sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Ensaio Sobre a Cegueira

De repente, sem aviso, dor ou sentido algum, um jovem oriental (Yusuke Iseya) fica cego enquanto dirigia, causando caos no pânico de uma metrópole sem nome. Nas horas que se seguem as pessoas com quem ele teve contato apresentam os mesmos sintomas, entre eles, o homem que o ajudou no trânsito (e proveitou para afanar o carro), o olftamologista que o tratou (Mark Ruffalo) e tres pacientes de seu consutório. Um velho com uma venda (Danny Glover), a mulher de óculos escuros (Alice Braga), e um garotinho (Mitchell Nye).

A cegueira branca começa a se espalhar. Logo é tida como uma epideimia, e o governo decide isolar os infectados, em um sanatório desativado. Os seis primeiros chegam acompanhados pela mulher do médico (Julianne Moore), que finge estar cega para não se separar do marido. A partir daí é através dos olhos dela que vemos os mundo e os conflitos e dificuldades que chegam junto com os novos infectados.

Sem revelar aos outros que enxerga a mulher do médico o ajuda a organizar a ala onde vivem, mantendo o minimo de higiene, organização e dignindade. Eles se saem bem até a chegada de novos internos. Um deles se intitula "Rei da ala 3" (Gael Garcia Bernal), e passa a ameçar os moradores de outras alas, cobrando por comida. Agora o principal objetivo dessas pessoas é sobreviver a todo custo. Na guerra por espaço e comida deixam de lado, seus princípios preconceitos e dignidade.

Baseado no livro de José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira, de Fernado Meirelles não é sobre como essas pessoas ficaram cegas, ou a busca pela cura. É sobre como sobreviver com essa dilficuldade. Sobre pessoas desafiando seus limites, completamente cegos em um ambiente desconhecido, isolado e de condições precárias.

Sem vilões ou mocinhos, o filme trata de pessoas reais, e os desafios que cada uma tem que enfrentar diante da estranha epidemia. Embora sem nomes, não há como ficar indiferente a essas personagens, suas visões particulares desse mundo absurdo e as dificeis situações que enfrentam.

Situações essas que apontam de forma gritante a fragilidade da condição humana. Mostram até onde podemos chegar por medo, pela sobrevivência, ou simplemesmente porque achamos que ninguem pode ver. As dificuldades são resaltadas pelos recursos visuais, varias veses o expectador é levado a ver o mundo como as personagens, através apenas dos sons. Imagens desfocadas, escuras demais ou completamente brancas, dão ao publico a mesma sensação de desorientação.

Entretanto diante de dificuldades o homem não só faz coisas terríveis, mas também evolui. Os personagens cegos passam a entender melhor o que está imediatamente a sua volta e consequentemente a si mesmos. A esposa do médico, que tinha a vida focada apenas no marido, por sua vez, passa a ver o mundo de forma mais ampla, sem abandonar seu companheiro.

Mesmo tratando de uma doença inpossível, de uma cidade desconhecida com personagens que mal conhecemos (nem ao menos sabemos os nomes), não ha como ficar indiferente a este filme. Forte, chocante e pertubador!!!

Mudando de tom um pouco, uma coisa me intriga: Porque a Alice Braga sempre carrega um guri a tira-colo nesses filmes???

2 comentários:

Giselle de Almeida disse...

Também gostei do filme, e fiquei pensando: o ser humano pode ser horrível às vezes.

Fabiane Bastos disse...

É! Deprimente, não? Sai triste da sala de cinema.

 
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