quarta-feira, 23 de abril de 2008

Penélope

Moral da história:
"Não é a maldição, mas o poder que você dá a ela."

Não! Isso não veio de um conto de fadas da Disney.
É um alívio saber que não é só na terra do Mickey que são produzidos filmes com boas mensagens, não é?

A frase é de Penélope, que é sim um conto de fadas, mas passa longe dos príncipes encantados e das bruxas malvadas, mas também não zoa com eles (como acontece em Shrek e Encantada). Divertido, leve e bonito o longa é a prova de que um conto de fadas pode ser doce e inteligente sem precisar de formulas ou estereótipos.

O filme conta uma jovem aristocrata, herdeira de uma fortuna, mas também de uma secreta maldição. Que só será quebrada quando Penelope Wilhern (Christina Ricci) encontrar um verdadeiro amor. Pretendentes até surgem, sempre interessados em seu dote milionário, mas todos acabam recuando ao saber da maldição. Um repórter quer descobrir o segredo e contrata um suposto pretendente para a jovem, Max (James McAvoy). Mas ele acaba se apaixonando de verdade pela moça e, para não magoá-la, desaparece. Triste e solitária, ela terá o apoio apenas de Annie (Reese Witherspoon), um tipo de garota que Penelope gostaria de ser.

Um achado na locadora, digno de um feriadão de chuva, o filme é doce, sem ser melado, e cheio de surpresas e diálogos inteligentes. Ok, talvez não sejam surpresas tão surpreendentes assim, afinal ainda é um conto de fadas, mas vale a pena!!!
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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Treinando o Papai

Já faz quase duas décadas desde que o governador da Califórnia salvou o pequeno Dominique do pai traficante em Um Tira no Jardim de Infância (Kindergarten Cop, 1991), mesmo assim a fórmula “brutamonte e criancinha” ainda enche as salas de cinema. Em 2004 Vin Diesel se esforçou para proteger um bando de crianças encrenqueiras Operação Babá (The pacifier). agora a Walt Disney Pictures coloca Dwayne "The Rock" Johnson no papel de pai de primeira viagem.

Joe Kingman (Johnson) é estrela de um time de futebol americano, solteirão convicto, tem a vida perfeita, é rico, está no auge de sua carreira e não precisa se preocupar com mais ninguém além dele mesmo. A utopia é interrompida quando a pequena Peyton, interpretada por Madison Pettis, bate a sua porta. Fruto de uma noite de despedida com sua ex-mulher a menina de oito anos chega de surpresa para ficar com o pai durante um mês, enquanto sua mãe está na África. A partir daí Kingman tem que aprender a administrar a carreira de pai e jogador.

Para quem está acostumado com as produções Disney, não é muito difícil adivinhar o desenrolar da história, recheada de clichês e mensagens positivas, presentes na maioria dos filmes do estúdio. Mas o interessante em filme não é saber o que acontece, mas como acontece, e é o tratamento dado a história que agrada. Conduzida de forma inteligente e bem-humorada, agrada as crianças sem aborrecer os adultos. A trilha sonora, recheada de canções de Elvis Presley, grande ídolo de Joe, é outro atrativo para o público mais velho.

Johnson assume seu lado “ator canastrão” e agrada com uma atuação mais leve. O destaque fica com a Madison, conhecida da criançada do seriado Cory na Casa Branca (exibido no Disney Channel), ela conquista o público, que se diverte junto com ela. Ainda no elenco estão Morris Chestnut, Kyra Sedgwick (da série Divisão CriminalThe Closer) e Roselyn Sanchez (DesaparecidosWith out a trace).

Recheado de clichês, o longa faz uso do bom-humor, tratamento impecável e da simpatia da pequena Maddison, para conquistar o público. É uma comédia despretensiosa, onde o único objetivo é divertir, e assim grada a todas as idades.

Treinando o Papai (The Game Plan)
EUA - 2007 - 110min 
Comédia
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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Saidos da minha estante

A Rafa me mandou mais um meme, dessa vez a tarefa é listar 5 livros que adorei e um que tenha achado perda de tempo. Começando pela parte ruim...

Desisti de terminar a leitura de O Diabo Veste Prada de Lauren Weisberger. O argumento é bom, e o texto até que flui bem, mas antes de chegarmos ao meio do livro percebemos que a autora abandona o ritmo. A história para de evoluir e a protagonista passa a reclamar e achovalhar a chefe. Fica chato! Chato mesmo parece o diario de uma adolescente em crise. A mudança é provavelmente um reflexo dos sentimentos da autora, uma vez que o livro é baseado em uma experiencia real. O bizarro é que o livro rendeu um ótimo filme.
É a primeira vez que o filme é melhor que o livro!

Agora a parte boa...

Só pra contrariar a Rafa eu ia colocar o Código da Vinci na lista, mas seria uma mentira, porque Anjos e Demônios é melhor!
A pôlemica em torno deste é menor, mas a hitória é mais inteligente e empolgante. Também adoro o fato de a história mostrar a igrêja como uma instituição e não como uma ordem divina (é a empresa mais antiga e bem sucedida da história). Embora Dan Brown não seja um Shakeaspeare, gosto do ritmo, que facilita e agiliza a leitura em qualquer lugar a qualquer hora.
É um bom livro para ler no ônibus!!!

Contos dos Irmãos Grimm de Clarissa Pinkola Estes, reune os contos de fadas que já conhecemos como Cinderela, Bela Adormecida , entre outros (são 53 contos no total), mas sem a tonelada Disney de açucar a que estamos acostumados. Mais proximos das versões originais, os contos ficam sombrios, as fadas "dão no pé" e o "felizes para sempre" não acontece para todos. Tim Burton faria uma festa com qualquer um deles!!!!

A Droga da Obediência de Pedro Bandeira, eu tinha 11 anos e li em dois dias, não tem como não entrar nessa lista! Um bando de guris descobrindo crimes que adultos nem percebem.
E voltando para o universo cinéfilo toda a coleção dos Karas daria uma franquia de filmes infanto-juvenis incrível. Afinal não da por cinema nacional continuar oferecendo apenas Xuxa e Didi pra petizada!

Farenheit 451 de Ray Bradbury esse tem um explicação complexa, que algum dia publico aqui, por hora fiquem com a versão curta. Livros são proibidos, bombeiros só existem para queima-los, um deles resolve desaficar as regras e vira um foragido.
Polêmica, avêntura, desafio aos costumes da sociedade....hum....Fabiane gosta!

Não podia faltar um Harry Potter não é?!! Quando resolvi ler os primeiros 4 livros de J.K. Rowling, aos 16 anos, eu ja tinha perdido o gosto pela leitura (resultado de pessimos livros impostos por professores). Me assustei quando percebi que ainda gostava de ler, o bruxinho reeducou minha leitura. E provavelmente sem ele não teria lido nenhum desses livros aí acima (exceção da Droga da Obediencia). E como tem que escolher um só fico com O Prisioneiro de Azkaban, pois adoro o estilo "De Volta para o Fututo" que ele tem.

Tão aí os 5 livros que minha mente perturbada mais curtiu! E o que ela nem se deu ao trabalho de terminar!!!

Agora quero saber os favoritos (ou não) de Nayra e Giselle.
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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Angel

Em minha opinião, trechos de shows não podem ser considerados clipes musicais. Eles podem até ser usadas no vídeo, mas este precisa de algo mais, uma produção diferente, se não são apenas um trecho de um show filmado.

Até hoje nunca entendi porque programa de clipes como TVZ, exibem imagens de show como clipes, e vou continuar não entendendo por muito tempo! Mas essa semana me deparei com uma imagem de show que me chamou a atenção.

Nunca curti muito, Angel de Robbin Williams, especialmente depois de ouvir a versão do KLB para a música. Mas a apresentação da musica em um show (realizado em Knebworth que deu origem ao DVD), exibida em forma de clipe, é muito interessante.

O publico se apodera da musica, e ao cantor só resta assistir admirado. Basta saber o que me chamou mais atenção, o entusiasmo do imenso coral formado pelo público ou a cara de bobo de Robin Williams ao ouvi-lo.

Não é um show novo, mas merece ser visto e revisto. Desde que não seja apresentado como clipe musical, é claro!

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segunda-feira, 7 de abril de 2008

Quando Hollywood encontra Bollywood

Tarde de domingo zapeando a TV. Normalmente não se espera muito de um programa desses, mas de vez em quando algo curioso acontece!

No sobe e desce de canais, um filme da HBO me chamou atenção. Bastante colorido, aparentemente passado na Índia e com Naveen Andrews, o Sayid de Lost no elenco. Logo pensei “vamos ver como esse cara se sai, com um personagem menos durão, que tem teto e água encanada”. Minha resposta veio segundos depois, quando sem mais nem menos todos os personagens começaram a cantar e saltitar pelo cenário, “é um musical?”

Não era um Cantando da Chuva, mas a curiosidade me manteve no canal. Depois do choque de ver o torturador Sayid, cantando e dançando (não acredita veja o vídeo no fim do post), comecei a notar coisas familiares na história.

Uma mãe tentando casar quatro filhas, um ricaço chamado Darcy, intrigas, amor, ódio, orgulho, preconceito....

A Noiva e o Preconceito é o que acontece quando Bollywood e Hollywood se juntam para transformar um romance inglês em um filme musical. O longa de 2004 adapta Orgulho e Preconceito, de Jane Austin, de forma inusitada e estranha para quem não está acostumado ao estilo do cinema indiano.

Não é um filme bom. Aliais, é o primeiro filme “é tão ruim que é bom” que eu vi. Dizem que alguns filmes são ruins de propósito. O fato é que não pude mudar de canal até o fim. É interessante ver uma história conhecida apresentada de forma tão peculiar, desde que não se tenha preconceito com o diferente.

Ainda no elenco tem Aléxis Bledel (a Hory de Gilmore Girls) caíndo de para-quedas no meio da história, como a irmã do endinheirado Sr. Darcy.

Assistam uma das versões tradicionais do romance, e mais tarde a essa pérola ao estilo Bollywood. Garanto que a experiência será no mínimo curiosa.
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terça-feira, 1 de abril de 2008

Direto do tunel do tempo...

Você ja encontrou um bilhete ou texto antigo perdido pela casa? A maioria das vezes nem lembramos que o escrevemos, mas quando nos deparamos com eles viajamos no tempo. Além, é claro, de rir bastante com o que achavamos importante e hoje poderia soar até esquisito.

Normalmente, encontro dentro de livros, caixas e até fundos de gavetas. Entretanto dessa vez consegui uma proeza, encontrei um texto meu perdido na net!

O texto que escrevi em 2002, está postado até hoje na área de comentários do site e-pipoca. Foi a primeira vez que tentei fazer uma critica de um filme. Adimito o texto é meio (ou melhor bastante) fraco, mas foi divertido conferir como meu texto evoluiu (eu acho).

É uma pena que com o tempo a conta tenha sido cancelada, pois seria interessante encontrar outros textos que escrevi na mesma época. Vou continuar procurando, agora divirta-se com minha primeira aventura no mundo da análise de filmes.

Star Wars: Episódio II - Ataque dos Clones

Contrariando a crítica, o segundo episódio da saga de Geoge Lucas agrada tanto aos fãns da série quanto aos novos espectadores.

A espera de 3 anos não foi em vão Star Wars - Episódio 2: Ataque dos clones é melhor que seu antecessor ( A ameaça fantasma), retoma o brilhantismo da série, está sendo consideradas por muitos críticos o melhor filme desde o Império contra-ataca e ao mesmo tempo, recebendo diversas críticas negativas, tem conseguido uma ótima bilheteria nos Estados Unidos (apesar da disputa com o Homem Aranha) e no Brasil promete repetir o mérito.

O longa que foi totalmente rodado com câmeras digitais desenvolvidas especialmente para a produção, se passa 10 anos após o filme anterior mostrando o reencontro de Anakin Skywalker ( agora já crescido) e Amidala ( Senadora e ex-princesa), em meio a uma confusa trama de relações públicas que resultará na transformação da República em Império, assunto que é explorado paralelamente com a transformação de Anakin em Darth Vader.

"O Império não derrotou a República, o Império é a república" é o que Lucas tenta enfatizar nesses últimos filmes. O desfecho de como uma democracia se tornou ditadura, e de como uma pessoa boa tornou-se má, só será dado no 3º episódio (é claro), mas este filme deixa pistas de como aconteceu. Nele já podemos notar as alterações de humor de Anakin, e sua tendência a discordar de seu mestre, o que o levará ao lado sombrio, além do Supremo-chanceler Palpatine que na verdade esconde suas atribuições do lado negro da força.

Os efeitos especiais são perfeitos (como era de se esperar). O enredo é mais ativo e envolvente trazendo vários momentos de tensão e suspense indispensáveis a trama. R2D2 e C3PO mais uma vez são responsáveis pelos momentos engraçados que dão leveza a trama. Natalie Portman (Amidala) e Hayden Cristensen (Anakin) conduzem brilhantemente o romance entre os futuros pais de Luke e Léia. Ewan McGregor (Obi-Wan Kenobi) conduz bem seu papel de tutor de Anakin dando serenidade ao personagem, enquanto o jovem Hayden traz a tela um meio termo entre o Anakin de 9 anos e o vilão Darth Vader.

E é claro que as magníficas batalhas com sabres de luz não podiam faltar.Mas indiscutivelmente a melhor coisa do filme é poder vez o mestre Yoda (que tem mais de 900 anos) empunhando o sabre de luz e realizando acrobacias de fazer inveja a filmes como "O tigre e o dragão".

Com um mestre Yoda guerreiro e menos Jar Jar Binks, o filme prova que, a FORÇA está com Geoge Lucas mais uma vez.
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