segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Último meme de 2008

Toda virada de ano dezenas de pessoas encontram no ano que está por vir um motivo para mudar suas vidas, e partir daí fazer tudo diferente. É assim que nascem as listas de resoluções de ano novo. E todo dia 2 de Janeiro as pessoas esquecem completamente as resoluções que fizeram, e levam o resto do ano da mesma maneira que levaram o ano anterior.

Mesmo sendo uma prática completamente insana (perder tempo fazendo listas que não vai usar), percebi que daria um ótimo ultimo meme para 2008.

Então pela primeira vez resolvi entrar nesse espírito, eis aqui minhas resoluções para 2009:

1- Escrever ao menos um post por semana.
(a coisa aqui é meio bagunçada, não? as vezes escrevo muito, as vezes desapareço)

2- Visitar mais blogs e deixar comentários.
(sempre leio, mas as vezes dá uma preguiça de comentar)

3- Terminar a leitura da interminável pilha de livros que abarrotam meu quarto.

4- Ver menos reprises.
(fazer o que! Alguns filmes e séries causam séria dependência, preciso rever!)

5- Assistir aqueles filmes antigos que dizem, "todo bom cinéfilo deve ver", mas vivo adiando.

6- Sair mais.
(Sou caseira. Um bom programa pra mim, é um balde de pipoca acompanhado de filme)

7- Usar protetor solar sempre que sair.

8- Beber menos coca-cola.

9- Não me irritar tanto, com problemas pequenos. Não me assustar com os grandes.

10- Dormir em horários utilizados por seres humanos normais.
(Ahhhh! mas as melhores séries passam na madruga!)

11- Tentar (com vontade, mesmo) realizar as resoluções dessa lista.

12- Não ficar chateada ao perceber que não consegui!

Agora pergunto para a Gi, a Nayra, a Bel, a Rafa, o Marco e quem mais quiser entrar no clima da "virada": Quais suas resoluções de ano novo?

E sejam modestos hein! Só 12 resoluções, quem sabe com apenas uma por mês, agente não consegue realizar???

Feliz 2009

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Assistindo TV no natal...

Fim de ano, tempo de paz, confraternização, harmonia e consumismo. Para TV é época de tirar os antigos filmes natalinos das gavetas, experimentar novos programas e torrar a paciência de todos com mensagens e musiquinhas melosas e repetitivas.

A programação este anou começou cedo com a estréia de Capitu no inicio do mês. Uma ótima ideia que não emplacou. Talvez pelo exesso de narrações de Bentinho, que cheia de caras e bocas o faziam parecer mais abobalhado. Pela teatralização em excesso, que dispensou até mesmo a construção de cenários mais realistas. Ou a forçação de barra para ser cult.
Acordem!!! Dom Casmurro ja é cult, não precisava tanto. Mas precisava sim, colocar uma maquiagem básica, para esconder a tatuagem da atriz que interpretou a jovem Capitu. Mocinhas do século XIX, não faziam tatoos gigantes no braço.

Reprises de filmes de natal abarrotaram nossas telinhas de girlandas e "HOHOHOs". Este ano acho que o pacote de filmes foi reduzido, pois assisti (ou melhor, vi anunciar) os mesmos 10 filmes em diferentes canais. Ontem chegamos ao auge do repeteco, com o Grinch sendo exibido em dois canais diferentes aos mesmo tempo.

Em Nada Fofa, Leticia Spiler era uma espécie de 'Legalmente Loira' misturada com 'Bridget Jones', que passa a ser atormentada por um ícone da TV de sua infância. Pintoníldo é um pinto (Dã!) cor de rosa, gigante que insiste para que a personagem de Letícia seja boa com todos. Muito divertido, mas com final em aberto, provavelmente visando uma vaguinha na programação semanal de 2009.

Quero saber quem decide em qual horário cada programa vai passar. Sei que não agradou o especial de Roberto Carlos na noite do dia 25, segundo meu pai:
- Que horário ruim, ta todo mundo cansado, ninguém vai lembrar de ver! -
Ele tinha razão, perguntei por aí e a galera esqueceu mesmo do Rei.

O mesmo aconteceu com O Natal do menino Imperador. Fechando o ano do bicentenário da chegada da família real no Brasil. O especial, onde o velho D. Pedro II contava um natal inesquecível de sua infância, foi o único a poupar as crianças dos repetitivos símbolos natalinos mundial. Sem neve e Papai Noel, apresentou um natal com cara de Brasil. O único problema: o horário depois da novela das 8 (que começa as 9), A petizada ja ta caindo de sono. Porque não exibir no lugar do filme chato da seção da tarde de ontem? Coladinho no divertido especial do Shrek???

Dia na noite do dia 24 a criançada fica acordada, esperando o bom velhinho e assistindo o especial da rainha dos baixinhos. Xuxa e as noviças, óbviamente inspirado em a Noviça Rebelde tinha uma freira com amnésia, Xuxa sapateando e até um quase strip-tease de Fafi Siqueira vestida de freira. Dispensa comentários, não?

Finalmente acabou, agora basta esperar até o proximo natal para começar tudo denovo. Isso se srobrevivermos às dezenas de restrospectivas de 2008 e dos diversos shows 'da virada'!

Que venham os especiais de fim de ano!
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Os Contos de Beedle, O Bardo

60 minutos! Esse é o tempo que você precisa para ler Os Contos de Beedle, O Bardo (The Tales of Beedle, The Bard) do inicio ao fim. O livrinho, primeiro lançado por J.K. Rowling desde o término da série Harry Potter, aparece em Relíquias da Morte como herança de Dumbledore para Hermione.

O titulo traz cinco contos do mundo bruxo para crianças, semelhantes aos nossos contos de fadas trouxas. O Bruxo e o Caldeirão Saltitante, A Fonte da Sorte, O Coração Peludo do Mago, Babbitty, A Coelha e seu Toco Gargalhante e O Conto dos Três Irmãos. Este último já conhecido dos leitores da série, por aparecer em Reliquias da Morte.

Traduzido das runas originais pela própria Hermione, o volume também conta com notas e comentários sobre cada história, além curiosidades do mundo bruxo e de Hogwarts, escritos pelo Professor Dumbledore, cerca de um ano e meio antes de sua morte.

Ilustrado pela própria autora e com a tradução de Lia Wyler, o livro mantém a linguagem simples e divertida da série original. E assim como Animais Fantásticos e Onde Habitam e Quadribol Através dos Séculos (outros livros lidos pelos alunos de Hogwarts lançados pela autora), tem um percentual das vendas revertida para o Childrens High Level Gruop.

Perfeito para ler na sala de espera, na fila do banco, no ônibus, é pequeno e leve, cabe em qualquer bolsa. Além de ser uma ótima opção para os pottermaníacos deprimidos, que desde o fim da série, foram condenados a viver eternamente presos no mundo trouxa.
Bom, talvez não eternamente. Só até o próximo filme sair, em Junho de 2009!

Os contos de Beedle, O Bardo
J. K. Rowling
Rocco
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Fahrenheit 451

Já que fui atacada pelo monstro da falta de inspiração blogueira (e não sou a única muitos colegas meus estão sofrendo deste mesmo mau, não é Gi? Nayra? Rafa?), resolvi publicar aqui mais um de meus antigos trabalhos. O depoimento de um lívro apresentado naem minha pós-graduação, e ja até mencionado neste blog anteriormente.

Ah! E por falar nisso, sugiro esta mesma opção para meus colegas blogueiros. Vamos lá, publiquem seus trabalhos acadêmicos. Nos esforçamos muitos para que sejam lidos apenas por um professor e meia dúzia de colegas.

Fahrenheit 451

A temperatura na qual o papel do livro pega fogo e queima...

Admito que não fiquei animada em escrever esse depoimento, porque ainda não encontrei um livro que tenha realmente marcado algum instante da minha vida. Talvez por ler aventuras demais, ou ter lido pouco mesmo, de qualquer forma fui procurar em minha prateleira um titulo que tenha me proporcionado “um algo mais”, me deparei com Fahrenheit 451 de Ray Bradbury.

Em uma sociedade totalitária onde os livros são considerados uma ameaça e os bombeiros existem apenas para queimá-los, o bombeiro Guy Montag, começa a mudar seu ponto de vista e questionar o sistema, depois de conversar com sua vizinha adolescente que reflete sobre o mundo a sua volta. A ficção de 1953 é celebrada pela forma como critica a repressão política e a superficilialidade da era da imagem, mas este não foi o motivo pelo qual o escolhi.

Durante sua jornada de descobrimento, Guy, perde pouco a pouco, os referenciais do mundo a que pertencia. Pessoas com que se relacionava, tinha coisas em comum, idéias antes compreendidas agora pareciam completamente estranhas para ele. Assim como ele mesmo parece estranho aos olhos dos outros. Ao mesmo tempo conhece novas pessoas que ampliam ainda mais seus horizontes, afastando-o cada vez mais do seu antigo mundo.

Este foi o motivo de minha escolha, a incompreensão e total falta de reconhecimento entre pessoas com perspectivas diferentes enfrentadas pelo personagem me fez perceber, como essa relação de perda e mudança está presente em meu cotidiano. Parece que à medida que o tempo passa perdemos pessoas pelo caminho, seja pela diferença de interesses, ou de oportunidade. As pessoas estão lá você convive com elas, mas não compartilham mais do mesmo universo, das mesmas idéias. Chegando a um ponto onde você não convive mais com as mesmas pessoas, não freqüenta os mesmos lugares.

Talvez esse fator tenha me chamado atenção por morar em uma cidade pequena onde o conhecimento das pessoas se limita ao que aparece na TV. Não temos cinemas, teatros, jornais locais bibliotecas, livraria apenas uma. A maioria das pessoas que tem acesso a outras fontes de informação e conhecimento mais cedo ou mais tarde abandona a cidade e as pessoas com quem antes conviviam.

Fahrenheit 451: a Temperatura na Qual o Papel do Livro Pega Fogo e Queima
Ray Bradbury
Editora Globo
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