terça-feira, 28 de outubro de 2008

Safari no cinema

Programa de segunda-feira a tarde: assistir High School Musical 3 com antigas amigas de escola. Pronto falei! Eu fui sim assistir a HSM3 nos cinemas.

Tá, tá! Eu sei que é besta, comercial, estereotipado, e todo aquele blablabla, que vocês podem ler das centenas de criticas espalhadas pela rede, como esta ou esta. Mas seria hipocrisia minha afirmar que não estava afim de ver este "filme-evento". Primeiro que é um programa perfeito para fazer com amigas da época da escola. Segundo porque adoro musicais. E terceiro porque achei que seria uma experiência curiosa, e não me enganei.

Escolhemos a segunda-feira porque a tendência é ser mais calmo que no fim de semana, certo? Errado, essa experiência é a prova disso.

Bem vindos a selva!
Soltas no cinema, crianças de todas as idades faziam uma algazarra que só deverá ser repetida no próximo show da madona. E quando eu digo todas as idades, são todas mesmo, já que algumas mães afirmam veementemente que seus filhos de 1 ano e meio imploraram para assistir o filme. Sei.

Começamos pela estranha e gigantesca fila de 45min para adquirir o ingresso, que felizmente minha amiga teve que enfrentar sozinha, já que chegou primeiro ao cinema. Contudo tenho minhas dúvidas se a fila era resultado do filme, do ótimo preço do Box São Gonçalo as segundas (R$6,00 a inteira), ou da lerdeza dos atendentes.

Na fila da pipoca mais confusão, pais gritando com os atendentes, pois seus filhos desesperados para entrar na sala, esperneavam por medo de perder os primeiros minutos de projeção por causa da enorme fila.

Lanche comprado, a petizada entra na sala correndo, literalmente. Derramando toneladas de pipoca pelos corredores enquanto os bilheteiros gritam inutilmente: Calma crianças o filme não começou ainda.

Já na sala, a euforia e expectativa é sentida no ar, e no chão. Uma adolescente desesperada, por assentos melhor posicionados, rola escadaria a baixo, e incrivelmente ainda consegue os lugares.

Apagam as luzes. Começa a gritaria. O filme começa direto, sem trailers. Sem nem ao menos aquele aviso: é proibido filmar e fotografar durante a sessão. O que dá mais liberdade a galera com câmeras a postos, filmando cada número musical. Durante todo o filme, gritinhos histéricos são alternados com flashs de câmeras digitais e telefones celulares facilmente identificados no escuro.

Com certeza, essas fotos e vídeos já estão disponíveis no orkut, assim como as fotos que a galera tirou na entrada do cinema, posando sorridentes ao lado da versão em papelão dos atores. Caso queira ver (Até parece!)

Agora o mais estranho de tudo. Ao final do safari na selva de cadeiras azuis, a galera sai correndo da sala, ignorando os créditos em forma de livro do ano, e perdendo os erros de gravação depois dele.

Ué?! Fãs não assistem até o fim? Os de Harry Potter esperaram 20 minutos por uma cena de 30 segundos depois dos créditos de A Câmara Secreta. Talvez estes tenham comprado ingressos para a próxima sessão e correram de volta para fila.

Depois que o tumulto passou, saímos calmamente a sala, deixando para trás apenas funcionários do cinema, incrédulos da quantidade de pipoca no chão. E assim chega ao fim nosso safari no BoxCinemas.

Divirta-se! Entre em um safari com HSM3, esse mês num cinema perto de você!

Ah, é! Sobre o filme.
Bom, sabemos que não dá para comparar com os grandes musicais de antigamente (talvez nem com os de atualmente), embora o filme faça algumas referências a eles, que não são identificadas pelo seu publico porque crianças de 13 não assistiram a esses musicais. O que podemos fazer é comparar com seus antecessores e outras produções do tipo. Nesse caso...

O filme não tem história! Fala sério, escolher para qual faculdade deve ir não é exatamente um enredo. A função do filme é atender aos fãs. Eles curtem os personagens e querem passar mais algum tempo com eles. Os números musicais são mais elaborados da franquia, mas as musicas são as mais chatas também.

Mas devo destacar o numero I Want it all, executado pela dupla de ex-vilõezinhos Ryan e Sharpay (Lucas Grabeel e Ashley Tisdale). Vibrante e exagerado, como musical deve ser, é o numero mais empolgante (e divertido) do filme.

Agora sim.
Esta foi minha divertida tarde de segunda, que valeu o ingresso. Até porque, só custou R$6,00 mesmo (aliais R$3,00 para quem paga meia)!!!
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Mamma Mia!

Antes de mais nada, um aviso para frequentadores ocasionais de cinema:
Nas bilheterias tem panfletos com as sinopses dos filmes, leiam antes de compar o ingresso. Se não gostam de musicais não vão assistir. Cansei de ouvir desavisados como vocês recalamando:
-Ah não! outra música! - Caramba é um musical, esperavam o que?

Desabafo feito, vamos ao filme...

Sophie (Amanda Seyfried, a lourinha burra de Meninas Malvadas), está as vésperas de seu casamento. Criada pela mãe solteirona Donna (Meryl Streep), ela não faz idéia da identidade de seu pai. Após encotrar um antigo diário de sua mãe, ela descobre três possiveis pais, Sam (Pierce Brosnan), Bill (Stellan Skarsgard) e Harry (Colin Firth).

A noiva convida os "candidatos" para a cerimônia, na esperança de descobrir de cara qual deles é seu pai. O que (é claro) não acontece. Então mãe e filha embarcam cada uma em sua jornada. A primeira de encontro ao passado e a segunda de auto-descoberta. Tudo embalado pelas musicas do grupo ABBA.

Divertido, leve, e totalmente insano, como todo musical deve ser! Nada como assitir a toda uma ilha grega cantar Dancing Queen a beira mar. Elementos para encantar o expectador não faltam neste longa.

Sejam as belas paisagens gregas, daquelas que dão vontade de se mudar correndo. As musicas do ABBA, que tem mais sentido no filme que sozinhas (desculpem os fãs mas, realmente sozinhas as musicas são meio chatas, mas no filme estão perfeitas!). O engraçado elenco de apoio, os personagens gregos, não dão um pio, mas são hilários. Ou a divertida sequência de créditos, no estilo discoteca.

Para completar o filme conta elenco estelar e afinado, tanto musicalmente como na química entre os atores. É bom ver Julie Walters, sem uma penca de filhos ruivos e as preocupações que eles trazem a tira-colo, literalmente cantarolando por aí.

Supresa! Pierce '007' Brosnan e Colin Firth, até que cantam direitinho. Já Meryl Streep dispensa comentários, totalmente avontade no papel é ela que dá o tom leve e divertido do filme. Amanda Seyfried, também está ótima, realmente parece filha de Streep.

Baseado no musical homonimo da Brodway Mamma Mia! É diversão garantida para quem curte musicais, para os fãs do ABBA, ou do ótimo elenco.

Bom para quase todos, menos para os bobões que entraram na minha seção por engano!
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Ensaio Sobre a Cegueira

De repente, sem aviso, dor ou sentido algum, um jovem oriental (Yusuke Iseya) fica cego enquanto dirigia, causando caos no pânico de uma metrópole sem nome. Nas horas que se seguem as pessoas com quem ele teve contato apresentam os mesmos sintomas, entre eles, o homem que o ajudou no trânsito (e proveitou para afanar o carro), o olftamologista que o tratou (Mark Ruffalo) e tres pacientes de seu consutório. Um velho com uma venda (Danny Glover), a mulher de óculos escuros (Alice Braga), e um garotinho (Mitchell Nye).

A cegueira branca começa a se espalhar. Logo é tida como uma epideimia, e o governo decide isolar os infectados, em um sanatório desativado. Os seis primeiros chegam acompanhados pela mulher do médico (Julianne Moore), que finge estar cega para não se separar do marido. A partir daí é através dos olhos dela que vemos os mundo e os conflitos e dificuldades que chegam junto com os novos infectados.

Sem revelar aos outros que enxerga a mulher do médico o ajuda a organizar a ala onde vivem, mantendo o minimo de higiene, organização e dignindade. Eles se saem bem até a chegada de novos internos. Um deles se intitula "Rei da ala 3" (Gael Garcia Bernal), e passa a ameçar os moradores de outras alas, cobrando por comida. Agora o principal objetivo dessas pessoas é sobreviver a todo custo. Na guerra por espaço e comida deixam de lado, seus princípios preconceitos e dignidade.

Baseado no livro de José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira, de Fernado Meirelles não é sobre como essas pessoas ficaram cegas, ou a busca pela cura. É sobre como sobreviver com essa dilficuldade. Sobre pessoas desafiando seus limites, completamente cegos em um ambiente desconhecido, isolado e de condições precárias.

Sem vilões ou mocinhos, o filme trata de pessoas reais, e os desafios que cada uma tem que enfrentar diante da estranha epidemia. Embora sem nomes, não há como ficar indiferente a essas personagens, suas visões particulares desse mundo absurdo e as dificeis situações que enfrentam.

Situações essas que apontam de forma gritante a fragilidade da condição humana. Mostram até onde podemos chegar por medo, pela sobrevivência, ou simplemesmente porque achamos que ninguem pode ver. As dificuldades são resaltadas pelos recursos visuais, varias veses o expectador é levado a ver o mundo como as personagens, através apenas dos sons. Imagens desfocadas, escuras demais ou completamente brancas, dão ao publico a mesma sensação de desorientação.

Entretanto diante de dificuldades o homem não só faz coisas terríveis, mas também evolui. Os personagens cegos passam a entender melhor o que está imediatamente a sua volta e consequentemente a si mesmos. A esposa do médico, que tinha a vida focada apenas no marido, por sua vez, passa a ver o mundo de forma mais ampla, sem abandonar seu companheiro.

Mesmo tratando de uma doença inpossível, de uma cidade desconhecida com personagens que mal conhecemos (nem ao menos sabemos os nomes), não ha como ficar indiferente a este filme. Forte, chocante e pertubador!!!

Mudando de tom um pouco, uma coisa me intriga: Porque a Alice Braga sempre carrega um guri a tira-colo nesses filmes???

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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O preço certo

Certa vez uma professora de redação da faculdade me disse:
-Noticia dada é paciente morto. Ou seja não adianta tentar desmentir o estrago já foi feito.

Obviamente essa regra não se aplica aos jornaizinhos de propaganda de lojas, como os da Casa & Vídeo, aqueles que vem dentro do jornal de domingo.

Lá fui eu feliz da vida comprar um filme. De acordo com o tal jornalzinho, o lançamento com dois discos era apenas R$39,90. É, não é barato mas, infelizmente, em se tratando de DVDs, o preço estava mesmo uns R$10,00 abaixo da média.

Chegando lá, me digiri direto a prateleira reservada a filmes com esse preço. Lá estava ele, com uma enorme etiqueta azul de R$44,90. Hã? Corri até a porta e peguei um jornalzinho. Não vi o preço errado no jornal, e o filme estava na prateleira com o preço do jornal.

-Qual o preço certo? Perguntei a um vendedor, ele conferiu o preço no sistema. R$44,90! Mostrei o jornal e a prateleira (eles eram dois, a etiqueta só uma). Ele me encaminhou ao balcão de atendimento.

-Saiu uma errata, o preço no jornal tava errado. Explicou o outro atendente.

-Onde? Perguntei

Imediatamente, ele apontou para o pedestal onde ficam os jornais na porta da loja. Colado atrás dele, uma folha de papel, com quatro erratas, uma delas a do filme que eu compraria.

-Peraí, como eu ia adivinhar que tinha um papel escondido aí atrás? (Cola na caixa do produto, sei lá.)

- É mas o preço é esse!

- Ta bom, não vou levar não. Ah! E coloca o filme na prateleira certa tá.

Sai da loja fula da vida (morrendo de vontade de escrever um post reclamando).
Me dirigi até as Lojas Americanas, e comprei o mesmo filme, pelos mesmos R$44,90.

Nada como uma boa propaganda e atendentes eficientes para conseguir clientes, para o seu concorrrente!!!
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Rebobine por favor

Todo ano tento ir ao Festival do Rio, mas sempre acontecia algo que atrapalhava meus planos este ano foi diferente! Nesta terça-feira eu e a Gi, do Comentar é preciso, enfrentamos uma maratona e chegamos em cima da hora para assisir a Rebobine por favor (Be kind, Rewind).

Dany Glover é dono de uma locadora de bairro que ainda trabalha apenas com fitas VHS. Com o negócio indo mal e precisando de reformas para não ser despejado pela prefeitura ele resolve viajar para pesquisar sobre novas tecnologias (DVD) e deixa a locadora a cargo de seu ajudante Mike (Mos Def).

Mike tem um amigo idiota, Jerry (Jack Black), que por acidente desmagnetiza todas as fitas da locadora. Para repor o estoque os dois amigos resolvem refilmar os titulos da loja com os recursos que tem a mão. De Rei Leão a Conduzindo Miss Daisy, as versões "suecadas" (é, eles tem um termo especialmente criado para identificar as refilmagens toscas) fazem grande sucesso na vizinhança aumentando a demanda da locadora.

O filme não tem visual muito elaborado, na verdade dá a impresão de ser produzido no mesmo estilo das fitas "suecadas", talvez para aumentar o efeito. O incio é um pouco lento, demora a apresentar os personagens e não o faz muito bem, deixando algumas dúvidas que são respondidas mais tarde. E ainda sobram umas pontas soltas no enrredo.

Entretanto é um filme leve e divertido. Uma verdadeira aula de fazer cinema com recursos e efeitos especiais improvisados, como na cena onde recriam King Kong usando um truque de perspectiva ou com as maquetes invertidas para recriar o vôo do carro de MIB.

Obrigatório para qualquer cinéfilo, que vai ser divertir identificando não apenas os filmes suecados, mas também as caixas das fitas nas prateleiras da locadora. - É incrivel como a capa de Bridget Jones é reconhecível, mesmo a distância e com Jack Black fazendo palhaçadas em primeiro plano!

Valeu a maratona!!!
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