em quando faço algumas experiências com novelas de outros canais, rs)

Assistindo ao capítulo derradeiro da versão "fake" indiana global, não pude deixar de refazer uma pergunta que persegue a mim e a noveleiros de todo o país. "Porque deixam para resolver tudo no ultimo capítulo???"

O episódio final teve 1h e 30 minutos de duração e ainda sim deixou furos. Finais apressados e apertados, personagens esquecidos, problemas que se repetem a cada novela e desagradam (o que não é nada auspicioso!) não apenas aos expectadores. Segundo o Na Telinha o ator Stenio Garcia (Dr. Castanho) se chateou com o final e abandonou o evento que reuniu o elenco para assitir ao ultimo capítulo. O B.O.? Muitas de sua cenas foram cortadas. Axá! Deve ser verdade, afinal não assistimos esse Dr. pular o tapetinho por 9 meses para sua loucura não dar em nada!

Ainda tenho pena de Deva e Indra que nunca voltarão para suas casas. E do Bahuan, que de protagonista foi relegado a um final de 3 minutos sem falas. Arê! Fazer o que né! Ele não tem aquela beleza máscula que faz sucesso em telenovelas. Ah! E por falar nisso, Com a minha nas Índias, versão do Casseta e Planeta terminou muito bem, tic!

Embora eu tenha ouvido reclamações por aí (algumas vizinhas não gostaram), admito que os finais dos principais personagens não me decepcionaram. Aparentemente a hipocrisia de o bem vence o mal, esta aos poucos (bem poucos) abandonando as novelas brasucas (viva! antes devagar do que nunca).

É triste, é chato, mas é real, nem sempre os vilões pagam no final. Aliais quase sempre saem impunes. Logo é bastante coerente a Ivone escapar, a Surya não ser desmascarada ou mesmo o Abel aceitar a Norminha, e o leitinho, de volta. Essas pessoas estão por aí, convivendo na boa sem punição, é só olhar ao redor.

Ainda não entendi onde a Maya arranjou as vestes e jóias caras para voltar para casa. Deve ser o espírito de Bollywood, tomando conta. O que me lembra, vou sentir falta das dancinhas!

Quanto a foto que ilustra esse post, foi uma brincadeira que os atores fizeram durante a seção de fotos para o CD. Mais tarde Juliana Paes divulgou a piada em seu blog sugerindo um final ainda mais "alternativo" para a novela. Ah! Essas atrizes firangues....

Agora, que venha (mais uma!) Helena arrastar seu sari no mercado televisivo.

Leia também: Namastê
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

De volta ao tradicional

A Disney divulgou hoje o primeiro trailer de A Princesa e o Sapo, filme que marca a volta da animação tradicional e a chegada da primeira princesa negra/verde, dos estúdio do camundongo. Pela qualidade do trailer o longa tem tudo para dar certo, ao menos para quem cresceu assistindo Aladdin, Simba e Ariel. Eu ainda estou na dúvida se a garotada de hoje, criada a base de Nemo e Shrek, vai curtir a animação tradicional.

Veja o Trailer


A história se passa em Nova Orleans (para apoiar a reconstrução da cidade destruída pelo furação Katrina), na época do nascimento do Jazz e trará a primeira princesa negra do estúdio. Aparentemente a franquia Princesas é uma das mais lucrativas, e vai ficar ainda mais, quando todas as meninas puderem se identificar fisicamente com ao menos uma delas. O estranho é que pelo trailer temos a sensação que a princesa passa mais tempo verde do que com uma cor humana.

Leia também: A Princesa e o Sapo
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

No dia da pátria....

Segunda-feria, feriadão, é o dia da Pátria! Resolvi aproveitar o dia de folga, economizar as palavras e publicar aqui duas de minhas charges-Okê favoritas do charges.com.br.

Publicada originalmente em 7 de Setembro de 2003, O Especial - Garoto Canta Hino Nacional, teve sua segunda parte no ano seguinte. A charge faz o que muita agente adoraria, cantar o Hino Nacional com uma linguagem atual. E bem humorada, claro!

Eu sei! O Hino da Independência seria mais apropriado e até há uma charge com ele (assista aqui). Mas acredite esta duas aí em baixo são bem mais divertidas.

Divirtam-se e feliz 7 de Setembro!

Garoto canta Hino Nacional


Garoto canta Hino Nacional - parte 2

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A Luneta Âmbar

O ultimo volume da trilogia de Philip PullMan, Fronteiras do Universo (os outros são A Bússola de Ouro e A Faca Sutil), A Luneta Âmbar, retoma a história no extato momento a deixamos no segundo livro.Lyra levada por um sequestrador misterioso e Will a sua procura.

Com a ajuda de dois anjos, que querem conseguir o apoio das crianças para Lorde Asriel, Will segue sua viagem entre os mundos para resgatar Lyra. Enquanto a Igreja também procura a garota para elimina-la antes que cumpra seu destino.

Repleto de referências, especialmente bíblicas, e mensagens em diferentes níveis de entendimento, este capítulo leva o leitor a rever personagens antigos, descobrir novos, e acrescenta o romance (meloso, diga-se), até então praticamente inexistente na saga. Seguimos uma aventura interdimensional, não apenas seguindo os passos de Will e Lyra, mas também de outros personagens que dessa vez tem maior participação.

Além da trama principal, também acompanhamos a jornada da Dra. Malone, uma cientista do nosso mundo, pela terra dos Mulefas, curiosos animais que parecem andar sobre rodas. Também descobrimos o que está acontecendo com Lorde Asriel e Sra. Coutler. A divisão entre várias subtramas que no segundo livro desacelerava o ritmo, aqui age de forma contrária, usando a curiosidade do expectador para impulsiona-lo ao próximo capítulo.

As jornadas tem ritmos bastante diferentes. Enquanto Lorde Arsriel e a Sra. Coutler estão em meio a guerra declarada, Will e Lyra descobrem o(s) mundo(s), e a si mesmos, por caminhos sombrios, e a Dra. Malone dá uma de antropóloga descobrindo, e apresentando ao leitor, uma nova cultura.

O leitor acompanha ávido para descobrir quando, e como, essas tramas finalmente se encontrarão. É aí que está o maior problema do livro. Embora as jornadas sejam frenéticas e interessantes individualmente. Quando se encontram desapontam pela rapidez com que ocorrem.

As grandes questões levantadas ao longo do livro, são respondidas a toque de caixa, como se não houvesse mais folhas disponíveis, deixando muitas dúvidas e buracos lógicos. Pouco é revelado sobre a Autoridade e a guerra para derrota-la. A existência de vários mundos. E até mesmo a mãe de Will, abandonada pelo garoto no inicio do segundo livro, é negligenciada. Nunca descobriremos o que aconteceu a ela.

Ao menos o mistério do pó é desvendado. Ao longo do livro informações são descobertas por diferentes personagens, em diferentes mundos, possibilitando que o leitor descubra por conta própria sobre o pó, antes que os personagens.

Vencedor do prêmio Whitbread de livro do ano em 2002, até então titulo inédito para um infanto-juvenil, A Luneta Âmbar, mantém o ritmo frenético de aventura e descoberta, numa agradando a maioria. Os únicos insatisfeitos serão aqueles que dão maior importância ao prêmio no fim, que à jornada para alcança-lo.

A Faca Sutil
Philip Pulman
Objetiva

Leia Também:
A Bússola de Ouro
A Faca Sutil
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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Noivas em Guerra

Em Noivas em Guerra Liv (Kate Hudson) e Emma (Anne Hataway), são amigas de infância que compartilham desde pequena o mesmo sonho: Casar-se em Junho no Plazza Hotel de Nova York. Depois de muito tempo de espera as duas finalmente estão prestes a realizar o sonho, mas um erro da secretária da organizadora de casamento marca as duas festas para a mesma data. Como nenhuma das duas quer remarcar a disputa entre as noivas começa.

Com a guerra, começa também a sequência de piadas repetidas, algumas gosto duvidoso, onde o único diferencial é o fato de serem vividas por estrelas de Hollywood ao invés de dois comediantes bobões. As trocas de farpas passam pelo estrago do visual e chega até a ameaça de ruína de um dos casamentos.

Tudo isso para levar a um grande confronto que não acontece! A cena com o grande duelo é curta, e resolvida de forma tão simples que pode se dizer boba! Que não exige muito esforço dramático dos atores bem como, o resto do longa.

Repleto de personagens caricatos incluindo as protagonistas, Liv é a durona, mandona e decidida enquanto Emma a boazinha e prestativa, o longa ressalta vários rituais (por vezes desnecessários) dessa festa cafona por natureza, mas que nunca sai de moda, que é o casamento. O ponto forte do filme é a curiosa, e nada sutil, critica à indústria do casamento, e as noivas neuróticas, que parece não terem outros pretensões na vida além de se vestir de branco. Alô! Estamos no século XXI, não nos anos 40. Se o seu único objetivo na vida é caminhar ao altar o que vai fazer depois? E esse sonho é tão especial para arruinar uma amizade?

A produção se baseia na simpatia das atrizes para atrair o público. Além de trazer a já batida mensagem positiva do verdadeiro valor da amizade. É um filme divertido para as horas vagas, mas só isso!

Noivas em Guerra (Bride Wars) 
EUA - 2009 - 89 min
Romance / Comédia
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